O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, demitiu nesta segunda-feira (14/3) o ouvidor de Polícia Itagiba Farias Ferreira Cravo, que se envolveu em acidente de trânsito que causou a morte do empresário Luiz dos Santos Rodrigues, de 43 anos. O empresário dirigia uma motocicleta. O acidente aconteceu na rodovia Rio-Santos, perto da Barra do Sahy, litoral paulista.
Alckmin entendeu que o “evento em que o sr. Itagiba se envolveu é incompatível com o exercício das funções de Ouvidor da Polícia de São Paulo”. Segundo a Polícia, há suspeitas de que Itagiba Cravo estava embriagado.
O governador solicitou ao Condepe — Conselho Estadual de Defesa da Pessoa Humana — que elabore lista tríplice para que ele possa nomear um novo ouvidor.
De acordo com a Lei Complementar 826, de 20 de junho de 1997, o Ouvidor da Polícia é nomeado pelo governador para um período de dois anos, entre os integrantes de lista tríplice elaborada pelo Condepe. O ouvidor pode ser demitido desde que haja motivo relevante.
Recentemente, o ex-ouvidor foi envolvido em um incidente em São Sebastião, também no litoral paulista. Ele foi acusado de se recusar a ser atendido por um garçom negro no restaurante “Cia das Índias” e, embriagado, promover desordem no local. Na ocasião, foi pedida a instauração de inquérito para apuração do caso.
O senhor Governador do Estado de São Paulo demorou muito para tomar essa decisão. Esperando que esse senhor acabasse matando um. Não deu outra, infelizmente para a família da vítima.
Merece elogios a atuação do Sr. Itagiba Farias Ferreira Cravo à frente da Ouvidoria da Polícia de São Paulo, bem como, sua atuação em prol dos direitos humanos.
Confesso que causo-me espanto a notícia anterior de que ele estaria sendo acusado de racismo, haja vista, que o considero negro.
Ao mexer num vespeiro monstruoso, tornou-se alvo de quem combatia.
Quanto ao atropelamento, o procedimento criminal demonstrará ser ele culpado ou inocente, e certamente, se culpado, for há de pagar o preço por isso. Mas como advogado defendamos o princípio da inocência e do devido processo legal.
PS: quantos motoqueiros morrem ao dia na Cidade de São Paulo? Quais as causas destas mortes?
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