O Ministério Público Federal em Mato Grosso ofereceu denúncia contra mais nove ex-deputados federais, 49 assessores parlamentares e um servidor público do Ministério da Saúde por fraude a licitações para a compra de ambulâncias. O esquema foi descoberto na Operação Sanguessuga.
Agora há 19 ex-parlamentares, 79 assessores parlamentares e cinco funcionários do Ministério da Saúde acusados de envolvimento na chamada máfia das ambulâncias.
De acordo com o MPF, a organização criminosa atuou em 26 estados para cometer crimes contra a Administração Pública, de lavagem de dinheiro e de fraude a licitações para a compra de unidades móveis de saúde, ônibus de transporte escolar, veículos de inclusão digital e equipamentos médico-hospitalares.
Estima-se que nos últimos cinco anos o grupo tenha movimentado recursos públicos federais em quantia bem superior a R$ 110 mil. Parte desse dinheiro foi utilizada para o pagamento de vantagens ilícitas a senadores, deputados federais, servidores públicos e lobistas ligados ao esquema.
O caso começou a ser investigado pela Procuradoria da República em Mato Grosso no ano de 2002. A partir de então, com a cooperação da Secretaria da Receita Federal e da Polícia Federal, passaram a ser reunidas as provas que fundamentaram a expedição dos cerca de 50 mandados de prisão, busca e apreensão e seqüestro de bens que foram cumpridos em maio deste ano.
A nova denúncia resultou do aprofundamento das investigações, especialmente com base na instrução dos processos já instaurados pelo juiz da 2ª Vara Federal de Cuiabá.
Lista dos novos denunciados:
Ex-deputados federais:
1. Cleuber Brandão Carneiro;
2. Eber Silva;
3. Emerson Kapaz;
4. Gessivaldo Isaías de Carvalho Silva;
5. José Aleksandro da Silva;
6. Luis Eduardo Almeida de Oliveira;
7. Matusael do Nascimento;
8. Nair Maria Xavier Nunes Oliveira Lôbo;
9. Paulo César Marques de Velasco;
Assessores parlamentares:
10. Alessandro Rezende Gonçalves;
11. Ana Terezinha Maforte Ferreira;
12. Anderson Luis Brusamarello;
13. André Sangali de Souza;
14. Andrey Batista Monteiro de Morais;
15. Antônio Carlos Machado;
16. Artur Paulo dos Santos Matos;
17. Danielle Surrage Bueno Pires;
18. Divaldo Martins Soares Júnior;
19. Edna Gonçalves Souza Inamine;
20. Edson Siqueira Menezes;
21. Elizângela Patrícia Furtado Lima;
22. Fábio Pereira da Silva;
23. Flávio Luiz Santos da Silva;
24. Franciso Jalcy Xavier Moreira;
25. Gizelle Cunha de Carvalho;
26. Inaldo José Santos Silva Ferreira de Araújo;
27. Iomar de Oliveira Tavares Filho;
28. Izildinha Alarcon Linares;
29. Jackson Pires Castro;
30. Jamil Félix Naglis Neto;
31. José Luiz Batistello;
32. Jussara Siqueira de Almeida;
33. Lara de Araújo Amorim;
34. Lázaro Martins Ramos Filho;
35. Leozir Bueno Meiga;
36. Lira José Duarte Fernandes;
37. Luciana de Andrade;
38. Luiz Marques Santos;
39. Manoel Gaia Farias;
40. Márcia Barifaldi Hirs;
41. Marcos Aurélio de Brito Duarte;
42. Marilene Maria da Silva;
43. Orlando Gervásio de Deus;
44. Patrícia Pereira Ribeiro;
45. Paulo Roberto de Oliveira Corrêa;
46. Raimundo Nonato Franco da Silva;
47. Raimundo Torres da Costa Filho;
48. Ranier de Oliveira Souza;
49. Ricardo Jardim do Amaral Mello;
50. Robson Rabelo de Almeida;
51. Rogério Corrêa Jansen;
52. Suely Almeida Bezerra;
53. Tereza Norma Rolim Félix;
54. Valdecir Alves Frois;
55. Vera Lúcia Pinto;
56. Weliton Brito David Carvalho;
57. Wylerson Moreira de Costa;
58. Zélia Maria Barbosa Henriques;
Servidor público do Ministério da Saúde:
59. Roberto Gonçalves.

Por mais sanguessugas que se condene, se não forem eliminadas as "emendas parlamentares" ao orçamento, as fraudes vão continuar.
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