Juiz que matou vigia em supermercado é denunciado

O juiz Pedro Pecy Barbosa de Araújo foi denunciado pelo Ministério Público por homicídio duplamente qualificado. Ele matou o vigia José Renato Coelho Rodrigues, funcionário de um supermercado da cidade de Sobral, a 230 quilômetros de Fortaleza (CE). O crime aconteceu no domingo (27/2), dentro do supermercado.

A denúncia foi oferecida, nesta terça-feira (15/3), pela Procuradoria-Geral da Justiça do Ceará. Para o MP, o assassinato do vigia foi “abominável ato de barbárie e de selvageria”.

“O Magistrado está sendo denunciado por homicídio duplamente qualificado. Primeiro porque o motivo foi torpe, o juiz usou de seu cargo, sua autoridade, para ceifar a vida de um cidadão comum que estava apenas exercendo o seu trabalho. Além disso, porque houve surpresa, a impossibilidade de a vítima se defender. A pena por este tipo de crime pode variar de 12 a 30 anos de prisão”, disse a procuradora-geral de Justiça do estado, Iracema do Vale.

O MP afirma que “a materialidade e o delito estão comprovados na fita (imagens) e nos depoimentos coletados. As provas contidas nos autos são muito contundentes. As imagens da vítima pedindo clemência, não esboçando qualquer reação. Aquele cidadão estava apenas cumprindo o seu dever, como trabalhador”.

Dinha disse:
16 de março de 2005 às 13:24

A pena é de 12 a 30 anos de prisao, que na verdade serao reduzidos a metade por inumeros beneficios que a propria justica oferece a todos os bandidos. Ele nao será diferente!
O que deveria ser feito era o salario dele ser entregue integralmente a essa familia que agora esta desestrutura emocional e financeiramene! Isso sim seria justica!!!!!

Marcelo Augusto Pedromônico disse:
16 de março de 2005 às 13:40

Até quando teremos que tolerar abusos dessa natureza? A punição para servidores públicos, como é o caso de qualquer magistrado, há de ser mais rigorosa ainda que para o cidadão comum. Afinal, tratamento desigual para os desiguais, na medida de suas desigualdades!!!!!!!!!

Marcondes Witt disse:
16 de março de 2005 às 14:02

Concordo com o Sr. Marcelo, abaixo. Assim, se e quando um advogado cometer crimes, por não possuir hierarquia com juízes e promotores e conhecer profundamente o direito, também deve ter punição mais rigorosa.

Luís da Velosa disse:
16 de março de 2005 às 21:24

Juiz matando, assassinado brutalmente um pobre vigia! É uma lástima. Deve cumprir severa pena e perder o cargo.

hammer eduardo disse:
18 de março de 2005 às 00:45

O curioso , para não dizer bizarro é que mesmo com a indiscutivel evidencia das imagens gravadas pela camera de segurança, ja temos "elementos" de plantão para tentar o impossivel que seria dizer que aquilo não é bem aquilo, é o nauseabundo e malefico "espirito de corpo" ou deveriamos chamar de porco?
O que a TV mostrou a exaustão foi uma execução sumaria perpetrada por uma fera armada que por uma lamentavel "distração" do sistema tinha uma carteirinha de "otoridade mauxima" como dizia aquele personagem da TV.
Gostaria muito de saber como ficaria a situação dos operadores da "operação abafa" caso não existissem as imagens gravadas. O tal "juiz" se é que podemos chamar assim deveria ser trancafiado numa jaula em algum Jardim Zoologico para ser observado atentamente como perigoso desvio da especie humana. Aos ditos animais de verdade que frequentam esses locais, as minhas sinceras desculpas.

Elcio Teixeira de Almeida disse:
19 de março de 2005 às 08:08

O ato criminoso e brutal do magistrado tem fundamento simples" neopotismo" .Aqui na minha santa terrinha- Esp.Santo a grande maioria do poder judiciário é formada por , pais, filhos e nétos, uma grande família.Só os descedentes de componentes ou de ex- componentes da magistratura quase sempre são os únicos capacitados para exercerem a nobre e sagrada função de Magistrado.O resto é resto. sobrando uma vaguinha dá para aprovar o cidadão estudioso, honrado , honesto e capacitado para ingressar nos quadros da magistratura.O que se pressume pela violência do delito é que o Juiz do Ceará talvez seja descedente de algum outro magistrado e não alcançou o cargo por sua competênca,sabedoria, paciência, honestidade,simplicidade, e todos os outros adjetivos necessários ao homem para execer a sagrada missão de julgar.Com razão o dileto autor do texto exposto ao comentário.

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