Essa é a opinião de Busato sobre o presidente do STJ

O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Roberto Busato, qualificou o presidente do Superior Tribunal de Justiça, Nilson Naves, como “o porta-voz do conservadorismo e do atraso do Judiciário brasileiro”. A afirmação foi feita nesta domingo (28/3).

A reação de Busato veio em resposta às declarações de Naves feitas à imprensa. O ministro se posicionou contra a adoção do controle externo do Judiciário, a favor da súmula vinculante, contra a quarenta para juízes, entre outros pontos.

Uma das maiores polêmicas reside na opinião de Naves sobre a contratação de parentes. “Se eu tenho um filho de alta capacidade por que ele não pode me prestar uma assessoria?”, indagou o presidente do STJ. Para o presidente da OAB, o ministro Nilson Naves está na contramão da história.

Leia a declaração do presidente da OAB

“As declarações do ministro Nilson Naves não surpreendem a OAB. Ele é o porta-voz do conservadorismo do Judiciário brasileiro, é o porta-voz do atraso do Judiciário brasileiro.

É bom para a magistratura brasileira que o ministro esteja se aposentado. Ultimamente, pasmem, ele vem elogiando até o nepotismo dentro do Poder Judiciário, o que é uma barbaridade. Ele está na contramão da história.

Hoje, todos os poderes, em todas as esferas, estão criticando o nepotismo. Mas o ministro, defende o nepotismo, defende a súmula vinculante, o não-acesso da população ao Poder Judiciário, o não-controle externo do Judiciário.

Em verdade, ele está sendo absolutamente coerente com as idéias dele, uma vez que é contra qualquer evolução no Poder Judiciário. Talvez ele tenha uma visão de que o Poder Judiciário no Brasil está perfeito e tem todo o direito de ficar oito, dez, quinze, vinte anos julgando um processo sem dar uma satisfação para a sociedade brasileira.

Se o ministro Nilson Naves entende assim, ele está absolutamente coerente, repito, porque todas as teses retrógradas deste país são defendidas por ele”. (OAB)

Alfredo Roberto Bessow disse:
28 de março de 2004 às 19:51

Como é engraçada a vida. Não há como não concordar com o presidente da OAB, o que chega a ser um contrasenso, pois é difícil encontrar coerência, lógica e honestidade em algum advogado. Eu sempre tenho externado - aqui nos painés - que o Judiciário brasileiro é uma das maiores porcarias de toda a estrutura da sociedade brasileira. Digo até que consaidero os membros do Judiciário piores do que traficantes, piores do que pesoas que exploram sexualmente menores, piores do que os donos de bingo, piores do que os bicheiros, piores do que os padres pedófilos, os 'pastores' das chamadas 'igrejas da prosperidade', mais nocivos do que políticops corruptos, mais venais que governos que confiscaram a poupança nacional, mais larápios que os governantes que privatizaram a telefonia nacional sem levar em conta os interesses dos consumidores.
Tenho para mim que o judiciário nacional é a verdadeira praga que nos inviabiliza enquanto país.

Valdecir Trindade disse:
28 de março de 2004 às 21:54

É extremamente lamentável, mas a opinião expressada pelo jornalista Alfredo Roberto Bessow é a mesma da maioria esmagadora dos brasileiros. Urge que as lideranças políticas, intelectuais e empresariais se concertem com as lideranças progressitas do judiciário, e façam avançar essa reforma de uma vez por todas. Não há dúvida que um judiciário paquidérmico como o brasileiro, com seus princípios nepotistas, autoritários e burocratizante, se constitui em verdadeiro entrave para o desenvolvimento do país.

CDantas disse:
28 de março de 2004 às 23:19

Essa revista não deveria permitir que imbecis, como esse cidadão que diz chamar-se Alfredo Roberto Bessow, continuassem a externar suas aleivosias contra advogados e membros do Poder Judiciário - em sua grande maoria honrados. Toda classe profissional tem em seus quadros maus profissionais. Exemplos de jornalistas venais, subservientes e covardes é que não faltam.

joão disse:
29 de março de 2004 às 08:04

Prazam os céus que homens do quilate do Dr. Roberto Busato venham sempre a público a apontar as verdadeira mazelas pelas quais estamos passando.

Muito cômodo fazer como a maioria das pessoas que pretende que as coisas fiquem exatamente como está - ou até regrida mais - criticando, por exemplo, os advogados (note-se que o jornalista Bessow inicia suas linhas atacando justamente esta classe de profissionais).

Mas o que as pessoas parecem não entender é que o advogado apenas pede alguma coisa. Quem julga o feito é o Poder Judiciário.

Claro que existem maus advogados, como aliás existem maus profissionais em todos os segmentos. Só que um mau advogado é extirpado dos meios forenses rapidamente, seja pelo seu órgão de classe, seja pelo seus clientes, efetivos ou potenciais.

E com os membros do Poder Judiciário, o que ocorre? O que acontecerá com o Min. Vicente Leal? Efetivamente, o que acontecerá com o juiz Lalau? E com o Rocha Mattos? E com tantos mais que existem por aí, conhecidos ou não?

Enquanto não houver - pelo menos - controle externo da magistratura, não iremos para lugar nenhum.

Note-se: o controle externo é um "minus", pois segundo a Constituição o poder emana do povo que elege seus representantes: portanto, cidadãos também deveriam ser eleitos.

Se não são (deve existir uma razão suprema para tanto), que pelo menos sejam efetivamente vigiados de perto pela sociedade. Do contrário, resta a máxima: quem vigiará o vigilante?

Como ninguém os está espreitando, as coisas vão cada vez mais em degringolada, como se vê das declarações lamentáveis, retrógradas e nepotistas do Presidente da segunda maior Corte jurídica do país, o STJ.

No caso concreto o consolo da sociedade é a aposentadoria do Ministro: não é um acinte? Se fosse um empregado comum, com menos luzes, arriscar-se-ia até a uma demissão motivada. Mas com o segundo homem da hierarquia judiciária, resta-lhe uma gorda aposentadoria e certamente inúmeros jantares e eventos comemorativos.

Brasilsão velho, quando lhe consertarão as porteiras?

O Martini disse:
29 de março de 2004 às 09:05

Creio que com tantos problemas a ferir nossa cidadania estamos com os nervos a flor da pele e nos transformando em radicais. Não só na defesa intransigente de nossos pontos de vista, mas confundindo idéias com pessoas. E isso não é bom; as idéias transformam-se rapidamente e as pessoas permanecem por décadas. Apesar de concordar plenamente com o Dr. Busato, um pouco de suavidade nos ataques ajudaria o consenso, desde que seja o nosso. Pois nós somos democratas e estamos fartos das oligarquias retrógradas.

Rozemberg disse:
29 de março de 2004 às 09:16

Ainda bem que temos na OAB pessoas de pulso firme como o Dr. Busato. Fiquei pasmo com as declarações do Presidente do STJ, Ministro Nilson Naves. Inacreditável e lamentável que alguém que ocupe tão alto posto no Poder Judiciário brasileiro ainda conserve esse tipo de idéias.

Por outro lado, quanto ao comentário do jornalista Alfredo Roberto Bessow, é de uma estupidez tão grande que não merece nenhum debate aqui neste espaço. "O suplício dos insensatos é a sua própria insensatez".

Anderson Relva Rosa disse:
29 de março de 2004 às 09:48

Excelente a posição de nosso dirigente da OAB. Precisamos nos unir , não só como aplicadores do direito, mais melhor ainda , como cidadãos brasileiros com sede de justiça, de celeridade. O Brasileiro precisa ter a efetiva prestação jurisdicional, e isso só pode ocorrer com celeridade e confiabilidade do judiciário, e para isso a reforma é fortemente necessária. E quanto ao comentário do jornalista Alfredo Roberto Bessow ... Nem vale a pena utilizar esse espaço democrático para comentar boçalidades ditas ...

Eduardo Câmara disse:
29 de março de 2004 às 09:57

O Presidente do Conselho Federal da OAB está COBERTO DE RAZÃO e tem coragem. Esse Presidente do STJ é um anacrônico. Até na face está estampada a imagem ridícula do " SABE COM QUEM ESTÁ FALANDO"? Está passando da hora desse príncipe do Corporativismo ir para casa cuidar dos netos e viver o pouco do tempo que lhe resta de uma vida inteira insôssa, cheia de frustrações e mamando na teta pública

Eduardo Câmara disse:
29 de março de 2004 às 10:16

"Jornalista" Bessow

O jornalismo é a melhor profissão do Mundo. Abriga o maior contingente de pessoas que não deu pra mais NADA na vida. Desde que você seja razoavelmente alfabetizado, pode ser jornalista, tanto que NEM DIPLOMA PRECISA TER. O Jornalista, como define um dos mais inteligentes e sagazes políticos brasileiros, é um ente de muita sorte, pois, só comenta o que os outros já disseram, não tem, via de regra, o mínimo poder criativo , pois tem uma profissão que lhe remunera. ao contrário das outras. " POR NÃO ENTENDER DE NADA MAS PODER FALAR SOBRE TUDO SEM NADA ENTENDER". Confundem milhões de reais com bilhões de reais ( pra jornalista é tudo a mesma coisa,) quando vão cobrir o JUdiciário só falam tolices, pois dizem que o "JUIZ DEU UM PARECER " ( pra eles Juiz é parecrista de repartição),
dizem sem o menor pudor que foi IMPETRADA UMA LIMINAR .
E o pior, quando descem de seu pedestal de ignorância e reconhecem que erraram demais, que "pisaram no tomate", pedem desculpa no rodapé com letra miúda, depois de ter achincalhado com alguém nas MANCHETES.
Jesus Cristo, ao proferir um de seus diálogos mais precisos, estava se dirigindo aos jornalistas iguais e este que bosteou esta página " Pai, perdoai-os, porque eles não sabem o que fazem", ao que complemento, MUITO MENOS O QUE DIZEM

Rafael Reyes Ritchie disse:
29 de março de 2004 às 22:52

O Conselho Federal da OAB e a OAB/DF precisam tomar as necessárias providencias para repreender o jornalista Bessow. E os advogados que se sentiram ofendidos com o comentário deveriam processá-lo. Eu o farei.

Josias Martinez Filho disse:
30 de março de 2004 às 00:35

Parabéns ao Dr. Busato. Faço um reparo: não há necessidade de ofender, pois aí a crítica perde a legitimidade e vira resmungo, como aconteceu com o multicitado jornalista Bessow.

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