Documentário quer comparar políticas de separação de casais

Depois de seis meses acompanhando a mediação de quatro casais em Quebec, no Canadá, a produção de Mediação Familiar Brasil-Canadá chega para captar a parte brasileira da produção. As filmagens estão previstas para iniciar em maio.

Dirigido por Denis Rodriguez e produzido por Cássio Filgueiras e Célia Cristina Whitaker, com patrocínio da Agência Cida — Canadian International Development Agency –, do Consulado Geral do Canadá em São Paulo e da Aster Petróleo, o filme quer retratar como a mediação pode ser usada como ferramenta na resolução de conflitos familiares.

O documentário é baseado no trabalho desenvolvido pelo Centre Jeunesse de Montreal e irá acompanhar o processo de separação de oito casais — metade no Brasil e metade no Canadá. O objetivo é comparar os modelos de política pública exercida em cada país.

No Canadá, onde o trabalho já foi concluído, a produção observou que as separações são feitas de modo consensual e amigável, tanto para os cônjuges como para os filhos. Constatou também que o modelo canadense agiliza sensivelmente o trâmite jurídico.

Em todo o mundo, a cultura da paz (na qual o modelo de mediação está inserida) representa um desafio para os governos sociais. No Brasil não há políticas públicas que dêem conta do colapso das relações pessoais e familiares. As separações litigiosas são altamente custosas para o Estado e para os membros da família; os processos são lentos na Justiça e abalam a estrutura psicológica de todos os envolvidos.

Com apoio do Instituto da Paz, do IBDFAM (Instituto Brasileiro de Direito de Família), da Sociedade Brasileira de Psicanálise, do CEREMA (Centro de Referência em Mediação e Arbitragem) e do Pró-Mulher e Cidadania, entre outros, o documentário será mostrada pela primeira vez em 30 de setembro, no MASP, seguido de palestra e debate com mediadores canadenses e brasileiros. (Mari Botter – Assessoria de Comunicação)

Maria Lima disse:
26 de abril de 2004 às 21:32

Parabéns ao pessoal da Mediação!
Denis Rodriguez foi, ele próprio, na prática, imbatível Mediador, conduzindo os processos em que atuou com maestria, e com tal naturalidade, que as partes chegavam a pensar - ao final dos processos, claro - que o advogado era prescindível.
Desejo sucesso à Mediação, talvez o único meio de solucionar graves conflitos com tempo para que as partes possam fruir do bem que disputam. No Judiciário, "ganhar e não levar", é algo que não pode mais existir; a Mediação é, mesmo, grande esperança nesse sentido. A todos, desejo a colheita dos excelentes frutos que, pioneiramente, plantam. Ao Denis Rodrigues, inesquecível Diretor do Departamento Jurídico XI de Agosto, sucesso absoluto e mais do que merecido é o que desejo, de coração. Maria Lima

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