Juiz condena traficantes presos com arsenal

O juiz Alessandro Oliveira Felix, da 2ª Vara Criminal de Bangu, Rio de Janeiro, condenou três integrantes da quadrilha de Robson André Silva, o Robinho Pinga, a um total de quase 36 anos e meio de prisão, em regime fechado. A quadrilha mantinha na Favela da Coréia, em Senador Câmara, o maior arsenal já apreendido no país.

As armas, explosivos e até minas terrestres foram encontradas por policiais civis no dia 20 de abril de 2004, em um buraco de quase três metros de profundidade, numa casa na favela. Junto com as oito minas antipessoal, usadas em guerras para barrar o avanço da infantaria, estavam 161 granadas e mais de 30 mil balas de diferentes calibres, um fuzil e coletes à prova de balas.

O objetivo da quadrilha era dominar o tráfico de drogas na área do Terceiro Comando e as minas seriam utilizadas para impedir invasões de quadrilhas rivais.

Helder Marques da Cruz, segurança da quadrilha, foi condenado a 14 anos, dois meses e 10 dias de prisão. Jorge Fernandes Rodrigues Valgode a 10 anos e um mês de prisão e Marcio José Sabino Pereira, o Matemático, a 12 anos e dois meses. José Renato da Silva Ferreira e Robinho Pinga também são réus no processo. Pinga estava foragido e foi preso no dia 23 de dezembro, em Sorocaba, interior de São Paulo. Ele é considerado um dos maiores fornecedores de drogas para os morros do Rio.

Os três foram condenados pelos crimes previstos nos artigo 288, parágrafo único do Código Penal; artigo 2º da Lei 10300/01 e artigo 16, caput e inciso III, ambos da Lei 10.826/03.

Processo 2004.204.008846-1

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