Não é justo esculachar o publicitário Duda Mendonça

Na segunda-feira um dos filhos de Duda Mendonça, de 9 anos, não foi ao colégio. Seus amiguinhos brincaram: ele foi visitar o pai na cadeia.

Duda Mendonça é um dos maiores publicitários brasileiros, com quarenta anos de carreira, vitórias, derrotas e um tremendo astral. Sua contribuição aos costumes políticos, como a de toda a espécie dos marqueteiros, é um exercício de mistificação às vezes ególatra, quase sempre mitômana, mas isso não vem ao caso. Esse homem foi esmigalhado por causa de uma briga de galos. Foi mais uma vítima do chavão segundo o qual a polícia junta acusações de pouca monta e cobre um bolo de fubá com o creme da “formação de quadrilha”.

Acaba-se numa situação mais ou menos assim: Lee e sua mulher Marina, com Olga e Igor, armam um esquema para roubar sistematicamente toca-fitas no estacionamento da Dealey Plaza, em Dallas. Como são quatro e houve conluio, o delegado enche as bochechas e diz aos jornalistas que, entre outras acusações, eles responderão por “formação de quadrilha”.

Lee Oswald se separa de Marina, livra-se de Olga e Igor, compra um rifle, sobe ao sexto andar do depósito de livros que há na praça, dispara dois tiros e estoura a cabeça de John Kennedy, o presidente dos Estados Unidos. Podem acusá-lo de tudo, menos de formação de quadrilha.

Faltou pouco para que Duda Mendonça fosse exibido com algemas. Em muitos casos as algemas são exemplares, mas parece difícil sustentar a necessidade de amarrar o publicitário. Pela maneira que foi exposto enquanto esteve detido, não lhe foi dado o respeito concedido a Elias Maluco, que pediu à polícia: “Prende, mas não esculacha.”

Duda cometeu um crime federal e subiu no salto de seu altíssimo caderno de telefones ligando para o ministro da Justiça. Esculachá-lo foi um desrespeito. Quando os jornais e emissoras viram sua atenção atraída para o detalhe de que ele poderia dormir num presídio, algo acontecia de errado. Um cidadão com domicílio certo e atividade sabida deve dormir num presídio porque estava assistindo a uma briga de galos?

A linha que separa a divulgação da ação policial e o esculacho do cidadão pode ser tênue, mas quem a ultrapassa percebe o que faz. O andar de cima não vê nada de estranho quando um negro de comunidade pobre é obrigado a entrar agachado num fundo de viatura policial. Afinal, o esculacho do andar de baixo faz parte da rotina policial brasileira. É lastimável que se reclame do esculacho de Duda (como está acontecendo neste artigo), quando se convive com misérias muito piores. Se o que aconteceu a Duda servir para evitar que um negro pobre seja esculachado, os galos do Privê terão prestado um serviço aos bípedes de Pindorama.

São muitas as pessoas que tiveram um prazer especial ao ver o marqueteiro de Lula, Maluf, Marta Suplicy e Celso Pitta em cana. É compreensível, mas não é justo, sobretudo porque o picadeiro onde foi atirado Duda Mendonça continuará funcionando, à espera de novas vítimas.

A atividade profissional de Duda Mendonça já atraiu contra ele e sua empresa toda sorte de xeretagens. Passou por todas sem reprovação. Nunca o acusaram de má conduta em relação a coisa alguma. Mesmo no mundo de fantasia das marquetagens e de fuxicos do Palácio do Planalto, Duda Mendonça se mostrou como um profissional que não joga com a brutalidade do comissariado petista. Sem que houvesse justificativa para tanto ressentimento, esculacharam-no como se houvesse um sabor especial na sua desdita.

Astúcias políticas, exibicionismos, vaidades e voracidades profissionais são parte da vida, mas a destruição de uma personalidade pública por conta de uma briga de galo é coisa de rinha.

* Artigo publicado em O Globo

Elio Gaspari

é colunista do jornal O Globo e da Folha de S.Paulo.

Hélmiton Prateado disse:
28 de outubro de 2004 às 17:13

Sou obrigado a concordar, principalmente que a humilhação de ser preso não deve ser aposta a ninguém. Entretanto, o magnânime Duda Mendonça estava tão acostumado a supor que habitava o olimpo, e que reinava acima do bem, do mal e de nós pobres mortais, que uma reprimenda dessas não fez mal. Foi de péssimo alvitre dom Duda Mendonça sacar o celular e ligar até para o ministro da Justiça. Ele devia se envergonhar e devolver o dinheiro que recebeu em Goiás em 1998 e que sabidamente foi fruto de desvio da extinta Caixa Econômica de Goiás (Caixego), roubo perpetrado pelos asseclas de Iris Rezende.

Vinicius Dardanus (dardanus.blogspot.com) disse:
28 de outubro de 2004 às 17:19

Sabe o que não é justo? Usar propaganda política barata para eleger políticos autoritários e inescrupulosos. É totalmente injusto, mas não é de modo algum ilegal.

Briga de galo, isso sim é ilegal. Se o autor gosta de briga de galo, que faça um lobby para legalizarem. Mas, enquanto isso, é a lei que prevalece. O governo ainda não pode censurar a imprensa, então não houve meio de bloquear as imagens do Duda preso. Talvez isso mude.

Os jornais relatam que Duda alegou a amizade com o presidente como se isso fizesse dele alguém acima da lei. Isso, por si só, já joga mais lama na imagem dele do que a briga de galo.

Alguns podem achar ótimo tanto a participação na briga de galo quanto o conceito de que os amigos dos poderosos são imunes a lei. Direito deles. Mas não tentem impedir o direito de outros de protestar quanto a esta postura vergonhosa.

Vinicius Dardanus (dardanus.blogspot.com) disse:
28 de outubro de 2004 às 17:23

Injusto? Talvez. Mas quem com o ferro fere, com o ferro será ferido.

Mario Tinoco Ebuhardt disse:
28 de outubro de 2004 às 17:43

O artigo do O Globo tem por objetivo defender seu cliente, afinal através das agências do DUDA muitos milhÕes vão para os cofres da Globo. Se ele esta fora da Lei , tem que responder por misto.Não é porque ele é famoso ou rico , pode fazer o que quer

Mohamed Hizbollah Hamas disse:
28 de outubro de 2004 às 17:50

A matéria publicada no Globo certamente é paga e por ai já se esvai sua credibilidade.

Todos são iguaus perante a lei e se a lei prevê punição penal para quem promove atos de crueldade contra animais, este animal (diz-se racional) do DUDA foi justamente nela enquadrado.

Colocar galo para brigar e achar que isso não é crime é o mesmo que sequerestrar, estuprar e matar mulhres que vivem nas ruas, mentigas, pois são seres sabidamente à margem da sociedade; isso é possível ?

O que deveria depor contra este animal (o que se diz racional) é justamente o fato dele ser pesoa de boa formal (?) cultural e intelectual (??) e o Sr. Ministro da Justiça deveria era responder por PREVARICAÇÃO por ajudar o animal-criminoso (logicamente que não me refiro ao galo que estava brigando e morrendo para deleite de personalidades distorcidas).

Quem sabe a personalidade doentia que quem se deleita com este tipo de "esporte" não permite outors crimes que denotam desvio de caráter, sadismo e maldade, como por exemplo a pedofilia...

Infelizmente isso é Brasil e o PT é a pior desgraça que já aconteceu este País após a ditadura militar !

Que venham os ataques dos vendidos e defendores dos depravados !!!

Giovannetti disse:
28 de outubro de 2004 às 17:50

Os legisladores, as vezes demagogos, as vezes incompetentes, legislam a permissão de luta de boxe no País, esporte entre seres humanos, que se agridem até ao sagramento e as vezes até a morte. Esses mesmos legisladores, com demagogia, legislam a proibição de briga de galos.

Mohamed Hizbollah Hamas disse:
28 de outubro de 2004 às 17:51

Mohamed Hizbollah Hamas (Professor - — Curitiba, PR) — 28/10/04 · 17:50

A matéria publicada no Globo certamente é paga e por ai já se esvai sua credibilidade.

Todos são iguaus perante a lei e se a lei prevê punição penal para quem promove atos de crueldade contra animais, este animal (diz-se racional) do DUDA foi justamente nela enquadrado.

Colocar galo para brigar e achar que isso não é crime é o mesmo que sequerestrar, estuprar e matar mulhres que vivem nas ruas, mentigas, pois são seres sabidamente à margem da sociedade; isso é possível ?

O que deveria depor contra este animal (o que se diz racional) é justamente o fato dele ser pesoa de boa formal (?) cultural e intelectual (??) e o Sr. Ministro da Justiça deveria era responder por PREVARICAÇÃO por ajudar o animal-criminoso (logicamente que não me refiro ao galo que estava brigando e morrendo para deleite de personalidades distorcidas).

Quem sabe a personalidade doentia que quem se deleita com este tipo de "esporte" não permite outors crimes que denotam desvio de caráter, sadismo e maldade, como por exemplo a pedofilia...

Infelizmente isso é Brasil e o PT é a pior desgraça que já aconteceu este País após a ditadura militar !

Que venham os ataques dos vendidos e defendores dos depravados !!!

Jorge Góes disse:
28 de outubro de 2004 às 18:09

Incrível a declaração do Duda, logo após o flagrante: "Eu não estou fazendo nada errado". Tudo bem, ele é publicitário e não precisa entender de lei, mas todo brasileiro sabe que briga de galo (rinha) é proibida no Brasil. Comparar essa proibição com o boxe, também destoa: no primeiro caso os galos são forçados à briga; no segundo os homens vão por livre vontade, ninguém os força. Querer defender Duda também não faz bem para o Brasil: ele errou, sabia que estava fazendo algo errado e tenta posar de bom moço. Quantos pobres coitados são presos por muito menos, sem que alguém os defenda? O erro existiu, houve contravenção e a lei deve ser cumprida. Não devemos buscar explicação para o inexplicável.

Marisa P Sampaio disse:
28 de outubro de 2004 às 18:12

Acho isso uma tremenda de uma PAPAGAIADA.
Qual o objetivo de se proibir briga de galos?
Proteger o pobre do galo?
E a galinha?
Como ficam os milhões de galinhas das granjas, que são confinadas em gaiolas que mal dá para se movimentar , só para a carne ficar macia? E as injeções de hormônios que recebem?
Se você está tão preocupado com o galo deveria estar também com a galinha. E páre de comer galinha!
Você pode comer galinhas, que são cruelmente assassinadas nas granjas , mas não pode ver uma briga de galo?

Edgard Salles Júnior disse:
28 de outubro de 2004 às 18:16

Alguém quis dizer ai embaixo que boxe e briga de galo são a mesma coisa. Será que esse alguém já ouviu falar em "opção"?
Depois, sabe ele que os galos normalmente brigam até a morte?
Sabe este alguém ainda que os bichinhos não ficam com nem um centavo daqulio que lhes custa o sangue e as vezes a vida?
Enfim, são tantos argumentos, que nem sei...

Depois alguém escreveu "iguaus". Tomo a liberdade de corrijir o erro de digitação para "iguais".

Lá no alto alguém se rebelou contra a prisão do "incrível Duda Mendonça", aquele mesmo que escreveu um livro já lido por todos os 180 milhões de brasileiros. Pô, cara!!! Vai fazer algo que seja mais útil. Lei é lei, e todos devem respeitá-la, do negão ao patrão, todo mundo documento na mão. Lei muito boa por sinal, que serve para manter um mínimo de civilidade à nossa animalesca sociedade.

João Paulo Chaim disse:
28 de outubro de 2004 às 18:16

Não vou nem falar muito; o cara dá um entrevista dizendo que é uma diversão para ele ver os galos brigando e ainda há quem o defenda ?

Sem Comentários.

Edgard Salles Júnior disse:
28 de outubro de 2004 às 18:28

Virgem nossa!!! A Marisa Sampaio é boa brigadora, mas confunde as coisas. Matar pra comer é a lei da natureza. Você já assistiu o canal Discovery Channell, ou National Geografic?
Não assista, senão vai ter um faniquito. Pois ali, comem-se pobres animalzinhos vivos. É terrível!!!
Mas, jogo com a vida dos pobrezinhos você só vai ver entre nós, civilizados homens modernos.

Agora, por outro lado, a mocinha me pareceu incoerente. Se fica indignada com as galinhas que vão para a panela, deveria ficar também com os galos que vão para a arena, e não achar ruim da canja e por isso justificar a rinha.

Escreve pra mim, Marisa: edgardjr@bol.com.br

Clarissa Reis disse:
28 de outubro de 2004 às 18:50

Foi só o Duda Mendonça falar para o delegado que é assessor do Lula, e em seguida, foi liberado. Engraçado, ele não tem curso superior nenhum. Passou por algum curso de Comunicação Social? Fez os 4 anos de Publicidade e Propaganda? Daqui um tempo, ele vai ver novamente a briga de galos, e fica nisso mesmo, nunca vai ser punido. Fico revoltada com isso.

Edison Tessele disse:
28 de outubro de 2004 às 19:02

Sou policial federal aposentando, mas acompanho o dia-a-dia da PF.

Sem entrar no mérito das várias operações, o que me preocupa e, a meu ver, merece uma reflexão, é alto grau de pirotecnia das mesmas.

O sigilo faz parte da atividade policial. Nas operações, muitas vezes, os policiais somente ficam sabendo dos detalhes momentos antes de agir. Há casos em que até o celular do policial federal deve ser desligado com antecedência, para evitar "vazamentos".

Agora é vergonhoso e inaceitável constatar a CONSTANTE PRESENÇA DA IMPRENSA TELEVISADA em diversas operações, como a ANACONDA, a de COMBATE A PROSTITUIÇÃO INFANTIL, a da KROLL, a dos GALOS DE RINHA DO DUDA, afinal, se as operações eram sigilosas, como é que a imprensa ESTAVA.

A meu ver o vazamento dessas operações para a imprensa também é um crime. Se os próprios policiais recebem informações restritas, como se justifica o acesso da imprensa a esses dados. E se dentre os profissionais desses órgãos algum "vazar", se tiver algum parente envolvido no objetivo do trabalho policial, como é que fica. Some-se a isso que os PRóPRIOS POLICIAIS FICAM VULNERáVEIS, sujeitos a serem recebidos a bala por algum bandido que foi avisado previamente, por alguma pessoa que sabia do trabalho policial.

Está na hora dos dirigentes da PF deixarem de usar esse expediente, pois muitas vezes, no afã de aparecer, colocam em risco o serviço da Polícia Federal e, em especial, a SEGURANÇA DOS POLICIAIS. Isso para não falar nos casos em que pessoas são presas e depois fica provado que não tinham qualquer envolvimento com o alardeado crime, como ocorreu no caso da prisão de 23 policiais federais em Foz do Iguaçú, todos eles expostos na televisão e, algum tempo depois, ficou comprovado que muitos deles não tinham envolvimento com os fatos. O mesmo ocorreu em outros casos, como na própria ANACONDA, onde chegaram a prender a PESSOA ERRADA, com grande alarde.

Vamos preservar o nome da Polícia Federal, agindo com todo o rigor da lei. Ação sempre, mas cuidado com as luzes e as câmaras.

Daniel Russman Gallas disse:
28 de outubro de 2004 às 21:54

Pobrezinho do Duda Mendonça, "mais uma vítima" de um chavão da Polícia Federal! Ora, não houve esmigalhamento nenhum no caso, sr. Gaspari. O famoso publicitário cometeu um crime contra animais e a polícia o prendeu. A mídia noticiou e os comentaristas - como o senhor - falaram sobre o caso.

O senhor diz: "Nunca o acusaram de má conduta em relação a coisa alguma." Pois tal argumento serviria para isentá-lo de agredir galos ao esmo? Claro que não.

Vi muitos jornalistas criticando a Polícia Federal pela ação contra o pobrezinho. Vejo que os laços de amizade entre jornalistas (leia-se editores) e publicitários (leia-se anunciantes) são mais estranhos do que as relações entre Duda Mendonça e Marcio Thomaz Bastos. Ainda bem que foi o jurista - e não o jornalista - que atendeu o telefonema do marqueteiro.

Antônio Carlos de Lima disse:
28 de outubro de 2004 às 22:40

Então fica assim: prender pobre pode. Se for rico é injustiça!. A lei é para todos, portanto...

Vinicius Dardanus (dardanus.blogspot.com) disse:
29 de outubro de 2004 às 06:53

Correção, Antonio Carlos: Prender alguem rico E amigo do PT, não pode. O resto, pode.

O Gaspari, para variar, não perdeu uma chance de mandar um argumento de relativismo moral torpe para defender algum queridinho da esquerda.

Ricardo Augusto Flor disse:
29 de outubro de 2004 às 09:51

É impressionante como o "Desembargador" Elio Gaspari e a mídia que represente tem dois pesos e duas medidas. Foi rara a abordagem do fato na imprensa, talvez por que o criminoso no caso é um grande anunciante, um publicitário, promotor assíduo de campanhas milionárias na imprensa.

Bastaria a imprensa explicar par o público o que é uma rinha de galos e mostrar algumas imagens, talvez, que todos lembrariam o por que essa prática é tipificada como crime. O publicitário ai era empresário desse crime.

Francamente, penso que a configuração do crime não pode depender de quem é o criminoso, e o ingresso do Brasil no rol dos paísese sérios vai passar por prender mesmo pessoas como o criminoso em questão.

Fernando disse:
29 de outubro de 2004 às 10:11

Formação de quadrilha? Crime ambiental (de fato, galos são espécimes nativas cujo habitat natural são as florestas, cerrados, etc)? Prisão de indiciado sem antecedentes criminais, com endereço fixo e profissão por causa de uma briga de galos?
Lamentável o que se tornou esse espaço que deveria ser destinado para discussões JURÍDICAS. Atenção acadêmicos, ignorem os comentários aqui escritos, senão jamais conseguirão passar no exame da ordem.

João Roberto de Napolis disse:
29 de outubro de 2004 às 10:29

Só faltou o colunista Elio Gaspari dizer que a culpa é dos galos, que cometeram crime de lesões corporais dolosas, desordens em local público e que o marqueteiro Duda estava lá para separar a briga. Ora deixe de subestimar a inteligência alheia, e antes de escrever procure conhecer a lei.

Jorge Marcio Pereira disse:
29 de outubro de 2004 às 10:43

Duda Mendonça, por tratar-se hoje, de uma pessoa pública, tinha o dever de respeitar as regras juridicas, como não o fez, deve responder por seus atos ilicitos.

Usar deste espaço, ou de outros canais de comunicação para defendê-lo, comparando o comportamento da sociedade a "coisa de rinha", nos mostra, a verdadeira prova de amizade que o Sr. Elio Gaspari tem com o criminoso Duda Mendonça.

pumeda disse:
29 de outubro de 2004 às 10:54

É uma opinião pessoa do Sr Elio, que foge ao objetivo deste site que a discussão jurídica dos fatos.
Entretanto, aprovitando o "gancho" é importante ressaltar que muitas vezes a imprensa, particularmente a televisiva, conduz um julgamento dos fatos sem a oportunidade de defesa. Isso, em não poucos casos, tem produzido injustiças que a ultrapassada lei de imprensa nunca conseguirá reparar.

Ricardo Augusto Flor disse:
29 de outubro de 2004 às 11:07

É de se considerar também a repercussão do fato.
Uma pessoa que tramita nas mais altas rodas é presa com a boca na butija, o que fazer? Soltá-lo, destipificar os crimes cometidos?
Rinhas é cruel, exploração de jogos de azar é outro crime, formar um negócio desses contratando pessoas é formaçãode quadrilha e quiçá crime organizado. E o agente em questão não comete o crime por necessidade e nem de forma clandestina. Ele aop que parece fala aos 4 ventos que o comete.
Ao ser preso em flagrante, apresenta-se como acessor do presidente da república e liga para o ministro da justiça!
Meus parabéns ao delegado responsável pela manutenção da prisão, pois reabre as esperanças de virmos a ter uma justiça equitativa. Será que os demais operadores jurídicos que atuarão nesse caso terão a mesma objetividade? Mesmo depois da sentença absolvitória do desembargador Gaspari e demais funcionários indiretos do criminoso em questão?
Espero que a lição resultante desse caso não seja a de que continua ainda tudo como antes.

Oilicram disse:
29 de outubro de 2004 às 11:11

Já havia lido a matéria em jornais e me indignei. Agora, aqui , no "Consultor", me indignei novamente. Para o meu alívio estou bem acompanhado conforme outros comentários, abaixo (ou acima).

Este país tem o dom de criar certas cobras no meio jornalístico, como esse Gaspari, e muitos outros de uma extensa lista, que se acham donos da verdade e passam a se considerar deuses. Aí vêm as mancadas.

Como é que pode um sujeito da estirpe do Gaspari, se não deus, mas, sabidamente inteligente e vencedor, dizer tantas asneiras ao mesmo tempo. Em primeiro lugar estamos falando de um crime e, não nos esqueçamos, uma sociedade se constrói com respeito à ordem constituída (dura lex sed lex). Em segundo lugar quem é Duda Mendonça, se não mais um ungido que galgou o posto da fama institucionalizando a politicalha ao contribuir para as mentiras malufistas, incluindo o próprio e outras personalidades no mesmo naipe como um certo Celso Pitta.

Aliás, o "sir" Duda, cuja biografia só tem valor na cabeça do Gaspari, também contribuiu para as mentiras petistas (aqueles mesmos do maior estelionato eleitoral que se tem conhecimento na história política) e, como brinde, caiu nas graças do ParTidão e passou a integrar a frente de "comunicação" do governo, para ganhar dinheiro público (o nosso) e investir em galos de briga. Para piorar, o "sir" Duda, pego com a boca na botija, teve o desplante de se justificar, afirmando, indignado, com ares de "eu sou o Duda posso tudo": - "todo mundo no país sabe que eu gosto de briga de galos," (todo mundo não cara pálida - eu mal o conheço tal a sua desimportância para o contexto social do país, e só o associo a uma maquete do fura-fila).

Como afirma outro comentário acima (ou abaixo) o artigo do Gaspari, nitidamente, tem como alvo defender interesses petitas, mercê de sua sabida tendencia "esquerdista" (se é que essa bobagem ainda existe). Mas, daí a ocupar espaço na midia para enaltecer um Duda Mendonça da vida... Tenha paciência!!! Vai procurar o que fazer Gaspari !

Benedito Tavares da Silva disse:
29 de outubro de 2004 às 11:42

O satatus profissional ou social, se altera em certas circunstâncias, pela retórica pobre como a que se lê no artigo em comentário, o princípio de que todos são iguais perante a lei, não pode nos convencer que privilégios de toda ordem sejam tolerados.
Há um fato e um ato a ser cotejado em face de uma previsão legal tipificada como crime. Não há status pessoais que possam alterar esta realidade jurídica.
Pois bem, em que pese a celebridade que coroe o homem, não pode pesar mais do que deve, a despeito de qualquer argumento, para legalizar o que ilegal.
O protagonista da notícia transformou um "crime" em hobby. Se a moda pega, qualquer traficante famoso pode também dizer que não vê nada de mais no trafico de drogas, armas etc... e que faz isso por hobby.
Não é po aí.
Um trabalhador que ganhe mais que mil reais por mês tem como sócio natual o Governo que não exita em lhe exigir i Imposto de Renda além de outros impostos. Um apostador numa briga de galo ganha milhares em apostas sem nenhuma importunação da Fazenda.
Mas a despeito de tudo isso e de outras mazelas, o que deve o povo fazer. Aplaudir a celebridade? Concordar com as desculpas esfarrapadas dos amigos e simpatizantes das celebridades?
Se o pau de dá em Chico dá em Francisco, não há como amenizar o efeito maléfico à sociedade em razão da pessoa.

Arnaldo disse:
29 de outubro de 2004 às 11:50

Ora, ora!!!
eu já havia lido a biografia deste sujeito, como marketeiro ele alcança bem os objetivos do seu cliente sabia que ele curtia cometer um crimezinho básico!!!!. Mas, isso não o diferencia de nenhum outro brasileiro, motivo pelo qual ficou preso e deferia ficar muito mais se fosse necessário. Hj, briga de galo é crime e ponto final, isso não se discute. Se era da ciência de todos como ele diz, deveria o poder público ao dar como vencedora as propostas nas licitações em que uma empresa particular passa a prestar serviços para o governo, deveria estar em contrato que se a contratada, os sócios da contratada incorrer em algum crime, seria automaticamente rescindido o contrato. Pois como sabemos a imagem do sócio da empresa prestadora de serviços a qualquer ente público, vincula-se sim com a imagem do governo, Não importando se o sócio proprietário é o Sr. Duda Mendonça que possui o telefone o Ministro da Justiça na memória do seu celular, ou o "Zezinho da esquina" que só tem o telefone do primo que acabou de tirar a OAB, pois todos somos iguais perante a lei.
E não acredite Sr. Gaspari que caso o Sr. for preso por algum crime, o Sr. vai ser solto tão rapidamente quanto foi o Sr. marketeiro!
Então, antes de pensar se deve ou não fazer esse estardalhaço todo, pense em não cometer crime, pois neste caso com certeza não haverá exposição negativa.

Maria das Graças Piccolo Zuany disse:
29 de outubro de 2004 às 11:54

Muita gente comentando a prisão do Duda Mendonça, etc, etc..
Agora eu pergunto: por que não prendem todos que vão assistir às lutas de box, vale-tudo, ...
Evidentemente sou totalmente contra rinhas ou qualquer outro tipo de maltrato aos animais. Não entendo porém, como os homens são incoerentes. Alguém já parou para pensar que deveriam defender as pessoas como os galos?
Acho tão hipócrita esse exagero de polêmica em torno das rinhas, enquanto a mídia exalta as lutas de box, vale-tudo etc..
Não estaria na hora de pensarmos também na defesa do ser humano e criar leis no sentido de proibir as "rinhas humanas"?

Benedito Tavares da Silva disse:
29 de outubro de 2004 às 12:11

Cara Professora Maria das Graças. Temos o péssimo hábito de mudar o foco dos debates. Concordo com a Senhora que também o Box e o Vale Tudo são temas que devem ser debatidos, nada obstante, os Galos não vão à rinha por vontade própria enquanto que os lutadores o fazem. Não há nenhuma hipocrisia em estender os debates sobre o marqueteiro e seu hobby. Este é o assunto, e para o tema é que está o foco do debate.

Tiger Siberian disse:
29 de outubro de 2004 às 12:27

Farinha do Mesmo Saco.
O "Garotinho Elio Gaspari" o Druida Merdonça não é diferente de nenhum marginal que cometeu um crime. Assim como você não será se vier a cometer um crime posteriormente.
Você que é uma pessoa culta e informada deveria pensar muito antes de escrever um texto que não forma opnião, ao contrario, "tenta" mudar a opnião a respeito de como um criminoso ou outro deve ser tratado. Coitadinhos hahaha!!!
É tudo farinha do mesmo saco e se você quer ser bem tratado não vire um criminoso da "rincha pro..."digo da noite para o dia.

Diogo Araújo disse:
29 de outubro de 2004 às 12:37

Maltrato de animais é moralmente indefensável, e contra a lei, fora que é um sinal de fraquesa de caráter... Quando que colocar dois galos para brigar vai ser um hobby, lembrando que eles não tem a opção de brigar ou não... Simplesmente injustificável... Disse o autor do texto: "Um cidadão com domicílio certo e atividade sabida deve dormir num presídio porque estava assistindo a uma briga de galos?". Ora, sabemos que ele não assistia às lutas, ele as patrocinava, fazia bolsas de apostas, criava galos para esse fim, junto com outras pessoas... Quanto à destruição do tal infeliz, isso é outro assunto, mas devo dizer que fiquei feliz em vê-lo na cadeia... Mas, se um indivíduo que atropela e mata tem esse direito por que o "judiador de galos" não teria tal privilégio também? A resposta: Vivemos no planeta da hipocrisia!

Ricardo Augusto Flor disse:
29 de outubro de 2004 às 12:41

Cara Profa. Maria, o fato de não se conseguir prender todos os criminossos não deve significar que não devamos prender nenhum, não é mesmo? E rinha é crime, box e vale tudo não, até por que, ao contrário dos galos do Duda, os lutadores podem escolher se lutam ou não e podem decidir a hora em que querem que a luta pare, não sendo obrigados a lutar até a morte ou invalidez.

Tiger Siberian disse:
29 de outubro de 2004 às 12:45

O Druida Merdonça não é criminoso não, são as pessoas que sabem oq ele fez, viram muitas vezes ele cometendo essa atrocidade junto com a sua trupe de apostadores, sabem que ele cria galo de briga e tudo mais, que estam acusando-o injustamente. Coitadinho não destrua o criminoso alimente-o e deixe ele cometer mais um crimesinho aqui ali afinal não tem problema pois no final todos criminosos acabam trabalhando para o governo mesmo. hahaha!!!

Shintaro Furumoto disse:
29 de outubro de 2004 às 13:39

Talvez ocorreu um exagero, mas o fato é que uma pessoa relativamente conhecida como Duda Mendonça tambem tem uma responsabilidade social. É o preço que se paga por ter se tornado famoso. Portanto, ele que deveria saber muito bem que rinha de galo é proibido pela lei, patrocinar uma atividade ilegal, também deveria saber que, quem inflinge a lei está sujeito a esse tipo de exposição. Está dando um mal exemplo, sendo ele uma figura notória. Assim, acho estranho que jornalista do porte de Elio Gasparini tome atitudes de defesa a favor de um fato como esse. Cometeu ilegalidade, e foi punido por isso. E se foi esculachado, paciência. Ele deveria saber muito bem que quem desafia a lei está sujeito a tal situação. Agora, porque as pessoas não defendem inúmeras situações de pessoas que são esculachadas injustamente, por serem pobres e negros ? Prezado Elio, nessa v. está perdendo tempo e conceito, pois eu acho que v. está defendendo quem não precisa e nem está preocupado com esse tipo de apoio. Ele sabia muito bem o que estava fazendo, e está muito bem preparado para arcar com as consequencias dos seus atos. Agora, v. já assistiu uma rinha de galos ? Foi proibido por ser muito cruel e primitivo, e se alguem sente prazer assistindo isso, então fica claro o que essa pessoa é. Não tem nada a ver com luta de box, pois pugilistas escolhem se vão lutar ou não, e ganham muito dinheiro. Mas criar animais para eles lutarem até a morte, e sentir prazer nisso, além de ganhar dinheiro com isso, parece-me ser claramente uma atividade nada louvável . É importante refletirmos a respeito das personagens que cultivam tal atitude.

Izabel Tieri disse:
29 de outubro de 2004 às 15:58

Caro Elio,

Faço minhas as palavras do Sr. Shintaro Furumoto, nos comentários do Consultor Jurídico na Uol (texto abaixo copiado) e digo mais, como um publicitário que faz as campanhas oficiais do nosso País, se dá ao direito de falar ao vivo para os meios de comunicação que todo mundo sabe que ele tem esse hobby a muito tempo, ou seja, querendo dizer, O MEU HOBBY É MAIS ANTIGO QUE A LEI, PORTANTO O QUE VALE MAIS É MEU HOBBY E NÃO A LEI.
Como o publicitário oficial do Partido PT que hoje representa o Governo Brasileiro, pega o seu celular e liga para o Ministro da Justiça mandando cancelar uma operação, que é o Sr.Duda Mendonça para ter a ousadia de mandar cancelar uma operação da Policia Federal Brasileira?

Que exemplo o publicitário do maior partido brasileiro e de nosso país esta passando para as crianças e jovens brasileiros, ao querer estar acima de nossas leis? Então se tenho um hobby de pichar os muros das casas, de dirigir a 180 km/hora na Bandeirantes, de molestar crianças, de estuprar mulheres, de matar os gatos da vizinhança, de jogar lixo pelas ruas, de não parar em faróis vermelhos, de defecar na rua, de andar pelado, de escutar meu som no último volume as 02hrs da madrugada, ou que seja, considerando que anos atras e a lei não dizia nada contra, me dou ao direito de ignorar a lei e fazer o que eu GOSTO?

Fico decepcionada que um colunista de seu nível defenda não a pessoa, mas sim as atitudes cometidas pelo Sr. Duda Mendonça.

O erro maior dele não foi infringir a lei, e sim querer se valer de suas influencias para, como no tempo da ditadura, se sair bem da situação. Seria muito mais humilde e digno da parte dele dizer: errei, esta certo, infringe a lei, me desculpem. Errar pode até ser humano, mas achar que não errou e ainda vir cantar de galo para cima da população brasileira, um homem com o prestigio que ele alcançou nessa vida, É VERGONHOSO.

Espero que você nem continue pensando da mesma maneira, porque, será também muito VERGONHOSO

Silvia Luiza Lakatos disse:
29 de outubro de 2004 às 17:12

O amigo do rei pode. Pode infringir a lei, pode torturar animais (são APENAS animais, não é mesmo?), pode ligar para o Ministro da Justiça na hora em que é preso em flagrante. Pode tudo. É triste ver o senhor Elio Gaspari se prestando ao papel de defensor do indefensável. Dá-me ganas de exigir de volta o dinheiro que já gastei em livros escritos por ele...

Américo Santos Corrêa disse:
30 de outubro de 2004 às 11:01

Lei é lei e deve ser cumprida. Porém, há de se questionar leis que nada representam para a sociedade. Quantos, em períodos da humanidade, assistiram negros sendo chicoteados porque àquela época era "legal" a escravidão. Com o AI-5, o Governo Militar fazia e acontecia, prendia e arrebentava. Podia, pois era "legal". Certamente tivemos milhares balançando a cabeça, em sinal positivo, pois "o governo faz porque a lei permite". Prenderam Vlado porque tinham uma "lei" garantindo a prisão.
Ora, assistir uma briga de galo (confesso que eu não perderia meu tempo com essa besteira, mas gosto é gosto) é ilegal, mas assistir uma corrida de cavalo, com homens chicoteando animais para ver qual deles, ferido (chicote não fere ??), vence a disputa, é legal.
Leis caducam, ainda mais leis criadas para atender o pensamento de um governante de então, que não gostava de briga de galos.
A questão não é se a prisão de Duda deve ou não ser explorada, se há privilégio ou não. A verdadeira questão é a sociedade ter capacidade de cotidianamente encarar a sua hipocresia. A verdade, como já foi dito, geralmente é vista, mas raramente comentada.
Infelizmente, não existe harmonia no avanço. Por isso, alguns como Gaspari se insurgem contra sandices "legais". Outros, presos em seus limites legais, cobram o respeito àquela lei. Até que o Congresso revogue a Lei. Daí em diante pode.

Mauro Roberto disse:
01 de novembro de 2004 às 15:24

É importante falar de pessoas importantes??
Agora eu pergunto:
Vcs não acham tão hipócrita esse exagero de polêmica em torno das rinhas, enquanto a mídia exalta as lutas de box, vale-tudo, rodeios de touros e cavalos etc.
A Gazeta do Povo do dia 31/10/2004 traz materia sobre um lutador de vale-tudo que ira se apresentar no Japão. Legal né!!
Será que este homem volta vivo????
Não estaria na hora de pensarmos também na defesa do menino de rua, velhos, mendigos etc.

Opção: Só serve no caso para as rinhas de galos?

Vejamos: Os touros e os cavalos de rodeios são sempre consultados para participar dos eventos promovidos pelas grandes cias, e olha que é monumental o Barretão.
Mas tudo bem, apertem os bagos que os bichos bulam, não é nosso mesmo!!
Deixem os galos que briguem!!!!!

Gilberto Leme (bel. Direito-serv. Publico) disse:
02 de novembro de 2004 às 11:40

Esse é o preço da fama!....A fama da "ibope" e tudo o que a ela estiver ligado melhora o desempenho da mídia. Melhora muito mais quando o protagonista não prevê que ele pode ser a "próxima vítima".
"Quem tem inteligência para criar tem que usá-la também para prever." Este deveria ser o princípio a ser seguido. No entanto, de vez enquanto alguém é flagado e vira "notícias populares".
Briga de galos equipara-se a prender passarinho na gaiola para os ouvir cantar(de tristeza é claro!) Mas, milhares de pessoa ainda não se deram conta disso.
Para certas coisas erradas nem mereciam leis como essa, mas sim o bom senso do ser humano com relação aos outros seres da Terra.
Incluem-se nisso as touradas de Madri, cidade do velho continente primeiro mundo,brigas de pitbull,e até brigas de passarinhos que já assisti por esse Brasil afora.Bem "dura lex sed lex"? Desobiência vai ser sempre crime.
Gilbero Leme

Manuel Sabino disse:
02 de novembro de 2004 às 13:17

Mauro,
"um erro não justifica o outro".

Ismerino José Mendes Junior disse:
04 de novembro de 2004 às 08:56

Esse duda, devemos esculacha-lo mesmo, pois tenho certeza que seus galos comem melhor que muito negro pobre de favela, porque em vez de ver briga de galos, não vai visitar um creche, e ajudá-la, porque não vai a um asilo espero que não precise nunca, pois é a coisa mais deprimente que o ser humano pode sofrer e solidão; porque não pega esse galo tratado como rei mate-o e de as pessoas carentes, porque é de praxe entre os galista que se seu galo morre o dono não come; porque não chmaou o presidente para ver essa briga; porque não chamou a marta como toda aquela arrogancia para ver essa briga pois tenho certeza que irá gostar. Não me venha com papo furado que não aposta porque aposta sim e muito alto; para finalizar o delegado que recolheu o dinheiro, deveria doar esse dinheiro para instituição de caridade para as mesmas comprarem galos para comer com macarrão que é um delícia.

Manuel Sabino disse:
05 de novembro de 2004 às 12:27

Um fato que me chama a atenção neste imbróglio todo é a queda vertiginosa da consciência ambiental no Brasil.
Achar bobagem incitar, por pura diversão, dois galináceos a se digladiarem até a morte é, no mínimo, assustador.
Nada justifica esta barbaridade, nem mesmo o principal incitador da prática ser amigo pessoal do Presidente.
Não dá para comparar esta diversão macabra com o abate para fins alimentares, por razões óbvias.
Comparar tal atividade com o boxe é esquecer ser o esporte uma atividade fomentada pelo Estado, assim como os riscos advindos do trânsito nas grandes cidades, por exemplo. A rinha de galo, longe disso, é proibida pela lei.
Por fim, existem vários marketeiros que não buscaram a fama ou a proximidade do poder. "Duda" é uma figura pública por escolha própria. A exposição na mídia, infelizmente, vem para o bem e para o mal.

Orlando disse:
08 de novembro de 2004 às 22:48

Uma frase lapidar para o caso:

"NÃO DEVEMOS PROCURAR EXPLICAÇÃO PARA O INEXPLICÁVEL".Do Jornalista Jorge Góes.Perfeita.

Gilberto Oenning disse:
24 de dezembro de 2004 às 18:28

Na minha singela opinião, esta caso dos GALOS, ou melhor das rinhas--DUDA--, tudo não passa de pura hipocresia, tanto da lei, como da PF, que sempre quer aparecer... Gostei muito de cada comentários super inteligentes referente a matéria... Sem esquecer da festa da imprensa.....???? claro...

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