Poleto pede Habeas Corpus para depor em CPI

O economista Vladimir Poleto entrou com pedido de Habeas Corpus preventivo no Supremo Tribunal Federal para garantir o direito de não se incriminar em seu depoimento à CPI dos Bingos. O depoimento está marcado para terça-feira (8/11), às 11h, no Senado. O relator do pedido é o ministro Marco Aurélio.

O economista alega que deve ser ouvido como investigado, já que a CPI determinou a quebra de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico. Parlamentares o acusam de fazer tráfico de influência quando era assessor de Palocci na prefeitura de Ribeirão Preto, interior de São Paulo.

A intenção da defesa é que o Supremo expeça salvo-conduto que garanta a Poleto o direito de não ser obrigado a firmar compromisso como testemunha e de permanecer calado diante das perguntas que possam incriminá-lo. A defesa pede, ainda, o direito à assistência do advogado e a garantia de não ser preso em flagrante pelos crimes de desobediência e falso testemunho.

HC 87.066

Band disse:
05 de novembro de 2005 às 09:18

Esta garantia dada ao banditismo e a corrupção afronta o bom senso das pessoas honestas. A garantia de bandidos silenciarem para não pagarem pelos seus crimes e manterem o mesmo recompensável. Até mesmo a interpretação de alguns contra a delação premiada, considerando o crime bem maior do que a punição do mesmo pelo discutível mérito de honestidade entre meliantes e não para com a sociedade que lhe dá condições de vida!

Ottoni disse:
11 de novembro de 2005 às 23:28

O “salvo conduto” que os depoentes das CPIs vão buscar no STF deriva da disposição do artigo 186, do Código de Processo Penal, através do qual o juiz advertirá o réu de que este não está obrigado a responder as perguntas, mas que seu silêncio poderá ser interpretado contra sua própria defesa.
A proteção é dada em favor do silêncio. À pergunta comprometedora, poderá o interrogado silenciar.
A interpretação que vem sendo dada a tal solução não é legal e nos leva a esses espetáculos deprimentes em que, consumados facínoras, com cinismo intolerável, tornam ridículos os representantes do povo e aqueles que assistem a transmissão das sessões.
Podem silenciar, mas não podem mentir, negando a evidência de escritos e gravações insuspeitas.
Some-se a isso a deficiência dos inquiridores, aos quais falta inteligência específica para inquirir e objetividade jurídica para buscar a verdade além dos holofotes.
É um show do mais baixo nível, embora custe caro para os cofres públicos.

Ottoni disse:
12 de novembro de 2005 às 14:11

bis

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