O escândalo da cobrança de propina envolvendo Waldomiro Diniz, ex-subchefe de Assuntos Parlamentares da Presidência e ex-assessor do ministro José Dirceu, é uma coisa “normal do ser humano”. Afinal, “todos temos um lado escuro”.
Assim o procurador-geral da República, Cláudio Fontelles, definiu o caso que abalou as estruturas do Palácio do Planalto.
Contudo, o procurador disse que as providências pertinentes ao Ministério Público Federal já foram tomadas com a designação da procuradora Andréa Albuquerque, da Câmara municipal do Rio de Janeiro, para acompanhar as investigações em parceria com a Polícia Federal.
“Todos temos o nosso lado escuro, que eu chamo de dark. Isso existe em partidos políticos, nas agremiações, nas próprias famílias, é parte da vida. E o que nós devemos fazer é combater esse tipo de conduta, quando essas pessoas deixam transparecer esse lado”, afirmou o procurador-geral.
Fontelles explicou que o caso está sendo investigado por uma procuradora do
Rio de Janeiro porque, pela denúncia, a cobrança de propina ocorreu naquele
Estado, e porque Waldomiro Diniz, exonerado na última quinta-feira, não goza
de foro privilegiado por prerrogativa da função.
O procurador-geral falou ainda que esse tipo de denúncia vai persistir enquanto a maior parte da população continuar vendendo seus votos. “Se nós tivéssemos consciência na hora de votar, o dinheiro não teria grande relevância. É que lamentavelmente, neste país, as pessoas trocam seu voto por uma camiseta, por uma entrada de futebol, por um liquidificador”, afirmou.
A independência do Ministério Público Federal em relação ao Executivo foi frisada por Fontelles. “A nossa postura é extremamente independente. Fui o
primeiro procurador a fazer uma recomendação ao presidente. Recomendei que a verba da Saúde fosse preservada, quando cogitaram cortes no setor. Além disso, processamos a ministra Benedita da Silva por conta daquela viagem ao exterior. São fatos concretos que demonstram nosso posicionamento, concluiu o procurador. (Com informações do Jornal do Commercio)
O douto Procurador Geral está seguindo a cartilha do Presidente Lula: faz declarações de improviso que causam constrangimento. O caso de Santo André somado ao do WD revelam suspeitas sobre a conduta do Min. José Dirceu na arrecadação de fundos para o Partido. Ressalto: são meras suspeitas e que por isso mesmo devem ser apuradas. Informação: a Polícia Federal demorou 3 dias para cumprir o mandado de busca e apreensão na residência do " ministro" Waldomiro, como este sujeito era tratado no Congresso Nacional tamanha a sua influência.
Enquanto não se aprovar a reforma Política e com ela o Fundo Público de campanha, será impossível evitar fatos como o do Waldomiro. O PT-DF não recebeu o dinheiro. O bicheiro diz que não deu. Fica o dito pelo não dito. Quem garante que o Waldomiro não queria embolsar o dinheiro?. Além do que: ninguem houve mais falar da prestação fajuta do PSDB na campanha do Zé Serra; e a compra de Deputados para aprovar a reeleição do Fernando II!?. A folha de São Paulo publicou logo após a eleição de FHC em 1994, que ele teria comprado 200 cabeças de gado de raça, para a uma fazenda dele e do socio Sergio Motta. De onde saiu o dinheiro? Voltando mais atrás: Na eleição de 1989, o jornalista Gilberto Dimenstein, enviado do jornal a Alagoas, publicou materia em que afirmava que o então condidato Collor era usuario de drogas, o caso foi abafado, o Collor foi eleito, e deu no que deu.
Olhem o Senado Federal e a Camara de Deputados, existe uma minoria de espertos que ficam milionario com poucos mandatos. Alguém dúvida que a famila de ACM seja das mais ricas da Bahia? Pois é ele é médico e nunca teve paciente, fez fortuna na politica.
Pois é eu escolho meu vereador, meu deputado estadual e federal com muito critério. E vocês?
Corrupção no Brasil. já é "coisa normal do ser humano". Vindo da boca de quem veio, a conclusão que tiro é que os brasileiros estão definitivamente perdidos, ou melhor, ROUBADOS.
Vamos restabelecer a verdade. Todo ser humano apresenta uma dicotomia moral, o que foi relatado por Robert L. Stenvenson na sua obra imortal "O Médico e o Monstro". Lado Dark ele falou? A linguagem não é boa, mas para os dias atuais dá pra passar!
Se o MP diz estar ciente de que os mandatos são comprados de alguma maneira, é preciso maior vigilância sobre a obscuridade. O grande problema é que, ante o perigo de que alguém acenda uma lanterna, logo se erguem barreiras, como a tese da "normalidade" abraçada, logo logo adotada pelo povo para compor uma música de carnaval.
"Todos temos o nosso lado escuro, que eu chamo de dark. Isso existe em partidos políticos, nas agremiações, nas próprias famílias, é parte da vida".
Quanta bondade!
Quanta compreensão!
É o Santo Daime, só pode ser.
Como uma pessoa desse nível, com a repercussão que tem sua fala, expõe essa colocação esdrúxula, no mínimo?
O lado, digamos, dark, das pessoas, tem um certo charme, evoca algo como uma tatuagem ousada (pleonasmo), olheiras misteriosas (e encantadoras), roupas desestruturadas, um leve toque de "superior tédio" para com pessoas "comuns", e, claro, roupas pretas... amaldiçoar o Sartre, em público (e reler sempre "A Idade da Razão", em casa, tomando aquele conhaque francês...).
Adoro o "dark", nas pessoas.
É um ESTILO, tipo: "Não gosto que me peguem no braço" (F. Pessoa).
Mas, o crime, e é de crime que se trata, gravíssimo, envolvendo toda essa nojeira de poder sem freios?
Crime contra o País!
Condescender com o crime infamante, entender os humores internos do criminoso!
Isso lá é papel do jurista, seja ele quem for?
A lei é para ser aplicada.
Se o intérprete da lei quer psicanalisar o criminoso, é problema dele!
Quem dera o Zé Mané, torturado nas delegacias de polícia do "Continente", fosse visto com tanta candura!
Quem manda o Zé Mané não ter um advogado decente, com aquele indispensável conhecimentozinho, digamos, básico, de Psicologia?
Nunca fiz advocacia criminal; por honestidade, pensava que, para tanto, teria que ler Bettiol, Reale Júnior, Ariel Dotti, Damásio... estava enganada!
Hoje mesmo vou ler um Freudizinho, quem sabe até me anime, e arrisque um Pavlov: vou defender o réu dizendo que, de tanto roubar, se acostumou; é o tal do "reflexo condicionado"; assim, como só exercitou seu lado dark, a vida inteira, não poderia ter outra conduta!
O leitor Júlio está certo, isso tem cara de samba-enredo (todos são ruins, sem problema, aqui).
É o SANATÓRIO GERAL. Não tem jeito.
Pelo menos, salva-se a genialidade do Chico Buarque.
De amargar.
Maria Lima
Achar que alguém ocupante de um cargo relevante não poderia cometer crimes, é fechar os olhos e deixar o poder sem controle. Não vejo nada de anormal nas palavras de Fontelles, afinal, que terá coragem de atirar a primeira pedra. Deve-se sim, apurar com rigor e punir dentro dos padrões da lei.
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