Uma nova discussão começa a tomar palco, nos Estados Unidos, nos assuntos corporativos que envolvem garantias individuais: a pergunta que não quer calar é se gigantes como a Microsoft teriam o direito de “entrar” no computador de quem utiliza o Windows para, via internet, checar se a máquina tem ou não uma cópia legal do sistema.
Países como Brasil, China e Rússia batem recordes mundiais de pirataria de software e, segundo a Aliança para os Negócios de Software (The Business Software Alliance), mais de 35% dos sistemas instalados em PCs, em todo o mundo, são piratas.
Embora esse numerário dê estofo legal e moral para a Microsoft, 18 meses após ter anunciado seu Windows Genuine Advantage, pelo qual se verifica a legalidade de um programa, controvérsias e dois processos rondam esse sistema de checagem de veracidade via internet.
Segundo o especialista John Pescatore, da empresa Gartner, dos EUA, é absolutamente legal o aviso da Microsoft, pelo qual as atualizações do software fazem a checagem sobre a autenticidade da cópia.
Mas as recentes atualizações da Microsoft entram na máquina, coletam informações como quem produziu a máquina, o número de série do disco rígido e a identificação do sistema Windows. Se a cópia do Windows for ilegal, o usuário passa a receber alertas diários, sempre que liga sua máquina.
Usuários têm se mostrado alarmados quando descobrem que a empresa, assim, faz um check up diário de suas máquinas. Alguns críticos dizem que essa abertura de comunicações é uma quebra nos padrões de privacidade e confiança.
Marc Rotenberg, diretor executivo do Electronic Privacy Information Center, diz que o problema é que os usuários não controlam esse tipo de interação. “É como uma invasão digital, alguém acessou o seu sistema sem o seu consentimento.” Brian Livingston, editor do site Windows Secrets, diz que esse episódio durará muito e que a confiança dos usuários foi quebrada.
A Microsoft responde a duas ações federais que acusam a empresa de violar leis de software. O assessor de mídia da Microsoft, Jim Desler, insiste que checagem de pirataria não é espionagem.
*por Claudio Júlio Tognolli, com informações do site Find Law.
A pirataria deve sim ser combatida em todos os seus apectos. Pois isso atrasa o País.
Agora a Microsoft não tem o direito a invadir a privacidade do Cidadão. Pois o Brasil deve impedir isto.
O Consumidor compra um computador e já vem instalado o sistema operacional. De quem é a culpa? É do fornecedor do produto, e não do Consumidor.
Legislativo, vamos fazer lei mais rigidas.
È aquela velha historia. Voce compra uma maquina e o custo para faze-la ligar é de 400 reais. Faça um desafio microsoft, deixe este custo em 100 reais em 10x, não com meio software como é feito hoje e observe a curva de vendas e da pirataria. Desta forma voce estará se adaptando aos salarios mais baixos neste pais. Simples.
Estas leis de propriedade industrial devem existir. MAS TEM DE SER LIMITADO SEU CUSTO PARA O USUÁRIO.
Altos custos induzem a burla.
Impostos altos geram burla.
Não tem cabimento eu ter seis computadores que só eu uso e ter a obrigação de comprar um programa ou licença para cada um.
Antigamente as telefonicas forneciam a linha e cobravam o uso para cada extensão.
Temos de reformar estas leis.
Vamos colocar transparencias nos custos, nos impostos e nas margens e veremos quanto há de exploração.
Não tem cabimento o custo do feito um a um ser MENOR que o custo da produção industrial.
Vejam quanto custa a produção de um CD musical desde a Hora do estúdio, quanto o autor ganha de direitos (US 1,00 por disco), quanto custa a produção do CD (US 0,38), margens de comercialização e teremos intermediarios ganhando muito, mas muito mesmo.
Eliézer
Acredito que seja a válida a forma que a Microsoft encontrou para conter a pirataria de seus programas. Temos que erradicar da nossa sociedade esse informalismo. Esse costume de comprar coisas falsificadas ou pirateadas. Acredito que cada um tenha que viver dentro da sua realidade, vou dar um simples exemplo: Um tennis da marca "Nike", nem todos tem condições de compra-lo, mais muitas pessoas preferem comprar o seu tennis nike "pirata" em um camelo do que ir em uma loja e comprar um simples tennis de marca nacional.
Enquanto a nossa sociedade não se conscientizar que esse não é o caminho certo, medidas como essa da Microsoft será uma simples "tratamento" em um "câncer" praticamente "incurável".
A Microsoft não ivade a privacidade de NINGUÉM, ela apenas verifica se o software utilizado é original. Não é muito diferente do que a RIAA vem fazendo para pegar quem pirateia música.
Ezac, o quanto se cobra por um sistema não é de responsabilidade de NINGUÉM que não da empresa que desenvolveu. Logo, se ela da o software ou vende por R$ 1 milhão é problema dela. Você, na condição de médico, reduziria sua consulta para 10% do valor para poder atender muito mais pessoas e consequentemente lucrar em função da quantidade? Ou quem decide o preço da sua consulta é você? Porque uma empresa de software seria diferente??
A diferença entre o software e a extensão telefonica é que não importa quantas extensões você tenha, apenas UMA ligação será feita por vez. O software não, se você instala em 6 máquinas como é o seu caso, 6 pessoas podem fazer 6 trabalhos diferentes. Além do mais, o software não é feito da noite para o dia, exige estudo, treinamento, dedicação, pesquisa e principalmente DINHEIRO. MUITO DINHEIRO.
Emerson, o que a Microsoft fez é uma tática de mercado e que TODAS as empresas fariam se pudessem. Não achem que é exclusividade da MS. Além do mais, ela não obrigou a NINGUÉM a usar os softwares dela.
Você acha que o Windows tem falhas de segurança. Você saberia me dizer quais? Como explorar as vulnerabilidades dos softwares da MS? A MS tem falhas de segurança na exata medida do número de usuários. Ou será que o Linux é perfeito?? Sera que se o Linux tivesse 90% de mercado ele seria realmente tão bom quanto dizem?? Mais, digo mais ainda. Das falhas de segurança posso afirmar que boa parte é induzida pelo usuário inexperiente e curioso que sai instalando tudo o que acha na internet e depois reclama da MS. As falhas de segurança mais críticas são explorada por no máximo 0,0001 da população do mundo. E para este grupo chegar até uma máquina doméstica, sinceramente só se tiver algo que realmente valha a pena. Senhas de banco e coisas do genero são roubadas através de falhas do usuário. Hacker tem interesse em máquinas corporativas. Mas estas tem grupos de TI muito bem preparado para evitar os ataques.
Claro, falhas acontencem. Com qualquer sistema.
Quem acha o Softwares da MS caro, usem os free. Linux, OppenOffice e etc...
Interessante isso, a Microsoft se sente a vontade para invadir computadores para procurar softwares piratas tanto como para lançar no mercado softwares absurdamente inúteis como o Windows Start Edition que é vendido nas máquinas oferecidas principalmente em supermercados, software original e inútil para qualquer tipo de usuário.
Caro Eduardo,
O Sr., como técnico em informática, deve ter conhecimento sobre ela, mas desconhece completamente o direito.
Eu, como advogado, não sou especialista na área de TI e confesso que, realmente, pouco sei sobre área de propriedade intelectual.
No entanto, a discussão sobre a prática da Microsoft perde muito quando as pessoas reportam-se a afirmações do tipo: a microsoft desenvolveu o Windows então ela tem o direito de fiscalizar o usuário, porque o programa lhe pertence.
Não é por ai. A discussão deveria começar, na verdade, pelo seguinte postulado (embora a reportagem não diga o conteúdo das ações, creio eu que elas tenham mais ou menos esse conteúdo):
Pode uma empresa fiscalizar o consumidor na privacidade do seu lar ou do seu ambiente de trabalho, sem autorização judicial para tanto, a fim de para constatar se um crime contra a propriedade intelectual foi cometido?
Ao meu ver, é inadimissível que a Microsoft devesse através de seus protocolos e sistemas, ter acesso a quaisquer que sejam as informações oriunda de usuários. Com o intento de checar se autêntico ou não a versão utilizada pelos usuários conectados a internet. Eis que em regra os usuários não conhecem a integra todas as ferramentas que utilizam criadas pela empresa supra citada. Mas qual é a garantia física aos usuários que a Microsoft apenas verifica a autenticidade do programas, se hoje em dia através de inúmeros trojas, backdoors e similares temos acessos a dados extremamente sigilosos de quaiquer pessoas.
Por isso, acredito que essa verificação demonstra claro desrespeito e invasão a privacidade do usuários; eis que os computadores hoje não se limitam a usuários domésticos e são a mais notável ferramente d etrabalho e comunicação existente.
Com isso destaco que ao meu ver mesmo impossibilitado de conhecer dos procedimentos da microsoft caberia inúmeras ações contra eles seja pela invasão e alegar ainda até mesmo algun tipos de dano sem que fossem tidos como lide temerária.
Seria isso.
Woitexem
Não pode uma empresa tomar o lugar da polícia e desenvolver trabalho de investigação de crimes contra a propriedade intelectual invadindo computadores. De qualquer forma, ao proceder de tal maneira, a empresa do tio Bill dá um verdadeiro tiro no pé. Não se trata aqui de uma defesa à pirataria, que deve ser reprimida com rigor pelas autoridades, mas a Microsoft deveria saber que o domínio do Windows se deve basicamente à pirataria, que difundiu o sistema e permitiu que quase todo o mundo utilizasse os padrões Microsoft. Ingenuidade acreditarem que todos os usuários desembolsarão o absurdo que é cobrado pelo seu sistema operacional. Fatalmente haverá uma migração para sistemas no modelo OpenCode ou freeware. É paradoxal, mas para se manter no mercado, a Microsoft depende de que uma parcela dos usuários utilize software pirateado! Se houver uma mudança maciça para softwares livres, aqueles que hoje podem pagar pelo sistema do Mr. Gates, também não hesitarão em migrar. Vislumbra-se o fim do império se a empresa apertar o cerco aos sistemas piratas!
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