Mais de oito mil detentos foram empregados em 2003. O aumento no número de presos empregados foi de 52%. Agora, a Corregedoria-Geral da Justiça e representantes de 30 entidades e órgãos do Governo do Estado querem garantir a continuidade de iniciativas que possibilitem a contratação desse tipo de trabalho — dentro do projeto “Trabalho para a vida”.
O juiz-corregedor Jorge Finatto destacou a importância de dar uma perspectiva de atividade econômica honesta para aqueles que deixam o sistema prisional. “Hoje temos 70% dos crimes sendo cometidos por ex-detentos e a sociedade não suporta mais violência. Precisamos fazer com que nossas penitenciárias recuperem os presos”, disse.
Os integrantes do projeto “Trabalho para a vida”, prevêem um seminário onde as experiências dos trabalhos desenvolvidas possam ser discutidas e divulgadas. A previsão é que o evento ocorra entre os dias 28 e 30 de janeiro, em Porto Alegre. (TJ-RS)
Iniciativas como esta certamente contribuem para que se altere a realidade de nossas unidades prisionais, as quais já foram definidas pelo então Ministro da Justiça (hoje Ministro do STF) Carlos Velloso como verdadeiras "sucursais do inferno". Indubitavelmente, em locais deste jaez não se atingirá a tão almejada reabilitação dos condenados!!
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