Julgamento de acusados na Anaconda começa nesta terça

Terá início nesta terça-feira (14/12) um dos mais aguardados julgamentos do ano. A partir das 9 horas da manhã a Corte Especial do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) começa a definir o futuro dos 12 acusados de participar de um esquema de venda de sentenças. O caso que ficou conhecido como “Operação Anaconda”.

A Corte será comandada pela presidente do TRF-3, Anna Maria Pimentel. O julgamento vai durar três dias. A previsão é de que cada sessão extraordinária comece às 9 da manhã e só termine às 21 horas. O caso corre em segredo de Justiça, já que investiga juízes federais. Por isso, as sessões serão secretas.

Nesse julgamento, os desembargadores do TRF-3 vão avaliar a denúncia de formação de quadrilha, recebida pelo tribunal em dezembro do ano passado.

As demais denúncias feitas pelo Ministério Público Federal, como as de falsidade ideológica, peculato e abuso do poder só deverão entrar em julgamento no ano que vem.

De acordo com o MPF, o esquema ilícito era comandado pelo juiz federal, João Carlos da Rocha Mattos, juntamente com os delegados da Polícia Federal José Augusto Bellini e Jorge Luiz Bezerra da Silva (aposentado), além do agente federal César Herman Rodrigues.

O relatório final da Operação Anaconda, cujas investigações tiveram início em fevereiro de 2002, possui 145 páginas e também aponta como participantes da quadrilha os juízes federais Casem Mazloum e Ali Mazloum, o delegado da PF Dirceu Bertin (ex-corregedor), a auditora fiscal aposentada e ex-mulher de Rocha Mattos, Norma Cunha, os advogados Carlos Alberto da Costa Silva e Affonso Passarelli Filho e os empresários Wagner Rocha e Sérgio Chimarelli Júnior.

Embora boa parte dos acusados já esteja presa há mais de um ano, o MPF pede que seja aplicada pena de um a três anos de cadeia para os integrantes da quadrilha.

Francisco Lobo da Costa Ruiz - advocacia criminal disse:
13 de dezembro de 2004 às 19:50

Pena de um a três anos? Já estão presos há mais de um ano?
Hummmm, entendí!

Rogerio Cirilo disse:
13 de dezembro de 2004 às 21:26

Este julgamento pode ser um marco para o poder judiciario, que de longe tem se mostrado o pior de todos os poderes, pois não consegue enxergar a sujeira que se encontra. Mesmo assim temos bons juízes, pessoas comprometidas com o nobre função de "julgar", e por causa deles precisamos eliminar as laranjas "podres". Claro que neste momento só se pode cumprir a lei, e caso seja comprovada a culpa a pena máxima será de 3 anos, mas o fato é que precisamos mudar as leis para tornar severas as punições a magistrados "bandidos", alías esta combinação é inaceitável. Nada de aposentadoria precoce, nem punições leves demais, precisamos melhorar a justiça, fazendo justiça.

Justo Justino disse:
13 de dezembro de 2004 às 23:16

Faço minhas as palavras de olhovivo!

Mais respeitos aos meus colegas do primeiro grau e às garantias individuais fundamentais!!

Amir Fares disse:
13 de dezembro de 2004 às 23:18

Nesta terça-feira teremos o início do fim de um dos maiores engodos da história do judiciário brasileiro.
Se, de fato, existiram vendas de sentenças estão faltando alguns réus nesta estória, pois não é possível. Onde estão os verdadeiros beneficiados? Algum réu responde por corrupção ativa, por ter oferecido vantagem a algum magistrado em troca de uma sentença absolutória?
Oras, o verdadeiro lucro dessa estória está com a imprensa que cobriu das mais variadas formas este espetáculo do Show Biz OU Show Business, como queiram.
Procuradores como estrelas principais acusando a esmo. Réus que não tiveram, até outro dia, acesso aos autos e o teor completo da imputação que sobre eles pesavam. Tribunais Superiores irredutíveis a atender pedidos mais do que evidentes nos autos.
Vale citar que as polícias têem se entrosado cada dia mais com a imprensa sensacionalista e quando estão desencadeando alguma operação o script é passado aos helicópteros que a tudo presenciam e narram ao vivo em cadeia semi nacional.
Vamos aguardar um resultado longe do justo, mas patético, pois num jogo de cartas marcadas a dúvida é que impera.
Acredito na justiça sobre fatos, provas, acusações seguidas de defesas e sobretudo a de um julgamento isento que observe apenas e tão somente esses elementos citados, pois no mais o resto é VAIDADE.
Boa sorte a Justiça Brasileira.

Wilson César disse:
14 de dezembro de 2004 às 10:40

Dr. Rogerio Cirilo: O mundo concorda com o Sr. Só me permita uma observação: Laranja podre não causa tanta repugnação, não ligue para "pequena torcida", estamos no Brasil.

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