Minoritários da Transbrasil têm contas bloqueadas

Antigos diretores da finada empresa aérea Transbrasil tiveram suas contas bloqueadas para garantir o pagamento de direitos trabalhistas de ex-empregados da empresa. O detalhe é que estes ex-diretores são hoje acionistas minoritários com participação ínfima na empresa.

Uma das inúmeras ações trabalhistas apresentadas contra a Transbrasil atingiu o valor recorde de R$ 25 milhões. Entre os que tiveram suas contas bloqueadas estão Walter Fontana, atual presidente da Sadia, cuja participaõa na empresa se resume a 0,012%. Outro nome conhecido é o de Osório Henrique Furlan, vice-presidente da Transbrasil de 1964 a 1975 e atual integrante da diretoria da Sadia. Ele é pai do ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luis Fernando Furlan.

O bloqueio atinge centenas de acionistas minoritários que se sentem injustiçados pela medida. Além de não terem controle algum sobre a administração da empresa, dizem que muitas das demandas trabalhistas correram à revelia, sem que a gestão então controlada por Celso Cipriani apresentasse defesa. Com informações da coluna de Mônica Bergamo da Folha de S. Paulo.

veritas disse:
16 de dezembro de 2006 às 00:05

Veja a justiça tarda mas não falha milhares de trabalhadores da empresa foram demitidos sem nada receber , demorou mas justiça esta sendo feita. Mal posso esperar esse vento soprando nos trabalhadores vitimas da recuperação da varig se nao me engano ainda tem uma fundação não é ?
Deveriam colocar o número do processo para saborearmos essa decisão.

Michael Crichton disse:
16 de dezembro de 2006 às 01:12

Também li a notícia na Folha e fiquei sem entender: os acionistas em questão também foram administradores? Se não foram, ocorre um absurdo gigantesco. Um acionista não pode ser responsabilizado além de suas ações. Considerando que alguns podem ter sido diretores há coisa de trinta anos, ainda assim é absurdo. Não possuem qualquer relação com a empresa e sua ruína. Isso é coisa que as instâncias superiores vão rever.

veritas disse:
16 de dezembro de 2006 às 09:45

Absurdo é manter funcionario em uma concessionaria de serviços publicos sem receber salario isso sim um absurdo !!!! Muito bem decidido.
Nos ultimos 5 anos tres empresas aereas concessionarias de serviços publicos demitiram milhares de trabalhadores que nada receberam, é necessario dar um basta nisso !!!
Parabens , em fim justiça. Fico triste em nao saber o numero do processo para saborear a decisão.

João Bosco Ferrara disse:
16 de dezembro de 2006 às 22:07

O direito está mesmo de ponta cabeça!!!

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