O portal canadense LifeSite publicou uma notícia em que acusa o Supremo Tribunal Federal de ser manipulado por entidades estrangeiras para impor a legalização do aborto no Brasil. A reportagem faz menção à liminar concedida pelo ministro Marco Aurélio, do STF, que permite a interrupção da gravidez em casos de fetos anencefálicos (que têm má formação cerebral).
Segundo o site, organizações como a ONG PróVidaFamília, afirmam que a decisão do Supremo é a porta para que o abordo de fetos com outras deformidades e o aborto em si, mesmo que a criança não tenha qualquer má-formação genética, sejam legalizados no Brasil.
A reportagem afirma, ainda, que a americana McArthur Foundation (em português, fundação McArthur), “uma das mais representativas entidades pró-aborto”, concede mais de seis milhões de dólares a cada três anos para ajudar a manter cerca de 38 organizações favoráveis à liberalização do aborto no país.
De acordo com a notícia, os líderes de entidades “pró-vida” pedem que as pessoas contatem o STF para declarar suas preocupações com o caso. Fornece, para tanto, uma lista com 11 e-mails do Supremo, alguns de assessores, outros dos próprios ministros.
O LifeSite se auto-denomina um site dedicado a publicações de “cultura, vida e família”, com ênfase no “valor social dos princípios tradicionais judaico-cristãos” e também “de todas as religiões autênticas e culturas que estimem a vida, a família e as normas universais de moralidade”.
Afirma entender que o aborto, a eutanásia, a clonagem, o homossexualismo e todos as outras questões envolvendo vida e família fazem parte de um conflito internacional que afeta todas as nações. Tal conflito seria, segundo o site, causado por pessoas que querem eliminar a “moral cristã e os princípios de lei naturais, vistas como obstáculos para a implementação de uma nova ordem”.
Onde estão os ardorosos nacionalistas, sempre prontos a denunciar qualquer influência estrangeira no Brasil?
Parece claro que somente através da atuação de um grupo de pressão se pode empurrar a legalização do aborto goela abaixo de uma nação fortemente ligada a moral cristã, como o Brasil.
Tudo feito escondido por ativistas que não desejam submeter ao povo esse tipo de decisão. Não, senhores, eles é que sabem o que é melhor para todo mundo.
Essas acusações me parecem por demais fantasiosas. Fetos com anencefalia, pelo que sei, nenhuma chance têm de sobreviver, vindo a falecer mais dia, menos dia. A menos que queiram os preocupados acusadores que mais adiante sejam aproveitados os órgãos da criança ou mesmo as suas células-tronco para curar doenças ou salvar de outrem, não vejo nenhuma finalidade em manter-se vivo alguém que antecipadamente sabemos que, praticamente sem cérebro, está potencialmente morto. Não se confunda o que afirmo com eutanásia, matéria diversa. Creio sinceramente não ser justa a acusação que é feita contra o douto ministro Marco Aurélio e a nossa Corte Suprema. Eu decidiria do mesmo modo, pelo aborto. Meus valores, sejam eles cristãos, budistas ou quaisquer outros, nada têm a ver com o que chamo de lógica do bom senso. Entendo que uma criança com a anomalia descrita, ao nascer, na verdade já nasceria morta, se é que se poderia dizer que realmente nasceu. Quem não tem um cerebro funcional não é, a meu ver, de fato e de direito, um ser vivo, consciente de si mesmo, visto que não pensa e nem pensaria um dia, ainda que, por absurda hipótese, viesse a desenvolver-se. Deixo a discussão em aberto, uma vez que não sou versado na ciência médica. Naturalmente aceito apoios à minha posição, mas igualmente receberei de bom-grado as críticas bem fundamentadas que me forem dirigidas. Dizem que só os loucos não mudam de idéia. Como não me acho um louco, certamente mudarei de idéia se alguém me convencer de que estou errado. Nada como um bom debate.
Correspondência para:
eucpaula@terra.com.br
Desejo fazer uma pequena correção em meu texto abaixo. Escrevi: ¨A menos que queiram os preocupados acusadores que mais adiante sejam aproveitados os órgãos da criança ou mesmo as suas células-tronco para curar doenças ou salvar de outrem, não vejo nenhuma finalidade ¨. Faltou, no final, o objeto direto da oração após o verbo SALVAR. Leia-se, pois, SALVAR A VIDA DE OUTREM...¨
Acredito em voto "político" (pró-fisco) de Ministros como Gilmar Mendes, ex-AGU, que inclusive inovou julgando favoravelmente uma ação rescisória em que a matéria dita violada não era de interpretação unívoca nos tribunais pátrios (caso do empréstimo compulsório dos paranaenses). Mas acusar o Ministro MARCO AURÉLIO (justamente quem sempre julgou segundo sua consciência e segundo a lei, jamais segundo os "interesses" de alguns ou do próprio Executivo - independentemente de concordarmos com suas interpretações ou não), é uma acusação leviana e absurdamente distante da realidade vigente naquela Corte Suprema.
O dinheriro para este tipo de atividade rola solto. Ele não vai para os Ministros do Supremo, vai para os lobistas cujo trabalho é sustentado anos a fio.
ONGs prometem despenalizar o aborto em todo mundo antes de 2015
http://www.acidigital.com/noticia.php?id=994
LONDRES, 09 Set. 04 (ACI) .- Centenas de organizações que recebem recursos para promover o aborto se comprometeram abertamente a derrubar a defesa dos não nascidos que empreendem a Igreja Católica e o atual governo americano, e obter antes do ano de 2015 a legalização desta prática criminal em todo mundo.
As ONGs abortistas se reuniram em Londres por iniciativa da International Planned Parenthood Federation (IPPF), proprietária da maior rede de clínicas abortistas do mundo. A intenção do evento foi comemorar os 10 anos da Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento, realizada no Cairo.
A entrevista intitulada “Contagem Regressiva 2015: Saúde e direitos sexuais e reprodutivos para todos”contou com 700 participantes entre representantes das ONGs, especialistas e parlamentares de 109 países.
A diferença do documento final do Cairo, onde se introduziu o conceito “saúde reprodutiva” que logo incluiria o aborto, neste encontro as ONGs assinaram um compromisso no qual textualmente se propõem que em todo mundo haja “acesso ao aborto seguro e legal e que mulheres e homens possam decidir livre e responsavelmente sobre ter filhos e quando os ter".
"É difícil ver como o governo dos Estados Unidos e o Vaticano podem resistir mais do que resistem agora", assinalou Steven Sinding –diretor geral do IPPF- à agência Inter Press Service e acrescentou que "esperamos que esta declaração fortaleça os esforços mundiais pelo direito ao aborto."
Segundo os organizadores, a diferença essencial entre o documento do Cairo e a de Londres é que a primeira foi posta em acordo pelos governos e a segunda, por organizações não governamentais.
"Acreditam firmemente na eliminação da gravidez involuntária, mas reconhecemos que não pode se obter imediatamente. Chegou momento de formar um movimento mundial que garanta a cada mulher em cada país do mundo acesso a serviços de aborto seguro quando ela o necessitar", anunciou Sinding.
Os alvos dos abortistas são o Vaticano –que lidera nas Nações Unidas a defesa dos não nascidos- e a administração de George Bush que bloqueou os recursos federais a organizações que difundam o aborto fora dos Estados Unidos.
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