Kajuru critica autoridades e é demitido da TV Bandeirantes

Uma semana depois de ser retirado do ar por fazer críticas ao governo de Minas Gerais na tela da TV Bandeirantes, o apresentador Jorge Kajuru foi demitido do quadro de funcionários da emissora.

Conhecido pelas muitas polêmicas que cria e por responder a mais de cem processos na justiça, Kajuru, trabalhou na Band por 14 meses. Na nota em que explicou o episódio de seu afastamento evitou críticas diretas ao antigo patrão: “À Band deixo a minha compreensão de que mundo econômico é assim mesmo: um conflito permanente da liberdade de imprensa, neste Brasil mais chegado à liberdade de empresa e de autoridade”, explicou.

Kajuru apresentou pela última vez o Programa Esporte Total ao vivo de Belo Horizonte, na noite do dia 2 de junho, minutos antes do jogo Brasil e Argentina. No programa, não poupou críticas ao que considerou falta de organização e excesso de privilégios no evento.

“Gente, nunca vi tanto carro de autoridade chegando ao Mineirão. São quase 10 mil convidados do Brasil inteiro, naturalmente com ingresso garantido. E o povo? O povo só teve acesso a 42 mil ingressos, caríssimos”, disse. Suas criticas atingiram o governo de Minas Gerais. Sem mais explicações, Kajuru foi retirado do ar no primeiro intervalo depois das críticas e uma semana depois acabou demitido. Também sem maiores explicações por parte da emissora.

Leia a nota que Kajuru distribuiu após ser demitido:

“Aos meus amigos e amigas:

Pela permissão que você me concede de entrar na sua casa, tenho a obrigação de sempre lhe falar a verdade, nada mais que a verdade.

Para quem não assistiu à segunda edição do Esporte Total na última quarta-feira, dia 02, às 20h15min, aqui vão os motivos pelos quais estou mais uma vez fora do ar:

1º – A Band Minas escolheu o portão do Mineirão como cenário de minha apresentação ao vivo. Desde 19h30 eu assistia a uma revolta de centenas de torcedores que não puderam comprar ingressos e que não tinham 400 reais para comprar nas mãos de cambistas. Toda a imprensa tinha conhecimento que somente 42 mil ingressos foram destinados ao grande público. E que mais de 10 mil ingressos-convites estavam nas mãos do governador Aécio Neves e do presidente da CBF, Ricardo Teixeira. Quando eu passei a ver de perto a revolta dos torcedores deficientes físicos que não podiam ter acesso ao portão que sempre foi para entrada exclusiva deles e que, naquele jogo Brasil e Argentina, estava destinado a artistas, políticos e seus acompanhantes, aí sim comecei a mostrar ao vivo o que estava acontecendo. Fiquei indignado.

2º – Primeiro entrei ao vivo no Jornal da Band com o Carlos Nascimento. Relatei os fatos, mostrei tudo! E devolvi para o Nascimento, que fez o seguinte comentário: “A gente gosta do Kajuru por isto. Porque ele fala o que ninguém fala e mostra o que ninguém mostra”.

3º – Às 20h30min, meia hora depois, comecei a apresentar ao vivo o Esporte Total do mesmo lugar. Ali não parava de chegar todo tipo de político e de artista sem ingresso, apenas com o envelope azul do convite do governo de Minas. E ali aumentava, cada vez mais, a revolta das pessoas. Cumpri meu dever jornalístico. Mostrei tudo e entrevistei alguns torcedores. Às 20h30min, quando me dirigia a um torcedor na cadeira de rodas, que apontava uma carteirinha e, aos gritos, dizia que era uma lei federal e que ele deveria ter prioridade para entrar, eu disse: “Mais um conflito que você vai ver logo depois do 1º intervalo do Esporte Total!!” Conclusão: até agora não voltei! Estou fora do ar esperando pela decisão da emissora!

Decisão: nesta quarta-feira, dia 09, a direção da Band me demitiu às 11 horas da manhã. O diretor de jornalismo, Fernando Mitre, fez a comunicação e disse que saio de portas abertas e que a empresa tem certeza que um dia ainda vou voltar.

De minha parte saio sem nenhuma mágoa e francamente agradecendo à Band por ter me dado tanta liberdade até o dia dos episódios: Casas Bahia e governador Aécio Neves. A estes dois deixo a mensagem de que continuo sendo jornalista.

À Band deixo a minha compreensão de que mundo econômico é assim mesmo: um conflito permanente da liberdade de imprensa, neste Brasil mais chegado à liberdade de empresa e de autoridade. Nesses 30 anos de carreira muitas coisas perdi em função da postura mas felizmente duas coisas eu não vou perder jamais: a minha dignidade e o meu direito pleno de indignar as coisas erradas. Essas duas coisas pertencem a mim, não estão em contrato e ninguém pode me tirar.

Agora, me dirijo a você, que me assistiu durante esses 14 meses na Band: Muito obrigado por tudo e principalmente por ter dado a mim a certeza de que vale a pena ser digno, continuar transparente e seguir numa relação de mão dupla com você de casa. É isso aí e orgulhosamente volto a ser pobre, feio, mas pelo menos magro. Até a próxima demissão.”

Gustavo Henrique Freire disse:
10 de junho de 2004 às 18:35

Não sou fã de futebol, detesto futebol, não suporto futebol, nunca suportei, só assisto Copa do Mundo por que também ninguém é de ferro, mas sempre gostei muito do estilo do apresentador Jorge Kajuru, que é um Datena com uma pitada a mais de irreverência e de língua solta. Pelos jornais e pela Internet, em especial pelo site do Consultor Jurídico que acesso sempre, tomei conhecimento do episódio acima relatado pelo jornalista, agora ex-Band. Se o que Kajuri descreve efetivamente ocorreu (e não tenho motivos para crer que não), então, coitado do povo brasileiro, que continua pisoteado e humilhado na sua dignidade em prol do fausto dos poderosos. Tem cabimento 10.000 convites para o Governo de Minas Gerais, justo no governo do Sr. Aécio Neves, que posa de bom moço e de genro que toda sogra sonha em ter? Kajuru, assim como todo jornalista ético e com um pingo de decência, não podia jamais deixar de denunciar no ar mais essa pouca vergonha. Se o fizesse, perderia o respeito de seus telespectadores e da própria classe. Ficaria desmoralizado e, como o Zeca Pagodinho, com reputação de sem palavra, falso, cínico. Que o Sr. Kajuru arrume logo um novo emprego, para que continue a denunciar os podres do mundo esportivo e do próprio Brasil enquanto paraíso das maracutaias, escândalos e arrombamentos.

Carlos José Marciéri disse:
10 de junho de 2004 às 20:37

É de admirar a Band ter demorado tanto... .
E no 'Bom Dia Gente', se a Maria Lídia continuar desse jeito...

ed2 disse:
10 de junho de 2004 às 22:20

Coisas como estas é que causam um imenso descontentamento naqueles que ainda sonham com liberdade,igualdade e justiça nesse país. Pois se as pessoas possuem direitos e garantias fundamentais assegurados na Constituição Federal, e estas mesmas pessoas não podem exigir seu cumprimento, quem exegirá? Quem assegurará essas garantias? E aquele que ainda tenta se manisfestar é "guilhotinado" como se fosse um mal à imprensa brasileira, ao povo brasileiro. Kajuru incomoda, mas não a nós que ainda sonhamos com justiça,e sim àqueles que continuam achando que o melhor para todos é o que é melhor para eles.

ziminguimba disse:
10 de junho de 2004 às 23:57

É de se perguntar, onde anda toda aquela gente que se manifestou quando o Presidente resolveu expular um jornalista estranjeiro que inadivertidamente o rotulou de viciado em bebida alcóolica, todos correram segurando a bandeira da liberdade de expressão etc. e etc. Onde anda essa gente? penso que tudo aquilo não passou de muita hipocrisia, vontade de aperecer na mídia. de uma coisa tenho certeza, são maus colegas, egoistas e hipocritas.

ziminguimba disse:
11 de junho de 2004 às 00:08

Grande Cajuru, da mesma forma como vôce foi demitido da Band, A Exma. Senadora Heloisa Helena foi expulsa do PT. pelo menos restou uma coisa, ficou claro que nem a Senadora e nem Vôce se curvaram diante da ilegalidade da mentira do ilícito.
E mais um dia é da cassa e outro do cassador, fique atento pois, tenho certeza que é de homens do seu porte que o grupo que acompanha a Senadora precisa.
Lamento também, que alguém ache que a Band demorou e tomar essa atitude, que idéia mesquinha não?

Marco Aurélio Moreira Bortowski disse:
11 de junho de 2004 às 00:51

Injusta a demissão.Não podemos esquecer que no Brasil, como em qualquer pais, quem manda são os detentores do poder e do dinheiro. Mais uma vez, venceu quem não deveria vencer. Mas: "Manda quem pode, obedece quem precisa". "A corta sempre cai do lado mais fraco". Muito triste, mas a vida é assim mesmo.

José Luís Mossmann Filho disse:
11 de junho de 2004 às 08:30

É profundamente lamentável, a subserviência da TV Bandeirantes ao Poder 0 "lato sensu".

José Fernando Pereira disse:
11 de junho de 2004 às 09:02

Como dar qualquer audiência a uma emissora deste tipo, ainda tinha a esperança de ver nosso amigo no ar novamente, como isso não vai mais acontecer, percebemos que a referida emissora cedeu aos caprichos da podridão política que ainda assola nossa vida pública. Se Band deu adeus ao Kajuru vamos nós também dar adeus a ela. Procure sua audiência junto aos seus políticos.

Marcos disse:
11 de junho de 2004 às 09:11

Lamentável.... Depois dizem por aí que vivemos em um país democrata, pregam o tal "contrato social", direitos individuais, princípios disso e principios daquilo outro, mas, no entanto, o que vejo é que tudo é uma grande piada: nossos congressistas, nossos governantes, nossa constituição, nossas leis... o pior é que eles riem e se divertem a custas nossas, que não entedemos a piada e damos boas risadas de nós mesmos acreditando que estamos rindo dos outros. Pobre de nós, sorte deles...Somos escravizados e presos por grilhões infaliveis, são estes: Os grilhões do intelecto.

Márcio André Pinto disse:
11 de junho de 2004 às 09:54

A Band que fique agora com a audiência dos políticos e empresários a quem tem o rabo preso, nós espectadores ficaremos ao lado do Kajuru em com ele iremos para o próximo programa na próxima emissora...

Anderson disse:
11 de junho de 2004 às 10:26

É assustador!!!! Como podemos considerar a imprensa brasileira um "quarto poder" se ela não pode tentar pensar sequer em emitir uma opinião que ouse ir ao desencontro dos poderosos. Este caso ilustra bem que não podemos confiar no que lemos, uma vez que fico pensando como deve ser feito uma edição de um jornal (impresso ou televisivo), uma garimpagem para ver se algum ~"figurão" pode ser prejudicado. Resta a lente cor-de-rosa de nossa imprensa, que hoje vive outro tipo de censura, muito mais perigosa que a dos militares: silenciosa, sob as vestimentas de uma tal democracia que nunca pousou no Brasil.

Ivan disse:
11 de junho de 2004 às 10:37

O mais impressionante é que, para o jornalista norte-americano (sabidamente um fantoche da CIA, como noticiado), toda a comunidade de jornalistas brasileiros correu a protestar contra o ato (disparatado, não se nega) do Presidente Lula. Mas, no caso de um jornalista brasileiro...

rubens disse:
11 de junho de 2004 às 10:57

Nem sou fã do Kajuro, mas daqui vai minha solidariedade, lembrando que há 1 ou 2 semanas, houve liberação de verba, do BNDES (S, de SOCIAL), para FINANCIAMENTO dos débitos da mídia. Enquanto isso, o atual ocupante do Palácio do Planalto faz 'tour' com empresários, no Palário da Alvorada, e, claro, obteve deles a certeza da reforma (coisa de milhões). Como nosso empresariado é bonzinho...

Chefia disse:
11 de junho de 2004 às 11:11

Que papelão, hein, Dona Bandeirantes?
Vcs que têm em seus quadros preciosidades como Márcia Goldnumseioque, Gilberto Barros, Leão Lobo, e outros que cultivam a idiotice coletiva, dão um pé na bunda de Jorge Kajuru por conta de crítica ao Poder? Desse jeito a Rede Globo vai ficar com inveja de vcs...
Kajuru, tenha certeza, essa emissorazinha não merece um cara como vc em seus quadros.
Leitores do Conjur, tenham certeza, essa emissorazinha não nos merece como telespectadores.

Alexandre Bragotto disse:
11 de junho de 2004 às 11:29

Para os outros Kajurus da vida, como eu, resta apenas uma coisa objetiva a ser feita em relação ao ocorrido: homenageá-lo com a máxima audiência possível em seu próximo programa, que não devera tardar.
Como gosto do jornalismo que apresenta certamente parabenizarei-o com a minha audiência. Mas, mesmo para aqueles que não gostam de esporte (embora seus comentários ultrapassam essa área) ou mesmo para aqueles que não gostem da sua pessoa, vale a pena ligar a TV naquele canal e deixar rolar durante o período de seu programa.
Certamente seria essa massiva audiência, sinal claro às emissoras de que os audiêntes buscam uma imprensa imparcial, livre, combativa, investigativa, sincera e honesta.
Isso é FUNDAMENTAL num Estado verdadeiramente Demacrático de Direito.
Não obstante, nada tenho contra o nobre Governador de MG (muito pelo contrário) que, sem dúvida se excedeu na promação do Estado e do seu Governo, entretanto, em grau muito inferior a que outros fazem pelo Brasil.

Renato disse:
11 de junho de 2004 às 11:44

Gostaria aqui de indagar os que está por trás deste episodio com o profissional Kajuru? A Rede Bandeirantes de Televisão deve favores ao governos de Minas Gerais?Quem manda nesta emissora, que prioriza programas imbecis e que nada acresecetam ao publico , como Gilberto Barros , Marcia Goldsmith, leão lobo ,etc..., creio que bons profissionais merecem empresas serias para desenvolverem seus trabalhos de forma seria...é uma lastima que um rede de televisão , prime pela censura e autoristarismo....cuidado senhores da Rede Bandeirantes o IBOPE de vcs com certeza está muitos pontos abaixo!!!!!!Da minha parte e em meu televisor....tem um canal a menos....isto para o meu proprio bem!!!!

Ageu de Holanda Alves de Brito disse:
11 de junho de 2004 às 12:29

A razão social da rede bandeirantes deveria ser alterada. Bandeirantes é sinonimo de coragem, de desbravador, de conquistador, etc..., nada a haver com essa redezinha de programinhas.
Não queremos ver essas besteirinhas diárias. O Kajuro sim, era uma das únicas atrações dessa emissora. Estou desprogramando esse canal da minha TV, e, se depender de mim, farei uma campanha para que nehum amigo assista esses programinhas sem vergonha exibidos pela Band.
Jorge, voce tem nosso apoio, espero que em breve possamos assisti-lo em uma emissora de verdade. Por enquanto, ficaremos somente na saudade.

Ricardo Silva Conceição disse:
11 de junho de 2004 às 12:31

Gostaria de agradecer ao Kajuru por sua excelência na apresentação de suas reportagens e lembrar a esse grande homem que Hebe Camargo alcançou seu lugar no coração dos brasileiros pela forma que criticava os governos federal e de São Paulo. Naquela outra emissora, Hebe obteve carta branca para dizer o que devia ser dito ao contrário dessa emissora que desperdiçou tamanho talento. Acredite, amigo Kajuru, que pedia permissão para entrar não só em minha casa como nas casas de todos os brasileiros todos os dias e era sempre bem vindo, que não ficará calado por muito tempo. Pessoas como vc, seu amigo Juca Kfouri, Hebe e outros serão sempre bem vindos em nossas casas. Obrigado Kajuru e até breve...

Hwidger Lourenço disse:
11 de junho de 2004 às 14:38

Que vergonha, Band!!! Não sou um apreciador de programas esportivos, mas gostava de ver o programa do Kajuru...

Que feio! E logo por pressão política?

Julio de Santa Cruz Oliveira Neto disse:
11 de junho de 2004 às 14:42

"Allons enfants de la patrie, le jour de gloire est arrivé"...Vocês se lebram de De Gaulle? Apesar dele já ter morrido, suas considerações acerca da seriedade em nosso País continuam vivíssimas. É uma pena ter-mos de ficar sem o Kajuru. Espero, todavia, que por pouco tempo!

Washington do Nascimento Melo disse:
11 de junho de 2004 às 15:00

Infelizmente, parece que neste episódio a Band como empresa de informação deu preferência à desinformação.

Marcelo Mateus disse:
11 de junho de 2004 às 15:40

Enquanto continuamos a "engolir" o arrogante Galvão Bueno que pensa que é narrador de rádio, pois está sempre tentando nos convencer que o lance foi do jeito que ele viu e não da forma como o resto do Brasil presenciou, perdemos mais uma vez a opinião verdadeira e contundente do grande jornalista Jorge Kajuru. Para aqueles que "mandam" no país não é interessante que as pessoas "normais" tenham vez nem tão pouco voz nos veículos de comunicação.

José V. Muniz disse:
11 de junho de 2004 às 16:10

E aí moçada puxa-saco do jornalista americano? Cadê vocês?
Vamos dar valor no que é nosso, em quem fala a verdade, mesmo que esta verdade doa.
Volto a repetir: estamos aguardando que os defensores do jornalista alienígena faça o mesmo em favor do KAJURU.
Em meu aparelho de TV, a Band será doravante uma vaga lembrança. KAJURU, não se deixe abater, precisamos muito de você.

Dalton C C de Miranda disse:
11 de junho de 2004 às 16:31

DALTON MIRANDA (advogado - Brasília)

KAJURU, tenho lá minhas reservas quanto a alguns de seus comentários, mas é inegável que Vc é um ótimo jornalista, um jornalista de investigação. Não esmoreça e continue apurando e contando a verdade, toda a verdade, independentemente de quem venha a ser atingido.
Esperamos seu breve retorno à mídia.

Paulo Cesar disse:
11 de junho de 2004 às 16:37

Infelizmente, esse é o nosso Brasil. O Brasil que é governo pelos coronéis e pelos oligarcas cafeeiros. É algo absurdo o que fizeram com o Kajuru!Muitos daqueles que concondam com esta medida, vão argumentar que foi bom ser assim, pois Kajuru era muito "bocudo". Talvez, aos ouvidos daqueles que não são dignos de andar de cabeça erguida, ele até seja. Mas, pelo menos, ele mostrava a realidade, nua e crua.
Esta é, pasmem, a nossa liberdade de imprensa.

Elezer da Silva Nantes disse:
11 de junho de 2004 às 16:38

Às autoridades políticas do Brasil se faz necessário um grande remédio chamado "PRESTA ATENÇÃO".

Por amor a brevidade, lei a receita deste remédio no site: www.sentinelas.org.br.

Kajuru, é nos piores momentos da vida que se conhece o grande homem.

A família, a dignidade e a transperência, sempre deve ser nossa suplema lei.

Elezer da Silva Nantes
Londrina ( advogado )

Sandra Paulino disse:
11 de junho de 2004 às 17:01

KAJURU, KAJURU... NÃO CALA A BOCA NÃO!
Sou advogada, sempre lutei pelo meu direito de opinião e de exercício profissional livre. Graças a Deus a OAB (embora as vezes a genten precise "bronquear") quando instada (ou no berro mesmo, tanto faz!) vem em nosso auxílio, contra as barbaridades que sempre sofrem os que TEIMAM EM SER ÉTICOS. Não se trata de simplesmente ser honesto. Precisa ter garra para luta, ter língua afiada, ser reciclado nos conceitos do mundo jurídico (hoje com uma espantosa velocidade nas mudanças, devido à cibernética) e acima de tudo: TER CORAGEM. Olha, Kajuru, eu já tinha achado um absurdo aquele episódio do mastodonte (lutador de boxe) a quem vc (BEM FEITO!BEM FEITO!) chamou de covarde. Bom, ele não era covarde sozinho. Covardes são tb os demais funcionários -TODOS, sem exceção- que assistiram ele quase te socar, sem fazer absolutamente nada. Há um momento em que o Mitre (esse sujeito, então...ai...) passa por detrás dos bastidores e é visível sua tibieza. Que absurdo. Que vergonha. Vc, mesmo arriscando-se a tomar um enorme sopapo no meio da cara (desculpe a linguagem, mas foi isso, não foi?) ficou alí, de braços cruzados, até mostrando para o telespectador, que se hovuesse agressão, seria dele, pq vc estava de "braços cruzados". Sim, mas vc ficou alí, sem sair, sem "correr da raia" literalmente. Agora vem o "Aecinho" e o merchand "Casas Bahia" pra cima pq vc teve CORAGEM de mostrar o que afinal, todo mundo sbae? Ô DESGRAÇADA HIPOCRISIA! Paga pela tua língua. Pra vc, meu enorme abraço de solidariedade e meus parabéns, Kajuru. Pena que já não temos homens nesse país, não só na imprensa...mas em vários outros setores. Tá em falta, pena mesmo! Lembrando Voltaire: "Não concordo com nada do que dizes, mas defenderei até a morte o direito que tens de dizê-lo!" Sandra A Paulino. Advogada/SP

Juca Kfouri disse:
11 de junho de 2004 às 17:21

O preço de ser digno

Selou-se o destino
de Jorge Kajuru na TV
Bandeirantes. Diante de
uma proposta para que se
desculpasse das justas críticas que
fizera à verdadeira farra
deslumbrada que foi a
organização do jogo entre Brasil e
Argentina -- desculpas que
deveriam ser dirigidas ao
governador tucano de Minas
Gerais, Aécio Neves -- o jornalista
preferiu o caminho de casa.
No que fez bem. Muito bem.
Não houve quem visse a diferença de tratamento
dado ao torcedor comum no
Mineirão e às "celebridades",
fossem do mundo político ou do
artístico ou dos apenas
emergentes, e não ficasse
indignado, como boa parte da
imprensa escrita registrou, fosse
no LANCE!, na "Folha de
S.Paulo", no "Globo" etc.
Impossível provar que o
governador tenha reclamado de
Kajuru à direção da Band, embora
sejam vários os depoimentos de
jornalistas que atestam
procedimentos deste gênero.
Talvez, e nem seria a primeira
vez, a Band tenha sido mais
realista que o rei, o que não é
menos criticável.
Denecessário dizer que Kajuru
tem um estilo peculiar, um dia
magistralmente definido por
Armando Nogueira como "de
transbordante indignação para o
bem". Estilos cada um tem o seu,
mas o caráter de Kajuru não
comporta discussão.
Quanto ao governador mineiro,
no que diz respeito ao futebol, basta
lembrar de dois fatos: quando
diretor de Loterias da Caixa Econômica
Federal não moveu uma palha para
elucidar a denúncia sobre a
existência de uma máfia na Loteria
Esportiva, inquérito herdado de
gestões passadas e que só
encontrou boa vontade em sua
apuração no curto período da gestão
do pernambucano Marcos Freire,
que morreu em acidente aéreo.
Bem mais recentemente, na
presidência da Câmara dos
Deputados, o neto de Tancredo
Neves ajudou a livrar Eurico Miranda
de ter seu mandato cassado,
embora houvesse provas suficientes
para tanto na CPIs do Congresso.
Kajuru denunciou no ar que os
deficientes físicos estavam sendo
tratados como gado no Mineirão,
em oposição ao tratamento dado
aos convidados do governo mineiro
e da CBF (que, é claro, deve ser
mesmo de primeira, diferenciado,
como o torcedor comum, que paga,
merece o tratamento adequado).
Se isso não é notícia, vamos todos
para casa.
Com a consciência de que quem
se curva diante dos opressores
mostra o traseiro aos oprimidos, frase
genial de Millôr Fernandes.

Jeronymo disse:
11 de junho de 2004 às 19:07

Carissímo Cajuru,
É por fatos como o ocorrido com você, que constantemente temos que ouvir e ficar quietos, que "este País não é sério".
Enquanto um comentario sobre fatos que todo mundo viu, representar ameaça, ao direito de imprensa, não podemos nos indignar quando ouvir novamente a frase supra.
Um dia a coisa muda, se deus assim o quiser.
continue assim

José Henrique disse:
11 de junho de 2004 às 19:54

'Liberdade de empresa'
Essa frase é antológica!!

pela aplicação da lei disse:
11 de junho de 2004 às 20:52

PELO AMOR DE DEUS ATÉ ONDE CHEGAMOS

ESTAMOS EM UM ESTADO DEMOCRATICO DE DIREITO.
NEM NA DITADURA FOI DESTA FORMA!

ME FAZ LEMBRAR UM PRESIDENTE QUE DISSE QUE O BRASIL NÃO ERA UM PAÍS SÉRIO, É POR ESTAS E OUTRAS.

FALAR A VERDADE FERE MUITO, MAS DEVE ACONTECER.

TIVE COM MEUS FILHOS NO JOGO, PAGUEI CARO SEM PODER, E OS NOBRES DESFILAVAM NAS CABINES E CAMAROTES.
O POVO JÁ NÃO TEM SAÚDE, DIVERSÃO E SE DIGA INGRESSO PARA SE DIVERTIR.

DR. AÉCIO NEVES , COM A PALAVRA, V.EXª QUE PREGA DEMOCRACIA, DEVERIA SE PRONUNCIAR, E IR CONTRA ESTAS ATITUDES, AS VEZES AS VERDADES PODEM NOS AJUDAR.

AS MANCHETES DAS REVSITAS E JORNAIS MOSTRAM O QUE É HOJE A CBF, E NINGUEM FAZ NADA.

UM DIA UM PROCURADOR FEDERAL, SE DEUS QUISER VAI APARECER PARA CABABAR COM ESTA FARRA DO BOI.

CAJURU, EM MINAS TEM UMA RADIO QUE É MUITO OUVIDA E É LIDER, TEM COMO PROPAGANDA, E DEVERIA SER EXEMPLO PARA AS DEMAIS:
DIZ :
NOS VENDEMOS ESPAÇOS PUBLICITÁRIOS, NÃO VENDEMOS OPINIÕES !

ESTE É O NOSSO PAÍS.

CHEGAMOS NOS INDIGNAR COMO ATITUDES COMO ESTAS.

QUEM SABE CAJURU, EM OUTRA VIDA, PODERÁ SER FILHO DO FLHIO, DO PRIMO, DO AMIGO DO JK OU DO TANCREDO OU DE OUTRO POLÍTICO, AI, COM VOCE TERÁ ESPAÇO.

MAS NÃO FIQUE TRISTE, O PODER JUDICIÁRIO, O MINISTÉRIO PÚBLICO ESTÃO COM MUITOS JOVENS QUE ESTÃO MUDANDO ESTE PAÍS.

CONTINUE ASSIM, SOU SEU FÃ , ESPERO QUE UM OUTRA EMISSORA LHE CONTRATE, O MAIS RÁPIDO POSSÍVEL.

Marco Aurélio da Silva disse:
11 de junho de 2004 às 23:20

Poxa,entrei nesta página para ler alguma notícia boa, mas as notícias que aparecem são só sobre falcatruas, exploração, não se apresentam notícias de que alguma coisa de bom foi feita, de que foi lançado algum programa social que vai surtir efeito, que o salário mínimo vai recuperar o poder de compra do trabalhador e até o Kajuru, um jornalista esportivo que fala das sujeiras do futebol e do Brasil vai para a geladeira.
Eu que nunca fui alvo de uma atrocidade destas e estou revoltado, imagina você Kajuru.
Bola pra frente Kajuru,você é um dos nossos, e agora só me resta a revolta.E como alguém bem falou, o Kajuru é o único que pede licença para entrar em nossos lares.
"Que país é esse"

Mauro Garcia disse:
12 de junho de 2004 às 00:36

Um chato a menos. Podiam aproveitar a onda e levar o Leão livre, o outro que tem um programa de pegadinhas na RedeTv, entre diversos. Cá entre nós, o Cajuru é insuportável.

Edgar Jaci Teixeira disse:
12 de junho de 2004 às 04:44

Governador Aécio Neves.
Até momentos antes do jogo do Brasil com a Argentina, o senhor ERA uma das melhores opções políticas para o futuro do Brasil. Digo ERA porque, independentemente da demissão do Kajurú , tenho certeza de que o Brasil inteiro indignou-se com o que foi mostrado pelo jornalista. Se o senhor acha que artistas como a filha do Zezé di Camargo - que estava na fila dos Vips do Mineirão – ganha eleição , é preciso se reciclar rapidinho, porque tenho certeza de que o último “Baile da Ilha Fiscal” deste país, foi patrocinado pelo Lula e o PT ( Partido das Trevas ).
Dá pena ver como o senhor perdeu uma ótima oportunidade de mostrar a grandeza histórica dos Políticos (com P maiúsculo) mineiros.
O que diria seu avô Tancredo, se vivo fosse.
Quanto a você Kajurú, tenha a certeza de que o Brasil inteiro vai tomar conhecimento destes fatos e, nas urnas, dará a resposta, silenciosa, mas esmagadora como sempre, deixando para fora dos palácios, os políticos “romanos” que acreditam que para o povo, basta pão e circo, sendo que alguns até o circo tiram.

Edgar Jaci Teixeira
RG(SP) 5.280.468-9.

Chefia disse:
12 de junho de 2004 às 11:25

Mauro José Garcia Pereira, a chatice do Kajuru nunca o impediu de dizer as verdades que machucavam algumas "autoridades" do tipo "sabe com quem cê tá falando?".
Se era suportável ou não torna-se discussão secundária diante do absurdo contra ele cometido.
Ah, Kajuru, se vc fosse americano...

Maurício Santalucia Franchim disse:
12 de junho de 2004 às 12:11

Acompanho o sr. Kajuru desde a RedeTV. Sempre gostei do seu jeito extrovertido e politizado de ver o futebol. Mas este gosto terminou quando eu esperava muito tempo para ver as notícias do meu SPFC e nada. Porém, episódios como o reportado pelo primeiro sempre aconteceram e sempre acontecerão, o problema não é com o governador e sim da administração do mineirão que deveria ter se organizado e previsto este tipo de situação. Seria a mesma coisa querer culpar o governador por haver o varredor de rua não ter limpado a frente de minha casa. Há um exagero em querer culpar o governador por se tratar da principal figura do Estado. O povo brasileiro tem a mania de culpar seus governantes pelas suas mazelas, aguardando que seu pão caia do céu. No caso, o culpado, pelo meu entendimento é do administrador do Estádio que não teve a sensibilidade necessária para evitar ou contornar tal transtorno. Sinto pelos que sofreram e o Kajuru fez certo em dar voz aos mesmos.

Alvaro Benedito de Oliveira disse:
12 de junho de 2004 às 14:23

Parabens Kajuru!!!!
Voce bem exerceu seu direito de jornalista e de cidadão brasileiro, mostrando a "chefia e diretoria" de jornalismo que não se presta a submissões financeiras ou politicas de autoridades ou empresas patrocinadoras, como "colegas da casa" o fazem, sem se importar com o povo ou sentimento alheio.
A qualquer momento vc estara clamando sua digna posição em outra "ONDA SONORA", com mais dignidade e respeito a profissão de Jornalista.
O Brasil precisa de gente assim para num futuro não nos lamentarmos de termos sido inertes aos fatos ocorridos e não combatidos.
PARABENS !!!!

Luciana Marques disse:
12 de junho de 2004 às 18:59

Fiquei DEVERAS triste com o ocorrido. acabei de saber. ainda outro dia ouvi o meu querido Kajuru na jovempan no programa "panico", com aqueles adoráveis malucos. ele brincou, e como sempre, falou francamente o que pensava. ele é um homem de muito caráter. Por favor AMIGO KAJURU, nao suma da imprensa. Precisamos de gente como vc para continuar acreditando na credibilidade dos jornalistas brasileiros.

É, meus amigos. E ainda dizem que a DITADURA, CENSURA ACABOU!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Fmdsouza disse:
13 de junho de 2004 às 13:35

Kajuru, teu mal foi ter falado a verdade! Nada mais. Depois dos 10 mil ingressos dados a certos "Vips", tais "Vips" foram se esbaldar na Boiate do Palácio das Mangabeiras, saboreando o dinheiro dos trouxas! O que há rigor, foi publicado por um jornal local para quem quisesse ficar sabendo! O mineiro como o brasileiro em geral, vota mau. Muito mau mesmo. Estou em Minas há mais de 25 anos,(aliás, conhecedor de mais de 20 Estados da federação )e não vejo essas grandes coisas que andam falando por ai...
Portanto, Kajuru, continue com seu caráter combativo e jamais, se vergue a quem quer que seja. Pois existe homem e homens. Um fraternal abraço.

Francisco Bezerra Cosmo disse:
14 de junho de 2004 às 01:20

É isso aí, Kajuru!
Você cumpriu com o seu dever. A verdade nem sempre agrada a todos. Mas nesse caso todo quem saiu mais prejudicado foi a Band. Mas assim ficamos conhecendo um pouco do governo Mineiros.
Esperamos sua volta. Parabens!

Francisco Maeda.

Alaor R. SIlva disse:
14 de junho de 2004 às 01:24

Prezados Leitores:

Sinto uma ligeira desconfiança que, conforme recente episódio envolvendo Larry Rohter (correspondente do jornal The New York Times), o Governador Aécio Neves vai cancelar o visto do Kajuru para Minas Gerais.
No Brasil fala-se uma verdade de um político e imediatamente vem a imposição de restrições às liberdades individuais e fundamentais do cidadão.
Pena que o Kajuru só tenha envolvido o Governo Mineiro no episódio do jogo do Brasil. Pois se envolvesse o mesmo governo no caso da bebedeira...hummm...e os transuentes do Hotel Maksoud Plaza em São Paulo que o digam né!!! Beber faz bem para alguns? Mais ainda àqueles que assistem os outros a beber! Bebida e jogo do Brasil são para mineiro nenhum ficar "desgovernado"! Boa sorte Kajuru...cuidado não virar, definitivamente, "persona non grata" nos estreitos limites mesquinhos da arcada enteiada do governo mineiro.

Marco Antonio Pinto disse:
14 de junho de 2004 às 19:58

Solidarizo-me com o Jorge Kajuru, tenho convicção que ele foi injustiçado, porém, gostaria que ele revelasse mais detalhes sobre a estranha relação do governo de Minas com a Rede Bandeirantes. Tenho as minhas desconfianças, mas gostaria de ter a certeza.
Aproveito para desafiar o apresentador José Luiz Dantena, a fazer a defesa no ar e ao vivo do seu grande amigo e fenômeno.
No mais, um grande abraço e continue a preservar seu patrimônio maior a "dignidade".

Jose Ribamar Cantanhêde disse:
15 de junho de 2004 às 22:58

Kajuru, meu ato de solidariedade para com o profissional que voce sempre foi, nos temos que devolver na mesma moeda! A BAND perde um telespectador e a casas bahia um cliente.

Luciano Nogueira Marmontel disse:
16 de junho de 2004 às 18:36

Pouso Alegre, 16.06.04.

Prezados Senhores

Quando a Band começou a “investir” no jornalismo, há alguns anos, eu achava que teria alguma opção imparcial contra a nada ética Rede Globo, independentemente de estar contratando pessoas oriundas daquela emissora.
Foi assim com Paulo Henrique Amorin e recentemente com o Carlos Nascimento. Fora o jornalismo, não sobra muita coisa interessante para quem não tenho o menor interesse pela vida privada de celebridades ou as típicas bobagens da televisão comercial brasileira, unicamente compromissadas com os índices de audiência, ao invés da qualidade do que exibem.
Foi engano.
Sobre o recente episódio com o jornalista Jorge Kajuru, vi que na Band, a força dos anunciantes e dos poderosos está muito acima do compromisso com a verdade, que por sinal, a Band nunca parece ter tido.
A partir de agora, minha família deixa de assistir ao seu pseudo-jornalismo.
A Band mudou para eu mudar da Band.
Obs: seguirá uma mensagem às Casas Bahia e alguns outros de seus grandes anunciantes, comunicando que sempre que eu tiver opções (mesmo que a preços pouco maiores), comprarei de outros concorrentes.

Edvaldo Mariano Gomes disse:
17 de junho de 2004 às 00:42

Infelizmente o nosso país tem muito que aprender, principalmente porque quem fala a verdade sem medo é perseguido pelos detentores do poder 'econômico'. Kajuru é apenas um exemplo de como nós, brasileiros, somos perseguidos pelos falsos moralista que pregam a Justiça a luz do dia e na calada da noite fazem o contrário. Kajuru parabéns pela coragem e dignidade de dizer a verdade pois, é melhor ser pobre, feio e magro, mas quando vc encostar a cabeça no traveseiro dormirá tranquilo. Quanto a mim, a Band perdeu um expectador em solidariedade ao Kajuru, pois se para ela alguns interesses estão acima da verdade, não serei eu enganado por uma programação que atende aos interesses da emissora ou de quem atende seus interesses. Um abraço do tamanho do Brasil.
Edvaldo M. Gomes- Oficial Maior

Eduardo Machado disse:
17 de junho de 2004 às 13:36

Pois é, esse negócio de se falar a verdade doa a quem doer e não fazer média com as autoridades constituídas (públicas ou privadas - vulgo patrão) é um negócio complicado desde o tempo de Jesus Cristo. Se bem que Jesus teve problemas somente com as públicas.

Agora, quanto ao Kajuru, que de Jesus não deve ter lá muita coisa à exceção do espírito de espontaniedade e autenticidade, a coisa já era mais ou menos previsível. E deu no que deu.

Serei sincero. E você também. Se eu fosse uma autoridade constituída, não iria gostar de ser criticado. Mandaria realmente sentar o pau (na devida proporção) em quem me enchesse o saco.

Mas com você não seria assim, é claro.

Diga a verdade, o seu maior prazer seria ser criticado, analisado, vigiado o tempo todo, não é verdade?

Se tem gente que não gosta de críticas mesmo não mandando nem mesmo em sua própria mulher, imagine se estiver imbuído de alguma autoridade, putz!, aí então não iria aceitar nada menos do que elogios.

Ainda bem que não é seu caso.
Sim, é o meu, porém não faço questão dos elogios.

Eu pelo menos assumo. O que tenho, seja o que for, não gostaria de abrir mão, ainda mais debaixo de paulada.

Minha autenticidade lhe irrita? Espero que não. Pelo menos, você estava até agora, provavelmente, elogiando a do Kajuru.

Não me venha com essa. Essa estória de dois pesos e duas medidas pode indicar uma questão de atração sexual pelo Kajuru. Veja se é o seu caso.

Se você pensa diferente, tome cuidado para não acabar como mendigo de rua, abrindo mão de tudo do que tem. E tem outra, dinheiro também é besteira, livre-se do seu.

Aliás, minha conta corrente é 217897-4 - Ag. 064-7 - Banco Bradesco.

Um abraço.

Só para finalizar. O Kajuru não fica muito tempo sem emprego, ele é um profissional competente.

Felipe Vieira Rodrigues disse:
22 de junho de 2004 às 12:27

Um abraço do tamaaaanho BRASIL,posso entrar na sua
casa,se você me permite muiiiitissimo obrigado e vamos
juntos fazer o quentissimo Esporte Total, com a
protecao da Dona Maria José que la de cima me
protege....vamos para o ferinha..o ferinha do Kajuru
e...

Era mais ou menos assim que o Grande Jorge Kajuru
entrava todos os dias em nossas casas,Kajuru fala o que
sente,não tem compromisso com o erro,apenas com a
verdade,um ser humano em exticao.Como falar do Kajuru
sem citar seus amigos,o Genial Juca Kfouri referencia
do Jornalismo Esportivo, Datenao "Fenômeno",Ivan Lins
grande musico,Galvao Bueno,Sócrates entre muitos outros.
Falar de gente do bem e fácil,o difícil e ter de
aceitar a saída do Kajuru da Band,e pior vai ser
difícil ele voltar para a TV aberta,mas quem sabe a
TV Cultura o chame para fazer o Cartão Verde com o
Juca,seria maravilhoso ver o Pai e o filho juntos na TV
novamente,,já que o Kajuru chama o Juca de Pai,Juca
Kfouri referencia maior do Kajuru e nossa também.
Sem o Kajuru na televisão o Esporte não será ToTal,e
talvez não teremos mais um Show de bola.
Obrigado Jorge Kajuru por ter feito parte do nosso dia-
dia mostrando que vale a pena ser digno,transparente e
fiel os princípios do bom ser humano,e que todos nos
possamos ter essa sua "transbordante indignacao para o
bem" como magistralmente definiu Armando Nogueira,e
pra quem puder não esqueçam de ler a coluna do Juca
Kfouri no Jornal o Lance 'O preço de ser digno',ou no
site www.comuniquese.com.br.

ah nao poderia esquecer quem diria em Silvio Luiz,apresentar o programa do "Amigo" depois de sua demissâo

Adriana Cristina disse:
26 de junho de 2004 às 19:29

Sou carioca tenho 29 anos casada
Posso dizer com toda firmeza que a televisão perde em não ter o Jorge Kajuru como apresentador visto que quando parava para assisti programa de esporte era o do Jorge Kajuru que assistia pois ele não se vende e há transparência em seus comentários.
Nós perdemos com a saída dele. No Brasil é assim quem se vende consegue permanecer e quem luta usando a verdade é apagando.
De uma maneiro ou de outra.
Adriana

Ivan Luís Marques disse:
26 de junho de 2005 às 18:58

Jorge Kajuru precisa aprender a continuar fazendo o que mais sabe (indignar-se) mas de uma maneira que o impeça de ser juridicamente reprovado.
Kajuru, tenha umas aulinhas de crítica inteligente com seu amigo Juca Kfouri!
Afinal de contas, os alvos de suas críticas não irão entender o comentário.
Indignação com inteligência: esta é a receita da crítica incisiva e polida.

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