O desbloqueio de US$ 75 milhões da Aéreo Transportes Aéreos, subsidiária da VarigLog e arrematante da Unidade Produtiva da Varig, foi mantido pelo Superior Tribunal de Justiça. O dinheiro será usado para garantir as operações da Varig até que a compradora receba a autorização necessária para a prestação de serviços, além de ser uma das parcelas da compra da empresa pela VarigLog.
O ministro Ari Pargendler considerou desnecessária a concessão da liminar já que, na quinta-feira (3/8), o juiz Luiz Roberto Ayoub, da 8ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, rejeitou o bloqueio determinado pela 33ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro.
A Varig foi leiloada no dia 20 de julho. O Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Transporte Aéreo do município do Rio de Janeiro e o Sindicato dos Aeroviários do Amazonas entraram na Justiça pedindo o bloqueio do valor para a garantia do pagamento dos direitos trabalhistas. Alegaram que vários trabalhadores foram dispensados sem receber qualquer parcela trabalhista prevista em lei.
O juiz da 33ª Vara do Trabalho concedeu a liminar. Na Reclamação com pedido de liminar dirigida ao STJ, a Aéreo protestou contra a concessão. “A recuperação judicial está norteada por outros princípios, mas parece razoável que ela ficaria comprometida se os bens da empresa pudessem ser arrestados pela Justiça do Trabalho”, alegou.
“Sem a disponibilidade do citado valor, a UPV não terá condições de ser mantida em operação, comprometendo não só o resultado do leilão realizado no dia 20 de julho, como também o próprio resultado do processo de recuperação judicial”, acrescentou.
Ainda segundo a defesa, a decisão que determinou o bloqueio afrontou a autoridade do STJ, que decidiu pela competência da 8ª Vara Empresarial do Rio para julgar os conflitos da empresa.
“À vista da notícia de que o juiz de Direito da 8ª Vara Criminal da comarca do Rio de Janeiro se recusou a cumprir a deprecata do Juiz do Trabalho da 33ª Vara do Trabalho”, justificou Ari Pargendler ao negar a liminar.
RCL 2.234 – RJ

Antes de simplesmente defender a empresa é preciso conhecer um pouco dos números e dados que, há um ano apenas (junho - 2005), quando foi proposta a ação de recuperação, contemplavam a então maior empresa aérea de Pindorama: 1- Faturamento superior a US$ 2.800.000.000,00,
2- Arrendatária de 70 aeronaves (58 em operação), com vôos regulares para 21 cidades no exterior e 32 no país,
3- Proprietária da VARIGLOG (que, em 2005, faturou US$ 586 milhões),
4- Proprietária da VEM (que, em 2005, faturou US$ 156 milhões),
5- Dona do Programa Smiles (com mais de 6 milhões de associados),
7- Dona de diversos imóveis, avaliados em mais de US$ 56 milhões,
8- Proprietária de excelente Centro de Treinamento de Pilotos,
9- Contava com cerca de 12 mil trabalhadores ativos e 6 mil inativos.
E quem propiciava esses números e fatos maravilhosos? Com certeza, não foram as sucessivas administrações que, pelo contrário, levaram para a terra (literalmente) a empresa. Seus funcionários, trabalhando, mantinham e mantém a empresa funcionando inclusive sem salários.
Agora, virou coitadinha que precisa sacrificar os trabalhadores que nada têm com a incompetência de seus dirigentes? Francamente, não dá para aceitar.
Pelo menos o juiz Ayoub que tem extrapolado da função que deveria ser imparcial, para ser um "torcedor botafoguense" fundamentalista, reconhece o direito à reserva para pagamento futuro. Cabe recurso que, com certeza, os sindicatos saberão usar.
Continua através de A.C.P. ajuízada pelo M.P.T a discussão do dinheiro devido aos trabalhadores.
Não podemos, simplesmente, tolerar que se passe por cima dos direitos líquidos e certos de mais de 8.000 funcionários.
Você precisa estar logado para enviar um comentário.
Fazer login