A Justiça do Pará condenou, a um ano e quatro meses de prisão, o editor Arnaldo Villar Pantoja, autor de uma carta em que tentava extorquir o senador José Sarney para não publicar um livro de denúncias sobre seu filho, o deputado José Sarney Filho. A pena de Pantoja foi transformada em prestação de serviços à comunidade.
A ameaça foi expressa em carta endereçada ao senador, em fevereiro de 2003. Nela, Villar diz que pode não publicar um livro sobre o deputado, com denúncias referentes ao período em que ele era ministro do Meio Ambiente.
O acusado diz ser proprietário da empresa Villar Editora e Gráfica e afirma estar disposto a qualquer conversa, mas dá um prazo máximo de sete dias para negociar. Ele ainda acrescenta que, caso não haja negociação, a obra será publicada e divulgada “nacional e internacionalmente”.
A carta foi encaminhada pelo deputado à Procuradoria-Geral da República e depois para o MPF no Pará, onde foram feitas as investigações necessárias. Em um dos depoimentos que prestou à Polícia Federal, o editor afirma que o livro em questão seria “O Mordomo do Silêncio”, do ex-superintendente do Ibama em Belém, Paulo Castelo Branco.
Segundo o MPF, no segundo interrogatório, ele afirmou se tratar de “O Poder da Corrupção”, do jornalista Vinicius Nascimento. Em sua defesa inicial, Villar chegou a negar a autoria da carta, depois comprovada por exames grafotécnicos feitos pela Polícia Federal.
O Ministério Público Federal no Pará recorreu da sentença, nesta quarta-feira (15/9). Para a procuradora da República Daniela Batista, autora do recurso, o acusado deveria ser condenado não pela simples tentativa, mas pela extorsão em si, crime que pode resultar em até 12 anos de prisão.
“Resta cristalino nos autos que a ameaça surtiu seus efeitos, pois a vítima, atemorizada, solicitou a ajuda dos órgãos públicos, em especial, do Ministério Público Federal”, diz a procuradora em sua apelação.
Caro graduando João Paulo
Em primeiro lugar, sou absolutamente favorável à criação do Conselho Federal de "Jornalismo", nos termos em que criam-se outros conselhos profissionais, porém, com o devido cuidado às operações "mandadas" de caça às bruxas. Já disse aqui que Veja e Cia fazem campanha contra o conselho porque não fazem jornalismo, mas sim, emitem juízos morais a esmo e são parciais em seus julgamentos mesquinhos. Todos tem um único interesse, que é preservar seus interesses particulares. Se pensassem no jornalismo começariam a trabalhar como jornalistas, e não como uma reedição da Igreja medieval no século 21. Contudo, me pergunto qual a relação mais direta do Conselho Federal de Jornalismo com a notícia acima qualificada.
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