Acusada de deixar um aluno de sete anos de castigo, atrás da porta da sala de aulas, a professora Tânia Regina Araújo de Castro entra nesta quarta-feira (23/3) com ação de crime contra a honra contra os pais da criança. Eles registraram o boletim de ocorrência contra ela em novembro do ano passado em Nova Odessa, interior de São Paulo.
O caso ocorreu na Escola Municipal Saline Abdo. O menino cursava a primeira série do ensino fundamental. A acusação teve repercussão e a professora foi afastada do cargo por 30 dias. As informações são do site Espaço Vital.
O inquérito policial que apura o caso ainda não foi concluído e corre em segredo de justiça. A Polícia Civil de Nova Odessa informou que o inquérito deve ser concluído dentro de um mês.
A sindicância administrativa foi formada por três servidores municipais. Dos 35 alunos da sala de aula, apenas três foram ouvidos no relatório. A professora retomou as aulas após a conclusão da sindicância em dezembro do ano passado e continua hoje lecionando na mesma escola. A comissão de sindicância inocentou a professora, admitindo, porém, que houve falha na segurança da escola ao permitir que o menino permanecesse no local após o término das aulas.
A mãe do aluno, Maria Luzineide Nunes, manteve a versão registrada no boletim de ocorrência em depoimentos dados à Polícia Civil e à comissão de sindicância municipal que apurou o caso. De acordo com ela, seu filho contou ter sido colocado de castigo atrás de uma porta a partir das 15h. Segundo ela, a criança foi encontrada agachada atrás da porta e em estado de choque às 19h20min. A aula havia terminado às 18h.
A família da criança mudou para o município de Brotas (245 km de São Paulo). A advogada Natalie Regina Marçura, em nome da professora, disse que uma ação criminal será protocolada nesta quarta-feira, “com o objetivo de que a mãe e o pai da criança sejam punidos pelo crime de calúnia”.
Não concordo com este castigo, mas sabe-se lá os motivos da professora para tomar tal decisão.
De qualquer forma, esquecer o aluno de castigo atrás da porta, não é uma conduta prudente, ainda mais tratando-se de criança de apenas 7 anos de idade, que foi encontrada em estado de choque uma hora e vinte minutos após o término da aula.
O fato de a professora ter sido absolvida no âmbito administrativo, não quer dizer que também o seja no judicial.
Na verdade, é preciso que haja mais respeito, tanto do aluno com relação ao professor, quanto deste em relação àquele. Isto é educar!
Cara Dra. Mônica,
Tem sido muito bem feitas as sua colocações nas notícias veiculadas neste site.
Parabéns.
Carlos Rodrigues
Dr. Carlos Rodrigues,
Agradeço muito o elogio.
Gosto demais deste site e muitas vezes me encanto com as opiniões dos colegas, por mais opostas que sejam às minhas - é sempre uma oportunidade de enxergar a situação sob um outro prisma.
Acredito que este espaço nos dá a chance de expressarmos a nossa tão decantada democracia.
Um abraço,
Mônica
Se essa professora ganhar e os pais forem condenados, podemos rasgar o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) e jogar no lixo, pois não estará servindo nem para defender a criança lá no lugar onde mais deveria ser protegida: na escoça, nas mãos do estado, já que o professor é um agente do estado.
Essa professora, além de péssima profissional e torturadora, é cínica, pois se tivesse o minimo de ética profissional, pediria perdão a essa criança e aos próprios país pelo mal que fez a essa família. É cínica, por ter o desplante de ir à justiça , depois de tudo que fez, se fazendo de vítima.
Sou professora aposentada, trabalhei durante 28 anos dentro de escola pública e sou testemunha do quanto há professores violentos e sádicos capazes de agredir até fisicamente os alunos, principalmente os pequenos por serem mais indefesos. E fico indignada de ver que ninguém sai em defesa dessas pobres crianças, sempre endeusando os professores, fazendo com que eles se sintam totalmente amparados para praticar a tortura, sabem que podem contar com o corporativismo dos colegas, com a miopia da população e com a omissão das autoridades responsáveis. Só falta agora contar também com a cumplicidade da justiça.
De um lado a selvageria e o corporativismo, de outro a possibilidade de a mãe ter exagerado (existem pais que não admitem críticas).... muita calma neste momento.
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