“A morte anunciada. É o que se prevê que vai acontecer pela falta absoluta de competência das autoridades que tratam da segurança pública em São Paulo e no Brasil.” A declaração é do presidente nacional da OAB, Roberto Busato, em entrevista à rádio CBN neste domingo (13/8).
Ao comentar o sequestro de dois funcionários da TV Globo, Busato se disse revoltado com as autoridades brasileiras, que não conseguem debelar atos de violência deflagrados pelo crime organizado em São Paulo.
Para o presidente da OAB, situações como essa, de atos cometidos em série pelo crime organizado, vêm ocorrendo desde o momento em que barbárie passou a imperar dentro das penitenciárias, sem que nenhuma atitude efetiva tenha sido tomada pelas autoridades. Ele lembrou a primeira rebelião no presídio de Urso Branco, em Rondônia (em abril de 2004), quando foram decapitados presos, tendo suas cabeças transformadas em bolas de futebol dentro da penitenciária. “Aquilo já era o anúncio do descalabro a que vinha essa situação. Penitenciária brasileira hoje é um mero depósito de pessoas, impróprio para qualquer ressocialização do preso e para a garantia da sociedade, de que os presos ficarão lá dentro, cumprindo as suas penas”, disse.
No sábado (12/8), dois funcionários da TV Globo – um jornalista e um assistente técnico – foram sequestrados. O auxiliar técnico foi libertado por volta das 22h30, perto da sede da TV, na zona sul de São Paulo. Os criminosos exigiram que ele levasse um vídeo para exibição na emissora. Se a exibição não fosse feita, o repórter seria morto. A exigência foi atendida na madrugada do domingo (13/8). No entanto, o jornalista ainda não foi solto.
No vídeo, um homem encapuzado reclamou de maus tratos nas cadeias e no RDD – Regime Disciplinar Diferenciado. Trechos do comunicado, segundo o advogado Paulo Gustavo Sampaio Andrade, editor do site Jus Navigandi, foi extraído de um parecer do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária do Ministério da Justiça. O trecho é o que expressa o argumento técnico contra o tratamento excepcional dado aos líderes do PCC.
Data venia, o RDD é uma atentado à Constituição, principalmente, ao artigo 5º, incisos II, XXXIX e XLVI.
Essa aberração nasceu aqui em S.Paulo exatamente para fazer frente ao PCC que surgia em 2001. Foi tão "eficiente" que esse grupo se fortaleceu e ainda deu origem a outros grupos menos conhecidos.
Posteriormente, baseado na resolução paulista, veio a Lei 10792/2003 (lei Beira-Mar), que consubstancia o atual RDD.
A solução já está na LEP, mormente nos artigos 5º e 6º, que pregam a separação dos presos conforme seus antecedentes, periculosidade, etc.
Insistir nesse instrumento é dar carta branca a autoridades incompetentes para aplicar sanções ao arrepio do Estado Democrático de Direito.
A OAB poderia editar o "Vigiar e Punir" e o livro do Beccaria e distribuir para operadores do direito que defendem sanções contra legem ou inconstitucionais.
Certos fascistas poderiam deixar de ler "Mein Kampf" e estudar a mossa realidade. Foi essa truculência fascista que levou S.Paulo para o caos da insegurança. Querem mais anarquia. Qual o proveito? E pior, são os primeiros que ficam escondidos em casa com medo da criatura que ajudaram a gestar. Pedem pena de morte, mas se escusam de entender do que estão falando.
E mais um detalhe: o Japão é território norte-americano, muito longe da nossa realidade. Para compararmos com esse país, precisamos ter o sistema educacional que eles têm. Querem a repressão de lá, mas não sugerem os pontos que trombam com os valores neoliberais.
Não há como buscar a ressocialização do indivíduo nos termos atuais. Não que esta não seja necessária, muito pelo contrário. Este é o escopo. Ou ao menos deveria ser.
O status quo somente pode ser controlado se as Instituições promoverem decisões jurídicas repressivas e preventivas. Infelizmente4, como nunca houve aplicação de decisões preventivas não há maneira de afastar as repressivas, de competência d o judiciário. No momento, uma sem outra não trará efetividade. Então, que se apliquem as duas, até que as decisões preventivas sejam expandidas a ponto de fazer-se cumprir a Constituição.
Mas não devemos nos preocupar com nada. Em breve teremos as eleições presidenciais e será possível reeditar o "choque de gestão", agora em âmbito nacional!!!
O teor da entrevista do atual presidente da OAB foi muito reduzido para bem avalia-lo. De qualquer forma, pareceu-me a primeira vista, extremado! E creio que a virtude está no meio e nunca nas extremidades. Por isso quero discordar dele, na forma veiculada.
Na verdade, o tema segurança é muito complexo e demanda cuidado de quem dele venha a tratar.
A questão foi muito descurada pelos mandatários populares, em especial dos executivos brasileiros. Situação que perdura há muitos anos.
A partir da reconstitucionalização do país só se legislou. Esqueceram de destinar recursos as polícias estaduais. E ainda de reequipa-las, em termos humanos e materiais.
Por isso tudo, as coisas não funcionam a contento. E os policiais em geral não podem pagar o pato sozinhos.Os políticos que exerceram os governos estaduais e até o federal, ora dispountando as eleições, devem ser chamados as falas.
Acho até, que com o pouco que tem, as polícias fazem bastante!
Aproveitando a época eleitoral, a OAB nacional deve cobrar dos atuais candidatos aquilo que não fizeram ou deixaram de fazer. Será uma boa contribuição para a área da segurança pública e virá em favor da população em geral. Que no fim é sempre prejudicada! Pois paga a conta e não recebe o que lhe é devido...
Meu Santo Deus, quantas barbaridades!
É, meus caros amigos Luismar, Caiçara e Sander, a coisa está braba!
Muito certo quem disse, esta lei foi feita para terroristas por ex-terroristas.
Um dos primeiros atos do infaustuoso ex secretário da "justiça" do Governo Montoro, José Carlos DIas, foi acabar com o DOPS, exclusivamente por revanchismo esquerdista ("esquerdismo, doença infantil do comunismo" é o nome de uma obra de V.Lenin).
Resultado, ficou privada a polícia e assim, toda a população, do ÚNICO órgão capaz de fazer inteligência policial, especializado que era, desde a década de 20. E nem se mencione a "faz-me rir" ABin e nem a Polícia Federal, filha bastarda da Polícia Civil de São Paulo (até as décadas de 60/70, a TERCEIRA MELHOR POLÍCIA DO MUNDO, depois da Scotland Yard e do FBI).
E por aí fomos... O Sr. "picolezinho de chuchu" não faz leis, mormente a ridícula Lei de Execuções Penais e nem as interpreta (como a recente e brilhante decisão do Emmo. STJ de que a posse de celulares nos presídios não ocnsitui falta grave!!!!).
Os fatos estão aí, ao alcançe de todos, que existam opiniões como o professor (coitados dos seus alunos)Armando Prado, contrárias a esses fatos é que é abismante.
Aliás, falando no professor, acho oportuna a reprodução da carta abaixo, escrita por um professor de verdade em resposta a um artigo enviado por um seu aluno:
"Muito prezado Eder, Salve Maria.
Li o artigo que você me enviou sobre penas e crime.
Ele se insere na onda universal, insuflada pelos inimigos de Deus, no sentido de diminuir, e até de abolir, as penas para os que cometem crimes.
Para isto, o autor - muito tacanho -recorre as chavões costumeiros contra a Idade Média, dizendo e reproduzindo a opinião liberal sobre penas, como tendo respaldo na ciência jurídico penal, e nas estatísticas.
Tudo isso para concluir que o crime é fruto mais das condições econômico-sociais que gerariam a exclusão, do que de RESPONSABILIDADE PESSOAL.
Ora, tudo isso é absolutamente gratuito.
Para começar, tenho a certeza de que esse mesmo jornalista, antes de ir dormir, fecha janelas e portas de sua casa a chave, trinco e tranca. Liga o alarme, e paga o vigia noturno.
Que é isto senão vigiar ?
Quanto ao punir, ele, caso possa, resistirá a algum assaltante, ou pelo menos, chamará a polícia em seu socorro, logo que tenha uma oportunidade.
Isso é uma reação natural correspondente ao instinto de conservação ao direito de legítima defesa.
Mas, quando ele escreve, ele se esquece do que ele mesmo faz.
Dizer que vigiar e punir são conceitos "medievais" é desconhecer a História e desconhecer a realidade que nos cerca.
Que faz Israel, hoje, com os terroristas e homens-bomba?
Vigia e pune.
Alguém de juízo normal pediria que Israel não vigiasse, e que não punisse os autores dos atentados terroristas?
(Não estou aprovando as represálias terroristas de Israel, que são absurdas. Nem estou dando juízo sobre o problema palestino. Estou apenas argumentando a favor da vigilância e da punição de crimes).
Que faz a polícia em todo o mundo?
Vigia.
Que fazem os tribunais em todo o mundo?
Punem.
Disse eu "em todo o mundo". E já tenho que me corrigir.
Isso não é bem exato, pois que, no Brasil, se a polícia vigia e age, a mídia protesta.
E se algum criminoso bárbaro mata os próprios pais, logo a mídia arranja um psicólogo que dá entrevistas, explicando e, de certo modo, justificando o criminoso e o crime. Amaciando a reação e a indignação contra o crime hediondo.
O assassino, então, é logo apresentado como um desajustado psicologicamente, como vítima da miséria, da falta de educação etc. E, depois de ser ou inocentado, ou punido levemente, é entrevistado, adulado... e promovido.
Não foi o próprio Ministro da Justiça do Brasil que pediu a diminuição das penas para os autores de crimes hediondos, sob a alegação que não há mais espaço nas cadeias, e que isto obrigaria a soltar os criminosos?
Mas então, fechem-se os tribunais, para que não se punam os criminosos, já que as cadeias estão cheias.
Que absurdo !
Que "raciocínio" incrível esse do Ministro. E da Justiça!
Assim está o Brasil.
A impunidade é a lei.
Que punição tiveram os filhos de juízes que incendiaram o índio pataxó em Brasília ? (Crime que foi logo imitado, diga-se de passagem).
Que punição tiveram os estudantes que mataram um garçom a pancadas, no Espírito Santo?
E os que mataram o estudante chinês, num trote de calouros, na Faculdade de Medicina, em São Paulo?
Estão soltos, e dando entrevistas. E clinicando.
Que punição exemplar tiveram aqueles que mataram uma artista de TV a tesouradas ?
Receberam pena curta e estão soltos.
E famosos...
Que punição foi dada ao cearense que seqüestrou Abílio Diniz?
A esquerda eclesiástica, com Dom Paulo Evaristo Arns à frente, defendeu os seqüestradores, procurou fazer com que se lhes dessem penas brandas. Um dos seqüestradores punidos, cumpria pena no Ceará. Mas, logo lhe deram, liberdade condicional.
Agora, ele foi preso de novo com 9 kg de cocaína e armas.
Com armas! Imagine-se! Apesar da lei do desarmamento!
Como no Brasil se atrevem os ladrões e criminosos a não respeitar a lei do desarmamento?
A utopia sonha... Enquanto a realidade tem pesadelos!
Os utópicos sonham... Vivem no mundo da lua, enquanto no mundo real, os homens de carne e osso, são esfaqueados na sua carne viva, e quebrados em seus ossos concretos.
Quanto ao argumento de que a causa da criminalidade seria a falta de educação
escolar, ou a falta de condições econômicas, se deveria perguntar como então muitos de nossos políticos são conhecidos e reconhecidos corruptos, se têm muito dinheiro e são formados em Faculdades de Direito, ainda que de marca barbante? Instrução e status não lhes faltaram...
E será mesmo que basta ser doutor e ser rico para ser bonzinho?
Será mesmo que todo analfabeto e pobre tende ao crime?
Ora, isso é que é um escandaloso preconceito contra os pobres e a favor dos ricos e diplomados.
E o caso recente de uma moça, estudante de Direito, de família rica, que matou os pais?
Ela possuía um bom status social, estudava na PUC de São Paulo, - numa Universidade Católica! - não era excluída e, entretanto, matou os pais.
E nem falo do crime da Rua Cuba, - rua de bairro rico - crime que aconteceu numa noite de Natal. Esse crime não foi esclarecido, porque não se pensou na hipótese mais óbvia: foi o Papai Noel que, entrando pela chaminé, numa casa rica, matou marido e mulher. Na certa, era um Papai Noel "excluído"...
E o Promotor Público que matou a mulher grávida?
Ele foi condenado, mas...
E a punição?
Sentenciado, ele fugiu, e nunca mais foi encontrado.
Certamente foi culpa da sociedade...
É tão difícil encontrar um Promotor!
Onde está Igor?
Devia-se fazer um joguinho: "aonde está o Igor?"
A impunidade é total.
Dos crimes cometidos, uma ínfima parcela é investigada, e somente um muito pequeno número de assassinos são presos.
Dos que são presos, uma ínfima parcela é punida.
Dos que são punidos, a maioria é solta muito rapidamente, sob pretextos legais vários.
Logo, são postos na rua sob "liberdade condicional"... Isto é, para que possam
cometer novos crimes....
Condicionalmente.
O que não é uma consolação para as novas vítimas.
E os crimes bárbaros e atrozes cometidos na rebeliões da Febem e de presídios?
Quem investiga esses crimes?
Ninguém.
Quem os pune?
Ninguém.
Nas cadeias, há liberdade para matar, porque nem se investigam quem foram os culpados, e muito menos se os pune.
E como punir um assassino que já cometeu 15 homicídios e foi condenado a 375 anos de cadeia?
Dar-se-lhe-á um aumento de pena de mais 30 anos?
Cumprirá ele, então, 405 anos de prisão?
Claro que não.
Um famoso líder do crime organizado - no Brasil a única coisa que parece bem organizada é o crime - promoveu uma rebelião na qual ele fez massacrar seus rivais de tráfico e nada lhe aconteceu.
E se acontecesse? E se esse criminoso fosse processado e punido? Teria 200 anos de pena a cumprir.
Mas assim como no Brasil um litro não tem mil mililitros, assim 200 anos de cadeia neste país equivalem a 30... Teoricamente.
200=30.
É a matemática judicial brasileira.
Quando os 30(= 200), na prática, podem valer 6 anos de cadeia só.
Por bom comportamento...
O sistema penal brasileiro - com banho de sol, TV e telefone celular - é uma piada.
Que só a Mídia e certo pessoal da OAB e da CNBB levam a sério.
Afirma o articulista que a punição não diminui a criminalidade.
Com que base ele afirma isso?
Com base nenhuma.
Com base no palpite!
É puro palpite!
É chute.
Mas como somos os ex-campeões mundiais de futebol, o que vale no Brasil é o chute.
E palpite tem enorme importância na ciência nacional.
Não é no palpite que palpita a vida de muitos?
Não é isso que prova o jogo do bicho?
Caminhe-se pela ruas do Rio, e se verá o palpite dominando a vida, e proclamado
nos postes.
Nada como um bom palpite.
"Vai dar a brabuleta"! "Vai dar o 13!"
E o pais aposta num bom palpite, como aposta num candidato nas eleições.
"Vai dar a brabuleta...
Pois que é o palpite se não filho do subjetivismo filosófico?
O filho espúrio do achismo.
Se cada um tem a SUA verdade, porque o palpite não pode ser arvorado em
argumento?
Afinal, estamos no tempo bem moderno em que palpite é VERDADE para os intelectuais.
E os "intelectuais" - de poucas letras -são entrevistados como sumidades pela Mídia - de três letras - como se fossem oráculos da infinita Sabedoria...global.
Daí, nosso articulista, tratando das penalidades e da vigilância, se atreve a dar palpites com maior seriedade, como se fossem provas científicas.
Quando são apenas palpites.
"Vai dar brabuleta!", também em matéria de Direito penal.
Ora, aqui mesmo, neste país em que tudo vale, e que, por isso mesmo, nem a vida, nem a verdade, nem a justiça nada mais valem, aqui mesmo, onde os Bingos são proibidos e funcionam aberta e descaradamente, aqui mesmo se tem uma prova de que punindo, o crime diminui, sim.
A lei do cinto de segurança. - símbolo do garreotamento do povo e do enforcamento da liberdade individual - essa lei era desrespeitada por todo o mundo, ufanamente.
Pois era só uma lei. Sem punição. Pois não proclamou Getúlio de falecida memória: "A lei, ora a lei..."
Bastou, porém, aumentar a pena de multa pelo não uso do cinto de segurança, bastou tornar salgada a multa para essa simples irregularidade, e colocar fiscais de trânsito, faminta e participativamente "vigilantes da lei e da justiça", em cada esquina, que o povo todo se amarrou nos bancos dos automóveis.
"Tá loco! A multa é grossa!"
Logo, a punição favorece a obediência à lei.
Na Arábia, conta-se que as joalherias ficam abertas quando o dono vai almoçar. Ele deixa apenas uma vassoura atravessada na porta aberta da joalheria, enquanto ele vai comer tabule, e ninguém entra.
Por que será?
Por que será que na Arábia não dá... "a brabuleta"?
Será que todo esse respeito árabe pela propriedade alheia vem do fato de que, lá, todo mundo é instruído e rico como petroleiro?
Será que lá, na Arábia, só tem Ali Babá, e que aqui só tem os 40 ladrões?
Ah Se fossem só quarenta!...
Ou será que esse respeito às joalherias, na Arábia, mesmo de portas abertas, -
escancaradas como boca de banguela de um dente só (a vassoura atravessada na porta) - será que é porque, lá, os ladrões são punidos com a amputação da
mão esquerda, ao primeiro roubo, e com a amputação do pé no segundo roubo. E
com a amputação da cabeça, ao terceiro roubo?
Veja bem que não estou defendendo a pena bárbara da mutilação. Estou apenas argumentando que a punição séria diminui os crimes.
Prova de que a punição séria diminui os crimes é que em Paris, entre 1749 e 1789, quando havia cerca de 600.000 habitantes, houve apenas DOIS crimes de homicídio.
Você não me acredita!
Dois crimes em quarenta anos! É que garante o historiador Hugues de Monbas, no seu livro "La Police Parisienne sous Louis XVI" (Hachette, Paris, 1949, pp.221-222).
Eu tenho esse livro.
Eu o li.
Não estou jogando na "brabuleta". Pois não sou "intelectual" para dar palpite.
E na França do século XVIII, havia a pena de morte!
Vai ver que era por causa da pena de morte que havia tão poucos crimes na Paris de antes da Revolução Francesa, revolução filantrópica feita por "intelectuais" que eram contra a pena de morte. Que acreditavam em Rousseau e na bondade natural do homem. E que o homem não precisava nem ser vigiado nem punido com a morte caso cometesse crimes. Intelectuais que acabaram por inventar e aplicar a guilhotina nos católicos. Pois os católicos não tinham bondade natural.
Eram medievalistas e feudais.
Assim são os intelectuais...
Aqui, no Brasil, há mais assassinatos do que houve mortes em várias guerras. Aqui se matam dezenas de milhares de pessoas por ano. As estatísticas explodem. E nem todos os crimes são computados. Mas a pena de morte não pode ser estabelecida porque é "medieval".
Entretanto os "intelectuais" à lá esse bizarro semi-frei Betto - porque o semi-frei Betto se julga um "intelectual", afinal de contas escreveu LIVROS !!! Ele é editado em vários países - não se opõem ao fuzilamento no paredón de Fidel Castro. Paredón aplicado até a quem tenta fugir da liberdade e do plano "Comida Zero" do paraíso cubano.
Que se pede aos clamores, hoje, ao Estado? Que vigie melhor, e que puna mais.
E isso é o que povo quer.
Dizem que o povo é soberano e que governo deve fazer a vontade do povo.
Mas quando o povo praticamente inteiro clama, pede e grita pela pena de morte, os jornalistas na Mídia, os "intelectuais" nas cátedras universitárias, assim como os padres, nas festinhas, garantem que, nesse caso, o povo está "equivocado" e que ele deve ser "conscientizado".
O povo deve acreditar nos "intelectuais" de batina e sem batina. Ou de batina, só às vezes: vai dar a "brabuleta".
É só abrir mais Faculdades - essa praga comercial que vende diplomas em cada bairro - que vai dar a "brabuleta".
O povo devidamente alfabetizado e conscientizado fará que só dê a "brabuleta".
Tudo vai dar certo.
Não haverá mais crimes. Não será preciso mais ter guardas de segurança. Nem muito menos, de segurança para os guardas. Ou contra os guardas.
Só haverá Alis Babás.
Os quarenta ladrões serão aposentados e farão cursos de Educação Cívica. E só cuidarão de clubes da Terceira Idade (Onde organizarão inocentes bingos para
as velhinhas passarem o tempo).
Não há duvida, com a conscientização só vai dar a "brabuleta"
Entretanto, esses jornalistas,intelectuais e padres, de cerveja ou whisky na mão, aprovam o aborto, que nada mais é, do que a mesma pena de morte para quem não cometeu crime algum.
Aprovam a lei das células-tronco, contrabandeada na safra de soja.
Em nome da ciência. Para a quimérica cura de doenças hoje incuráveis.
Que bonzinhos!
Quanta caridade!
Herodes teria vergonha dessa incoerência cínica.
Estamos, hoje, num país das Arábias!
Antes fosse!
Pelo menos lá, no deserto, não se lêem artigos de jornalistas que bancam "intelectuais".
E no deserto não dá "brabuleta".
In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli."
É preciso falar muito mais?
AONDE ESTÃO OS HOMENS DE BEM DESTE PAÍS?!
É um absurdo ouvir pessoas que estão no comando de "Orgãos conhecidos" sairem falando barbaridades como se tivessem tratando de briga entre familiares. "Falta competência na Segurança Pública"... Acho que falta competência nas pessoas que abrem a boca para falarem besteiras como se estivessem em um palanque defendendo corruptos e corruptores como é o caso de Lula. O RDD serve para terroristas que é o caso do PCC e nunca foi utilizado para presos comuns, portanto chega de conversa fiada, tem certos delinquentes que só são bons quando existe a Pena de Morte. Este tipo de Líderes nunca conseguirão ser um simples assaltante, viciado, doente mental. Chega de falar besteiras...vamos falar de segurança pública regime sócio-educacional quando se tratar de outros tipos de crimes não com relação a terroristas, não vêem o exemplo de fora?!?!?! Temos que acabar com eles antes que eles criem raízes no próprio povo, não vêem os Estados Unidos e Israel, por um acaso vocês vêem ele falando de regime sócio educacional par terroristas?!?!? Chega de moleza com estes terroristas. À cada dia que passa você vê pessoas conhecidas, filósofos e dirigentes falando abóbrinhas com medo e prestando serviço a estes terroristas desviando a atenção da Realidade.
Estranho a OAB, criticar a falta de competência na segurança pública, esta instituição estava empenhada até a poucos dias em promover um golpe de estado no Brasil. Não são os advogados filiados à OAB os principais suspeitos de transmitir as ordens do PCC dos presidios para os bandidos soltos? os governos que facilitaram o surgimento do pcc em São Paulo não são do mesmo partido que que junto com OAB, estava conspirando contra o governo eleito democraticamente? Será que a OAB não está se olhando no espelho ?
Contra fatos não há argumentos:
Segundo o último relatório da ONU a respeito da matéria, a PM de SP é a polícia que "mais mata em serviço no mundo" (observe-se que foram computadas apenas as mortes "assumidas" pela própria polícia, com exceção das velhas histórias de "encontro de cadáveres", "mortes por brigas entre quadrilhas rivais", etc).
Logo, conclui-se que, se truculência policial resolvesse o problema, viveríamos num verdadeiro "paraíso tropical"...
Mas o que mais impressiona não é ver um Secretário de Segurança (?) Pública (nomeado por um iluminado picolézinho de chuchu que quer comandar o país para extender o exemplo de segurança pública paulista a todo o território nacional) acreditar que a truculência resolva alguma coisa (como ele mesmo fez com o dono do restaurante que "ousou" dirigir-lhe a palavra)...
O mais impressionante é constatar que o Ilustre Secretário tem, entre seus discípulos, vários profissionais do direito, que vivem repetindo o velho e inútil discurso do aumento da truculência estatal como forma milagrosa de se estancar o problema social da violência.
É como se porrada e bala fossem amedrontar os bandidos, quando todos nós sabemos que, infizmente, os bandidos não temem nada disso.
Mas como esperar que as pessoas entendam que violência gera violência é esperar muito em uma republiqueta das bananas subdesenvolvida como a nossa, vamos à guerra (como, inclusive, conclamou o PCC em seu último "comunicado" divulgado pela Globo)!
E salve-se quem puder (estou me referindo a nós, cidadãos comuns, pois o Ilustre Secretário de Segurança (?) certamente anda em carro blindado e cercado de seguranças armados)!
Esta é, data vênia, a minha opinião.
Um grande abraço a todos.
Sr. Helvécio: a OAB jamais esteve envolvida com qualquer "golpe de estado". Quanto a advogados acusados de "transmitir ordens" : qualquer advogado é obrigado a inscrever-se na OAB por força de lei. Os advogados a que o sr. se refere já foram suspensos da OAB, que não protege criminosos. A OAB não está, nunca esteve e nem jamais estará vinculada a qualquer partido politico. Advogados, assim como os economistas, podem filiar-se a partidos. Não se pode confundie o advogado com o seu cliente, nem as exceções com a regra. Conforme as estatísticas da OAB, menos de 1% (um por ceno) são os advogados que deixam de observar regras éticas. Suas observações estão, pois, totalmente equivocadas. Há criminosos em todas as profissões, inclusive na sua, pois a história policial do país registra vários golpes dados por economistas. São também exceções. Qualquer generalização é injusta.
Infelizmente, o maior responsável pelo descalabro na segurança pública do Estado de São Paulo é o governo do PSDB, que nos últimos doze anos propiciou o surgimento e desenvolvimento da organização que hoje aterroriza São Paulo e já em expansão para outros estados. Pagando o pior salário do país aos seus policiais civis e militares gerou as condições para que a corrupção passasse a suplementar os salários dos policiais, bem como a utilização desses mesmos policiais em empresas de seguranças ou nas funções de seguranças de empresas de jogos e diversões, facilitando o relacionamento com as máfias organizadas. Deve-se ressaltar que a maior quantidade de morte de policiais ocorrem nesses ambientes e não no exercício das legítimas funções. Enquanto o governo do estado de São Paulo não criar vergonha e rever sua política de recursos humanos, tenho pena dos cidadãos paulistas, particularmente dos paulistanos.
Eu sou brasileira,fotografa, mãe e moro na Alemanha a 3 anos. Neste periodo, eu percebi a grande diferença que é morar em um País que as leis são respeitadas e atuadas com atitudes ativas e não passivas. Assisti a uma Copa do Mundo sem transtornos e tumultos. A Policia Alemã exercia o seu dever de proteger o cidadão.
Eu tenho:ruas limpas, calçadas, esgoto, luz em casa e ruas iluminadas todos os dias(quando eu morava em São Paulo eventualmente ficavamos sem Luz) .Os meus filhos vão para ótimas escolas públicas, os livros são doados pela escola, os alunos tem o dever de entregar os livros limpos e encapados para a escola para que outro aluno no proximo periodo utilize. O custo com material escolar é pequeno. Os meus filhos podem ir andando para a escola, pois não existe o perigo de serem assaltos ou outra violencia.
Me sinto em segurança quando saio da minha casa e quando estou dentro da minha casa.
O que eu gostaria é de recomendar para a policia brasileira e para as pessoas do poder no Brasil, assistir o filme:
"O SENHOR DAS MOSCAS" WILLIAM GOLDING.
O Homem não pode ser tratado como um bicho sem alma, mesmo os animais irracionais possuem alma, pois eles podem nos amar incondicionalmente.
O que está ocorrendo com as prisões brasileiras é um saldo de um passado esquecido de valorizar o SER HUMANO.
Não se conserta matando e batendo se conserta dando escola, cultura e uma profissão.
Como eu posso educar os meus filhos batendo, eles irão aprender como me bater melhor. É a lei da ação e reação.
Eu achei interessante a entrevista publicada no boletim Consultor Juridico com o mestre alemão Peter Häberle:
“As grandes decisões, a exemplar revalorização do direito processual constitucional, os votos de alto nível de ministros, o manejo das petições do amicus curiae: tudo isto torna o Supremo Tribunal Federal (também graças ao controle concreto de constitucionalidade) um ‘tribunal do cidadão’ par excellence.” A constatação é do professor alemão Peter Häberle, um dos grandes nomes internacionais do Direito, ao relatar suas impressões sobre o Brasil.
Como pode ser um tribunal do cidadão? se o cidadão brasileiro esta sendo esquecido das suas necessidades básicas.
Como eu posso me orgulhar de ser brasileira? Eu me orgulho das minhas raizes brasileiras, mas doi no meu coração brasileiro as mazelas do Brasil.
As noticias que saem na midia alemã são na sua maioria de violência.
Eu dirigia no Brasil há 20 anos e precisei fazer uma nova carteira de motorista na Alemanha, não somente porque as leis e regras do transito são diferentes, mas porque a minha carteira aqui não tem valor moral e ético. A pessoa da auto escola comentou que no Brasil é tudo permissivo eu precisava aprender a dirigir novamente, naturalmente que eu não concordei com tamanha ignorancia e expliquei um pouco que para umpais de 180 milhões de pessoas é mais dificil administrar queum pais de 82 milhões de pessoas como a Alemanha e que cada País tem a sua história. O objetivo de mencionar este fato é para ratificar como o alemão vê o Brasil.
Um abraço de uma brasileira que ainda acredita no BRASIL.
Angélica Müller
A incompetencia é de berço e genetica. Falta competencia a toda familia Juridica. Do legislativo as supremas cortes, é um caos VERGONHOSO. Portanto nada de cular os familiares individualmente. Arregassem as mangas, limpem as mãos do sistema e TRABALHEM.
o desmonte da Polícia Civil de São Paulo começou ainda no final do governo militar pelo tristemente celébre governo Maluf. Houve um verdadeiro "loteamento" dos cargos de planejamento e gestão, por policiasi desonestos e, pior, INCOMPETENTES, gente que nunca prendeu ninguém na vida. O curso de investigador foi reduzido ao mínimo, com o "caboclo" saindo da academia, com pouco mais de 60 dias de treino e após ter dado 12 tiros de revólver!
A Polícia MIlitar, na sua eterna competição e ciumeiras para com a Polícia Cívil, aproveitou-se deste quadro para reforçar as suas posições e exigir aumento de poder (neste contexto é que foram extintas as rondas distritais e outras da Polícia Civil, como a RONE, que eram responsáveis pela "espinha dorsal" da prevenção da criminalidade).
Daí para a frente foi uma descida só. O governo Montoro foi extremamente equivocado no quesito. Permitiu a boçalidade esquerdista/revanchista do seu secretário Luiz Carlos Dias da extinção do DOPS e da retirada forçada dos seus arquivos para a Polícia Federal, foi inaugurou a complacência governamental com "movimentos sociais" (e a sua subseqüente desmoralização), com o episódio da derrubada das cercas do Palácio dos Bandeirantes, etc.
Agora, vamos devagar também. Repito: o Governador Alckmin, em que pese a sua "herança maldita" na segurança pública NÃO EDITA LEIS (como a imbecil e pretensiosa Lei das Execuções Penais) e nem as INTERPRETA (como no casos dos seguidos benefícis concedidos aos marginais pelo Judiciário).
Então vamos com um pouco mais de calma no linchamento furioso de Alckmin, de longe, o melhor candidato entre os que estão aí. É só raciocinar um pouco.
O picolézinho-numerário de chuchu, em cujo "governo" o PCC nasceu e se tornou o que é hoje, bem que poderia ser colocado - a título de "estágio" - no RDD, juntamente com o Marcola, pra ver se aprende como "administrar" alguma coisa!
O resto é conversa de inconformados com o crescimento do Lulinha, em cuja reeleição o povo parece já ter oPTado.
Enquanto não houver preocupação dos governantes com o escopo para o qual foram eleitos estaremos fadados a afundar nesse lodaçal sem fim.
A nossa polícia está de mãos atadas. É mal remunerada, mal equipada, mal treinada. E responsável por nossa segurança. Não merece ela nosso total apoio? Não simplesmente moral, do tipo: vamos lá, enfrente os bandidos que nós aplaudiremos. Merece sim nosso apoio cobrando dos governantes tudo aquilo que à ela falta.
E os governantes devem se preocupar com cada um de nós. Sim, com todos. Ainda que haja contra-argumentos dizendo que os deliquentes não merecem qualquer zelo, por conta das atrocidades por eles cometidas, é imprescindível buscar não somente a sanção, mas a causa da criminalidade.
Aduzir que a desigualdade social não é uma dessas causas, talvez a mais forte, é sofismar de forma insana o que é revelado com clareza solar. Creio que somente quem provém de berço de ouro não consegue entender qual a revolta daqueles menos favorecidos quando ouvem que há quem pague fortunas em restaurantes de padrão europeu enquanto um filho passa fome.
E, por favor, não interpretem como afronta ao capitalismo ou ranço bolchevique as presentes afirmações, eis que não não se confunde sociologia com socialismo. Ademais, não critico quem tenha ou até esbanje seu dinheiro, desde que conquistado à custa de sua labuta e não por exploração alheia, o que, na sua grande maioria, não ocorre no Brasil. Infelizmente. A quem pense antitéticamente, transite com a refutação: temos uma das piores distribuições de renda do mundo.
Temos à beira da estrada nossas crianças prostituídas em troca de comida! Mas, quem disse que isso gera revolta a todos? Claro que não. Há quem se aproveite disso para fazer os programas. E porque assim procedem? Deve ser por conta da insúperável educação proporcionada pelo governo, que preza pela elevação da consciência cívica, arraigada nos princípios de moral e ética.
Portanto, não há neste momento outra forma senão a de aplicar as duas vertentes de decisões jurídicas, quais sejam, a repressiva e a preventiva.
Resta claro que a punição, por mais que seja aplicada, não tem condições ser feita efetivamente, eis que não se propaga na mesma proporção em que o faz a criminalidade. E, ainda que o fizesse, não atacaria a causa da criminalidade e assim não será eficaz. Somente aplicando as decisões preventivas é que se chegará ao cerne da criminalidade.
Em um país justo, em que o combate e erradicação da pobreza não se limite ao que se rascunha em sua Carta Política a criminalidade definhará. E, ainda que não acabe, não encontrará reflexos, tentativas de justificativas e adendos, cabendo a infratores, em menor quantidade, a aplicação da sanção correspondente.
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