STJ defende intervenção para barrar paralisação na Justiça

Para o presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro Edson Vidigal, a greve do Judiciário paulista é ilegal, e a insistência em manter o movimento grevista resulta “num radicalismo”. O ministro defendeu a intervenção federal no estado.

Segundo ele, a iniciativa teria que partir do presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, desembargador Luiz Elias Tâmbara, que encaminharia o pedido ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

“O povo de São Paulo é refém dos grevistas. Quantas audiências deixaram de ocorrer nesse período. Quantas mães deixaram de receber os alimentos por causa da greve. Isso é danoso”, afirmou Vidigal, depois da cerimônia de inauguração do pavilhão nacional no pátio do STJ.

De acordo com o ministro, “falta bom-senso”. O ministro considerou importante a decisão do desembargador Tâmbara no que diz respeito ao desconto dos dias de paralisação.

“Essa receita (intervenção federal) está prevista na Constituição federal”, enfatizou o ministro Vidigal. “Na legalidade, só a Constituição pode ter resposta para todos os desafios”.

O ministro já havia se manifestado em relação à greve, na semana passada, quando visitou a cidade de São Paulo. “Em São Paulo, há quase noventa dias, a democracia não se realiza, a República está ferida, o Estado está capenga, o governo está incompleto. É caso de intervenção federal para garantir-se o livre funcionamento de um dos poderes”, disse.

Leia a íntegra do discurso de Vidigal

Senhoras, Senhores:

Este é o espaço destinado às grandes celebrações cívicas, o Átrio Cívico da Corte. O que nos reúne aqui é o sentimento de amor ao Brasil. Não há amor sem compromisso, nem compromisso sem lealdade.

E assim reafirmamos nossa crença nesses valores porque amando o Brasil nos mantemos leais ao Povo Brasileiro, que trabalha e luta querendo um País melhor em Justiça, em mais Ordem e mais Progresso.

O nosso ofício aqui é realizar a Justiça. Realizando a Justiça, fazemos a nossa parte na realização da democracia. Nossa causa, única, é o Brasil. Nosso patrão, único, é o Povo Brasileiro.

Nosso símbolo maior e único, a Bandeira Nacional.

O verde e o amarelo já tinham a ver com a nacionalidade brasileira quando a República chegou.

Mas a República parecia tão distante, enquanto aspiração nacional, que ao ser proclamada, destronada a monarquia, a Bandeira que ficou hasteada durante três dias na Câmara Municipal, no Rio de Janeiro, foi a do Clube Recreativo Lopes Trovão, onde se reuniam os conspiradores republicanos.

Os nacionalistas reclamaram porque a Bandeira emprestada para ser o nosso novo símbolo era exatamente igual, à exceção das cores, à dos Estados Unidos da América.

Em três dias, Raimundo Teixeira Mendes, meu conterrâneo de Caxias, MA., e Miguel Lemos, que também é nome de rua no Rio de Janeiro, entregaram o desenho a D. Flora Simas de Carvalho, a costureira, que fez a primeira bandeira, em tecido de algodão e a segunda, em seda. No dia 19 de novembro de 1889 o Brasil republicano tinha seu Pavilhão, este que é o nosso símbolo maior até hoje.

O nosso lema – “Ordem e Progresso” – foi tirado da fórmula básica do positivismo, que em resumo afirmava “o amor por princípio, a ordem por base, o progresso por fim”.

Não é vergonha reconhecer e proclamar nossas mazelas. Vergonha é não fazer nada para removê-las.

Hoje, mais que ontem, precisamos não perder de vista este roteiro. A desordem hoje é a insegurança jurídica, não só quando se ameaça a validade dos contratos, quando à falta de decisões judiciais firmes e de autoridade do Estado para fazer cumpri-las se põe em risco o direito à propriedade; quando se ocupa o tempo dos Juizes com as mesmices que sobrecarregam os Tribunais, resultando tudo, em média dez anos depois, no achincalhe do ganha-mas-não-leva.

Desordem hoje é um Estado como São Paulo, o maior do Brasil, não contar com o seu Poder Judiciário porque a intolerância dos dois lados, pelo que dizem, espicha uma greve de servidores para quase três meses.

Fóruns e Cartórios fechados em muitas cidades do interior. Ao todo, doze milhões de processos paralisados e mais de quatrocentas mil audiências marcadas e não realizadas. Um caos, no interior e na Capital.

A greve é ilegal mas não basta afirmá-la. A força dos fatos tem se mostrado maior que a força da lei.

Falta respeito ao Povo de São Paulo. Está faltando respeito à ordem democrática. Ao final, encerrada a greve, quem vai pagar os incalculáveis prejuízos à economia do Estado, às empresas, à população ?

Vivemos momentos decisivos nessa nossa empreitada pela democracia. O estado de liberdades públicas, de direitos individuais e coletivos, é incompatível com os abusos às liberdades e aos direitos que a democracia assegura indistintamente a todos.

A República não pode tolerar a afronta à Constituição e às suas Leis. Nosso modelo democrático coloca o Estado a serviço do Povo com um Governo para funcionar a partir dos três Poderes – Executivo, Legislativo e Judiciário.

Em São Paulo, há quase noventa dias, a democracia não se realiza, a República está ferida, o Estado está capenga, o Governo está incompleto. É caso de intervenção federal para garantir-se o livre funcionamento de um dos Poderes.

(Constituição Federal, Art. 34. A União não intervirá nos Estados e no Distrito Federal, exceto para:

…………………………………………..

III – por termo a grave comprometimento da ordem pública;

IV – garantir o livre exercício de qualquer dos Poderes nas unidades da Federação; ………………………………………….)

Ou sentam-me todos à mesma mesa para conversar e acabar logo com isso ou nós aqui de cima vamos ter que encontrar logo uma solução legal e prática para impedir que a desordem continue triunfando em São Paulo.

Diante deste símbolo maior da Pátria, em reverência respeitosa à nossa Bandeira Nacional, mais que uma advertência faço um apelo em favor do bom senso – que os dois lados, o do comando da grave e o do comando do Tribunal de Justiça de São Paulo busquem, o quanto antes, se entender.

Senhoras, Senhores:

Lembrando Péricles, no seu discurso contra o desalento, não nos devemos mostrar menos bravos do que os nossos antepassados, que não herdaram este País mas o conquistaram pelo trabalho e conseguiram mantê-lo e nos entregá-lo assim, forte, respeitado, democrático, grandioso.

Não podemos renunciar à honra de ser brasileiros. Temos um grande destino para cumprir. E faremos mais do que temos feito. Pela Ordem no Brasil, pelo Progresso do Brasil.

Unidos, conscientes do que queremos e do que não queremos, venceremos com o Brasil. Afinal, como dizia o poeta maior Gonçalves Dias, “se o duro combate / os fracos abate / aos fortes, aos bravos / só pode exaltar”.

Obrigado.

Robson disse:
20 de setembro de 2004 às 16:16

A frase do texto diz tudo :

"O povo de São Paulo é refém dos grevistas. Quantas audiências deixaram de ocorrer nesse período. Quantas mães deixaram de receber os alimentos por causa da greve. Isso é danoso", afirmou Vidigal, depois da cerimônia de inauguração do pavilhão nacional no pátio do STJ."

O povo sempre paga pelos descasos do governo.
Agora são os bancários, depois podem ser os metroviários, depois motoristas de ônibus, depois médico da rede pública, depois, depois...e o povo sempre levando.

Muda Brasil. Já ia me esquecendo, Pres. do Tribunal de Justiça, cadê os estagiários ??? Estou na fila...

Andre Filippini Paleta disse:
20 de setembro de 2004 às 16:18

A greve já teria terminado se o Presidente do TJ tivesse mandado metade deste pessoal embora. Sim, porque a outra metade está com muito medo e querendo voltar ao emprego, ficando tão somente a mercê de representantes sindicais.

Láurence Raulino disse:
20 de setembro de 2004 às 16:23

Povo de São Paulo: INFORMATIZAÇÃO JÁ! Plena, geral, completa e irrestrita.

Francano disse:
20 de setembro de 2004 às 16:37

1.Quanto aos estagiários: como se pode ser tão ingênuo a ponto de pensar que a contratação de alguns estagiários venha a resolver os problemas do judiciário paulista? Trabalho em um cartório e sei que esse pessoal entrará nos cartórios sem nada saber, tomarão o tempo de algum escrevente para aprender o serviço, ficarão seis meses trabalhando quatro horas por dia e depois irão embora. Serão um peso morto no cartório e servirão apenas para atravancar ainda mais a já precária administração da justiça neste Estado. Não terão fé pública nem responsabilidade nos "serviços" que por acaso aprenderem a fazer. Não poderão emitir certidões. Não trabalharão em tempo integral. Não terão responsabilidade alguma. Não estarão comprometidos nem com o bom andamento do serviço, nem com a sociedade, nem com os juízes. Servirão apenas para dar mais trabalho aos pobres diretores de serviço, já assoberbados pelo acúmulo desumano de trabalho nos cartórios. Caro amigo Robson. Vá procurar o que fazer. Preste um concurso. Assim, em vez de estagiário, você pode ser um funcionário público, e deixar de bancar o "urubu" aqui neste espaço.
Quanto a mandar embora metade desse "pessoal". Coloco-me imediatamente na metade que deve ser mandada embora. Aliás, deveriam mandar TODOS embora, e tocar os cartórios apenas com estagiários, pagos a 150 reais aos mês. Quem sabe assim a justiça andaria mais rápido? Quem sabe assim seríamos todos mais bem atendidos? Só um rematado tolo poderia pensar dessa forma, e quero crer que apenas a emoção mais exaltada levaria um ser humano a pensar seriamente dessa forma. Pior: a colocar isso como se fosse realizável.
Quanto à informatização. Eis aqui uma boa idéia. Informatizar tudo, completamente, irrestritamente, absolutamente, inexoravelmente. Que se coloquem computadores dignos desse nome nos cartórios, e não essas máquinas movidas a lenha que temos agora. Trabalhamos com computadores 286, 486, 586 (não é brincadeira). Em meu cartório, os escreventes tem que pegar uma "senha" para saber quando terão direito a usar o único computador existente em seu período de serviço! Assim, caro procurador, faço minhas suas palavras, às quais apoio em número, gênero e grau: INFORMATIZAÇÃO JÁ!!!

Paulo Jorge Andrade Trinchão disse:
20 de setembro de 2004 às 16:50

Parabéns à lucidez do
Ministro Vidigal.
A bem da verdade, quem percebe salário mínimo NÃO faz greve neste país; todavia, quem tem o privilégio de exercer a função de cartorário e perceber mais de R$2.000,00 por mês o faz! É este o inconseqüente paradoxo do movimento grevista dos servidores do TJ Paulista. Destarte, tem a cúpula do TJ-SP, a maior oprtunidade do mundo para em prevenção a outros movimentos grevistas que por certo - e por hábito - sempre hão de vir TERCEIRIZAR imediatamente à serventia judiciária paulista, e com certeza dificilmente os operadores do direito e o jurisdicionado-contribuinte conviverão com a abusividade, a irresponsabilidade, a insensatez, o egoísmo(pois somente se precocupam com o próprio bolso e o seu bem estar). Coragem senhores Desembargadores! O cidadão contribuinte clama por essas irremediáveis providências. Para radicalisdmo, radicalisdmo e meio!

Fabiano disse:
20 de setembro de 2004 às 16:51

...Poderemos chamar isto de “JUSTIÇA”?

...AFINAL, O QUE O TJ, A ADVOCACIA E A SOCIEDADE CIVIL QUEREM PARA O JUDICIÁRIO PAULISTA?

...funcionalismo desmotivado?

...balcões lotados?

...ânimos acirrados?

...atrasos de até 04 meses no cumprimento de processos pela precariedade da máquina judiciária?

...falta de comando nos cartórios?

...fuga de mão-de-obra qualificada e especializada?

...que seus bacharéis em direito façam valer os seus diplomas e passem para o outro lado do balcão?

...mostrar à sociedade que não se cumpre em casa aquilo que se manda os outros cumprirem lá fora?

...insegurança jurídica?

...mostrar que preceitos constitucionais podem ser sumariamente desprezados, conforme a conveniência?

...a retirada dos cartórios de material particular usado a serviço da Justiça e da população?

...mostrar que “funcionário zeloso” não é necessariamente aquele que luta por um Judiciário melhor?

...mostrar que o aumento das custas judiciais não implica em melhorias no aparelhamento?

...que continue imperando na Justiça paulista a lentidão, a morosidade e a precariedade de recursos?

...mostrar que acordos são feitos para não serem cumpridos?

NÓS NÃO QUEREMOS!

VAMOS CHEGAR COM FORÇA E UNIÃO NESTA RETA FINAL, POIS SÓ ASSIM ATINGIREMOS O NOSSO OBJETIVO!

DIGNIDADE JÁ!!! LUTAMOS POR MELHORIAS!

campanhasalarial

Escrevente feliz disse:
20 de setembro de 2004 às 17:09

Olha não sou eu quem diz isso, e sim a jornalista Tatiana Uemura: - publicado hoje.

"... Elementos não faltam para um acordo mais do que esperado. Lista de reivindicações em mãos e um aval do governo de São Paulo de verba suplementária, o presidente Luiz Elias Tâmbara poderá finalmente oferecer um reajuste que pelo menos se aproxime dos 26,39% pretendido pela categoria.

Na última sexta-feira (17/9), dois desembargadores foram enviados por Tâmbara para fazer uma pré-conversa com os grevistas e colher informações. Por sua vez, os servidores já cederam em algumas reivindicações, admitindo inclusive a possibilidade de parcelamento do reajuste. "...

Pois é, saibam os senhores que estão de chicote na mão, que os servidores já estão abrindo mão de parte do que é seu por direito, que É A REPOSIçÃO SALARIAL(VEJAM BEM NÃO É AUMENTO) a qual se concedida deveria ser RETROATIVA AO MES DE MARÇO(nossa data base) deixando isto para o orçamento de 2005. Concordamos que o TJ pague a partir de setembro! Não somos maleáveis? Não somos compreensivos? De onde vem a intransigência??? Só não vê quem não quer que o Dr. Tâmbara está fazendo birra como criança mimada. É só esperar para ver, pois a reunião está começando agora...

Cruel disse:
20 de setembro de 2004 às 17:29

Bom, tem de recomendar ao ministro que frequente algumas aulas de direito constitucional, pode ser destes cursinho preparatorios de concurso publico.

Como exigir cumprimento da CF se são eles, o executivo, etc os primeitos a descumprirem?????

Ou ele pensa que alguem vai acreditar que a baderna no Brasil é culpa de funcionário??? Quem são os administradores e chefes de tudo isto?

O presidente da republica nao respeita a CF, o STF, nao respeita a CF, o STJ nao respeita a CF, o governo de são paulo nao respeita a CF, o presidente do TJ /SP nao respeita a CF, e ai???? Com que moral vao cobrar alguma coisa de alguem??

Sejam exemplos.

Francano disse:
20 de setembro de 2004 às 17:36

1.Caro Dr. Paulo Andrade:

2.A bem da verdade, quem recebe salário mínimo nesse país, PASSA FOME e não faz greve mercê de suas condições, que o tornam um ser humano absolutamente carente, sem forças até mesmo para lutar por seus direitos. E essas pessoas (há quem receba ainda menos que um salário mínimo por seu trabalho) merecem toda a nossa atenção, pois são a vergonha de uma nação! Deveríamos ter vergonha de ter pessoas em nosso país sobrevivendo à custa do salário mínimo, e não usá-las (à sua revelia) como exemplos.

3.Dr. Paulo: como advogado, em sã consciência, o sr. gostaria de ver os funcionários públicos do Poder Judiciário recebendo salário mínimo? Qual seria o nível desses trabalhadores? O sr. Não teria atendimento digno. O sr. sequer teria atendimento, dr. Paulo...

4.É fácil prevenir a eclosão de novas greves. É só cumprir a Constituição Pátria e repor anualmente os salários dos servidores. Bsta Isso. Cumprir a Constituição. Não se faz greve por hábito, dr. Paulo. Greve é algo tão desgastante, tão cansativo, tão difícil que a greve só surge em momentos extremos.

5.Dr. Paulo, solicito do sr. a atenção à forma pela qual a greve começou: o TJ PUBLICOU NO DIÁRIO OFICIAL que os servidores tinham direito a 26% de REPOSIÇÃO SALARIAL (e não aumento salarial, diga-se) e não cumpriu sua própria palavra! Não houve intransigência nem egoísmo dos servidores, dr. Paulo. Esperamos de abril até junho, em estado de greve, que a palavra do Tribunal fosse cumprida. Não restou alternativa. A greve foi imposta pelas circunstâncias.

6.Operadores do direito também somos, dr. Paulo. Quanto ao funcionário abusivo, irresponsável, insensato, egoísta, denuncie-se e extirpe-se tal funcionário dos quadros do funcionalismo. Leis para isso existem. Não nos preocupamos apenas com nosso bolso e nosso próprio bem estar. Como provavelmente o sr. mesmo, somos pais de família e temos responsabilidades ante nossos familiares, que vêem seu nível de vida deteriorar-se dia a dia. Dr. Paulo, radicalismo é generalizar e colocar na vala comum do insulto a toda uma classe como o sr. fez. E é uma pena, pois convivo com advogados no meu dia a dia e tenho amigos fraternos entre causídicos. Não insulto a nenhum deles, generalizando o eventual defeito que determinado advogado seja portador.

7.Coragem há de parte a parte, Dr. Paulo. Mas nesse momento, não há a necessidade de coragem. O que se necessita de modo desesperador, é de bom senso. DE PARTE A PARTE.

Mario Sergio Speretta disse:
20 de setembro de 2004 às 18:01

Cansamos... Todos cansados! Em maio deste ano, no site www.speretta.adv.br eu já alertara que os servidores do Judiciário pretendiam entrar em greve. Estando no forum de Ribeirão Preto conversei com o pessoal e eles estavam irritados com a atitude do TJ de ter prometido 26% de reposição sarial e depois estaria, à ocasião, pretendendo voltar atrás. E voltou. Com isso, novamente coloquei, um mes depois, que a greve era iminente. E foi... É certo que os servidores da capital estão unidos com os do interior e a sede da ASSOJURIS é em Ribeirão Preto. Na verdade, não devemos considerar os servidores como únicos culpados. Fui servidor por 21 anos, exonerei-me como Oficial Maior em Araraquara no ano de 1986, pois era a mesma coisa de hoje. Nem um obrigado recebi, nada, nem o FAM, nem atrasados, nada. Nem um abraço, nem um tchau... E olhe que trabalhei aos sábados, domingos, feriados, à noite e foi assim que FUI... e estou advogando. Antes tivesse me formado em geologia... ou outra profissão qualquer, menos depender dos poderes públicos!
Essa greve envolve vários fatores e há de se reclamar do governo estadual, da presidência do TJSP e de todos os que, antes de 29 de junho já deveriam ter tomado as medidas para que tudo isso não acontecesse. No interior tem advogado que está vendendo carro, televisor, frezer, etc - outros emprestando dinheiro em bancos, outros fechando o escritório para não ter mais despesas. Tem pessoas juridicas que perderam muito em licitações por não fornecimento de certidões, pessoas físicas que não vendem nem compram imóveis. Imobiliários, cartórios extrajudiciais todos no prejuízo. A situação é grave, por isso, é preciso que agora, de imediato, já se conclua e decida de vez para que nunca mais ocorra greve idêntica a esta e aquela de 2001. Afinal, a justiça é necessária, imprescindível. Os servidores dos foruns e tribunais são necessários, mas os advogados também são imprescindíveis, pois sem eles não haverá processos em foruns (esqueça-se dos JEPCs). Os servidores e a classe dos advogados estão afunilados, estressados, apunhalados pela falta de organização, de seriedade e de comprometimento das Autoridades com a população paulista. São 84 dias de greve e que pode chegar ao seu 91º - guiness - em que o estado de São Paulo está sem justiça! Que irá pagar nossos prejuízos?

Rufino disse:
20 de setembro de 2004 às 18:24

Faço minhas as palavras de meu colega (e desconhecido) Francano que não somente desta vez, mas também, em outras oportunidades tem defendido nossa categoria com bom senso e palavras equilibradas, de maneira a esclarecer o leitor sobre os reais motivos desta greve. è bom enfatizar que a greve teve início por um descumprimento de acordo pelo Tribunal de Justiça. Exatamente isto que vc acabou de ler, caro leitor. Descumprimento de acordo judicial por parte do TJ. Publicado e documentado no Diário Oficial do Poder Judiciário. Esta é a razão de mais de 80 dias de greve!!!! Nós serventuários estamos errados??? Estamos lutando não somente por justa reposição(como o próprio TJ diz, justa e legítima), mas para que se honre um acordo.
Quanto a questão do salário mínimo é um dever de todos, sejamos funcionários públicos ou advogados ou de qualquer outra área de atuação de lutar para que o salário mínimo seja digno e que permita ao cidadão ter acesso à comida, à saude, à educação, ao lazer e à cultura. Não devemos jamais torcer ou lutar para que rebaixem os salários dos demais servidores de qualquer categoria que seja....

Robson disse:
20 de setembro de 2004 às 18:28

Caro Sr. Francano, Francano ? sei lá...

Já que o Sr. se coloca na parte que prefere ser mandado embora, então se antecipe, peça exoneração do cargo, pois tem muita gente querendo trabalhar.
Já percebi que o sr. é extremamente preconceituoso com estagiários, porém acredito que o sr. não nasceu já sabendo trabalhar em cartórios, ou nasceu ?
Respeite a opinião dos outros, pelo jeito vc é daqueles funcionários que a população ou os advogados chegam pela manhã dizendo bom dia e você responde: "bom dia porque"...
Pare de agitar, pois conheço diversos funcionários públicos que estão loucos para que essa absurda greve acabe logo, porém ficam com medo de dizer isso pelas represálias de alguns radicais.

Sr. Presidente do TJ, contrate logo os estagiários, estou na fila.

Escrevente feliz disse:
20 de setembro de 2004 às 18:47

Desde abril que tentamos resolver a greve, mas o TJ está feito criança mimada, batendo o pé, só sabendo dizer não, não e não...

"Ministro do Trabalho afirma que governo não intervirá em greves - copiado do jornal o Estado de SP. de hoje.

Brasília - Ao comentar as greves que estão se registrando no País, especialmente a dos bancários, que estaria se ampliando, o ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini, afirmou que o governo não pretende interferir nos movimentos, porque confia que serão encontradas soluções negociadas entre as partes.

Segundo o ministro do Trabalho, há um acompanhamento e uma supervisão do governo para impedir que a população seja prejudicada. Berzoini fez a ressalva de que, até o momento, não há registro de que a população tenha sofrido prejuízos com as greves. "

Doutora disse:
20 de setembro de 2004 às 18:56

Caríssimos Funcionários Públicos,

Hoje, ao me deparar com o texto acima, onde está exposto, com enorme clareza, pelo Ilustre Ministro do Egrégio S.T.J., Dr. Edosn Vidigal, o porquê da paralisação dos Funcionários Públicos do judiciário paulista ser ILEGAL, defendendo a intervenção federal; passei a ter um respeito ainda maior por essa Nobre Casa da Justiça (o S.T.J.) que, sem a menor sombra de dúvida, reúne algumas das mentes mais brilhantes e sábias de nosso Poder Judiciário!

O Dr. Edson Vidigal, com muita propriedade, alerta:
"O povo de São Paulo é refém dos grevistas".

E o Sábio Ministro ainda diz:
"Em São Paulo, há quase noventa dias, a democracia não se realiza, a República está ferida, o Estado está capenga, o governo está incompleto. É caso de intervenção federal para garantir-se o livre funcionamento de um dos poderes"

Portanto, Srs. Funcionários Públicos, a intervenção federal, que se aproxima, irá resolver todos os vossos problemas, pois colocará em mãos fortes e férreas o destino de seu movimento patético, que se caracteriza pela inflexibilidade doentia, pelo inconformismo insano, pelo vergonhoso desrespeito aos direitos alheios e pelos incontáveis abusos na busca de suas pretensões INJUSTAS!

A vossa paralização (que não é greve) está próxima de ter um final!

Pseudo-Grevistas, preparem-se que o dia do não-pagamento está chegando!
E esse será o primeiro dia de muitos dias sem salário que virão.

E, para aqueles que irão querer me criticar (como sempre fazem) ou criticar a corretíssima posição do Dr. Vidigal, VÃO ESTUDAR DIREITO CONSTITUCIONAL antes de virem aqui vomitar a sua BURRICE e a sua TOTAL IGNORÂNCIA À NOSSA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.

No mais, ficam as palavras de ordem:

O POVO PAULISTA ESTÁ CONTRA OS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS PARALIZADOS!

ABAIXO A INJUSTA PARALIZAÇÃO DOS MARAJÁS QUE NÃO GOSTAM DE TRABALHAR!

DEMISSÃO A BEM DO SERVIÇO PÚBLICO JÁ PARA OS MARAJÁS PARALISADOS!

Dr. Francisco Rodrigues disse:
20 de setembro de 2004 às 19:02

Finalmente, temos uma manifestação quase imparcial a respeito da greve do Judiciário. O Presidente do STJ, ao declarar em seu discurso que:
"Desordem hoje é um Estado como São Paulo, o maior do Brasil, não contar com o seu Poder Judiciário porque a intolerância dos dois lados, pelo que dizem, espicha uma greve de servidores para quase três meses."
Digo quase imparcial porque o Dr. Edson Vidigal ao afirmar a "intolerância dos dois lados" nivela, de um lado, o Poder que se mostra intransigente e absoluto, e de outro, o estado de necessidade do serventuário da Justiça. É oportuno fazer uma ressalva: a intolerância do Poder que dispõe de condições financeiras para cumprir a previsão legal (CF, art. 37, X) de reposição das perdas salariais dos servidores e não o faz porque não quer- é mais forte do que a pálida "intolerância" dos servidores que nada mais fazem do que se valer do direito de greve amparado pela nossa Carta Magna - nunca é demais lembrar que tais grevistas reivindicam salários devidos, melhores condições de trabalho, contratação de novos funcionários para preencher centenas de vagas abertas (atendidas tais reivindicações, teremos como efeito um Judiciário menos lerdo, o que reverterá em benefício da Sociedade como um todo.
Juristas de plantão insistem em criticar a greve afirmado que ela é ilegal, devido a não ter sido editada lei regulamentadora desse direito constitucional. Não entanto, parece que esquecem de criticar o Estado de São Paulo que dispõe de recursos financeiros para atender o pleito dos abnegados servidores da justiça e não os libera porque simplesmente não quer. Parece também que esquecem de criticar a omissão do Legislador infraconstitucional que, decorridos 16 anos da existência da atual Constituição, nem sequer pensaram em regulamentar o direito de greve dos funcionários públicos. Assim, é de se concluir que não é de todo imparcial a manifestação do Sr. Ministro Edson Vidigal.

Robson Luís Hiath de Lima disse:
20 de setembro de 2004 às 19:08

Eu recebo um polpudo salário? Ele está acima da média?
Não sei.
Qual é a média?

Existem pessoas que vivem com menos que o salário mínimo e também existem pessoas que não sabem o que fazer com tanto dinheiro.

Tudo que sei é que meus vencimentos encontram-se defasados e também que estudei e passei em concurso público para merecê-lo.

Porque o meu salário tem de ser nivelado por baixo?
Não seria melhor reajustar também os demais?

Roberto Falchi Martins disse:
20 de setembro de 2004 às 19:15

Da mesma forma que o povo é refém da grave, os funcionários do judiciário há muito mais tempo são reféns da falta de condições de trabalho e até mesmo de subsistência. Os Oficiais de Justiça (meu caso) são obrigados a custear com seus próprios recursos as despesas com condução. Colocam seus veículos particulares (quando conseguem comprar um) para trabalhar, e, não raro, "pagam para trabalhar", porque os valores estabelecidos como "diligências pagas pelas partes" não pagam sequer a gasolina, quanto mais o seguro do carro, a depreciação, estacionamento e manutenção. Por isto muitos Oficiais de Justiça da capital trabalham de Ônibus (meu caso, pois o banco retomou meu ex-veículo alienado porque não conseguia pagar as prestações) , e não conseguem cumprir as ordens judiciais a contento. Portanto, a sociedade como um todo é refém não da greve, mas do descaso das autoridades constítuidas para com a justiça, que já está moribunda, faltando apenas o "tiro de misericórdia".

Roberto Falchi Martins disse:
20 de setembro de 2004 às 19:26

Dirijo esta mensagem à "Doutora" analfabeta.
Porque a senhora não vai para a Europa gastar sua fortuna em vez de ficar destilando seus comentários imbecis neste fórum? Será que a senhora não enxerga o mal que está causando à advocacia e à língua portuguesa por conta de sua sua diarréia verbal, que colocará os serventuários contra os advogados, mesmo depois da greve, e pior, colocará a classe dos advogados como pessoas que não dominam a língua portuguesa? Tive a chance de ler todos os seus comentários, e encontrei mais de trinta erros de português. Vá estudar primeiro "Doutora" e depois venha conversar neste fórum de pessoas civilizadas e cultas.

Obs. Deparar no sentido usado em seu comentário é um verbo transitivo direto. Portanto só uma analfabeta se depara "com" o texto. Mas a senhora em breve vai se deparar com a morte (agora sim com uso correto) e nos dar sossego. A senhora pode ser rica e poderosa, mas seu dinheiro não vai lhe comprar um lugar no céu; Aliás, que o Diabo a tenha em breve.

Resec disse:
20 de setembro de 2004 às 19:29

Enfim surgiu uma voz protestando pelo respeito aos prejudicados cidadãos de São Paulo e à ordem democrática. Independentemente da legalidade ou não da greve, essa situação não deve e não pode continuar. Não há necessidade de mais argumentos para justificar a necessecidade da intervenção federal, ante a inércia do TJSP, do ilustre Governador e dos nossos Deputados. Com todo que respeito que os funcionários merecem, os cidadãos - destinatários do Poder Judiciário, não podem ficar assistindo de braços cruzados, cabendo às autoridades as iniciativas e providências cabíveis.

Roberto Falchi Martins disse:
20 de setembro de 2004 às 19:40

O melhor do site "Consultor Jurídico" é a possibilidade de advogados e serventuários poderem se expressar livremente. Peço desculpas a todos os advogados (à exceção da Doutora analfabeta) pelas palavras rudes. Igualmente peço aos responsáveis pelo site que procurem alertar os usuários a não usar o presente espaço para promover a discórdia e a raiva entre os advogados e funcionários do judiciário. Creio que pessoas como a anônima "Doutora" envergonham a advocacia e apenas contribuem para "exaltar os ânimos". Sejamos inteligentes, pois a greve vai acabar um dia e o "day after" pode vir a ser pior, com advogados sendo mal tratados por conta de comentários estúpidos de pessoas acéfalas.

Hermes Reinaldo de Lucas disse:
20 de setembro de 2004 às 19:47

Não obstante a colocação do Sr. Presidente do STJ, é preciso lembrar que antes do prejuízo dos jurisdicionados e advogados, há o prejuízo dos servidores, que há anos não são remunerados condignamente, não possuem meios decentes de exercer sua profissão e, ainda, são acusados de culpa pelo empobrecimento dos Srs. advogados.

Se os advogados não ganham o suficiente, que se melhore e/ou reduza o número de cursos de direito, que nos últimos anos tem proliferado mais que o mosquito da dengue.

Em matéria veiculada na manhã de 20/09/2004, a Rede Globo, sempre tendenciosa, busca dar apoio aos burgueses do poder (a quem sempre será simpática), não dando a chance dos servidores esclarecerem a população como é devido. Não escutei ninguém falar que o Sr. Tâmbara ofereceu um percentual para os servidores não entrarem em greve e depois desistiu. Alguém ouviu???

Se mais de 300.000 audiências não se realizam; se mais de 12.000.000 de processos estão parados, isto não se deve somente à greve.

Há que se esclarecer que há falta de juízes, e de juízes com vontade de trabalhar, pois a realidade é muito diferente do se imagina.

Quando as autoridades quiserem - realmente - acabar com a greve, os servidores estarão prontos a enfrentar qualquer rotina de trabalho para colocar o serviço em dia.

"A DIGNIDADE DO TRABALHO SE MEDE PELA JUSTIÇA DO SALÁRIO" - Dom Luciano Mendes de Almeida

Robson Luís Hiath de Lima disse:
20 de setembro de 2004 às 19:53

Caro colega Hermes:

Mas não é sempre assim?

Nós temos a culpa pela situação que o Judiciário se encontra...
Fomos nós quem provocamos o rombo na Previdência Social...
Fomos nós que derrubamos as torre gêmeas...
E por aí vai.

Robson Luís Hiath de Lima disse:
20 de setembro de 2004 às 19:56

É... acho que o correto é a expressão: "as torres gêmeas"
Sabe como é, né... só para não dar mole para o azar...

Doutora disse:
20 de setembro de 2004 às 20:03

Sr. ROBERTO FALCHI MARTINS,

Pelo que eu entendi, o Senhor está me fazendo uma ameaça de morte.
Isso demonstra o seu nível: uma pessoa que não respeita as leis, porque se acha acima delas.
Não respeita a Constituição Federal.
Não respeita o Código Penal.

Você deve ser daqueles que concordam com o pagamento de propinas para citar pessoas, para fazer demorar o cumprimento de despejos ou para "encontrar" os Executados que devem para os bancos.

Mas voce não me mete medo, com as suas ameaças.

Gente COVARDE como você costuma ladrar e nunca morder.

Marianna2010 disse:
20 de setembro de 2004 às 20:13

O Ministro está sendo contraditório, haja vista que há 11 anos NÃO SE CUMPRE O ARTIGO 37 DA CONSTITUIÇÃO, NO QUE DIZ RESPEITO AO REAJUSTE DO FUNCIONALISMO PÚBLICO NO ESTADO DE SÃO PAULO: "A República não pode tolerar a afronta à Constituição e às suas Leis????"
A Constituição está sendo afrontada pelo próprio Poder Judiciário....alguém percebeu????

Vem outra vez o Ministro, num pré-julgamento, demonstrando que NÃO CONHECE os motivos ensejadores da greve, qdo apregoa : " porque a intolerância dos dois lados, pelo que dizem...."-
-PELO QUE DIZEM!!!!!-PASMEM !!!!

...Desordem hoje é um Estado como São Paulo, o maior do Brasil, não contar com o seu Poder Judiciário porque a intolerância dos dois lados, pelo que dizem, espicha uma greve de servidores para quase três meses.

É um absurdo, que uma figura da projeção e da idoneidade que deveria ter o Ministro vidigal, suponha e prejulgue, sem ampla defesa a que tem direito os servidores.

MINHA GENTE, QUE PAÍS É ESSE? VAI PREVALECER A LEI DA MORDAÇA TB NO TJ/SP? COMO SEMPRE FOI????

Ah!mas não vai mesmo....Ainda temos uma "brisa" de democracia por aqui...

Doutora disse:
20 de setembro de 2004 às 20:16

Srs. Funcionários Públicos,

Em vias de serem desmamados das muitas tetas dos cofres públicos, entendo o inconformismo dos Senhores.
Afinal, vislumbra-se a data do desmame, ou melhor, da demissão a bem do serviço público, que, com certeza, será uma das corretíssimas e justas medidas da intervenção federal.
Sem salários, a fome se apresenta a porta dos Senhores.
Sem empregos, então, vocês serão nivelados ao estado de necessidade daqueles, justamente, a quem os Senhores NEGAM o direito à Justiça, com a sua paralisação ILEGAL e ILEGÍTIMA, sob a alcunha absurda de "greve".

Eu acredito na Justiça!
Acredito que quem aqui faz, aqui também pagará!
E os Senhores receberão a Justiça que negam a milhões de necessitados!

O pôvo paulista não merece mais ser humilhado, mal-tratado e desprezado pelos Funcionários Públicos do Judiciário paulista, que paralizam ilegalmente as atividades da Justiça.

JUSTIÇA JÁ!

INTERVENÇÃO FEDERAL JÁ!

DEMISSÃO DOS MARAJÁS JÁ!

PRIVATIZAÇÃO DOS CARTÓRIOS JUDICIAIS JÁ!

Robson Luís Hiath de Lima disse:
20 de setembro de 2004 às 20:23

Não costumo utilizar as palavras de outros, mas, assim mesmo, lá vai. Esta carta foi extraída do site da associação a qual pertenço e espero que venha esclarecer alguns pontos ainda em aberto:

CARTA ABERTA À POPULAÇÃO

O presente comunicado tem o intuito de
esclarecer à população os motivos que levaram os
servidores do Poder Judiciário Estadual à paralisação
de seus serviços.

Com a paralisação, são veiculadas informações que visam
colocar a opinião pública contra os funcionários
públicos, com comentários tendenciosos e muitas vezes
mentirosos, que induzem ao entendimento de que a
manifestação é injusta.

Assim temos a obrigação de informar a população sobre
os reais motivos que nos levaram a deflagrar a greve e
continuar em greve por mais de 30 dias.

Nossa categoria, desde o advento do Plano Real, em
1994, ou seja, há dez anos, está sendo esmagada por uma
política salarial injusta, e porque não dizer infame.
Durante esse longo tempo, conviveu com o total descaso
do Governo do Estado (governos Covas e Alckmin – PSDB)
e, principalmente, do Tribunal de Justiça (T.J.), o
qual, por ter autonomia administrativa e verba própria,
é nosso verdadeiro empregador.

Conseguimos, às duras penas, pequenas e irrisórias
abonos e gratificações, as quais serviram apenas, e
quando muito, para repor alguns períodos de defasagem
em função da inflação. Isto quer dizer que não há
reajuste salarial – ganho a mais nos vencimentos –
apenas algumas correções de reposição de perdas
inflacionárias.

Desde março de 2002 até março de 2004, data em que
efetivamos as negociações com o T.J., nossos salários
encontram-se defasados em relação à inflação do
período, em 39,19 %, segundo cálculos do IGPM (Índice
Geral de Preços e Mercadorias), índice que até então
era usado pelo próprio Tribunal de Justiça, para ao
menos reconhecer a defasagem salarial dos servidores.

Entre os meses de Março e Junho deste ano, buscamos, em
inúmeras reuniões junto ao Tribunal, uma solução que
atendesse aos nossos direitos constitucionais de
reposição salarial e evitasse um movimento de
paralisação para reivindicarmos o que nos é devido.

(continua)

Robson Luís Hiath de Lima disse:
20 de setembro de 2004 às 20:25

O Tribunal fez uma contra-proposta, infelizmente
ilusória, de 26,38%, com base no INPC-IBGE, aprovada na
sessão de 2 de junho, pelo Órgão especial do Tribunal
de Justiça, com o encaminhamento, à Assembléia
Legislativa, em caráter de urgência, de Projeto de Lei
visando tal reajuste, a partir de março de 2004. Este
fato foi vinculado no Diário Oficial – Caderno 1 –
Parte 1, do Poder Judiciário, em 04 de junho de 2004.

Tal contra-proposta foi aceita pelos funcionários, os
quais se comprometeram estar em seus postos de
trabalho, aguardando pelo encaminhamento e aprovação de
tal Projeto de Lei.Um mês se passou e nos vimos
enganados pelo Tribunal de Justiça, que sequer
encaminhou tal Projeto de Lei para a Assembléia
Legislativa.

Nenhuma explicação foi dada. Nenhuma nota foi emitida.
Sobreveio apenas uma nova proposta que representa
8,33%, e não repõe sequer um ano de defasagem salarial,
sendo, portanto rejeitada pela categoria.

Esta é a origem e o motivo de nosso movimento
grevista.

Defendemos que a GREVE é um instrumento legítimo de
todos os trabalhadores para reivindicar direitos e
melhores salários, quando as negociações com o
empregador não evoluem, ou chegam a um impasse.

Muitos alegam que o serviço público tem caráter
essencial e traz inúmeros prejuízos à população quando
ocorre uma paralisação dos serviços. Realmente, sabemos
da importância do nosso serviço e das dificuldades que
podem acarretar àqueles que usam a via judiciária para
pleitear seus direitos. Mas, se o serviço público é
essencial, por que não há o devido reconhecimento por
parte daqueles que o dirigem?

Não podemos também aceitar, que os patrões, de modo
geral, públicos e privados, e parte da mídia, utilize
sempre a idéia de que movimentos trabalhistas por
melhores salários e condições de trabalho sejam
prejudiciais - numa clara tentativa de jogar a
população contra os trabalhadores, neste caso
funcionários públicos - e ao mesmo tempo defendam a
legitimidade de contratos privados de concessão de
serviços públicos, que garantem a empresas privadas e
multinacionais a correção da inflação, margem de lucros
líquidos e outros, segundo a variação da inflação ou do
dólar. O cumprimento desses contratos, obscuros, sim,
traz prejuízos a população que paga taxas exorbitantes
para ter acesso a serviços básicos como luz, telefone,
transporte (incluindo os pedágios nas estradas
privatizadas).

(continua)

Robson Luís Hiath de Lima disse:
20 de setembro de 2004 às 20:27

Porque os governos, estaduais e federais, defendem que
esses contratos com empresas privadas sejam
respeitados, enquanto o maior contrato social que uma
sociedade pode ter, a Constituição, não é respeitada?

Por que o direito constitucional a reposição anual das
perdas inflacionárias dos servidores e funcionários
públicos, prevista no artigo 37, inc.X, não precisa ser
respeitada? Quem decide isso?

Por que as repartições públicas da Justiça
encontram-se em estado precário, tendo até que
trabalhar com máquinas de escrever, numa era em que
este artifício já virou peça de museu?

Em outros estados, a informatização já alcançou
o Poder Judiciário há tempos e o Estado de São Paulo,
que é o maior estado da Federação, que arrecada taxas
exorbitantes nos processos judiciais, que apenas no
último ano tiveram aumentos que variaram entre 20%
(certidões) e 6.500% (taxa inicial para ações sem valor
econômico, que passaram de R$ 1,00 para R$ 65,00) não
consegue ultrapassar a barreira da máquina de escrever
e depende de seus próprios funcionários e advogados, os
quais fazem doações de computadores para poder melhorar
um pouco a produção judiciária. Os cartórios estão
arrebentados. Sequer o papel é entregue regularmente.
Racionamos caneta e papel.

Trazemos mesas, cadeiras, estantes, cartuchos de
impressoras, e principalmente computadores e programas
de computador para agilizar e dar rapidez aos serviços
prestados à população. O Tribunal de Justiça pasmem,
ainda obriga os funcionários que trazem os computadores
a formalizar a doação ao patrimônio do Tribunal,
condição para que os mesmos possam ser utilizados nas
repartições.

A questão a esclarecer, para a população, que é a única
que realmente merece esta satisfação, é que há um
descaso muito grande do Presidente do Tribunal de
Justiça do Estado de São Paulo para com os servidores,
sendo que a cúpula do T.J. não tem a mínima preocupação
em proporcionar melhores condições aos servidores para
que estes possam melhorar os níveis de atendimento e
produção junto àqueles que dependem do Judiciário.

Diversos são os problemas que levam a
morosidade da justiça e em razão dos exemplos dados
acima o problema não pode ser o servidor público, pois
este é apenas mais uma vítima do descaso daqueles que
governam nosso país.

(continua)

Roberto Falchi Martins disse:
20 de setembro de 2004 às 20:27

Prezada Doutora,

Não fiz ameaça alguma a sua pessoa. De fato a senhora é advogada, pois percebo que consegue distorcer os fatos mais simples. Apenas fiz uma referência à sua petulância e à sua relez condição de humana e não de imortal. Se a Sra. não entendeu o que quis dizer, vou traduzir do "advoguês" para o Português: A senhora pode ser rica e poderosa, mas não vai viver um dia a mais do que deve viver, pois a morte vem para ricos e pobres, advogados e grevistas, acéfalos e intelectuais. Já pedi desculpas a toda a comunidade deste site pelas palavras rudes que utilizei. A expressão "que o diabo a tenha em breve" realmente foi muito infeliz de minha parte, até porque nem a conheço (se a conhecer não conheço de verdade pois nunca encontrei em toda a minha vida uma pessoa tão ruim de espírito). Peço desculpas por ter me rebaixado ao seu nível e lhe desejo uma vida bem longa, tão longa que você possa se olhar no espelho e ver que as plásticas que você fez e fará não esconderão para sempre quem você realmente é.

Robson Luís Hiath de Lima disse:
20 de setembro de 2004 às 20:27

Este descaso comprova que não há a menor
preocupação com a população, nem tão pouco com o
servidor público. A preocupação de nossos governantes é
apenas de criar artifícios cada vez mais ardilosos para
lesar o bolso do povo, com aumentos arbitrários de
impostos e taxas, onde não há qualquer repasse para
melhorar as condições das repartições públicas, tendo
como conseqüência uma justiça morosa e tardia.

O servidor do judiciário está há mais de dois
anos sem qualquer reposição salarial (só teve em 2.001
porque fez greve de 80 dias), não tem data-base, não
recebe indenização de férias desde o ano de 2.000,
temos uma defasagem salarial de 39,26%, não temos plano
de cargos e salários, os auxílios (alimentação,
condução e saúde) estão congelados há cinco anos e as
únicas coisas que aumentam são os pedágios, luz,
telefone, combustíveis, planos de saúde, transportes
coletivos, impostos e tempo para aposentadoria.
O servidor público não é privilegiado e também
faz parte do povo, portanto, tem que lutar pelos seus
direitos, pois não merece continuar nesta situação
humilhante que paira sobre as repartições do Estado de
São Paulo.

O apoio da população é importantíssimo para o nosso
movimento e principalmente, a conscientização de que
todos nós, trabalhadores do setor público ou privado,
devemos lutar pelos nossos direitos e acabar com este
hábito de se conformar com a situação que os “abutres
do poder” nos proporcionam.

Nossa luta é por Justiça, em todos os sentidos e por
Justiça também no Poder Judiciário. Ninguém pode
esquecer que SEM JUSTIÇA, VERDADEIRA E PARA TODOS, NÃO
EXISTE LIBERDADE.
SEM LIBERDADE NÃO EXISTE A SOCIEDADE.

CAMPANHA SALARIAL DOS FUNCIONÁRIOS DO JUDICIÁRIO
ESTADUAL

COMANDO DE GREVE DOS JUDICIÁRIOS DA BAIXADA SANTISTA E
LITORAL SUL
ASSOJUBS - Associação dos Funcionários e Servidores do
Poder Judiciário do Est. de S.Paulo na Baixada Santista
e Litoral Sul.

Roberto Falchi Martins disse:
20 de setembro de 2004 às 20:41

Prezada Doutora,

A senhora nos chama de "marajás"? Vejo que a senhora realmente não sabe do que está falando. Quanto a oficias de justiça receberem "propina" para acelerar ou retardar o cumprimento de mandados devo admitir que existem sim tais pessoas, assim como aqueles advogados que pagam tais "propinas". Só peço que não julgue a maioria dos pais de família honestos que honradamente escolheram o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo para trabalhar, acreditando que seriam respeitados como cidadãos. Infelizmente não foram e não são respeitados, e, pior, foram obrigados a fazer greve para chamar a atenção da sociedade para a situação de falência em que se encontra o maior Tribunal do país. Para sua informação Doutora, eu também sou contra a greve e nem estou participando da mesma por razões pessoais, mas tenho vergonha de admitir isto enquanto muitos colegas meus estão pondo sua cara para bater, tendo seus salários descontados e sofrendo represálias.

Zeus disse:
20 de setembro de 2004 às 20:50

AMIGOS SERVENTUÁRIOS E ADVOGADOS:

Desculpem, mas nornalmente uso meu nome e não me escondo como alguns fazem. Querendo justificar minha covardia, confesso que tenho medo de "DOUTORA LOUCA".
Proponho aos senhores que ignorem a "doutora" PARALIZADA (com Z mesmo, pois é assim que ela escreve).
Pelos seus comentários, percebemos que ela sofre de algum disturbio mental, típico caso de interdição.

Marianna2010 disse:
20 de setembro de 2004 às 21:29

VAMOS DIVULGAR, PESSOAL!!!!!

20 Setembro 2004 - 13:46
OFÍCIO CONSELHO FEDERAL DE SERVIÇO SOCIAL À OAB/SP
OFÍCIO CFESS N° 478/2004 - Brasília, 20 de setembro de 2004

Ao Senhor
Dr. LUIZ FLÁVIO BORGES D’URSO
Presidente da OAB/SP

Assunto: A greve na Justiça Paulista

Prezado Senhor.

1. O Conselho Federal de Serviço Social, ao tomar conhecimento da Nota Oficial emitida por Vossa Senhoria, sobre “A greve na Justiça Paulista”, publicada no jornal Folha de São Paulo, no dia 16 de agosto p.p., à página A13, vem manifestar seu repúdio à iniciativa dessa Ordem dos Advogados do Brasil, Seção São Paulo de, “em defesa da classe, ingressar com uma ação civil pública em face das entidades representativas dos funcionários da Justiça estadual que patrocinam o movimento grevista”.

2. Parceiros que somos da OAB em vários Conselhos de Direitos- a exemplo do CONANDA na esfera federal, não podemos silenciar diante dessa inusitada e truculenta medida adotada pela Ordem em sua seção paulista, que só depõe contra a já tão frágil democracia que vivenciamos, bem como coloca em campos opostos cidadãos que, afinal, são todos irmanados na condição de trabalhadores.

3. Mais grave ainda é o fato de tratar-se de ação proposta por essa Ordem, sobre uma situação comprovadamente complexa e que denota o quanto o Poder Judiciário e seus servidores estão fragilizados em nosso país. Comprovam-no as péssimas condições materias e humanas de trabalho em vários Fóruns das Comarcas paulistas, a ausência de um plano de cargos e carreira, o déficit de funcionários, o aumento exponencial das doenças funcionais, a ausência de política de capacitação permanente dos servidores etc.

4. Ademais, quem está acompanhando a paralisação da Justiça paulista sabe que o processo de negociação entre os servidores e a Presidência do Tribunal foi deflagrado em 31 de março desse ano, buscando-se deliberar sobre as reivindicações das categorias, que já não haviam sido atendidas pela presidência anterior.

5. Conforme esclarecedora Carta Aberta dos Assistentes Sociais e Psicólogos do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo,

Rose disse:
20 de setembro de 2004 às 21:29

Estou esperando, em greve é lógico, a intervenção.
Quero ver o Dr. Tâmbara tomar essa iniciativa. Quero ver ele enviar ofício ao Presidente da República. Quero ver o governador Alckmin apoiá-lo.
Se apenas a aposição de uma faixa na frente de um dos fóruns da cidade onde se lia "CPI no Judiciário já" foi alvo de censura por parte do Des. Mohamed Amaro, imaginem só uma intervenção federal!
Pago pra ver!!
Estou esperando...
Junto com a nossa amada "Doutora" paralizada...

Rose disse:
20 de setembro de 2004 às 21:30

Aliás, o governador já declarou que o Estado tem dinheiro pra solucionar o problema... Não haverá intervenção...
Estamos esperando...

Marianna2010 disse:
20 de setembro de 2004 às 21:30

(cont)
“A proposta dos servidores para a reposição salarial foi calculada em 39,16% conforme índice do IGP-M da Fundação Getúlio Vargas, o mesmo utilizado em 2001. O direito à reposição foi reconhecido pelo Tribunal Pleno e pelo Presidente do TJSP, com projeto de lei encaminhado à Assembléia Legislativa fixando a data-base em março de cada ano.

Do mesmo modo, encaminharam ao Governador do Estado, anteprojeto de lei com a indicação do valor das perdas do período em 26,39% calculado pelo índice do INPC, sobre a totalidade dos vencimentos(...). Tal projeto foi devolvido ao TJ pelo Governador, pois a iniciativa de apresentação à Assembléia Legislativa deve ser do próprio TJ.

Na mesa de negociação com a Comissão de Desembargadores, tal proposta foi apresentada aos nossos representantes, como acordada entre os poderes, tendo sido votada em Assembléia Geral e aceita pelos servidores do Judiciário Paulista.

Após longa espera, fomos surpreendidos com a declaração do Presidente do TJ, que afirmou em audiência, sua impossibilidade de honrar o compromisso, alegando a negativa do Governador do estado em suplementar o orçamento do poder Judiciário, inviabilizando a recomposição salarial dos servidores”(in Liberdade ainda que tarde...Dignidade, sempre!!!. Carta Aberta dos Assistentes Sociais e Psicólogos do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, São Paulo, agosto de 2004).

Após várias negociações o movimento grevista foi deflagrado, sendo que “os assistentes sociais e psicólogos mantêm um regime de plantão para atendimento de urgências, adequado ao sistema de cada foro, inclusive, por orientação de nossa associação de classe, medida essa deliberada em assembléia da categoria durante o III Encontro de Assistentes Sociais e Psicólogos do Tribunal de Justiça de São Paulo, ocorrido em 25 e 26 de junho”.(idem).

6. Tais fatos demonstram que os servidores estão apenas exercendo o legítimo direito de defenderem-se de abusos e violações contra o seu direito à dignidade no exercício de suas funções e ao salário justo.

Marianna2010 disse:
20 de setembro de 2004 às 21:31

(cont.)

20 Setembro 2004 - 13:46
OFÍCIO CONSELHO FEDERAL DE SERVIÇO SOCIAL À OAB/SP
OFÍCIO CFESS N° 478/2004 - Brasília, 20 de setembro de 2004

Ao Senhor
Dr. LUIZ FLÁVIO BORGES D’URSO
Presidente da OAB/SP

Assunto: A greve na Justiça Paulista

7. É lamentável que a Ordem dos Advogados do Brasil, em sua Seção São Paulo, queira fazer crer à população que são os servidores os responsáveis por “prejuízos à população”, como denota o texto publicado e assinado por Vossa Senhoria.

8. Qualquer cidadão ou cidadã que necessite da Justiça de primeira instância no Estado de São Paulo percebe de imediato o desmonte e o sucateamento que a mesma vem sofrendo por décadas de descaso de governantes e políticos das mais variadas filiações partidárias.

9. Temos certeza de que muitos dos advogados inscritos na Seção São Paulo da OAB sabem disso, e não concordam com esse estado de coisas. Também estamos cientes de que muitos dos inscritos na OAB não apoiaram a atitude de sua Direção contra o movimento legítimo das várias categorias profissionais envolvidas no movimento.

10. Esperamos que a Ordem reavalie suas posições em face da necessidade premente de todos lutarmos por uma Justiça mais célere e competente, e que una-se ao movimento que clama pela dignidade de todos que devem servir à Justiça: advogados, oficiais de justiça, juízes, promotores, escreventes, assistentes sociais, psicólogos etc.

Atenciosamente,

LÉA LÚCIA CECÍLIO BRAGA
Presidente do CFESS

Marianna2010 disse:
20 de setembro de 2004 às 21:33

E agora, doutora, gostou da matéria?

20 Setembro 2004 - 13:46
OFÍCIO CONSELHO FEDERAL DE SERVIÇO SOCIAL À OAB/SP
OFÍCIO CFESS N° 478/2004 - Brasília, 20 de setembro de 2004

Ao Senhor
Dr. LUIZ FLÁVIO BORGES D’URSO
Presidente da OAB/SP

Assunto: A greve na Justiça Paulista

7. É lamentável que a Ordem dos Advogados do Brasil, em sua Seção São Paulo, queira fazer crer à população que são os servidores os responsáveis por “prejuízos à população”, como denota o texto publicado e assinado por Vossa Senhoria.

Marianna2010 disse:
20 de setembro de 2004 às 21:34

Alckmin rejeita sugestão de intervenção federal em SP São Paulo -

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou que não há sentido na sugestão feita pelo presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Edson Vidigal, de intervenção federal no Estado para garantir o funcionamento da Justiça. "Tomei conhecimento das declarações do ministro Vidigal agora há pouco, mas acredito que isso não tem sentido porque o problema da greve está sendo resolvido e é uma questão de natureza financeira", complementou... (

matéria do Estadão, de agora)

Jose Antonio Dias disse:
20 de setembro de 2004 às 21:43

A greve dos Servidores do Judiciário é legítima, legal. Nos advogados sabemos disto. A OAB/SP não sabe. Não se importem com o que diz este tal de Vidigal, que pretende fundar uma cidade jdiciária no Maranhão. Ele pretende ser prefeito ditador dessa cidade. É um visionário. Só fala bobagens...
Seu discurso não merecia ser ouvido, siquer lido.
A greve continua pela dúbia atuação presidente do Tribunal de Justiça, que propôs aumento aceito pelos Servidores e depois voltou atrás, e pelo desinteresse do governador do Estado, que não quer, siquer, ouvir sobre o assunto. Está preocupado em ser Presidente da República.
Então, presidente Vidigal, si existe radicalismo, este não é dos Servidores, mas do presidente do Tribunal de Justiça e do governador do Estado.
Mas, dentre as impropriedades ditas no seu discurso, uma seria plausível: a intervenção no Estado de São Paulo. Mas, como é sabido, isto é uma utopia tão grande como sua cidade judiciária. Vamos rir...

Zeus disse:
20 de setembro de 2004 às 21:46

AMIGOS SERVENTUÁRIOS E ADVOGADOS:

Desculpem, mas nornalmente uso meu nome e não me escondo como alguns fazem. Querendo justificar minha covardia, confesso que tenho medo de "DOUTORA LOUCA".
Proponho aos senhores que ignorem a "doutora" PARALIZADA (com Z mesmo, pois é assim que ela escreve).
Pelos seus comentários, percebemos que ela sofre de algum disturbio mental, típico caso de interdição.

Paula disse:
20 de setembro de 2004 às 22:04

Dr. Paulo Trinchão, exercer função de cartorário não é privilégio algum, é uma tremenda dor de cabeça adquirida através de CONCURSO PÚBLICO, porque falta até papel higiênico nos cartórios. Certamente o senhor conhece os nossos problemas, não é? Bem, quanto a terceirizar os serviços, se o senhor tiver o conhecimento que eu tenho dos serviços do cartório, pode ficar com o meu "privilégio" a partir desta data. Saudações de uma servetuária em greve!

Servidor disse:
20 de setembro de 2004 às 22:45

Alguém pode me dizer qual a cidade e o estado de nascimento desta pessoa que se chama Edson Vidigal ?

Zeus disse:
20 de setembro de 2004 às 22:48

Respondo com prazer:

Buenos Aires - Argentina (só pode ser...)

Zeus disse:
20 de setembro de 2004 às 22:50

Respondo com prazer:

Buenos Aires - Argentina (só pode ser...)

Doutora disse:
20 de setembro de 2004 às 22:55

Srª. Marianna - Marajá Pública do TJ/SP,

Minha Cara, o quê é o CONSELHO FEDERAL DE SERVIÇO SOCIAL?
O quê o CONSELHO FEDERAL DE SERVIÇO SOCIAL já fez de bom pela Sociedade Brasileira ou Paulista?
Por acaso, alguém do CONSELHO FEDERAL DE SERVIÇO SOCIAL, na época dos Ditames Militares perdeu a sua vida, nos calabouços sanguinários do regime ditatorial, em prol da liberdade de nossa Sociedade ou, ao menos, sofreu perseguição política por defender os ideais da democracia?

Por favor, sem querer desmerecer o CONSELHO FEDERAL DE SERVIÇO SOCIAL, que, sem dúvida, deve ter lá o seu valor, mas querer compara-lo à SAGRADA Ordem dos Advogados do Brasil é um absurdo que só poderia vir de um Marajá Público.
A OAB é um pilar da democracia brasileira!
Muitos Advogados tiveram o seu sangue covardemente derramado e a sua vida sacrificada no sagrado altar da liberdade.
E para quê?
Para garantir o direito de pessoas como a Senhora e seus Coleguinhas paralisarem os serviços do Judiciário Paulista sem terem que ir presos como comunistas ou subversivos à ordem pública.
Portanto, pra mim, o quê o CONSELHO FEDERAL DE SERVIÇO SOCIAL pensa ou acha que pensa, eu nem quero saber, porque não me interessa.
Podem fazer os ofícios que quiserem para a OAB que guardaremos todos para usarmos como papel de rascunho.

No mais, Srs. Funcionários, podem reclamar e espernear, porque eu não estou nem aí para os seus desabafos, ameaças e inconformismos.

O POVO PAULISTA ESTÁ CONTRA OS MARAJÁS PÚBLICOS DO JUDICIÁRIO PAULISTA!

FORA MARAJÁS!!!

Fmdsouza disse:
20 de setembro de 2004 às 23:01

Filio-me aos combativos funcionários do Tribunal de Justiça de São Paulo, que resolveram de forma altiva, dar um basta, no regime de escravos em que estavam vivendo. Os bonitões do andar de cima, recebem altos salários e em dia! Andam de carro preto do ano e tem férias de 60 dias anual! A turma de baixo, ganha uma miséria, e são obrigados a manter as aparências, como que se tudo na vida forense fosse um mar de rosas... Aí em São Paulo eu não sei como é. Mas aqui em Minas, o TJMG, a "folha de sálario" dos juizes, é separada da patuléia, e são os primeiros a receber a fatia do bolo! Mas, como os mineiros são cordeirinhos, ninguém pula fora da frigideira.
Minhas sinceras considerações e respeito pelo movimento de greve de vocês, que é mais do que justo.

Rodrigo Cezar Zinato disse:
20 de setembro de 2004 às 23:01

O Dr. José Antonio Dias, falando por si e pelos advogados, afirma que a greve dos servidores é legítima.

Legítima só se for para as negas dele.

Como ele deve ter faltado à aula de direito administrativo, cumpre esclarecer-lhe que a DISTRIBUIÇÃO DA JUSTIÇA É SERVIÇO ESSENCIAL. Vou repetir, por que para algumas pessoas é necessário repetir o óbvio: a DISTRIBUIÇÃO JUSTIÇA É SERVIÇO ESSENCIAL.
E se é serviço essencial (duvido que o Dr. José Antonio ouse discordar) NÃO PODE PARAR.
Trata-se do PRINCÍPIO DA CONTINUIDADE DOS SERVIÇOS PÚBLICOS (é claro que o Dr. José Antonio Dias sabe disso, a não ser que ele tenha faltado a esta aula também).
E assim o é por que no confronto entre o interesse individual (dos grevistas) e o interesse público (da sociedade), prevalece este último.
Trata-se do PRINCÍPIO DA SUPREMACIA DO INTERESSE PÚBLICO (esta aula eu tenho certeza que ele não faltou!)
Por isso, está certo o Ministro Vidigal quando afirma que a greve do Judiciário é ilegal.
Se não fosse só por isso, seria porque o dispositivo constitucional que assegura aos servidores o direito de greve é norma constitucional de eficácia limitada, que depende regulamentação para se tornar executável. Como essa norma não existe, forçoso concluir que os servidores não têm direito de greve (Será que o Dr. José faltou a esta aula também, agora de direito constitucional? Se faltou devia ao menos ter dado uma lidinha no manual do seu xará, o José Afonso).
Aliás, essa é a orientação do STF, Corte Suprema do País.

Melhor refletindo acho que o Dr. José não faltou às aulas não; ele deve saber tudo isso que eu falei. Apenas apoia o movimento grevista para fazer média com os servidores, ao de invés de se preocupar com os interesses DE SEUS CLIENTES, estes sim verdadeiras vítimas dessa greve irresponsável e estúpida.
Durante esses 90 dias credores não receberam, títulos não protestados, não foram expedidos alvarás de soltura, e as mães necessitadas não receberam alimentos.
Fazer o quê, ELAS QUE FIQUEM TRÊS MESES SEM COMER NÉ Dr. José Antonio Dias.

POR ISSO DR. JOSÉ, QUANDO FOR FAZER COMENTÁRIOS INFELIZES COMO ESTE, FALE POR SI SÓ, NÃO PELOS ADVOGADOS, CUJA GRANDE MAIORIA É MANIFESTAMENTE CONTRARIA À PARALISAÇÃO E APOIA A OAB/SP, QUE AGIU COM ACERTO ATÉ AGORA.

Servidor disse:
20 de setembro de 2004 às 23:03

ZEUS, obrigado, mas eu preciso saber qual a naturalidade dessa pessoa acéfala.

Zeus disse:
20 de setembro de 2004 às 23:04

AMIGOS SERVENTUÁRIOS E ADVOGADOS:

Desculpem, mas normalmente uso meu nome e não me escondo como alguns fazem. Querendo justificar minha covardia, confesso que tenho medo de "DOUTORA LOUCA".
Proponho aos senhores que ignorem a "doutora" PARALIZADA (com Z mesmo, pois é assim que ela escreve).
Pelos seus comentários, percebemos que ela sofre de algum disturbio mental, típico caso de interdição.

Joaquim disse:
20 de setembro de 2004 às 23:06

Senhores grevistas:
Antes era contra a greve; agora sou a favor. O vosso movimento está ensejando uma verdadeira discussão sobre a precariedade do Judiciário Paulista que nunca foi promovida anteriormente. A greve ganhará legitimidade perante a sociedade quandos vocês brigarem não só por melhores salários, mas também por melhores condições de trabalho, mais contratação de funcionário, mais informatização,etc, etc.Estas pautas, se atendidas, reverterão na melhoria dos serviços juridicários prestados à população. nenhum advogado ficaria contra esta exigência. Nenhum! Força! Vocês estão enfrentando a inerte, amorfa, insípida cúpula do TJSP como nunca visto na história. Uma coisa é certa, em razão do movimento muita coisa vai mudar, muita.
Recebam meu apoio

Doutora disse:
20 de setembro de 2004 às 23:07

Sr. Zeus,

O Poderoso Deus do Panteão Mitológico Grego deve estar se contorcendo de fúria em seu trono no cume do Monte Olimpo, em ver que um completo idiota ousa utilizar seu nome para proferir tantas imbecilidades.

Seu problema deve ser de Tensão Pré-Menstrual, no que lhe aconselho a tomar muito chazinho de camomila, um supositório de Gardenal (tamanho G) de hora em hora e adquira um Tampax ® ou um OB ®, pois o Senhor irá necessitar em breve. Agora, não me pergunte onde o Senhor irá colocar o Tampax ® ou o OB ®. Cada um com os seus problemas.

Porém, continue a proferir as suas idiotices, porque elas me divertem.
O Senhor é idiota, mas é divertido.

Abraços e mantenha o bom-humor, porque rir espanta a fome.

Antonio R F Almeida disse:
20 de setembro de 2004 às 23:10

O senhor Ministro Edson Vidigal teria dito em sua fala que alguém poderia estar ganhando com a greve. Ora, se a mesma é desgastante para os servidores e altamente lesiva para os advogados e os jurisdicionados, e, ainda, se o Poder Público - no caso de São Paulo o Estado - possui cerca de 80% das ações em andamento nos Tribunais, segundo números da OAB divulgados neste mesmo espaço há pouco tempo atrás, não seria difícil conjecturar a quem interessaria a continuidade da paralisação.

Zeus disse:
20 de setembro de 2004 às 23:11

VAI CATAR MACHO POR AI SUA BURRA PARALIZZZZZZZZADA

Doutora disse:
20 de setembro de 2004 às 23:12

Dr. Rodrigo (Civil - Advogado — sp, SP) — 20/09/04 · 23:01

Concordo com o Senhor em gênero, número e grau!

Faço minhas as suas sábias e coerentes palavras.

Zeus disse:
20 de setembro de 2004 às 23:13

AMIGOS SERVENTUÁRIOS E ADVOGADOS:

Desculpem, mas normalmente uso meu nome e não me escondo como alguns fazem. Querendo justificar minha covardia, confesso que tenho medo de "DOUTORA LOUCA".
Proponho aos senhores que ignorem a "doutora" PARALIZADA (com Z mesmo, pois é assim que ela escreve).
Pelos seus comentários, percebemos que ela sofre de algum disturbio mental, típico caso de interdição.

Doutora disse:
20 de setembro de 2004 às 23:18

ZEUS,

Você é muito idiota.
Não perderei meu sagrado tempo te respondendo.
Prefiro falar com pessoas do meu nível.
Não dou audiência para Marajás Públicos e Idiotas.

Servidor disse:
20 de setembro de 2004 às 23:23

Como o Acéfalo Vidigal disse que alguém deve estar ganhando com a greve.... acho que só ele deve estar ganhando, pois está querendo se aparecer, não fez nada de útil até aqui e agora aparece ninguém sabe de onde falando um monte de besteiras, bobagens sem fim, inutilidades.
Já que quer se aparecer, por que o Vidigal não fica nu, pendura uma melancia no pescoço e sai correndo pelas ruas dizendo eu sou contra a greve, sou contra a democracia, sou contra os servidores públicos.
Não se esqueça Vidigal, vc é um servidor público também.

Servidor disse:
20 de setembro de 2004 às 23:25

Doutora, para falar com pessoas do seu nível vc deve descer ao nível do inferno, pois só lá as encontrarás.
Mulher suja, imunda, estúpida, fedorenta, cérebro de bosta.
Suma daqui seu lixo.

Zeus disse:
20 de setembro de 2004 às 23:25

A OAB deveria exigir um exame mental completo antes de entregar a carteira de advogado para determinadas "doutorinhas" hahahahahahahaha, além de uma rigorosa prova de português, é claro. Assim, ninguém ficaria PARALIZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZADO.

Zeus disse:
20 de setembro de 2004 às 23:29

COLEGA SERVIDOR:

Não manda ela para o inferno, vai que o diabo devolve...

Lucimara Martins disse:
20 de setembro de 2004 às 23:35

após o pronunciamento do presidente do STJ "apareceram" R$ 100 milhões de reais para o TJ paulista oferecer aos servidores. Se não havia tal dinheiro ontem, como é que apareceu hoje? Será que estava escondido debaixo do colchão? Pois é gente, este é o governo que "respeita as pessoas", quer dizer, as pessoas de "poder", como o presidente do STJ. Muito obrigada Exmo. Sr. Dr. Vidigal por colocar fim à greve do judiciário paulista

Robson Luís Hiath de Lima disse:
20 de setembro de 2004 às 23:40

Colega Servidor:

Não seja tão rude assim com o ministro Vidigal...

Ele pode ter sido determinante para que finalmente o dinheiro apareça.

Ou então, imagine só que lindo seria para São Paulo, o Estado mais importante do país, uma intervenção federal. Certamante muita coisa viria à tona.

Lembre-se sempre que "há males que vêm para o bem"...

Francano disse:
21 de setembro de 2004 às 01:13

1.Aos colegas Robson Luis, Roberto Falchi, Zeus, Servidor e outros: penso que não devemos responder às provocações da pessoa que se assina "doutora" (Civil - Advocacia - São Paulo/SP). E explico: essa pessoa evidentemente não é uma advogada.
2.Tenho 26 anos de funcionalismo público e neste tempo encontrei milhares de advogados.
3.Jamais em minha vida tive o desprazer de entrar em contato com um advogado ou advogada com tal caráter.
4.A nobre profissão da advocacia pressupõe alguns requisitos que passo a descrever: o advogado bem sucedido tem que ser inteligente e maleável. Tem que saber se adaptar às situações, saber conciliar interesses. Tem que possuir alguma bagagem cultural. Necessariamente, tem que saber se expressar na língua pátria de forma inteligível, ou seja, tem que saber escrever corretamente. Advogados normalmente são pessoas prudentes e capazes de bem avaliar qualquer situação, dela tirando todo o proveito possível, pelo bem de seus clientes. O bom advogado se relaciona com os demais operadores de direito de forma educada, pois sabe que a administração da justiça é trabalho compartilhado. Ninguém é auto-suficiente nas lides forenses.
5.Tudo isso é inegável. Em qualquer advogado bem sucedido encontramos todas essas qualidades.
6.Em assim sendo, como é possível que essa pessoa seja uma advogada? Admitir isso, seria denegrir a nobre classe dos causídicos, na qual tenho amigos fraternos e de longa data. Além disso, 80% (oitenta por cento) dos servidores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, são bacharéis em Direito. Caros colegas, vocês conhecem algum servidor com a personalidade evidentemente insana e raivosamente obssessiva dessa pessoa? A resposta é não.
7.Por tudo o que foi exposto acima, a conclusão se impõe: a "doutora" não é advogada.
8.Recuso-me a ficar com raiva de qualquer advogado por causa dessa pessoa, pois mesmo que a "doutora" seja realmente advogada, lembrem-se: os demais não tem culpa.
9.Um abraço aos colegas, extensivo aos verdadeiros advogados que frequentam este Fórum.

10.Roberto Silveira, Oficial de Justiça. Franca/SP

Pedro Cesar Viana disse:
21 de setembro de 2004 às 01:25

Aristoteles, Monstesquieu provavelmente devem estar se mexendo na Tumba nesta altura do campeonato e da greve dos funcionários do Tribuna de Justiça de São Paulo e com razão pois suas ideias sobre a tripartição dos poderes foi jogada na lata do lixo pelo Presidente do TJ, Luis Elias Tambara que demonstrou de maneira enfática a total submissão do Poder Judiciário frente ao Executivo. Lamentável e triste um Poder que deveria se pautar pela ética e pela responsabilidade social se negar a negociar com os funcionários uma REPOSIÇAO SALARIAL. Agora com a palavra mágica INTERVENÇAO parece que acordaram lá pelos lados do TJ, ainda bem..antes tarde do que nunca.

Pedro Cesar Viana disse:
21 de setembro de 2004 às 01:35

Na década de 60, um economista ..quem em meados dos anos 90 ganhou o Premio Nobel de Economia pela sua brilhante Tese sobre a Teoria dos Jogos...não teria dificuldade em analisar a tremenda força da palavra em um contexto tão turbulento como na greve da justiça paulista. Afinal depois de 84 dias de greve dos funcionários do Judiciário eis que surge uma palavra mágica que pode colocar fim ao caos provocado pela justa paralização dos servidores:INTERVENÇAO FEDERAL...santa palavra. O nome do ganhador do Premio Nobel: John Nash...o nome dos ganhadores da Greve São inúmeros...45.000 servidores...Parabéns.

Pedro Cesar Viana disse:
21 de setembro de 2004 às 01:52

A fala do Ministro Vidigal esquece talvez de maneira subliminar de mencionar a palavra Estado Democrático de Direito, conceito este talvez muito avançado para o zeloso Ministro, pois democracia conforme inúmeros constitucionalistas é formal, Estado democrático é termo largamente utilizado pelos piores Ditadores do planeta para justificar atrocidades e crueldades. Já o termo Estado democrático de Direito, sendo um principio fundamental de nossa constituição é processo e conteudo que se busca para que exista justiça social, é avançado para o Ministro talvez pensar que essa justiça social se faça entre seu próprios funcionários????

Henrique da Rosa Ziesemer disse:
21 de setembro de 2004 às 09:37

São servidores públicos fazendo greve como qualquer outra categoria. Quantas greves do INSS ou de bancários (esta ainda acontecendo) não atravessamos? A greve não tem nada a ver com o Poder Judiciário em si, mas com o funcionalismo público, em qulquer de suas categorias. Pergunta-se: Porque os servidores estão descontentes? Quem arrecada do Estado para pagar os servidores (ou repasse)? É o Presidente do T.J. que arrecada impostos, contribuições, ou seria o Governador do Estado, Secretarias de Estado? Vejamos onde está o problema de verdade.

Doutora disse:
21 de setembro de 2004 às 12:34

Srs. Funcionários Públicos,

Ontem, de noite, estava eu, deitada em meu leito, assistindo a TV, quando, no Jornal da Globo, me deparei com a notícia de que o Tribunal de Justiça, em sua magnanimidade, resolveu fazer aos Servidores uma proposta de aumento salarial de 15%.
Nisso, um Marajá Público, que deve ser do tal Comando de Marajás, diz: "Essa proposta pode acabar com a greve".
Ah, mas que piada!!!
Essa PARALISAÇÃO de vocês é mesmo uma comédia patética, digna de filmes pastelões dos Três Patetas.
Fazer essa baderna toda por causa de uma diferença insignificante em relação a proposta anterior?
É para me fazer rir!
Agora, irão os Senhores, com o rabicó entre as pernas, com MEDO de perderem suas mamatas, aceitar esse percentual, e voltarem aos Cartórios, com um falso orgulho, batendo no peito e dizendo que conseguiram dobrar o Tribunal de Justiça, que vocês são uma categoria forte, e todas as asneiras e idiotices básicas que já disseram na paralisação anterior, talvez para não se sentirem tão medíocres.
Vocês não passam mesmo de uma piada!
E são mesmo uma piada de mal-gosto, paga pelos cofres públicos, onde está o dinheiro de todo o pôvo paulista.
Agora, aposto que vão entrar aqui, cantando vitória, dizendo "conseguimos"...
Pois a única coisa que conseguira, Srs. Marajás Públicos, é o desprezo do pôvo paulista e de muitos advogados, prejudicados pela vossa paralisação ILEGAL, ILEGÍTIMA e EGOÍSTA

Paulo Jorge Andrade Trinchão disse:
21 de setembro de 2004 às 19:38

Título da próxima novela(digo, greve do TJ/SP): Zeus o imbecil invulnerável!

Zeus disse:
21 de setembro de 2004 às 22:30

Doutor (ha ha ha) TROUXÃO (ou algo parecido):

Não te conheço e não quero ter o desprazer.
Só uma pergunta: já passou hoje no cartório e pegou o seu modelo de petição para amanhã?

Você bem que poderia se casar com a encalhada "doutorinha", pois também deve ser outro solteirão (ninguém aguenta vocês... acho que nem os clientes, se é que têm algum...)

Também não vá para o inferno, o diabo já devolveu a "doutora", e com certeza irá te mandar embora....

SAUDAÇÕES AOS ADVOGADOS DE VERDADE, PESSOAS SÉRIAS E EQUILIBRADAS.

Paulo Jorge Andrade Trinchão disse:
22 de setembro de 2004 às 18:16

ZEUS!!! Eis a a mais nova cena: O MANDRIÃO DOS MANDRIÕES.
ZEUS!!! O canalha dos canalhões!!!
A propósito, ZEUS MALANDRO, tenho que ir trabalhar para contribuir com os seus vencimentois, seria oportuno voce adquirir um pouco de juízo seu falastraão a toa!

Paulo Jorge Andrade Trinchão disse:
22 de setembro de 2004 às 18:18

ZEUS DELINQÜENTE: Com ceerteza a maioria absoluta dos colegas advogados NÃO nutrem qualquer simpatia com os malandros grevistas! Vão trabalhar cambada de sangue-suga do contribuinte e jurisdicionado!!!

Zeus disse:
22 de setembro de 2004 às 22:10

TROUXÃO:

REPITO: NÃO TE CONHEÇO, PORTANTO, NÃO ME CONFUNDA COM OS SEUS FAMILIARES, MUITO MENOS COM VOCÊ.

ESTÁ ENVERGONHANDO A NOBRE CLASSE DOS ADVOGADOS, DA QUAL FAÇO PARTE, MAS NÃO PRECISEI PAGAR PARA SER APROVADO NO EXAME DA ORDEM.

ESCOLHI FICAR DO LADO DE DENTRO DO BALCÃO APENAS PARA AJUDAR "adEEEEEEvogados" COMO VOCÊ E A "doutora paralizzzzzzzzzzzzzzzada", que nem ao menos sabe escrever. COM O SEU POSICIONAMENTO, FICARÁ SEM COLA, ISTO É, AQUELAS CÓPIAS DE PETIÇÕES QUE COSTUMAVA PEGAR NOS CARTÓRIOS... JÁ ERA... MORREU...

TENHO PENA DE VOCÊS E ALGUNS OUTROS POUCOS "divogados".

AOS DEMAIS, PRESTO HOMENAGEM E LAMENTO PELA GREVE.

Filósofo Jurídico disse:
23 de setembro de 2004 às 04:42

Que bom momento que o ilustre Presidente do STJ poderia escolher para fazer do silêncio e ficar calado...

A Ordem dos Advogados do Brasil, seccional de São Paulo, está se empenhando em ver retornar as atividades do Poder Judiciário, sem abrir mão de estar sensibilizada pela luta dos inúmeros funcionários que brigam por uma reposição de salários.

Seria interessante que os processos que circulam na esfera Federal, notadamente no STJ e no STF, sem contar os demais e respeitados órgãos do Poder Judiciário, fossem objeto de esforço concentrado contra a inércia e morosidade nos diversos recursos que por lá tramitam.

A greve de São Paulo, embora indiscutivelmente prejudicial aos interesses da população e dos Advogados, não é menos ruim do que a morosidade que se imputa aos diversos cantos e caminhos da Justiça.

Realmente, há muito tempo a real democracia não se estabelece e a Constituição se vê ferida em diversos apontamentos que traduziam, como de fato deveriam estar traduzindo, a verdade do coração de cada cidadão.

De nada serviria a intervenção Federal em São Paulo, porque tal atitude, não menos competente do que aquela que se desenvolve até o momento, não trataria da reposição salarial dos servidores, mas se identificaria como uma forma nada livre de se impor reprimendas à uma luta justa, ato que certamente só traria lembrança de um passado não muito distante.

Paulo Jorge Andrade Trinchão disse:
23 de setembro de 2004 às 17:09

ZEUS: A sua covardia é inerente aos imbecis, em nenhum momento me referi aos seus familiares(se é que os têm!). Você reflete natural e perfeitamente o desqualificado nível de serventia grevista que atua no TJ/SP. Demonstra neste diapasão ser incapacitado, desqualificado, e o mais devastador: barnabé MANDRIÃO que suga o contribuinte e jurisdicionado paulista. Torço pela sua sumária DEMISSÃO a bem do serviço público. A propósito, tenho que ir trabalhar, afinal, sou obrigado a corroborar com os seus INJUSTOS vencimentos; assim, VÁ TRABALHAR VAGABUNDO!!!

Fabiano disse:
23 de setembro de 2004 às 22:44

Xiiii falei que não voltava mais nesse site porque os comentários não levam a lugar nenhum, ou seja, nem para o fim da greve ou alguma idéia para agilizar o funcionamento da Justiça, pelo jeito continua a mesma coisa.
O trinchão do viagra continua por ai (hehehe)
O Observador desatento também.
O Robson louco para ingressar no funcionalismo público pela porta do fundo porque não tem capacidade para passar em um concurso.
Eita agora tem até uma doutora com seus comentários construtivos. O que eu posso falar para ela é VÁ DI RETRO SATANÁS.
Agora é sério não volta mais nesse site.

FUIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII

Zeus disse:
23 de setembro de 2004 às 22:55

TROUXÃO:

GOSTA DE OFENDER, MAS NÃO GOSTA DE SER OFENDIDO???
ATACAR É FÁCIL.
SE ESTIVER PRECISANDO DE DINHEIRO, VÁ LAVAR ROUPA SEU FILHO DE CHOCADEIRA...
LEMBRE-SE: QUEM COMEÇOU OS ATAQUES FOI VOCÊ.
A TUA SORTE É QUE AS DELEGACIAS CONTINUAM ABERTAS, CASO CONTRÁRIO, JÁ TERIA MORRIDO DE FOME.
TENHO PENA DE VOCÊ... TROUXÃO - A VERGONHA DA NOBRE CLASSE DOS ADVOGADOS.

Fernando Antonio Marconi Eiras disse:
01 de outubro de 2004 às 17:44

Aos senhores advogados,

O usuário da justiça e as pessoas que comandam o Poder Judiciário precisam saber que os funcionários da justiça estadual estão insastifeitos em virtude da desigualdade de tratamento oferecida a eles em relação aos magistrados e MP. Isso Ocorre não somente porque o plano de carreiras não comtempla uma isonomia com os funcionários com funções equivalentes no âmbito da Justiça Federal, como também não valoriza o servidor na direção de um salário digno como fruto da melhoria da sua formação, sendo assim, essa insastifação , essa , digamos, estagnação,se reflete na prestação dos serviços forenses. Os advogados e boa parte da população considera que os servidores da justiça devam agir de uma forma passiva diante do aviltamento dos seus salários e das condições de trabalho e desigualdades de vencimentos dentro de um mesmo poder,no entanto, acredito que conviver com um funcionário no estilo "macjob" dentro da justiça é muito mais prejudicial para os advogados e a sociedade em geral do que considerar o direito de uma greve que propõe no mínimo respeito e valorização de uma classe de servidor público, não é moralmente ético descartar e atacar uma classe de profissionais que trabalha, porque simplesmente os mesmos reclamam seus direitos e expõe suas demandas insastifeitas que são reconhecidamente legítimas e evidentes que se revelam e se tronam vísiveis somente através de uma greve.Não se pode "tapar o sol com uma peneira", a motivação dessa greve vem de há muito tempo, se o orçamento público é curto pq não se programa uma revisão da parcela destinada ao judiciário?A democracia exige um consenso, se a justiça é morosa e os funcionários da justiça estadual estão insastifeitos, deveria se buscar uma solução de consenso e não forjar uma situação para colocar os grevistas dentro de uma ilegalidade...

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