Em menos de 48 horas, o deputado federal licenciado José Janene (PP-PR) sofreu duas derrotas: uma judicial e outra política. O Supremo Tribunal Federal negou pedido para suspender processo administrativo contra Janene na terça-feira (25/4). Nesta quarta (26/4), foi a vez de a Câmara negar aposentadoria para o deputado.
No Supremo, Janene entrou com pedido de Mandado de Segurança para suspender o processo no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados. O relator da questão, ministro Gilmar Mendes, negou liminar entendendo que não havia plausibilidade jurídica para conceder o pedido.
Na Câmara, os deputados acataram a decisão da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. A CCJ havia entendido que a aposentadoria não poderia ser concedida antes de concluído o processo contra o parlamentar que tramita no Conselho de Ética.
Janene pretendia se aposentar por invalidez. Se conseguisse, escaparia de uma possível cassação. O deputado está licenciado desde setembro do ano passado devido a problemas cardíacos. Ele é acusado de ter recebido o mensalão.

No leito de sua doença, decerto o nobre parlamentar resistirá aos pedidos de líderes regionais e comunitários, para que ele volte ao cenário político, pois trata-se de um grande colaborador. Porém, o digníssimo homem responderá que já deu sua contribuição ao Brasil e se sente abandonado depois do valoroso trabalho em favor da ética e da moral.
Mas o povo e as bases insistirão para ele voltar. Nas manchetes de jornais certamente sairá “Londrina pede a volta do líder”.
Renitente, mais uma vez, ele rejeitará o convite.
Todavia, no último dia para registro de candidatura, o Deputado, agora não mais adoentado, como um milagre, sendo carregado nos ombros por seus pares até a Justiça Eleitoral, faz seu registro para concorrer à reeleição, com imensa carreata.
Vencidas as eleições com votação expressiva, o Deputado, eleito, será a prova de que nunca existiu mensalão nem compra de votos. Todos nós estávamos errados. Daquele dia em diante, eu serei a pessoa que realmente não saberá mais de nada, tampouco vi ou ouvi algo no passado. Enfim, novamente me enganei.
Notícias com esta só me alegram.
Faz com que nós acreditamos num Brasil melhor.
Parabéns ao Supremo Tribunal Federal e a Câmara.
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