Justiça permite que israelenses comemorem Dia da Maconha

Os israelenses praticantes do ato de “apertar um baseado” – ou apenas simpatizantes do ato – poderão comemorar em paz, neste sábado (8/5), o Dia da Maconha. O Supremo Tribunal de Israel rejeitou um recurso proposto pela associação antidrogas Al-Sam, contra a data festiva.

O pedido foi rejeitado com a argumentação de que “a polícia utilizará seu bom julgamento para se certificar de a não haverá desrespeito à lei nem atentado contra a ordem pública”. O advogado que representa a Al-Sam, Ofer Tsur, afirmou que os atos de celebração “constituem um risco contra a segurança pública”, razão pela qual pediu que todos eles fossem cancelados.

Um dos participantes das comemorações é Roman Bronfman, deputado do partido de esquerda Yahad. Em entrevista à rádio pública israelense, ele disse que o evento não fomenta o consumo das drogas, mas, sim, “uma mudança na política oficial de drogas”.

Segundo o jornal Jerusalem Post, também confirmaram participação ativistas do Alei Yarok (Folha Verde), partido político que nas últimas eleições gerais se apresentou com um programa cujo principal ponto é a defesa da legalização das drogas leves em Israel.

Um dos fundadores do partido, Dan Goldblatt, assegurou que a legalização da maconha seria a melhor fórmula de combater ao seu contrabando ilegal para o país, que é signatário dos convenções das Nações Unidas relativas à luta internacional contra o tráfico de entorpecentes.

“Neste momento, a questão que mais preocupa é a aceitação do uso medicinal da maconha, que é permitido mas está obstaculizado por uma terrível burocracia”, acrescentou Goldblatt em uma entrevista ao jornal israelense. Com a decisão dos juízes do Supremo, os israelenses poderão se unir a outras celebrações similares que serão promovidas em mais de 150 países durante o dia de amanhã. (EFE)

Wilson Ferreira da Silva disse:
08 de maio de 2004 às 11:42

Wilson Ferreira da Silva- advogado-Embu-SP

Boker Tov, ve shabat shalom! Ani lo mevin. Enquanto a preocupação mundial é justamente buscar meios eficazes de brecar e reduzir a evolução do consumo de drogas, a Corte Israeli adota entendimento que contraria todo esse esforço, pontuando o entendimento do Alei Yarok, recheado de pensamentos como o aqui sustentado por alguns parlamentares, como o nobre Gabeira. Entendo que a maconha é o início de uma longa e irreversível caminhada pelo vício das drogas ilícitas, causadoras de transtorno de personalidade e amortecimento , senão supressão, dos valores éticos e morais, quase sempre descambando na práticas de outros crimes, contra o patrimônio e até contra a vida. I'm sorry !Chai, chai, chai ve shalom.

Roberto Carneiro Filho disse:
08 de maio de 2004 às 20:54

Roberto (advogado - São Paulo)

Sem dúvida os direitos e garantias fundamentais devem ser reguardados afim de buscar semear uma sociedade mais justa e que cada indivíduo tenha a razão de sua liberdade observada segundo o princípio constitucional da razoabilidade (implícito ao devido processo legal).
Dessa forma, acertadamente o Estado de Israel, por meio de sua Suprema Corte, deu um passo em direção à defesa dos direitos humanos, politicamente contrários a qualquer entendimento favorável à opressão e à guerra; enfim, que tal exemplo seja visível pelas autoridades de nosso país.

Irapuan Sobral disse:
09 de maio de 2004 às 12:08

A Corte Israelense, indiferente a Sharon e a Bush, consegue compreender que maconha não tem a nocividade que algumas drogas "lícitas" tem. É curioso o detalhe, constante da informação, sobre o comportamento do poder público (a polícia utilizará seu bom julgamento para se certificar de a não haverá desrespeito à lei nem atentado contra a ordem pública). Portanto, não se comete crime por presunção. No mais, a "dose" de cinismo na proibição (cânhamo vs celulose e tecidos sintéticos, canhamo vs fármacos) avilta a consciência comum.

A legalização propõe o fim da violência oriunda do comércio sujo e não do efeito sobre o usuário. Enfim, essa linha direta de acesso às outras drogas tbm resulta desse mercado sujo quem exige a "compra casada".

Paz na sociedade é paz nas famílias. Que o governo deixe as famílias darem aos seus problemas domésticos, suas soluções caseiras. A permissão de plantação para uso próprio é um bom caminho.

Irapuan Sobral

João Marcos Mayer disse:
09 de maio de 2004 às 23:06

Penso que toda e qualquer droga deveria ser prescrita por médico, que seria o responsável pela integridade dos seus pacientes.

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