A Ordem dos Advogados do Brasil lança, no próximo dia 22, uma campanha nacional em defesa das prerrogativas e pela valorização da advocacia. O Conselho Federal da Ordem começou a distribuir, nesta quinta-feira (9/9), os cartazes da Campanha Nacional de Defesa e Valorização da Advocacia às 27 Seccionais da entidade.
Sob o lema “Cidadão sem Defesa/Cidadania Ameaçada”, o cartaz chama os advogados para que, no dia 22, compareçam à sede da OAB de seus estados e Distrito Federal para o 1° Encontro de Defesa e Valorização da Advocacia.
Uma prioridade anunciada por Busato quando candidato à Presidência do Conselho Federal da entidade, ela será coordenada pelo conselheiro federal da OAB por Pernambuco, Ademar Rigueira, presidente da Comissão de Defesa e Valorização da Advocacia do Conselho.
Segundo o presidente nacional da OAB, com a campanha a entidade pretende despertar a sociedade para a importância de proteger e exigir seus direitos, na defesa dos quais o advogado é indispensável.
“Fortalecer as prerrogativas do advogado significa, na prática, fortalecer a cidadania e as instituições democráticas brasileiras”, disse Busato.
Para ele, essas prerrogativas estão sendo desrespeitadas em diversas partes do país, sobretudo no que se refere à quebra do sigilo profissional. “Escritórios de advogados, em diversas capitais, têm sido devassados por parte da polícia por meio de ordens injustas, o que afronta a dignidade do cidadão”.
Eis aí uma magnífica oportunidade para que seja resgatado o orgulho de ser advogado. O profissional da advocacia necessita conhecer profundamente as garantias outorgadas pelo seu estatuto, ciente de que as prerrogativas não lhe pertecem, mas sim aos seus constituintes, o que torna seu império mais valioso e redobrada a responsabilidade do advogado. Não podemos perder a ocasião, já que, no dizer do mestre Paulo Sérgio Leite Fernandes, necessária a insurreição. Os limites de nossa atuação, urgentemente, devem ser propalados, já que não se pode prescindir de tratamento adequado, e muito menos deixar de dedicar atenção digna aos demais operadores do direito. Ou seja, cumpre-nos ser o exemplo, a todo custo. Necessitamos rever nossa função institucional, daí imprecindível a participação de toda a categoria.
Parabens à OAB. A luta pelo respeito às prerrogativas há de ser permanente. Somente governos medíocres se esquecem de que a prerrogativa do Advogado tem como beneficiária a Justiça, já que para esta o Advogado é indispensável. A OAB, que é a soma de todos nós, Advogados, há de ser forte pela união de nossas forças, eis que em todas as situações de crise na cidadania, na sociedade, na Pátria, ela é a entidade que lança mão da bandeira de luta em proveito de todos, mesmo com todos os riscos a que se sujeitam os que enfrentam as tiranias, o obscurantismo, os poderes que se tornaram podres. A Advocacia, defendendo a liberdade, a honra e o patrimonio das pessoas, é a profissão da esperança, a última trincheira dos excluídos, a igreja dos que já perderam a fé. Sua valorização deve ser permanente e não podemos jamais permitir que os maus, ainda que estejam entre nós, tentem destruir esta que é, sem dúvida, a melhor Profissão do Mundo!
Do que adianta a OAB fazer "campanhas" pelas prerrogativas dos advogados se a própria ordem que deveria os acolher, trata seus associados como "contribuintes", e não como membros. As nossas prerrogativas são esquecidas a cada minuto da nossa vida profissional. Passamos por revista e detectores de metal para entrar no Forum Central do Rio, somos tratados como pedintes nos cartórios das Varas Cíveis desta Comarca, como se estivéssemos alí pedindo favores aos serventuários, e não somos recebidos pelos Juízes quando precisamos despachar uma petição ou inicial, pois somos na maioria das vezes recebidos pela secretária do Juiz, que nos trata como mendigos em porta de casa alheia, pedindo restos e migalhas... Como podemos compactuar com festividades de uma ordem que não defende a sua classe, e que não atua, como deveria atuar, para levar o nome e a profissão do advogado ao topo da Justiça, pois se há Justiça, é porque existem os causídicos que batalham pelos direitos de seus clientes.
Guilherme Capibaribe
Rio de Janeiro
Concordo com o Dr. Capibaribe quanto ao descaso na OAB em relação aos seus associados, e, até mesmo, com a sociedade.
Não é assim que se conquista o devido respeito...palavras voam ao vento! As atitutes, entretanto, é que marcam.
A OAB nada faz para tentar reduzir essa baixaria que é a greve abusiva dos servidores públicos estaduais (que parecem morar em outro País, exigindo salários mais do que altos para a média da população!), greve esta que prejudica muito a todos, que AINDA (é até de se pasmar!) acreditam na Justiça.
Pois os advogados não estão recebendo dos clientes, que entendem que não devem pagar pois o advogado não está "trabalhando"...um verdadeiro absurdo!
Mas a OAB nada faz em relação a isso, pois, como diz meu futuro-colega, o Dr. Capibaribe, seus "contribuintes" (sabe-se lá como e a quanto sufoco) estão pagando suas anuidades, né...
OAB, aqui vai minha sugestão: está mais do que na hora rever seus conceitos.
Saudações!
Sou advogado a 11 anos, e a justiça cada dia que passa é mais lenta. Cada dia que passa fica mais devagar, então não sei para que serve a OAB. Pago a OAB porque sou obrigado. O meu ponto de vista sobre a OAB é uma associação compulsória, onde aqueles que se acertam entre si para ganhar as eleições se destacam na mída e angariam clientela, às custas da pretensa defesa dos interesses do povo. Não acredito na OAB, e um dia deste vou fundar uma associação rival, a OABESTA. Onde nós, os bestas, vamos nos associar, com direito a convidar o povo que demora 10 anos para um processo trabalhista ser julgado fazer parte. Enquanto um processo trabalhista durar 5 anos, somente no TST, eu não acredito na OAB.
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