Para o presidente da OAB paulista, Luiz Flávio Borges D’Urso, houve falha grave na segurança do Fórum do Jabaquara, Zona Sul paulistana, onde, na terça-feira (30/8), um homem armado invadiu o prédio e assaltou um advogado.
A falha “colocou em risco a segurança de todas as pessoas que estavam no fórum, advogados, juízes e a população. É necessário instaurar uma sindicância para investigar os fatos para descobrir onde aconteceu a deficiência para que se tomem providências no sentido de evitar novos ataques de criminosos”.
O crime aconteceu pouco antes do fim do expediente no fórum, às 19 horas. O criminoso passou despercebido pela Polícia Militar, que faz a segurança diária junto com vigilantes do Tribunal de Justiça. O policial não estava do prédio quando o ladrão entrou.
O homem chegou a ser barrado por estar vestido inadequadamente, de camiseta e shorts, mas sacou a arma e apontou para o vigilante, que estava desarmado. Ele seguiu para as varas cíveis e criminais, ameaçando as pessoas que circulavam pelo prédio e abordou o advogado Joaquim Lopes Pereira, de quem roubou R$ 4,9 mil. O homem fugiu a pé pelo estacionamento do fórum.
Não tem muito tempo, os fóruns foram equipados com detectores de metais para evitar a entrada de pessoas armadas. Com esta medida, as prerrogativas do advogado sofreram um severo ataque, quando estes para adentrar seu local de trabalho são submetidos a revista pessoal e de seus pertences. Mas isto não deu segurança aos locais de julgamento, somente conferiu uma falsa sensação de segurança aos magistrados e promotores. Os momentos de pânico causados no Fórum do Jabaquara são sentidos pelos cidadãos diuturnamente, inclusive os Advogados. Trata-se de uma falha que não pode ser totalmente atribuída ao Estado, pois toda sociedade tem sua parcela de culpa na onda de violência que se instalou por aqui, seja por ação ou por omissão. Exageros à parte, o Estado tem sua responsabilidade e precisa sair da estagnação que está, investindo não somente em polícia e equipamentos, mas em programas de incentivo em geração de renda e dar mais importância ao ensino religioso, por exemplo. Quanto ao comentário do Sr Paulo, este merece algumas considerações: Prezado companheiro...Não são os ladrões que têm clientela específica com os advogados. A advocacia tem por objetivo garantir o exercício de todos os direitos do cidadão, inclusive os seus. E dentre estes direitos, está o da ampla defesa. Quando um advogado defende um criminoso, também está defendendo o SEU direito à defesa, pois não devem existir exceções. Uma única vez que um determinado indivíduo não tiver direito à defesa, todo o Estado Democrático de Direito estará ameaçado. Não pense, como muitos o fazem, que o advogado tem prazer em defender um suposto criminoso. Ele só cumpre o dever de garantir o exercício do princípio constitucional da ampla defesa, para todos os cidadãos de bem, como você, Paulo, certamente o é.
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