STF cria pontos de memória e segue restaurando itens após 8/1

O Supremo Tribunal Federal segue restaurando o patrimônio público depredado por bolsonaristas durante os ataques antidemocráticos do dia 8 de janeiro. A corte já recuperou 28 itens do acervo histórico e artístico e criou pontos de memórias para registrar a violência da invasão.

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Espaço Uragami, ponto de memória dos ataques ao STFFlickr/STF

Dentre as obras restauradas está o quadro "Os Bandeirantes de Ontem e de Hoje", do artista plástico Massanori Uragami. Ele está exposto no primeiro ponto de memória: o Espaço Uragami, no Hall dos Bustos (que abriga bustos de figuras importantes da República).

Junto ao quadro estão expostos objetos usados pelos golpistas para a depredação, como bolas de gude e pedras do piso da Praça dos Três Poderes; além de fragmentos de itens destruídos, como o espelho do Salão Nobre, fotos arrancadas da galeria de presidentes e uma cadeira e um exemplar da Constituição queimados.

O busto do jurista Rui Barbosa, danificado pelos invasores, também continuará exposto no tribunal sem ser restaurado, ostentando uma "cicatriz".

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Quadro "Os Bandeirantes de Ontem e de Hoje", restaurado pela corteFlickr/STF

Já foram recuperados outros dez bustos de figuras históricas, dois brasões da República, cinco quadros, a galeria de fotografias dos ministros presidentes, o crucifixo em bronze do Plenário e a escultura "A Justiça", de Alfredo Ceschiatti, que representa a deusa grega Themis.

As atividades de reconstrução priorizaram o espaço do Plenário do STF, que já foi reinaugurado no último dia 1º/2, na sessão de abertura do Ano Judiciário.

Por outro lado, 31 itens tiveram perda total, como cadeiras, bases dos bustos, vasos e a escultura "Os Dois Magistrados", de Remo Bernucci. Uma bandeira do Brasil não foi localizada. Com informações da assessoria de imprensa do STF.

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