O Itaú vai abrir mão de mais de 500 recursos que tramitam no Tribunal do Superior do Trabalho. As ações correspondem a cerca de R$ 50 milhões. A decisão do banco foi anunciada nesta segunda-feira (24/5) pelo diretor executivo de Recursos Humanos da entidade, Fernando Perez, ao presidente do Tribunal Superior do Trabalho, Vantuil Addala.
Segundo o Itaú, a desistência faz parte de um programa para reduzir o número de ações trabalhistas em que é parte. Os processos dos quais o banco renunciou tratam de questões jurídicas já consolidadas pela jurisprudência do TST, especialmente aquelas tratadas nos Enunciados de Súmulas cancelados no segundo semestre de 2003.
A nova política do banco, segundo sua direção, também compreende verificar os objetos principais das ações trabalhistas e atuar preventivamente, evitando situações que dêem motivos a novas reclamações.
Ao receber a notícia, Vantuil ressaltou que o TST mantém sempre atualizado o levantamento das empresas com maior número de ações na Justiça do Trabalho e no próprio Tribunal, e que esses dados têm sido divulgados exatamente para que surtam algum efeito de ordem prática. “Muitas vezes, as próprias empresas não sabem os motivos que as levam a ter tantas reclamações, especialmente as estatais”, disse o ministro.
Pelos levantamentos realizados regularmente pelo TST, o setor financeiro é o segundo maior cliente do Tribunal. A primeira posição fica com o setor industrial. Já na primeira instância, o principal setor envolvido nas reclamações é o comércio, seguido pela indústria e pela prestação de serviços.
Em março de 2003, o Banco do Brasil – campeão em litígios no TST, com mais de nove mil ações em andamento – informou ao Tribunal que tomaria medidas semelhantes às anunciadas pelo Banco Itaú, visando à redução do número de ações e da interposição de agravos e embargos quando a matéria estiver pacificada pela jurisprudência do TST. (TST e Assessoria de Imprensa do Itaú)
Parabéns aos diretores do Banco Itaú pelo iniciativa. Mas, com todo respeito, "debaixo desse angú tem caroço".
Parabéns ao Dr. Gustavo pela ótima observação. Chega de acreditarmos em contos de fadas.
Bonzinho o Banco Itaú hem.
Se analisarmos com mais cautela, veremos que a decisão é eminentemente financeira (balanço). Não se trata de auxílio ou colaboração com o TST. Apesar disso, a atitude é admirável. Insta ressaltar que fato das instituições financeiras estarem entre aquelas empresas com o maior número de ações perante o judiciário trabalhista, nada mais é do que um reflexo da própria benesse oferecida pela legislação, ou seja, enquanto captam dinheiro no mercado e reaplicam a taxas reais, pagam, pela procrastinação do feito no judiciário, juros ínfimos, engordando assim seus lucros.
Lamentável que o governo do País não "enxergue" isso e deixe de apresentar reforma imediata em relação aos juros trabalhistas, para que se evite mais prejuízos aos trabalhadores.
Não acredito que o banco tenha feito isso por questões de humanidade, creio ser por questões financeiras, pois o custo com essas ações seria alto e a maioria eles iriam perder. Banco não enxerga ser humano e sim dinheiro. Não preocupa com a dignidade humana. Até a fila eu acredito que seja estratégica, pois na medida em que a pessoa perde muito tempo na fila, sofre, deixa de cumprir compromissos, passa necessidade de ir ao banheiro, torna-se vulnerável, psicologicamente decadente. Nestas condições, quando chega ao Caixa, não tem condições de questionar nada, já está quase morto, e assim aceita o que o bancário fizer. Isso é humilhante!. Expõe o bancário a uma condição de quase escravidão no trabalho, e não preocupam com o tamanho da fila. Todos os planos que oferecem, têm juros altíssimos, ainda que se apresentem com cara de vantajosos. Conclamo a todos a deixarem de possuir esses tais cartões de crédito, cheques especiais. Na hora de fazer o contrato, é uma maravilha, mas depois é um horror. Se formos mais simples, poderemos viver sem a maoriria dessas porcarias que os bancos oferecem para a gente. Os únicos que lucram com isso são eles.
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