MEC divulgará à OAB novos critérios para cursos em 40 dias

O Ministério da Educação divulgará em 40 dias quais os novos critérios que serão adotados para a avaliação de processos, aprovação de pareceres e fiscalização de cursos de Direito no Brasil.

O prazo foi anunciado, nesta quinta-feira (8/7), pelo ministro da Educação, Tarso Genro, em reunião com o secretário-geral da Ordem dos Advogados do Brasil, Cezar Britto, e o presidente da Comissão de Ensino Jurídico da OAB, Paulo Roberto Medina.

Segundo informações da OAB, os novos critérios serão anunciados a um grupo de trabalho que discute medidas para coibir a proliferação de cursos de baixa qualidade na área jurídica, classificados por Genro como “cursos caça-níqueis”.

O MEC estuda ainda a oficialização desse grupo de trabalho com a OAB, para que a entidade integre a equipe que estuda critérios e pareceres à abertura ou não de cursos. Se aprovado, o grupo seria formado por membros do Ministério, da OAB e do CNE — Conselho Nacional de Educação.

“O MEC manifestou uma vez mais o interesse em estabelecer uma sintonia fina com o Conselho Federal da OAB em torno dos problemas que existem no tocante ao ensino jurídico”, afirmou Paulo Roberto Medina, que insiste na importância de que os pareceres da OAB quanto à abertura de cursos passem a ter caráter vinculativo. Hoje eles têm cunho opinativo.

Também participou da reunião na sede do ministério, o chefe de gabinete do Ministério da Educação, Ronaldo Nado Teixeira da Silva. Ele apresentou os primeiros resultados dos estudos que vêm sendo feitos para tornar mais rígidos os critérios para as autorizações quanto à abertura de cursos no País.

A importância de critérios mais rígidos também no tocante à fiscalização dos cursos também foi discutida. A OAB repassou ao Ministério exemplos dramáticos de cursos em funcionamento no País sem qualquer qualificação ou estrutura adequada. É o caso de cursos que ministram aulas no interior de salas de cinemas, em sedes de Câmara de Vereadores, igrejas e até durante a madrugada.

Paulo Cesar disse:
09 de julho de 2004 às 07:53

Importante e correta a decisão do ministro Tarso Genro. Espero que com a ajuda da OAB, o MEC possa colocar um freio na ploriferação de cursos de Direito que não cumprem sua função social e que estão abertos apenas para render lucro aos donos de faculdades.

Se essa medida corajosa não fosse tomada agora, em breve não teríamos mais advogados, já que muitos bacharéis que hoje se formam, são tão ruins que não conseguem aprovação nem no exame da Ordem (fazem cursinho para tentar passar). Essa vergonha tem de acabar.

Não podemos esquecer: com cursos tão ruins como muitos que temos por aí, corremos o grande risco de macular toda a classe. Será que é isso que queremos?

Duarte Gonçalves da Silva disse:
09 de julho de 2004 às 11:42

Concordo plenamente com a decisão. Também acredito que a contribuição da OAB será de vital importância para que os cursos que as instituições que permanecerem possam ter um respaudo positivo e mostrar que realmente ensinam o que é necessário.
Fico porém com uma dúvida. Ultimamente, quando se fala em altos índices de reprovação no exame da ordem, os comentários voltam todos para as instituições particulares e principalmente àquelas que estão no interior. Mas, como é do conhecimento de todos, quando passamos a verificar em termos numéricos podemos observar a nível de BRASIL indíces de reprovação que chegam a 85% em alguns Estados (valores esses que oscilam de 50 a 85%). A minha dúvida está exatamente neste ponto. Será que todos os reprovados fazem realmente parte dos cursos de final de semana? Será que todos fazem parte de faculdades particulares? Será que neste meio não existe também alunos das chamadas faculdades de 1ª linha?
Penso que o MEC e OAB deveriam não somente fiscalizarem a abertura de cursos mas, fiscalizarem também se os cursos que estão "permitidos" estão seguindo a grade curricular estipulada pelo MEC. Se realmente estão ensinando e passando para os alunos o que a OAB exige no exame da ordem. Sendo assim, deverá ter um acompanhamento contínuo para não se fazer injustiças e pensar que somente as instituições Federais e Estaduais podem formar bons profissionais. Importante lembrar que temos vários exemplos e renomados profissionais formados nos diversos cantos de nosso País.

ATHENIENSE disse:
09 de julho de 2004 às 18:30

O resultado obtido pela OAB, junbto ao Ministério da Educação, deve ser creditado, em grande parte, à obstinada atuação do prof. Paulo Medina, presidente da Comissão de Ensino Jurídico do Conselho Federal daquela entidade. Medina foi sempre um lutador destemido
contra o descritério que imperava no governo anterior, em relação à criação de novas escolas de direito. A sua colaboração ao presidente Roberto Busato, nesta área, é digna de louvores, concorrendo decisivamente para que o nosso bastonário possa prosseguir na luta que iniciou no dia seguinte de sua posse, visando evitar que o ensino de direito se transformasse em mercadoria, colocada a preço vil, em razão da má qualidade. Os exames de ordem constituem um dado significativo desse comércio nocivo ao exercício deste comércio , que chega a colocar em risco a própria cidadania, que não prescinde de uma Justiça exercida por pessoas realmente capacitadas.

ATHENIENSE disse:
09 de julho de 2004 às 18:30

O resultado obtido pela OAB, junbto ao Ministério da Educação, deve ser creditado, em grande parte, à obstinada atuação do prof. Paulo Medina, presidente da Comissão de Ensino Jurídico do Conselho Federal daquela entidade. Medina foi sempre um lutador destemido
contra o descritério que imperava no governo anterior, em relação à criação de novas escolas de direito. A sua colaboração ao presidente Roberto Busato, nesta área, é digna de louvores, concorrendo decisivamente para que o nosso bastonário possa prosseguir na luta que iniciou no dia seguinte de sua posse, visando evitar que o ensino de direito se transformasse em mercadoria, colocada a preço vil, em razão da má qualidade. Os exames de ordem constituem um dado significativo desse comércio nocivo ao exercício deste comércio , que chega a colocar em risco a própria cidadania, que não prescinde de uma Justiça exercida por pessoas realmente capacitadas.

ATHENIENSE disse:
09 de julho de 2004 às 18:30

O resultado obtido pela OAB, junbto ao Ministério da Educação, deve ser creditado, em grande parte, à obstinada atuação do prof. Paulo Medina, presidente da Comissão de Ensino Jurídico do Conselho Federal daquela entidade. Medina foi sempre um lutador destemido
contra o descritério que imperava no governo anterior, em relação à criação de novas escolas de direito. A sua colaboração ao presidente Roberto Busato, nesta área, é digna de louvores, concorrendo decisivamente para que o nosso bastonário possa prosseguir na luta que iniciou no dia seguinte de sua posse, visando evitar que o ensino de direito se transformasse em mercadoria, colocada a preço vil, em razão da má qualidade. Os exames de ordem constituem um dado significativo desse comércio nocivo ao exercício deste comércio , que chega a colocar em risco a própria cidadania, que não prescinde de uma Justiça exercida por pessoas realmente capacitadas.

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