OAB-SP contesta pesquisa que crítica atuação de advogados

A seccional paulista da OAB reagiu à pesquisa feita pela Associação dos Magistrados do Brasil. O resultado apontou que maioria dos juízes considera ruim a atuação dos advogados em termos de conhecimento técnico, ético e de contribuição para a celeridade processual.

Segundo o presidente da seccional, Luiz Flávio Borges D’Urso, “as exceções que, eventualmente, são encontradas na advocacia, também se registram na magistratura e no Ministério Público, mas não refletem a totalidade dessas corporações”. De acordo com D’Urso, “o retrato que a OAB paulista tem da advocacia é semelhante ao retrato que a Ordem tem do Ministério Público e da magistratura, uma vez que todos os seus integrantes têm formação jurídica, passam pelo Exame de Ordem ou concursos de ingresso às carreiras”.

Para o presidente da seccional, a avaliação negativa da competência técnica dos advogados e atuação da OAB paulista no aprimoramento dos profissionais não tem fundamento. D’Urso lembra que além da Ordem, todas as entidades da advocacia paulista mantêm atenção permanente ao aperfeiçoamento técnico e cultural dos advogados.

Quanto à avaliação negativa dos juízes sobre a atuação dos advogados na celeridade processual, o presidente da OAB paulista pondera que os advogados estão vinculados e obrigados a cumprir prazos processuais estabelecidos em lei e que utilizam os recursos necessários à defesa do interesse dos clientes, dentro dos limites legais.

gustavo queiroz disse:
04 de novembro de 2005 às 09:15

Infelizmente não foi realizada uma pesquisa acerca do nível dos juízes, a qual poderia ser realizada juntamente com a carga horária semanal efetivamente empregada na função. Creio que o resultado nos confortaria muito.

Paulo Henrique M. de Oliveira - Criminalista disse:
04 de novembro de 2005 às 09:45

Se a pesquisa fosse feita entre advogados, visando a colher deles a opinião sobre o nível dos juízes, metade condenaria e a outra metade mentiria.

João Paulo Bezerra de Menezes disse:
04 de novembro de 2005 às 10:46

Sou Advogado, e entendo que, em vez de tentar fazer refletir a crítica nos magistrados, a OAB deveria ter uma atitude de humildade e fazer um mea culpa. Até que ponto a pesquisa com os magistrados é correta não sei precisar, mas os Advogados estão muito despreparados, analfabetos mesmo. Para alguns, o que creio seja inaceitável, até escrever com clareza é difícil. A OAB poderia fazer sua parte, dificultando o exame de ordem, que ainda é fácil.

Aproveito a ocasião para lamentar o posicionamento da OAB SP pelo desarmamento da população, em face a manutenção da condição armada do governo revolucionário do PT e dos bandidos. Trata-se de um falso pacifismo que não se justifica, especialmente quando sustentado por associação que deveria primar pelos direitos dos cidadãos.

Matos disse:
04 de novembro de 2005 às 16:49

Os advogados erram, assim também os magistrados. Os primeiros, justificadamente, porque não têm estrutura, na maioria dos casos, de defender uma disciplina específica, e se transformam ecléticos, que diante da complexidade da legislação brasileira, é praticamente impossível não cometer engano, haja vista que em muitos casos a Lei adj fala uma caisa, e o CC, outra. Os magistrados, assim como o MP, em regra, são especializados para determinado ramo do direito, e isto é pago com recusos públicos; têm amparo das secretarias que fazem consultas no próprio DRH, enviando para os juízes as mais recentes decisões dos tribunais, por tanto erram se quiser. No entanto, erram muito. É só verificar as decisões reformando sentenças, Acórdãos, etc,para verificar que ninguem é perfeito, assim a manifestação dos magistrads em relação aos advogados, no mínimo, é leviana.

Matos disse:
04 de novembro de 2005 às 18:13

Digníssimo Senhor Professor Armando do Prado, tens absoluta certeza de que seus alunos têm amplo domínio da Matéria que V.S.ª leciona? Mesmo que a resposta seja afirmativa, entendo que é atiético para um mestre substimar os colegas declarando que os advogados saem analfabetos das universidades. Nem tudo que pensamos, devemos dizer.

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