Faculdade de Direito da USP está em primeiro lugar

Na última edição da revista Veja, foi publicado o ranking das melhores universidades do Brasil. A classificação seguiu o resultado do Provão, feito pelo Ministério da Educação para avaliar os cursos superiores oferecidos por instituições de ensino brasileiras. Na lista divulgada com exclusividade pela revista, a tradicional Universidade de São Paulo manteve o primeiro lugar entre as faculdades de Direito, seguida pela Universidade de Brasília. A surpresa fica por conta da Universidade Estadual de Feira de Santana, que figura no ranking pela primeira vez ocupando o nono lugar.

Veja o ranking com a média obtida pelas dez melhores no Provão:

1ª Universidade de São Paulo

56,5

2ª Universidade de Brasília

55,9

3ª Universidade Federal de Juiz de Fora

55,5

4ª Universidade Federal do Paraná

55,1

5ª Universidade Federal do Rio de Janeiro

54,4

6ª Universidade Federal de Viçosa

54,2

7ª Universidade Federal do Espírito Santo

53,9

8ª Universidade Federal da Bahia

53,7

9ª Universidade Estadual de Feira de Santana

53,7

10ª UNESP (Franca)

53,4

Rodrigo Pinto de Campos disse:
30 de março de 2004 às 16:03

O Ranking usa critério objetivo, é verdade, mas, com todo respeito a algumas das TOP 10, onde estão a Federal de Pernambuco, de Minas Gerais, do Rio Grande do Sul, a PUC de São Paulo? Interpretar o ranking de VEJA como dogma absoluto é chancelar a distorsão e o simplismo.

Dakhir Tazmini disse:
30 de março de 2004 às 17:22

O problema é que muitos estudantes até hoje praticam o chamado "boicote" ao provão, estimulados pela UNE, o que acaba prejudicando a aferição de excelentes faculdades.

Maria Lima disse:
30 de março de 2004 às 19:12

Homenagem a todos os que fizeram direito na USP:

"Quando se sente bater/No peito heróica pancada/Deixa-se afolha dobrada/ Enquanto se vai morrer". Comovente.

Mas, não nos ufanemos tanto.

Conheço gênios do direito que estudaram em outras faculdades, bem como alguns néscios que fizeram a São Francisco. Tudo é relativo.

O Brasil é um País rico em auto-didatas, graças a Deus (Machado, Millor...).

Fui aluna dos maiores professores de direito do Brasil -dentre eles, o nunca assaz decantado Antônio Junqueira de Azevedo - e Goffredo Tellles, Kazuo Watanabe, Antonio Carlos Marcato, Rangel Dinamarco, Ada Grinover, Reale Júnior, Tereza Ancona, Gisela Hironaka, Villaça Azevedo, Rogério Tucci, Ricardo Andreucci, Cretella, Sérgio Marcos de Moraes Pitombo, Bernardino Gonzaga, Odon R. Maranhão, Zanini (os quatro últimos do rol nos deixaram, imorredouras são a saudade e a lembrança).

Mas, o que sei, aprendi nos livros. Os Mestres mostraram o caminho, o sistema, ENSINARAM A ESTUDAR.

Um juiz humano e culto, jurista de escol, da Vara da Família (São Miguel Pta), estudou na faculdade de direito de Mogi das Cruzes; Saulo Ramos, o maior advogado do Brasil, fez um curso de fim-de-semana, segundo escreveu no Estadão.

A FADUSP é História do Brasil.
Mas, essas listas de "melhores" são enjoativas, não conduzem a nada, é como se Álvares de Azevedo estivesse ali, com sua longa capa preta...

Os magníficos vitrais continuam os mesmos (que saudade do sol, atravessando as janelas, nas manhãs frias de inverno!). Poético.

Mas, é preciso ver o sistema de ensino universitário do Brasil com olhos críticos, acrescentar dados, fazer pesquisa séria, voltada para as necessidades da sociedade, e as expectativas de quem estuda.
Revisar os critérios de admissão às faculdades públicas. Acabar com cursos que só objetivam o lucro.
Isso de "melhor" já não atende às indagações da sociedade.
É melhor porque é de graça.
E porque, "por isso mesmo" - convite a uma séria reflexão - lá só entra quem estudou no Dante Alighieri, Bandeirantes, São Luís, Liceu Pasteur, e por aí vai.

***

E, lá, aprendemos que o elitismo perpetua o que nem sempre é tão bom assim.

***

Franciscanas saudações a todos. Maria Lima

Marco disse:
30 de março de 2004 às 19:29

Veja se mostra cada vez mais uma revista nojenta e ridícula. Esse ranking não poderia se afastar mais da realidade. A mesma reportagem coloca uma desconhecida faculdade do interior de São Paulo à frente do ITA no curso de Engenharia Civil. É público e notório essa inverdade.
Além disso, como já citaram, onde estão a UFPE, UFMG, UFRGS e mesmo a PUC-SP? Aliás, não colocar a UFPE é cometer um paradoxo imperdoável. Segundo a reportagem, a Universidade Estadual de Feira de Santana conseguiu boas notas porque investiu na formação de seus professores: através de um convênio com a UFPE deu a eles o curso de mestrado (notem, mestrado, nem doutorado foi) nesta instituição. Ora, muito me admira a instituição responsável pelo crescimento da primeira não figurar no ranking. É bom lembrar que essa universidade de Feira de Santana nem figurou no "OAB Recomenda". Uma faculdade saída de vários conceitos péssimos consegue um A, e subitamente passa na frente de outras grandes instituição que nunca amargaram um B? Façam-me o favor: joguem essa revista imunda no lixo. Não qustiono a validade dos dados (embora gostaria de fazê-lo), porém questiono a irresposabilidade de desinformar o povo elaborando-se um ranking ridículo como esse, isso para nao aludir à má-fé.
Colocar cursos dos quais nunca ouvi falar na frente de faculdades centenárias, das quais saíram grandes juristas, é zombar do entendimento do povo.

Cleverson Raymundo Sbarzi Guedes disse:
30 de março de 2004 às 19:41

A reportagem produzida pela Revista Veja datada de 31 de março de 2004, com a chamada de capa " Abrimos a Caixa Preta do Provão " deve ser objeto de análise crítica pelos sujeitos envolvidos e responsáveis pela Educação Superior no Brasil.
De 1999 até 2001, o MEC forneceu a diversos jornais e revistas, dados bastantes para elaboração de ranking dos cursos, em especial, dos cursos jurídicos. Em 2002, não houve qualquer menção a classificação ou comparação do desempenho das instituições.
Fico surpreso com a notícia de que este site ( CONJUR ) publique a notícia de que a USP manteve o 1º lugar entre as Faculdades de Direito, pois, nos anos de 2000, 2001 e 2002 a Faculdade de Direito da Universidade Federal de Juiz de Fora, da qual sou Coordenador do Curso, obteve as maiores médias do país, ficando em primeiro lugar no ranking nos três anos.
Assim, entendo razoável o registro de que em 2003, quando obtivemos o terceiro lugar no ranking, a USP obteve o melhor desempenho.
Sabemos da excelência do ensino dispensado na USP, pela qualidade de seus docentes e corpo discente.
Mas é de se ressaltar que a Faculdade de Direito da UFJF, universidade do interior de Minas Gerais tem tido destaque, como já realçado, não só no Provão, mas em Exames de Ordem, sendo a primeira no "ranking" da OAB/MG, com índice de aprovação superior a 90% e com destaque significativo em aprovações em concursos públicos.
Aliás, o ótimo desempenho no Provão data de 1996, quando obtivemos o primeiro conceito A, seguido em todos os anos posteriores, até a última edição ( 2003 ). E no Exame de Ordem também obtivemos sempre excelentes índices de aprovação, merecendo, pela segunda vez, o selo " OAB RECOMENDA ". Em publicação não oficial, sobre o ranking elaborado pela OAB, a Faculdade de Direito da UFJF obteve o segundo lugar nacional.
Enfim, a matéria merece retoque, pois contém pouquíssimos dados sobre os rankings e, em verdade, a USP ficou em 1º lugar em 2003, mas nos anos anteriores, a Faculdade de Direito da UFJF manteve a liderança no ranking do Provão.
Sugiro aos responsáveis pelo Site um levantamento mais aprofundado sobre os dados mencionados, até mesmo acatando algumas conclusões e outros comentaristas, para transmitir informações mais precisas e completas sobre os cursos jurídicos no país.
CLEVERSON RAYMUNDO SBARZI GUEDES
Professor Assistente
Coordenador do Curso de Direito - UFJF

Marco disse:
30 de março de 2004 às 20:18

Pedoem-me o erro tipográfico do comentário anterior (instituição em vez de instituições).

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