Globo é proibida de usar projeto de iluminação no carnaval

A TV Globo está proibida de usar o projeto de iluminação cênica do cenógrafo Peter Gasper no sambódromo do Rio de Janeiro durante a transmissão dos desfiles das escolas de samba no carnaval. O juiz da 36ª Vara Cível do Rio de Janeiro, Rossidélio da Fonte, concedeu liminar a Peter esta semana.

Se descumprir a liminar, a emissora terá de pagar R$ 350 mil por dia de uso. Peter entrou na Justiça para reivindicar os direitos autorais sobre o projeto há menos de três anos. Peter alega que é autor do projeto implantado, em 2002, no sambódromo. Foi a primeira vez que se iluminou o desfile integralmente, de acordo com ele.

Nos autos, a Globo afirma que não utiliza o projeto de Peter. Segundo o juiz, depois do carnaval, uma das partes do processo pode pedir perícia para verificar se houve ou não o uso do projeto em questão.

Peter Gasper é cenógrafo de cinema, TV e teatro. Ele nasceu na Alemanha e vive no Brasil desde os 11 anos. Dirigiu o departamento de Iluminação da Globo e atualmente é consultor de Lighting Design.

Débora Pinho

é editora da revista Consultor Jurídico e colunista da revista Exame PME.

Margareth Valero disse:
20 de fevereiro de 2004 às 15:02

Ante os termos contidos na informação, entendo que PETER tenha tido uma relação laboral com a GLOBO eis que chegou a DIRIGIR o DEPARTAMENTO DE ILUMINAÇÃO.

Ora, em assim ocorrendo e PRESUMINDO que PETER tenha desenvolvido seu PROJETO DE ILUMINAÇÃO quando mantinha relação laboral com a GLOBO, quiçá, também, talvez, utilizando-se de numerários - instalações e equipamentos, por óbvio que a GLOBO PODE UTILIZAR O PROJETO na forma que autoriza e PRECEITUA o artigo 454 da CLT.

Entendo que a proibição é equivocada, se a situação fática foi a supra que ora entendo ter ocorrido quando da criação do projeto.

Alberto Aparecido Barbosa disse:
20 de fevereiro de 2004 às 15:56

Se o projeto pertence ao PETER, ele detém direito de propriedade, então esta liminar visa garantir o seu direito. É regulada pela Lei 9.279/1966 (da propriedade industrial.)

Pedro Ferreira de Freitas disse:
20 de fevereiro de 2004 às 16:39

Essa história de se faturar em cima da idéia alheia é uma coisa deplorável, mas infelizmente uma prática comum no Brasil. O Brasileiro quer tudo pronto para ele usar. Estudar pra que? É só pegar!!

Heleno Camilo de Oliveira disse:
20 de fevereiro de 2004 às 17:03

..simceramente!! acho que certos recursos modernos como iluminaçoês exageradas e efeitos especiais não soma nada ao espetáculo que já é o carnaval em si,pra mim o carnaval quanto mais original melhor,deveria gastar certos recursos com a massa que faz o espetàculo afinal este sim merece ser ovacionado..mais infelismente nâo é assim que funciona eu acho que este tipo de recurso é uma forma de tirar o brilho que o carnaval já tém..eu comparo este tema com o cara que poê katchup no spaghet a 4 queijos..entendeu? tenho dito.

Heleno Camilo de Oliveira disse:
20 de fevereiro de 2004 às 17:11

..mais uma vez volto a comentar este épisodio..veja bém o show em si não é nada mais duque o própio brilho do carnaval com suas alegoria e fantazias trabalho no sambódromo a 20 anos e tenho uma nossão formada duque é realmente o carnaval,por ser maitre e trabalhar nos camarotes via bufet scala tenho oportunidade de ver bém de perto do início ao fim e acho que a iluminação exagerada só tém a ofoscar o que realmente já é belo no mais tudo bém ..se é pra melhorar invista não mão de obra que faz tudo isto acontecer de qualquer forma estarei lá trabalhando pra que tudo seja uma festa de paz..amor..e alegria.

Bem aventurado disse:
20 de fevereiro de 2004 às 17:11

O meu comentário baseia-se na insatisfação das tomadas de decisões das Instituições brasileiras. Aqui, privilegia-se somente os abastados como que querendo prender o favorecido para uso futuro.
A decisão tomada, baseada no que consta do processo, é legítima e favorece, por inclivel que pareça, o menos abastado. Parabéns Meritíssimo.
Este comentário, é de uma pessoa cansada de assistir as injustiças nesse Brasil obscuro. Não tem nada de científico, nela.

Heleno Camilo de Oliveira disse:
20 de fevereiro de 2004 às 17:20

..poxa que coisa! imagine que efeito tém esta noticia quando se trata de alguém que trabalha na na globo será que teria o mesmo efeito se trabalhace noutra emissora ou seja o ano passado eu levei a folha de são paulo pra mostrar o quanto era triste ver jogar fora toneladas de filé mignos ,frango,sushis, quejos e frutas no lixo enquanto a palavra era FOME ZERO..lembaram disto pois é eu fui o responsavel por esta matéria fiquei de olho nos jornais do dia seguinte qual foi a minha surpresa.. um tijolinho que parecia até anuncio de carrocinha de pipoca...eheh a verdade nem sempre fala mais alto,mais uma vez estarei lá pra prezenciar este espetáculo e algos maisss.

Heleno Camilo de Oliveira disse:
20 de fevereiro de 2004 às 17:28

..olha eu aqui denovo...eh..eh..desta vez voltei pra dizer que não tenho nada contra a globo até porque este texto não deveria citar a emissora que alías também faz parte da minha vida proficional ,como trabalho na área de garçon e maitre tenho participado de grandes trabalhos em novelas,mine série cinemas edct, e vejo o quanto a sua equipe tém conpetencia e tudo funciona o mais eficiente possivel que alías não é atoa que es organisações globo chegou no podium e bém merecida tenho dito.

Andre Grams disse:
20 de fevereiro de 2004 às 17:39

O importante de tudo isso é garantir nada mais, nada menos,que a veracidade da ideia original. Caso contrario, que seja liberado a pirataria.

Tirano do Código disse:
20 de fevereiro de 2004 às 17:40

Nos termos da lei, peço que visitem o blog http://difamacao.zip.net ...

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