Uma audiência para ouvir testemunhas num caso de seguradora de veículos deu o que falar. Menos pelo caso em si e mais pelo desentendimento entre advogada e juiz. O que era para ser uma audiência, se transformou num bate-boca. A informação está publicada no site The Sunda & Times.
A advogada Sandra Paulino acusa o juiz Antonio Carlos Santoro Filho, da 26ª Vara Criminal Central, de aspereza no tratamento e falta de paciência em ouvir a testemunha — que também, segundo ela, demonstrava pressa em ir embora.
Durante a discussão, ele teria levantado a voz e dito que a advogada era um “problema”. Ela respondeu:“Eu disse, para todo mundo ouvir, dentro e fora da sala, ‘não grite comigo, não tenho medo de grito!’.
Os fogos estão longe de cessar. Sandra fez representação na Corregedoria contra o juiz e solicitou explicações. Ele devolveu na mesma moeda: não só representou a advogada na OAB-SP como também entrou com processo de injúria, calúnia e difamação contra ela. O juiz foi procurado pela revista Consultor Jurídico, mas preferiu não comentar o assunto.
Pelo que conheço, o Dr Santoro Filho, não é de seu feitio usar de asparesa e falta de paciência.
Seria falta de tirocínio por parte da causídica? a ponto de não contornar a situação?
"Eu disse para todo mundo ouvir, dentro e fora da sala"...
Aí não é dizer, é gritar.
Coisa atípica para a nobre profissão dos operadores do direito.
A paz é melhor solução!!!!!!!
Será que esse áspero Santoro não seria parente do Santoro conspirador? A família faz história.
Como falta união aos advogados. Duvido que um médico fosse capaz de se insurgir publicamente contra um colega, assim como fez o Dr. Luiz Franco.
Quando li o cometário do Dr. Luiz, pensei imediatamente que, ou ele queria "babar o juiz" ou não tem experiência de fórum, onde juízes se sentem acima do bem e do mal, inigualáveis em sabedoria, poder e soberba. Alguns acham que os Advogados são sub-raça jurídica, que nao se igualam em saber jurídico e não merecem o tratamento respeitoso que dita a lei.
Dr. Luiz, ontem foi com a colega AMANHÃ SERÁ COM VC.
Deveras, o comentário do colega Dr. Luiz Franco não poderia ser mais inconveniente. No mínimo, politicamente incorreto. É óbvio que a nobre e estrênua colega gritou. E o fez, segundo se pode depreender do relatado na matéria, em retorsão à atitude imputada ao magistrado. Como nas audiências por vezes o clima atinge temperaturas de Mercúrio, se o juiz agiu com falta de decoro para com a advogada, a retorsão foi mas do que merecida. Aliás, é bom que se rememore, na maioria da vezes é preciso gritar SILÊNCIO, se se quer realmente calar a algazarra. A temperança aconselha que os fatos sejam apurados para se determinar de quem partiu a injúria, pois o outro tem o direito de revide. Destarte, até que se prove o contrário, a nobre colega tem o meu apoio, e quanto ao nobre Dr. Luiz Franco, exorto-o que repense seu posicionamento, pois nós advogados punimos nossos pares, por meio do Tribunal de Ética, sempre que resta provada a infração. Mas o mesmo não se pode dizer dos magistrados, pois os procedimentos administrativos a que são submetidos (quando o são) corre em sigilo tão hermético que nem mesmo Deus deve ter acesso ao autos.
(a) Sérgio Niemeyer
Acho que ao estarmos em tempo de penitência, devemos aproveitar os dias da semana santa e procuramos pensar um pouco em Deus.
Sugiro a leitura do CATECISMO DA IGREJA CATOLICA!
Por favor deixemos futilidades à parte!
Edith- advogada
Complementando ao comentario do Dr.Sergio -digo mais, uns se acham "deuses" e outros têm certeza.
Aliás tem se tornado vezo tanto a Magistratura como o MP acharem que somos sub-raça.
O que não se pode é baixar a cabeça como gado encurralado entrando no funil para a morte.
A guerra está declarada há muito tempo, mas parece que somente agora os advogados resolveram responder à altura.
Faz-nos lembrar um juiz do Tribunal de Júri (Santo Amaro), que agora me foge o nome, que qualquer desentendimento ou por ir com a cara do advogado, lhe dava voz de prisão.
Nao sei está se dando bem na profissão, pois estamos esperando noticia que encontre a sua outra metade.
Na Lei a coisa funciona muito bem.
Não há hierarquia entre juizes, promotores e advogados...as audiências seguem o que mandam os artigos dos códigos..uma beleza.
Só que somos seres humanos, os juizes são e os promotores (por incrível que pareça) tambem são...nem eles acreditam mas são.
Brincadeira...tive a oportunidade de estudar na Escola Superior do MP e existem excelentes seres humanos dentro do MP Paulista.
Bem... Já que não somos robos e temos sentimentos e emoções então que as coisas aconteçam...de quando em veiz um pequeno "quebra-pau" pode ser interessante e divertido...não é o fato de operarmos o direito que deixar rolar um "barraco" seja crime, pecado ou imoral...eu acho.
Claro que devemos tentar nos controlar para que tudo fique dentro de certos limites, até para não realmente adentrarmos dentro do ilicito ou do exagero.
Sou adepto ainda ao que alguns profissionais do futebol dizem: "O que acontece dentro do campo é pra resolver lá dentro e pronto"...
Se um juiz for "aspero" que o advogado tambem seja (se quiser) e se um promotor gritar que o advogado grite e se eles se acham superiores mostre dentro do processo quem é que é melhor....
E deixemos as representações e as picuinhas realmente para os casos em que incorrer o exagero ou os tapas...fora isso...que se resolvam os problemas dentro das proprias audiências.
A advogada deveria ter solicitado de imediato a intervenção do plantonista da Comissão de Prerrogativas da OAB/SP que se mantem junto ao Forum Ministro Mario Guimarães, em sala propria, para que o mesmo constatasse o fato e tomasse as providencias cabiveis através do Orgão competente e a advogada assistida por membro da comissão;
As atitudes isoladas de advogados repercutem em outras contra si formuladas pelos magistrados, porem, sem a flagrancia do acontecido constatada pela OAB, operando em prejuizo das partes;
Dra. Sandra Paulino é sobeja conhecedora deste procedimento relatado, tendo sempre sido apoiada, em sua carreira, por varias gestões anteriores ,pela comissão de direitos e prerrogativas, nos seus entraves com magistrados, delegados de policia e promotores de justiça;
Deveria a colega também denunciar o respeitoso juiz pelo crime de abuso de autoridade. Esquece-se o magistrado que a fase inquisitorial é feita pela Polícia Judiciária. Em sala de audiência o tratamento deve ser de urbanidade - que lamentavelmente nem sempre o é.
O advogado jamais é o problema, pelo contrário, é essencial a Justiça. Enquanto juízes estreitos continuarem a ter tal comportamente perdem todos. Perde os juízes cordatos, respeitosos e ciosos do relevo de sua atividade, que cientes disso desenvolvem seu labor sempre no sentido de obter o fim maior -JUSTIÇA.
Perdem os advogados que precisam se altercar com tais autoridades - desnecessariamente.
A OAB precisa urgentemente agir de forma contundente contra tais desvarios.
O nosso dia-a-dia oferece muitas situações de provocação, de afronta. E em muitos casos não dá para esperar chegar representante de comissão, nem dá para baixar a cabeça e aguentar a afronta. Muitos de nós já vivemos este tipo de situação. Desculpem a expressão, mas ninguém tem sangue de barata. Às vezes se você não responder na hora pode ganhar uma bela úlcera, um cancer, ter um derrame. Não conheço os pormenores do caso, mas, em princípio, me solidarizo com a colega Sandra e endosso as palavras do colega Sergio e da colega Edith.
Ao Alvaro Benedito contraponho resumo da fábula "Cão/Coelho":2 vizinhos c/filhos e bichinhos de estimação:cão/coelho.Juntoscresceram/amigos se tornaram. Anos depois, família viaja e a outra vê, no domingo, entrar o cão/c/coelho entre os dentes/arrebentado/morto. Apanha muito.Cuidados c/o corpo do coelho fazem parecer um coelho dormindo.Em seguida, ouvem os vizinhos chegando e os gritos das crianças.O dono do coelho parece ter visto fantasma. O coelho... O coelho o que? Morreu! Morreu? Morreu 6ªf! 6ª? Foi, antes de a gente viajar!As crianças o enterraram no fundo do quintal! O cachorro, buscou o amigo, nada mais! É o grande personagem desta estória. O ser humano continua julgando os outros pela aparência, mesmo que tenha que deixar esta aparência como melhor lhe convier. É a tendência de julgar antecipadamente. Donos da verdade? Pode ser, mas existem 4 coisas na vida que não se recuperam: a pedra atirada; a palavra proferida; a ocasião perdida e o tempo passado.O plantão foi acionado imediatamente ao sair da sala de audiências em protesto contra a atitude do juiz e o plantonista fez relatório à Comissão onde o i. colega foi assessor em 1999 e onde há relatórios que o tempo e a memória não apagaram...A comentarista agradece a atenção que ainda desperta no nobre colega.
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