O Ministério Público Democrático divulgou nota, nesta quinta-feira (27/5), em repúdio às manifestações contra o trabalho dos promotores de Justiça de Santo André, que denunciaram o deputado Donisete Pereira Braga como participante do esquema que arquitetou o assassinato do ex-prefeito da cidade, Celso Daniel.
Segundo a nota, “o envolvimento do nome do deputado não decorreu de investigação dirigida a sua pessoa, mas surgiu do correto levantamento de informações referentes ao acusado Sérgio Gomes da Silva”. O MPD afirma ainda que irá prosseguir em sua atuação, mesmo que “para tanto, seja necessário contrariar interesses de detentores do poder”. (Face Comunicação)
Leia a íntegra da nota
O Movimento do Ministério Público Democrático vem, publicamente, repudiar as manifestações contra o trabalho sério, isento e profissional que vem sendo desenvolvido pelos Promotores de Justiça de Santo André, na condução da investigação do assassinato do Prefeito Celso Daniel.
A atuação independente e autônoma dos membros do Ministério Público é garantia social de que toda a verdade será apurada, ainda que, para tanto, seja necessário contrariar interesses de detentores do poder. Atitudes corporativas, que atingem Instituições da envergadura do Ministério Público do Estado de São Paulo – que como lembrado pelo Procurador-Geral de Justiça, apóia e avaliza a atuação dos Promotores de Santo André – devem, no mínimo ser precedidas de reflexão a respeito do interesse público, que afinal, todos os agentes políticos devem perseguir.
O envolvimento do nome do deputado não decorreu de investigação dirigida a sua pessoa, mas surgiu do correto levantamento de informações referentes ao acusado Sérgio Gomes da Silva.
Nunca é demais louvar a responsável condução dos trabalhos daquela equipe que, com profissionalismo, tem se desincumbido da árdua tarefa de investigar um crime de tamanha repercussão.
Fica consignado o apoio do Movimento do Ministério Público Democrático à atuação isenta daqueles colegas.
Alberto Dib
Presidente do Movimento do Ministério Público Democrático
Quero me solidarizer com o Ministério Público do Estado de São Paulo. Parabens! O Brasil todo acompanha o trabalho dos senhores. Gostaria apenas de sugerir que após os esclarecimentos dos fatos ora investigados, seja investigados também as autoridades policiais e aqueles que traficaram influência para que o inquérito policial resultasse na peça risível e desmoralizada em que se consubstanciou.
Ser investigado, em uma democracia plena, é inerente ao político. Mais, dever da sociedade. Óbvio que dentro dos princípios da lei e justiça - no que dou meu crédito ao MP, além de parabenizá-lo. Porém a sociedade deve exigir, não só sugerir, que as investigações atinjam todos os possíveis involvidos - principalmente autoridades e políticos.
Respeitosamente, permitam-me discordar do Doutor VALDECIR CARLOS TRINDADE.
Soubesse ele da retidão de carater e profissionalismo das Autoridades Policiais que conduzem as investigações no caso "Celso Daniel", aliados ao enorme respeito que hoje desfruta o Departamento de Homicídios e Proteção a Pessoa-DHPP, da Polícia Civil de São Paulo, inclusive dentro da Magistratura e do próprio Ministério Público Bandeirante, fatalmente reformularia seus conceitos.
O trabalho do Ministério Público é indiscutivelmente sério e deve ser respeitado.Porém, não é menos sério o trabalho desenvolvido pelos Delegados de Polícia que atuam no caso.
Ocorre, apenas, que cada um segue a sua linha de investigação. Só o tempo e a Justiça poderão demonstrar qual vertente é a correta.
P.S.: Gostaria de saber se Sua Senhoria teve acesso aos autos de Inquérito Policial para poder definí-lo como "peça risível e desmoralizada". Igualmente, nossa Instituição agradeceria se o nobre causídico indicasse nomes, indícios e circunstâncias que compreenderiam o propalado "tráfico de influência".
Venho juntar minha manifestação às anteriores para parabenizar o trabalho sério e fecundo dos promotores de Santo André, a despeito das inúmeras pressões recebidas desde o início das investigações.
O que causa estranheza é que os investigados preferem, à autodefesa, o sistemático ataque aos investigadores e a própria instituição, o Ministério Público.
Nunca é demais lembrar que, a cada investigação de pessoas influentes, voltam as manobras para adoção da mordaça e, pior, impedir que promotores investiguem.
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