Procurador da República no DF pode ser afastado do cargo

Está marcada para esta terça-feira (7/12) uma reunião sigilosa no Conselho Superior do Ministério Público que pode decidir a vida do procurador da República no Distrito Federal (DF), Guilherme Schelb. Uma reportagem publicada no jornal O Globo traz a informação de que ele pode ser demitido.

O procurador é acusado de pedir dinheiro a empresas investigadas por ele para bancar projetos pessoais, o que é incompatível com o cargo que ocupa.

A soma chegaria a R$ 70 mil que seriam usados para a manutenção de um site e a publicação de um livro escrito por Schelb. O procurador teria conversado sobre o assunto com empresas como Brasil Telecom, Souza Cruz, Fiat, Coca-cola, Volkswagen e o Sindicato de Empresas Distribuidoras de Combustíveis.

A comissão de sindicância da Corregedoria Geral do Ministério Público pediu a abertura de um processo administrativo e o afastamento imediato de Schelb. Para que ele seja demitido são necessários os votos da maioria simples dos subprocuradores. A relatora da comissão de sindicância, subprocuradora-geral Maria Caetano, destacou que havia graves indícios de irregularidades na empresa de propriedade de Schelb, a GS Centro de Educação e Prevenção Infanto-Juvenil.

O procurador se notabilizou por ter comandado, nos últimos anos, diversas investigações que atingiram várias autoridades federais, como o ex-secretário-geral da Presidência no governo Fernando Henrique Cardoso, Eduardo Jorge e o ex-diretor do Banco do Brasil, Ricardo Sérgio.

Caso seja aprovado o pedido de abertura do processo, este deverá estar concluído em até 90 dias.

Gesiel de Souza Rodrigues disse:
07 de dezembro de 2004 às 15:53

O tempo é o senhor da razão....Nada como o passar do tempo para que as pessoas se mostrem. Rosseau dizia que o poder não mostra o poder revela... Enebriados pelos holofotes da mídia exageros inomináveis foram cometidos. Pelo teor da notícia "existe algo de podre no reino da Dinarmarca".

É ainda importante que seja atribuído ao Sr. Procurador o direito a mais ampla defesa e ao contraditório, como previsto na Magna Carta. Isso é fundamental para que ele saiba o quanto isso é importante para os cidadãos que tem contra si imputações ou até mesmos meros indícios ou insinuações.

Francisco Lobo da Costa Ruiz - advocacia criminal disse:
07 de dezembro de 2004 às 20:35

Ei gente, solta uma pizza bem torradinha!

Antônio Carlos de Lima disse:
07 de dezembro de 2004 às 20:47

Correndo o chapéu. Que coisa feia...

Juvenal Fernandes disse:
07 de dezembro de 2004 às 22:50

O pior é que quando esse rapaz exibido persegue suas vítimas, faz isso com toda publicidade e com o conluio dos órgãos de imprensa. No caso dele, por ser procurador, há um bem cuidado sigilo muito respeitado pelo espírito de corpo de sua instituição. Vamos ver se dessa vez, finalmente, o MPF pune um dos criminosos (no caso dele com o agravante de seu farisaísmo) que se protegem sob suas tão zelosas asas.

LUÍS disse:
07 de dezembro de 2004 às 23:52

Só expulsão? O crime compensa.

Luís da Velosa disse:
08 de dezembro de 2004 às 07:47

Ô gente para gostar de din-din!Ganham bem, mas querem ser milionários. Agora, quem dá tutú na passividade, também tem que ser punido. Nossa Senhora da Conceição da Praia está vendo tudinho. No Juízo Final...

Paraguassú Alves Bertolucci disse:
08 de dezembro de 2004 às 11:14

Como diz o gaucho, "Mas Bah, Tche"

Você precisa estar logado para enviar um comentário.

Leia também