Veja se livra de dar direito resposta à Rede Bandeirantes

O Tribunal de Justiça de São Paulo suspendeu a decisão que obrigava a revista Veja a publicar direito de resposta do Grupo Bandeirantes. A decisão é do desembargador Ribeiro da Silva. Cabe recurso.

O desembargador destacou que a Bandeirantes não apresentou as provas necessárias que justificassem a publicação do direito de resposta. Já a alegação do grupo Band foi a de que a Veja, especialmente o colunista Diogo Mainardi, encabeçou uma campanha para denegrir a imagem do grupo e atingir a honra pessoal dos diretores.

A briga começou depois que Mainardi publicou em várias edições da revista Veja um suposto favorecimento do governo federal ao Grupo Bandeirantes por meio de contratos de publicidade oficial com a Play TV, do grupo Band, comandada pelo filho do presidente da República.

A Band afirma que desde que inaugurou a PlayTv, concorrente da MTV, pertencente ao Grupo Abril, que também publica Veja, a revista iniciou uma “série orquestrada de ataques mentirosos, deturpação de fatos, acusações levianas e desabonadoras” contra o grupo.

A mira de Mainardi focou a Rede 21 em razão do contrato com a Gamecorp — empresa da qual Fábio Luís Lula da Silva Filho, filho do presidente Lula, é acionista. O conteúdo da Gamecorp foi adquirido pela Rede 21, que mudou o nome fantasia para Play TV.

Em uma de suas mais recentes colunas, Mainardi afirmou que depois do contrato da empresa do filho de Lula com a Rede 21, o Grupo Band passou a receber mais publicidade de estatais. De acordo com o colunista, Lula dá dinheiro à Bandeirantes, “que deu um canal ao filho de Lula”.

Ao conceder direito de resposta à Rede 21, a primeira instância destacou verbete do Manual de Redação e Estilo do jornal O Estado de S.Paulo: “Nunca atribua um crime a alguém, a menos que a pessoa tenha sido presa em flagrante (e não haja dúvidas a respeito da sua culpa ou confessado ato). Mesmo que seja a polícia quem faça a acusação, recomenda-se cautela para que o jornal, involuntariamente, não difunda uma versão que se possa demonstrar equivocada ou inverídica”.

Já para o Tribunal de Justiça paulista não houve provas que justificassem o direito de resposta.

Os advogados que representam a Editora Abril, Lourival J. Santos e Alexandre Fidalgo, do escritório Lourival J. Santos Advogados, afirmam que houve exageros na decisão inicial que exigia a publicação da resposta da Band.

“A decisão do desembargador Ribeiro da Silva privilegiou a liberdade de expressão de crítica, sobretudo quando se refere a assunto de interesse público, e considerou, também, sem fundamento as manifestações da Rede Bandeirantes”, destacou Alexandre Fidalgo.

Frankil disse:
08 de dezembro de 2006 às 20:00

De novo essa "revista"?! Coitado de alguns brasileiros que ainda perdem o seu precioso tempo lendo essa "revista".

Luismar disse:
08 de dezembro de 2006 às 21:25

A Veja é um contraponto às publicações jabazeiras pró-governo, viciadas em publicidade oficial da União e estatais federais (e vice-versa). E a Band que responda em seu próprio espaço já que deve explicações a seus telespectadores.

Neli disse:
08 de dezembro de 2006 às 22:43

Não entro no mérito pq não sei da história!
Só não entendi ainda o motivo de todos se calarem quanto ao aporte financeiro do Grupo Telemar na empresa do filho do Lulla.
A Telemar tem participações do BNDES e da Previ(se não for essa outra previdência de alguma estatal),e ainda recebe aumento tarifário do governo federal(via contrato,por óbvio),sendo o filho do Lulla filho do Presidente da República,a meu ver isso contraria o Princípio da Moralidade esculpido na Lei Fundamental da Nação.
Deveria,os órgãos investigatórios,apurar com toda sobriedade.

Mais: a dona Lu Alkmim,mulher do candidato da oposição,ganhou 4,40 ou 400 vestidos de um costureiro PARTICULAR,que não tem participação alguma governamental,nem de modo indireto,contrato estatal e fizeram um escândalo,apuraram ...
Então,alguém que faça um contrato com uma Concessionária de Serviço Público,sendo filho do presidente da República,não estaria a merecer uma maior investigação???

E,também deveria ser investigado eventuais aportes de publicidade governamental no Canal 21(a única coisa que lamento,particularmente foi a retirada do filme A Jornada nas Estrelas que essa TV apresentava antes do filho do lulla).Se há a proporcionalidade entre a audiência e o recebimento da propaganda.

Aliás, deveria ser retirado o câncer da propaganda governamental (estado/união e municípios):um absurdo gastar indevidamente(e mal),tanto dinheiro público.Se a mídia não consegue sobreviver sem aporte de propagandas governamentasi,que feche,que vá fazer outra coisa na vida.
As propagandas governamentais deveriam ensinar à população,por exemplo: a não jogar lixos nas ruas,a respeitar o semáfaro,etc,isto é, propagandas para ensinar a população, entretanto essas propagandas,gasta um colossal dinheiro público...e todos se calam!
Como também todos se calam quanto às propagandas de bebidas alcoólicas diuturnamente nos rádios e tvs.
A propaganda do cigarro foi banida,mas a da bebida,que causa muito mais mal à sociedade,continua,tudo sob o silêncio obsequiso de cúmplices que deixarão para as próximas gerações um País de alcoólatras!
Ressalto,finalmente,que o cigarro não causa alteração psicológica ao fumante e a inocente cervejinha sim!

Se alguém fumar e depois for dirigir nada ocorre ao passo que se tomar uma inocente cerveja...

Armando do Prado disse:
08 de dezembro de 2006 às 23:27

Extraordinário que a juventude, vide estudantes abaixo, percebam a diferença entre mídia esclerosada e imprensa para informar. Essa juventude deveria servir como referência a alguns "velhos" carcomidos que insistem em defender "veja", mainardi, jabor et caterva.

Luiz Augusto Mendes disse:
09 de dezembro de 2006 às 00:27

O colega Luismar sintetizou perfeitamente a questão em uma única palavra: jabá. Certos veículos se venderam. Até uma criança consegue relacionar a linha editorial de defesa do indefensável com o farto aumento de propaganda governamental. E o pior é que ainda posam de isentos. É o cúmulo da decadência moral. Lamentável.

Bira disse:
09 de dezembro de 2006 às 09:32

Concorrência a parte, o grupo Abril tem razão em chiar pelo histórico do concorrente, crescendo a base de dinheiro público, segundo a revista Veja.
Seria isto um capitulo da democratização da midia?
Se for assim, eu também quero dinheiro publico para meu projeto e já aviso que não tenho costas quentes, mas invoco o direito a cota.

jorgecarrero disse:
09 de dezembro de 2006 às 11:16

Ponto para a luta a favor da ética, da honestidade de propósitos, ao bem comum.

Os abduzidos, esclerosados e tontos simpatizantes-cúmplices do (des)governo lamacento e fétido, vociferam contra uma revista que faz o que muitas outras deixaram de ser: imparciais. Só não pode ser imparcial com a safadez e a roubalheira escancarada.

Voltem para os pântanos, sapos!

Viva Veja! Viva Mainardi! Pontaço!!!

Rômulo Salomão disse:
09 de dezembro de 2006 às 16:35

Triste daqueles que elegem como instrumento de informação a semanal Veja, uma publicação sempre comprometida com os interesses das minorias dominantes, sejam eles políticos ou econômicos...

Robespierre disse:
10 de dezembro de 2006 às 03:16

...carrero: heil!

Robespierre disse:
10 de dezembro de 2006 às 03:17

carrero: anauê!

canzan disse:
11 de dezembro de 2006 às 08:59

Não se trava aqui uma discussão sobre a retidão das informações publicadas, mas entre oposicionistas e lulistas.

Ok. A Veja é tendenciosa. Ok. É preciso que seja lido com espírito crítico.

Contudo, a pergunta é outra: a Band passou a receber mais do Lula depois de absorver o Lulinha, ou não????

Se recebeu mais, a Veja não fez nada além de descrever um fato. Até porque, em tempos lulistas, não é preciso da PF para descobrir que houve crime ou imoralidade.

Na verdade, se a PF entrar no caso acabaremos por descobrir que vivemos na matrix... na matrix do "neo" petista...

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