Repórter nega acusação de envolvimento com máfia

O jornalista José Messias Xavier, da Rede Globo, apontado pela Polícia Federal como um dos envolvidos com a máfia dos caça-níqueis, negou as acusações. Ele é acusado de repassar informações sigilosas das Polícias Federal e Civil para a máfia em troca de dinheiro.

O Ministério Público Federal pediu a prisão de 43 pessoas preventivamente. A Justiça negou 24 pedidos, entre eles o de Xavier. As informações são do site Terra

De acordo com o jornalista, as ligações telefônicas monitoradas que indicam seu contato com a máfia somente serviam para apurar informações sobre casos que justifiquem reportagens. Ele negou as acusações e disse que colocará seu sigilo bancário e telefônico à disposição das investigações.

A Rede Globo divulgou uma nota oficial sobre a acusação da Polícia Federal contra o jornalista.

Leia a íntegra da nota:

A TV Globo confia em todos os seus funcionários e só se manifestará sobre o caso após o desenrolar das investigações. O jornalilsta José Messias Xavier vinha, de fato, trabalhando em reportagem sobre a ação da máfia dos caça-níqueis. Depois das denúncias, José Messias pediu licença de suas funções para que possa se dedicar à sua defesa e provar sua inocência, decisão com a qual a TV Globo concordou.

Embira disse:
18 de dezembro de 2006 às 10:27

A gente ouve falar em “máfia dos caça-níqueis” e fica com a impressão de que o jogo é proibido no Brasil. Caça-níqueis é coisa de máfia? Não é o que parece. Qualquer bar, padaria ou lanchonete que se preze costuma ter, ao menos, uma maquininha caça-níqueis, quando não, também, um bicheiro sentado no banquinho lá do fundo, coletando apostas. O jogo, diga-se de passagem, gera emprego e renda para muita gente. Se, de uma hora para outra, resolverem fechar os bingos, muita gente ficará desempregada. Por outro lado, enquanto existir jogo por aí a porta estará aberta para o envolvimento de agentes do Estado em ilícitos e, como temos visto, formação de quadrilhas que praticam outros tipos de crime. O Congresso, se não estivesse tão preocupado com os próprios subsídios, poderia posicionar-se a respeito da questão: o jogo deve ser proibido ou liberado? Isso vale, também, para os cassinos, já que jogo não é só coisa de pobre.

Ruberval, de Apiacás, MT disse:
18 de dezembro de 2006 às 11:02

Caça-níqueis são os deputados federais e senadores que aumentaram seus próprios salários. E o TSE falou que eles são nossos empregados. Bando de pilantras, inúteis e demagogos.

Paulo Monteiro disse:
18 de dezembro de 2006 às 11:06

Sim, caça-níqueis são proibidos no Brasil e a maioria dos bingos opera com base em normas precaríssimas, quando não em liminares.

olhovivo disse:
18 de dezembro de 2006 às 12:06

Essas operações-espetáculo levam de rondão muita gente inocente à execração pública, pois se baseam exclusivamente em grampos telefônicos para impingir a qualquer um o rótulo de organização criminosa. Basta ter tido contatos telefônicos com um (suposto) membro da "organização". Pelo menos a partir de agora os repórteres deveriam ter mais cautela em acreditar na seriedade das imputações a terceiros e lançar seus nomes na lama, pois um dia a vítima pode ser você.

Richard Smith disse:
19 de dezembro de 2006 às 14:16

É Olhovivo, gravações como a do mané dizendo ao Silvio Maciel Carvalho, adevogado dos bicheiros e "caçaniqueiros" que pergunta-lhe se vai ter "presente" (informações exclusivas):

- Sim. Você vai gostar. Amanhã, quando você entregar o MEU presente, também vou entregar o meu presente para você!

Ou ainda a pérola:

- Não vai dar em nada. A Federal se recolheu. Eu falei para o delegado para não entrar na justiça estadual [do Rio]. Todo mndo é vendido, a promotora e o juiz são vendidos. Deu prisão, busca e apreensão, mas não vão nem prender e nem apreender nada. É um bando de vendido (sic), não vai dar em nada.

Cagaram a operação feita pela federal.

E tudo isso por "mihrreal"! Pelo menos um pouco melhor do que aquele safado da Câmara, que entregou aos "adevogados" do PCC por "duzenthorreal", não é?

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