Igor Ferreira da Silva perde o cargo no MP paulista

O Ministério Público de São Paulo determinou a perda do cargo do promotor Igor Ferreira da Silva, condenado a 16 anos de reclusão pelo assassinato de sua mulher, a advogada Patrícia Aggio Longo, de 27 anos. A decisão do MP será publicada no Diário Oficial nesta quarta-feira (4/1) e foi tomada porque a condenação do promotor transitou em julgado — não cabe mais recurso.

Patrícia foi morta em junho de 1998, grávida de sete meses, com dois tiros na cabeça, na estrada de um condomínio em Atibaia, cidade a 60 km da capital paulista. Igor Ferreira continua foragido.

A Procuradoria-Geral de Justiça denunciou o promotor por homicídio qualificado e por aborto. Em 18 de abril de 2001, Igor Ferreira da Silva foi condenado a 16 anos e quatro meses de reclusão pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo. Foi a primeira vez na história que um promotor foi julgado por homicídio perante o TJ paulista.

Claudio Julio Tognolli

é repórter especial da revista Consultor Jurídico

boca disse:
01 de novembro de 2006 às 16:00

Antes tarde do que nunca, agora só falta coloca-lo na jaula.

Você precisa estar logado para enviar um comentário.

Leia também