Justiça abre processo contra dona da Daslu

A juíza Maria Isabel do Prado, da 2ª Vara de Justiça Federal de Guarulhos, aceitou nesta quarta-feira (13/12) a denúncia do Ministério Público Federal e abriu processo contra a dona da Daslu, Eliana Tranchesi, e mais seis pessoas.

Eliana Tranchesi é acusada de formação de quadrilha, contrabando, e falsidade ideológica e, caso seja condenada, pode pegar 21 anos de prisão.

No começo do mês, o Ministério Público Federal ofereceu denúncia por crime de formação de quadrilha contra a dona da megabutique Daslu, Eliana Tranchesi, seu irmão, Antônio Carlos Piva de Albuquerque, e mais cinco pessoas. Eles também são acusados de descaminho aéreo consumado, descaminho aéreo tentado (fraude em importações) e falsidade ideológica.

A denúncia foi apresentada à Justiça Federal em Guarulhos, região metropolitana de São Paulo, e é assinada pelos procuradores da República Matheus Baraldi Magnani e Jefferson Aparecido Dias. O MPF sustenta que é necessário que as penas sejam somadas porque os crimes teriam ocorrido de forma habitual.

A dona de megabutique foi alvo de uma operação da Polícia Federal batizada de Narciso. Na ocasião, Eliana Tranchesi, de 47 anos, foi presa e levada à Superintendência da PF em São Paulo para prestar depoimentos.

Ottoni disse:
14 de dezembro de 2005 às 20:40

Como fica, agora, a intenção da Daslu de processar a Daspu?

Advogado de Guarulhos-SP disse:
15 de dezembro de 2005 às 08:16

Será que a Justiça vencerá o Loby?

Penso que este processo tramitará por LONGOS ANOS e a impunidade vencerá!

Acredito até em uma condenação, pois há autoria e materialidade comprovadas, contudo até que os Tribunais apreciem TODOS OS RECURSOS e a pena comece a ser cumprida pelos réus, estes estarão bem velhinhos.

Espero que o MPF solicite o bloqueio dos bens dos réus, pois seria uma chance do erário público reaver no futuro o dinheiro que perdeu, vez que o patrimônio dos réus já devem estar em franca transferência para terceiros.

José Eduardo R. de Camargo disse:
15 de dezembro de 2005 às 10:11

Esse processo dará em nada "como sempre". Mas se os bens fossem imediatamente bloqueados teríamos um vislumbre de justiça. E é só! A justiça brasileira, e todos sabemos disso, tem o rabo preso com o "andar de cima", principalmente devido a cada vez mais desqualificada classe dos magistrados. A justiça praticada nas cortes, inferiores ou superiores, está nas mãos do mercado e seus agentes. Assim, caso ainda não tenham percebido, isso já é a barbárie, caros senhores!

Ottoni disse:
15 de dezembro de 2005 às 10:56

José Eduardo Ribeiro de Camargo (Administrativa - - ) A revolta leiga, provocada pelo noticiário ignorante e/ou mal intencionado, é justa. A necessidade de fragilização do Judiciário é antigo sonho do poder político demagógico e do poder econômico protegido por um Legislativo fisiológico que legisla para proteger aqueles que financiam suas campanhas.
Quem opera na área do Direito, porém, não pode ignorar que o Legislativo é que fabrica a ferramenta com a qual o juiz irá trabalhar: a Lei. As leis processuais, como anota nosso outro colega "Advogado de Guarulhos", estão prenhes de lacunas que visam possibilitar que os poderosos possam procrastinar suas obrigações "ad infinitum", até que o credor, cansado, aceite acordos espoliantes.
Há recursos nos tribunais superiores que dormitam nos escaninhos há anos, como o da vigência da Lei de Proteção ao Consumidor relativamente aos contratos bancários. Anote-se que o julgamento já iniciado está 2 x 0 contra os bancos.
O advogado militante que pede ação do juiz para superar tais obstáculos está pedindo, consciente ou inconscientemente, arbítrio e negação do devido processo legal.
Seria melhor que pensasse bem antes de votar nos seus candidatos a legislador.

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