Tem um velho ditado que reza que o “bom empregado” é aquele que não falta ao trabalho. Não por disciplina, mas para que não saibam que ele na verdade é totalmente inútil. Pois bem, o ditado tem muita significância em épocas de greve. O país dá mostras de que está com areia na engrenagem, pulsando com arritmia, quase parando. Aliás, algumas coisas já pararam, menos o sistema de compensação e os salários dos servidores do Judiciário (como o paulista que esteve meses parado).
Se de um lado a greve é um movimento legítimo de reivindicação, não obstante a discussão sobre a legalidade pela ausência de regulamentação, de outro, traz à reflexão o “bom empregado que não falta ao trabalho”. A greve dos bancários, por exemplo, além de jogá-los contra a população que não entendeu ainda (nem eu) porque tem que arcar com os ônus das brigas alheias, também serve para os banqueiros. É isso mesmo. Esta greve serviu aos banqueiros, mais do que aos bancários.
Com a greve, os bancários “faltaram ao trabalho”, e os banqueiros, se tinham alguma dúvida, puderam concluir que a população realmente se vira bem com os caixas de auto-atendimento. Tudo é questão de hábito. A população só não se acostumou é com a escassez de dinheiro, e esta situação não muda com ou sem greve dos bancários; talvez mude com a dos banqueiros se protestassem palavras de ordem como “é hora de greve, chega de juro, tá todo mundo duro, chega de juro, tá todo mundo duro”. Esta sim é a greve que a população está esperando, mas, pelo jeito, esta greve está de greve. Agências fechadas, sistema de compensação funcionando, cheques caindo, contas vencendo e mesmo o mais relutante dos clientes conservadores é obrigado a usar o auto-atendimento.
A greve passa, mas não a sensação de ver o seu dinheiro caindo dentro de um envelope sem saber se ele realmente vai para sua conta. Eu mesmo fico sem dormir até o dia seguinte para conferir se depositaram o dinheiro na minha conta, e chego até a ter pesadelos com meu dinheiro sendo engolido por aquela máquina cheia de botões, e no 0800, um atendente sempre falando no gerúndio, diz que estará vendo, estará resolvendo, estará verificando, “senhor, estarei repassando a ligação…”. Caiu. O cliente, obrigado pela greve a utilizar o auto-atendimento, acaba vendo que não é tão ruim assim.
Os banqueiros percebem que na greve também não é tão ruim assim pois aquelas demissões previstas para 2010, em razão da modernização, podem perfeitamente ser antecipadas diante do hábito súbito da população em utilizar o auto-atendimento. Para os bancários também sobra um aspecto positivo: durante a greve, com o tempo vago, puderam ler os classificados de empregos. Mas se alguém foi lesado com a greve, pode buscar amparo no Judiciário. Mas este, em alguns estados, também está parado. E aqui não cabe a aplicação do ditado “bom empregado que não falta ao trabalho para não saberem que não faz falta”. Neste caso, o patrão — o povo — já vinha desconfiando há muito que o empregado estava faltando. Tanto é verdade que a greve do Judiciário, para surtir efeito, tem que ser longa, bem longa. Parar alguns dias, ou semanas, não faz diferença, o patrão já está habituado com a lentidão dos serviços. E esta greve, como a dos bancários, surte efeitos colaterais e serve para alertar o patrão — o povo — para a realidade do Judiciário que está sob um indesejável estado de greve há muitos anos.
A única solução para o problema, tanto dos bancários como do Judiciário, realmente é o auto-atendimento. Este definitivamente não faz greve. Deveria ser lei: a partir de 2005 o Judiciário passaria a ser self-service, contando com auto-atendimento judicial. Seria ótimo. À noite, antes de ir ao restaurante jantar, você poderia passar num banco, sacar um dinheiro para pagar a conta (e as custas judiciais depois), dar uma conferida no saldo da conta investimento e depois de jantar, passar rapidinho no caixa de auto-atendimento judicial e ajuizar aquele processo que estava na gaveta, pagando as custas com o dinheiro previamente sacado. Desta forma, como a greve das máquinas é uma utopia dos filmes hollywoodianos, estaríamos a salvo.
O Dr. Gums está muito mal informado, pelo menos no que toca à greve dos servidores do Judiciário paulista.
Acontece que nossos salários FORAM DESCONTADOS. Não fomos autorizados a compensar os dias parados.
Quem está recebendo salário com aumento é quem não fez greve. Uma minoria, vale dizer.
Porque com o dinheiro que o Tribunal está mensalmente descontando dos servidores grevistas dá pra pagar as verbas atrasadas dos servidores que não fizeram greve, dos magistrados, dos desembargadores e ainda sobra um troquinho para o lanche.
Ou para ajudar o Governo do Estado na campanha eleitoral de seu candidato a prefeito.
Só gostei de uma coisa: do Tribunal "self-service". Que também pode ser denominado "por quilo", ou "drive-thru".
Você escolhe o que quer e pega.
Cada um pega o seu processo, na sua prateleira, dá a sentença que quiser e o processamento que melhor entender.
Para quê Juízes? Para quê servidores? Para quê Tribunal?
E, aliás, para que Constituição para assegurar direito de greve?
É melhor rasgar tudo e jogar fora.
Sr Gums, estou perplexo com seu texto. Se houvesse como o senhor deseja um mundo de máquinas como escreveu, certamente você não teria dinheiro para ir a um restaurante. Isto é uma questão de raciocinio simples, não é preciso ser um economista para saber que um mercado forte e movimentado se deve ao fato de todos terem emprego e salários que permitam o consumo, é uma cadeia, isto é lógico. A idéia de uma Justiça da forma que o senhor imaginou daria fim também a classe dos advogados, pois não se necessitaria deles, pois o cidadão comum poderia ir até um "drive thru" como sugeiro. É evidente que todos temos o direito de nos manifestar sobre qualquer assunto, mas devemos ser coerentes, e nesse contexto, todos as profissões são necessárias para o enriquecimento e desenvolvimento de uma nação, logo todos necessitam ter acesso a um emprego e salários dignos, para inclusive permitir que o senhor se de ao legitimo direito de ir a um restaurante.
Lamentavel, estudar tanto para escrever tanta merda.
Vá preocupar com teu Estado.
Vá cuidar da tua vida. Não infernize os outros, voce tá por fora.
Ve se descobre pq a cabrita caga redondinho.
O Poder Judiciário não está em greve ha muitos anos. Ele esta falido. NÃO por culpa de seus abnegados servidores que realizaram uma greve justissima em São Paulo, que, infelismente não foi apoiada pela OAB/SP, que, siquer, consultou seus filiados si deveria ou não apoiar a greve. Nosso escritório apoiou a greve e foi contra o retorno dos grevistas ao trabalho, intimidados a aceitar um desonroso acordo. É uma pena, pois, apesar de sermos prejudicados, nós, advogados, sabemos que os servidores da justiça não têm a mínima condição de trabalho e, isto sim, faz com que a justiça fique permanentemente em greve, como alude o Dr. Gums.
O Poder Judiciário só não parou por causa de seus abnegados servidores. Está falido, mas estes servidores continuam a batalhar, apesar das precárias condições.
Na bíblia tem um versículo que diz mais ou menos assim:
Até o falto de entendimento quando fica calado passa-se por sábio.
Como podemos ver, o versículo aplica-se direitinho a esse Sr. Gums.
Se tivesse ficado quieto ninguém saberia que é tão ignorante, tão falto de entendimento, totalmente sem inteligência, de raciocínio medíocre, comparado a um asno. (me desculpem os anos).
Inexplicavelmente eu não entendo como pessoas tão ignorantes e medíocres possam ter lugar para postar comentários tão absurdos em meios de comunicação como este.
Senhores responsáveis pelo "conjur", vamos melhorar o nível, escolham melhor as pessoas que vocês convidam para tecer comentários por aqui, caso contrário este site deixará de ser visitado pelos internautas.
1.Penso que o articulista tem razão (lógico que num cenário de demência plagiado da mente insana e confusa do sr. Gums).
2.Estou até vendo o réu sendo citado pelo auto atendimento. Bastaria o réu ligar para o 0800, identificar-se e ouvir uma voz metálica dizendo mais ou menos assim: "o sr. está citado na ação n.o tal, e tem dez dias de prazo para apresentar contestação..." Lógico, o réu responderia imediatamente: "Dou-me por citado, obrigado".
3.Outra situação: o ilustre advogado liga para o 0800 e após aquela demora de praxe, perora: "represento o réu fulano de tal no processo X e quero apresentar a contestação: MM Juiz: o réu é inocente". Contestação curta, mas convenhamos que a inteligência do sr. Gums também não é lá muito comprida...
4.O sr. Gums pretende ser irônico e consegue apenas tornar-se ridículo. Por muita informatização e automação que aconteça, jamais se prescindirá do trabalho humano. Há coisas que as máquinas, por mais submissas e inteligentes, não conseguem fazer. Bom. Talvez consigam advogar no nível proposto pelo sr. Gums. Pois se podemos prever um cenário tão futurista que prescinda dos bancários e dos servidores do judiciário, o que nos impediria de prescindir igualmente dos advogados?
5.O sr. Gums, como advogado, deveria se limitar aos aspectos legais da greve, reconhecendo o legítimo direito tanto de servidores como de bancários e deixar a ficção científica para Isaac Asimov e outros mestres no gênero. A greve, sr. Gums, é DIREITO (coisa da qual o sr. deveria entender) e CONQUISTA dos trabalhadores e não serão discricionários como o sr. que irão negar aos trabalhadores o sagrado direito de defender seus interesses contra as injustiças praticadas diuturnamente pelos poderosos.
6.Quanto a estar todo o judiciário em greve, e quanto a serem os servidores dispensáveis, o Estado de São Paulo viu o quanto são necessários os servidores. O caos se instalou, porque se o judiciário paulista ainda funciona, mesmo que precariamente, isso se deve apenas aos servidores que trabalham, mesmo com salários defasados, mesmo em condições lamentáveis, mesmo com a falência do TJ e seus dirigentes encastelados no tribunal que deveria ser o da justiça, mas tornou-se o palácio da intransigência, da insensibilidade e do autoritarismo estéril.
6.Parodiando o sr. Gums: algumas pessoas deveriam se abster de comentar qualquer coisa, para que não percebam o quanto são idiotas...
7.Um abraço.
Uma pessoa que não tem nem coragem de se identificar - " servidor ", não deveria ter o direito de postar mensagens nesse espaço.
Concordo que os responsáveis pelo Conjur tem que melhorar o nível - começando por proibir pessoas que não sabem demonstrar sua opinião sem ofender.
Quem deveria ser proibido de postar mensagens aqui é esse tal "Servidor", que sequer tem coragem de se identificar e não tem educação para manter um diálogo saudável.
Apesar de ser funcionário do judiciário e estudante de direito, considero a opinião de que poderíamos, no futuro, sermos substituídos por máquinas, inclusive, existe uma proposta sendo estudada pelo Supremo, não sei em que "pé" anda, da instituição da súmula vinculante, que na minha opinião e de muitos tb, poderia levar possivelmente em algum "futuro possível" a levar à extinção da figura do advogado e do Juiz(os serventuários já teriam se extinguido anteriormente), enquanto os remanescentes , o advogado e o Juiz, seriam substituídos por máquinas "on-line", do tipo daquelas "latinhas de refrigerantes light", assim o cliente do "advogado máquina" escolheria o seu problema em um "rol" disposto na máquina e o "sistema" faria a conexão com os comprovantes já dispostos do "e-gov",considerem que qualquer tipo de prova incidente seja ela crime ou cível já estaria na internet e intranet desse "sistema", do judiciário virtual, o "juiz máquina", que é um programa de computador , por sua vez, faria a conexão com a súmula vinculante na melhor forma estabelecida pelo "programa corporativo da microsoft" e enviaria o resultado "on-line" para o cliente do "advogado on-line" de qualquer "shoping". A maioria das funções do comércio e do setor de serviços em geral poderiam , teoricamente, serem substituídas por sistemas de informação "on-line".
Imaginem um mundo sem greve, sem reposição de salários, sem serventuários, sem advogados e sem juízes, sem seres humanos como: vendedores, motoristas de ônibus e etc, seria muito bom! Ainda que, na minha opinião, as pessoas continuariam sendo a parte "ruim" que o "sistema de informações "on-line" nunca logrará satisfazer plenamente.Acredito que os seres humanos não vão deixar essas máquinas "programarem" suas vidas limitando-as, nesse futuro mundo digital não queremos ser "bytes" e sim: "macro-celúlas orgânicas"; de antemão podemos assegurar que AINDA somos,todos nós, INSTITUCIONALMENTE mais importantes que qualquer máquina, portanto temos total controle da situação, e poderemos vencer essa batalha no futuro tb é só manter a idéia e ainda existirá algo para fazermos!rsrs
Luiz
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