Uma juíza apaixonada e ressentida adotou uma atitude nada comum. Mandou grampear o telefone do seu ex-namorado, um advogado de Cananéia, no litoral paulista, onde ela julgava e ele morava. Não satisfeita e provavelmente movida pelo desejo de vingança, logo depois condenou e mandou para a cadeia o pai do ex-namorado.
O nome da ciumenta de plantão é Carmen Silvia de Paula Camargo. Seu comportamento insólito gerou uma grande confusão na sessão do Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo que tratou da promoção de juízes em todo o estado. Seu nome estava na lista de promoções.
Poder e paixão
Dotada de poder e de grande paixão, a juíza, primeiro, mandou grampear o telefone do ex-namorado. Segundo o desembargador Elias Tâmbara, corregedor de Justiça na época, a companhia telefônica forneceu o grampo por 15 dias e, ao perceber que as coisas não se encaixavam num enquadramento mais jurídico, procurou a corregedoria para comunicar a ocorrência. “O ato de uma juíza que estava querendo vigiar à distância o namorado é incompatível com a atividade da magistratura”, desabafou Tâmbara na sessão do Órgão Especial que analisou sua promoção.
Não satisfeita em vigiar o ex-namorado, a juíza tentou vingar-se no ex-futuro sogro. Além de condenar o pai de seu ex-amor por porte ilegal de arma, impediu que ele recorresse da sentença em liberdade. A boa norma judicial ensina que, num caso assim, a juíza sequer poderia cuidar do caso. “Ela deveria se dar por impedida e não conduzir o processo”, avalia Tâmbara. Por isso a juíza responde a uma sindicância administrativa.
Responde a uma outra sindicância, acusada de indicar o nome de um advogado para defender dois rapazes de Campinas que foram presos em flagrante, em Cananéia, por porte de droga.
“Além destes episódios, a juíza respondia também por embriaguez e assédio sexual”, alertou o vice-presidente do TJ, desembargador Canguçu de Almeida. Com uma ficha como essa, a proposta de promoção da juíza só poderia dar em uma grande confusão. Foi o que aconteceu na reunião do Órgão Especial, desta quarta-feira (10/5), que acabou tornando pública sua história de amor e decisões desatinadas.
Procurada pela reportagem em seu local de trabalho, nesta quinta-feira, a juíza não foi encontrada.
Repercussão
A procuradora de Justiça de São Paulo Luiza Nagib Eluf, autora do livro A paixão no banco dos réus é uma especialista em questões que envolvem paixão e Justiça. Para ela, a paixão explica, mas não justifica desvios de conduta ou crimes. Mas no caso presente, ela considera mais grave a confusão que se faz entre o público e o privado, muito comum no Brasil e muito prejudicial à sociedade. “A pessoa tem de saber separar o privado e o público, principalmente pessoas que detêm poder e o exercem em nome do povo”, diz ela.
Para o advogado tributarista Raul Haidar, a história da juiza mostra que “o amor é mais cego que a Justiça”. O criminalista José Roberto Batochio também é compreensivo com as razões do coração, mas se preocupa com as questões da Justiça. “Nada de insólito no amor, e mesmo na paixão, ambos inseparáveis da contingência humana. O preocupante é a possibilidade – no caso apenas teórica já que se não conhecem as provas – de a jurisdição ser posta a serviço desses sentimentos, mais exatamente de suas inferiores decorrências”.
Batochio se preocupa igualmente com o uso indiscriminado da escuta telefônica. “Outra vez os famigerados e perigosos grampos como instrumento; praga da contemporaneidade! Telefonia houvesse em Veneza daqueles tempos e Yago teria induzido Otelo a grampear Desdemona, estejam certos…” Shirlei Horta, uma leitora da coluna Politica & Cia. do jornalista Ricardo Setti no site Nomínimo, fez um comentário que também remete mais a Shakespeare do que aos códigos jurídicos: “Se ela faz isso por amor, imaginem o que fará por ódio!”
O também criminalista Arnaldo Malheiros Filho mostra igual preocupação com o uso indevido e abusivo da escuta telefônica: “A expedição de ordens judiciais de grampo telefônico virou um festival. É raro ver pedido de interceptação indeferido. O prazo máximo legal não pegou e a exigência constitucional de fundamentação das decisões está, nessa matéria, com vigência suspensa pelos usos e costumes de muitas Cortes. Este é apenas um dos muitos abusos que se tem visto ultimamente”.
Conhecer o nome da juíza satisfaz à natural curiosidade humana, até mesmo a minha. Contudo, no fundo e à luz da ética, creio que o nome dela deveria ter sido omitido da notícia. Acho que isso deve fazer um mal muito grande à juíza, além do processo administrativo que responde.
Escrava do amor ou do desatino, certamente não viu limites para as suas ações.
Merece a reprimenda administrativa e não o escracho popular. Sugiro ao site Conjur que num gesto de compreensão e humanidade, exclua o nome dela da notícia, para tentar poupar-lhe, um pouco, de tudo o que está por sofrer.
Concordo com o colega, trata-se de caso inusitado, que chama atenção de qualquer um que entre neste site, mas o nome dela poderia ter sido omitido e até mesmo a Comarca, pois imaginem o resultado desta divulgação em uma cidade pequena onde todos se conhecem.
Concordo com os dois últimos comentários, entretando o mau já está feito...infelizmente
Reprimenda administrativa uma ova: interceptação telefônica ilegal, crime, abuso de autoridade, crime..prevariação, crime. Além de não ter sido punida, cogitava-se em sua promoção, quando, na verdade, se deveriam estar tomando as medidas para defenestrá-la do cargo...
Faço das palavras dos colegas as minhas, acredito que os dados deveriam estar sob sigilo. Ademais, é muito fácil julgar tal atitude na nobre juíza quando estamos de fora.
Não concordo com suas atitudes porém existe os meios próprios para solução da questão, sem que tenha que expor as pessoas e até mesmo a credibilidade da comarca em questão.
Vou ter que concordar com o Lord Tupiniquim, a "garota" já deveria ter levado o bilhete azul! Isso não deveria ficar só no processo administrativo não! Esse caso já era conhecido da sociedade forense da região, espero que um processo crime seja aberto logo (pela escuta ilegal/prevaricação/abuso de autoridade) e sejam apurados os fatos, por juízes de verdade.
Esta tá mais para manicômio do que para judiciário. Deve estar reclamando que entrou na vara errada. Desculpe o baixo nível.
Quem nunca errou por amor, que atire a primeira pedra.
Esse tipo de reportagem/fofoca não serve pra nada.
Enquanto uns fazem doideiras por amor outros o fazem por pura desconsideração pelo ser humano, visto que tirar o filho do pai trabalhador e honesto e entregá-lo a uma condenada por tráfico de drogas é impensável, uma Dra Juiza também condenou as agruras uma indefesa criança, por que sua mãmãezinha fingidamente chorava lágrimas de crocodilo em sua frente,claro que a lindinha saiu ganhando, na justiça de hoje os bem protegidos são eles e não nós....
Bem... a notícia é bizarra, semelhante aquela outra, da professora norte- americana que se relacionou sexualmente com dois adolescentes, seus alunos, e foi condenada a 8 anos de reclusão. A moça foi presa. Mas o nome da magistrada deveria ser mantido em sigilo. Nessa altura, sugiro que a moça intente ação cautelar impedindo a veiculação da notícia. Preservaria a Magistratura Paulista como um todo, digna de minha inteira confiança.
Otavio Augusto Rossi Vieira, 39
advogado criminal em São Paulo
O amor é mais cego que a Justiça. Também penso que o TJ poderia ter omitido o nome da Juíza. Mas, se não omitiu, não deve ser o jornalista que o esconderá.A imprensa nao cria fatos, apenas os divulga. Ainda que a Juiza tenha errado, é um ser humano que merece nosso respeito. E que ama e sofre por amor, merece mais respeito ainda...
É inadimissível a conivência com os atos ilícitos praticados por essa pessoa, que evidentemente não faz jus a toga. Se ela não possuia a estabilidade necessária para seguir na magistratura deveria ter abandonado o poder de que estava investida e partido para a advocacia, com certeza encontraria colegas como os comentários abaixo bem demonstraram.
Me impressiona nessa notícia que essa pessoa investida em um cargo de juiz, além de ter permanecido nele e absurdamente ter sido indicada em uma lista de promoção, ter encontrado pessoas que não acham sua postura execrável.
MAURÍCIO CARDOSO. TOME CUIDADO!! PELOS COMENTÁRIOS POSTADOS, VÃO QUERER CASSAR SEU VISTO DE PERMANÊNCIA NO BRASIL.
Deprimente. Quando o Legislativo vai repensar a tal da vitaliciedade de promotores e juízes? Quando os agentes públicos serão avaliados, semestralmente, como qualquer trabalhador? Qaundo os agentes como magistrados, promotores e delegados serão simplesmente empregados do povo?
É curioso notar como alguns ficaram indignados pelo fato do site ter informado o nome da juíza. Se foi por amor ou não, o que importa é que suas atitudes foram incompatíveis com o cargo e, portanto, mereceram ser divulgadas. Será que só os criminosos da periferia ou os de Brasília têm direito à publicidade?
Quando é que será norma submeter candidatos a juízes,promotores e delegados a sérios testes psicológicos, que podem de antemão avaliar a possibilidade de haver sérios desvios de conduta? Casos absurdos como o da juíza Carmen Sílvia ou do promotor-assassino Schoedl poderiam ser evitados. Quanto a saber-se o nome da juíza, parabéns a este portal pelo desassombro.
Esse prenome Carmem não é muito bom mesmo! Sou Promotora de Justiça no PR e trabalhei com uma juíza que morria de inveja de mim, desde o carro que comprei e ela foi e comprou um quase igual, só não comprou da cor, porque não encontrou. Jóia também comprou igual e até meu namorado na época, ela queria. Mas também, era tão "linda" parecia com aquela apresentadora do GNT Fashion Lilian Pacce. Fazer o quê, não é? Pena que a Magistratura do PR nunca fez nada pra ela, e mesmo hoje em outra Comarca, ela vive arrumando encrencas com outras colegas Promotoras(sempre mulheres!). É isso que dá passar quem só "decora".
"A perseguição legal é mais odiosa do que a violência bruta, porque ela reúne a hipocrisia à iniqüidade. Os juízes que conferem à perseguição a aparência de legalidade são mais perversos do que os carrascos" (Proal, Louis - La Criminalité Politique - 1908).
Mas, aqui em São Paulo grampeou-se por ódio e vingança, na maior conspiraçào do Poder Judiciário Brasileiro.
Se a paixão é inexplicável, a notícia é incomentável...
No mais, parabéns ao Maurício Cardoso pelo "furo" de reportagem ao informar o nome da Excelentíssima Juíza envolvida no pitoresco episódio.
Essa informação, inclusive, pode ser considerada de "utilidade pública"!
É que, caso Sua Excelência transfira-se para uma nova comarca, os advogados solteiros do local (e à procura de uma nova namorada...) cetamente reconhecerão o "excelente" partido recém-chegado!
Por fim, é forçoso admitir que morar no Brasil é algo realmente impagável...
Calma, não generalizemos.
Uma jovem, magistrada e submetida a exame psicotécnico(aparentemente falho, confundiu o público com o privado. Merece rigorosa reprimenda e, certamente, a receberá. Não sei se terá condições pessoais para continuar na carreira. Provavelmente não.
A instituição magistratura não pode ser confundida com atos desequilibrados de seus membros. Vamos aguardar.
kakakakakakak! Coisas da nossa justiça, depois a OAB ainda quer exigir exame de ordem......kakakakakaaka
Drª. MMello. Sou advogado oriundo de SP e há pouco tempo estou advogando no PR. Se estivermos falando da mesma pessoa, não apenas das promotoras que esta Juíza tem ciúmes, mas de todos aqueles que se atrevem a contestar suas decisões e sua suposta "inteligência", como ocorreu comigo.
Fazer o que. Não tenho culpa que estudei um pouco mais que ela.
Dr. Ortolani, se o prenome dela iniciar-se com "C" e terminar com "M" e ela estiver perto de Curitiba, em uma Comarca Intermediária que se inicia com "L". Então com certeza é essa mesmo!!
Abçs, MMello.
Quem pretende julgar os outros, necessita possuir equilíbrio emocional. Dizer que isso é paixão, é eufemismo. Invadir a privacidade alheia, e desprover alguém da liberdade com o uso indevido do poder estatal é algo gravíssimo. Se fosse decente, pediria exoneração.
Em tempo: parabéns ao CONJUR por citar o nome. Isso é jornalismo de verdade. Que todos jurisdicionados e advogados saibam e se recusem a serem julgados por quem não possui condições sequer de controlar a si próprio. Justiça é coisa séria, não é sacanagem.
É lamentável que pessoas detentoras do poder, como esta juiza do "tudo por amor",se utilizem de suas prerrogativas para abusarem do poder que têm! Quem abraça tão nobre e difícil missão, a de julgar os outros, deve saber que também é mortal, e não misturar seus sentimentos pessoais com a nobreza de seu ofício!
Jovem estudante Francisco, isso é velho... Você ainda vai ver muito mais coisa, desse tipo, infelizmente.
Como diz o ditado popular, o exemplo vem de cima. Quando se vê tantas ações equivocadas calcadas no interesse pessoal nos Tribunais Superiores, entende-se porque a MM Juíza agiu daquela forma. É sempre a certeza de que se encontram acima da Lei.
Pena é não termos uma espécie de "The Sun" jurídico, onde todas as notícias escabrosas, como essa, dos bastidores do Poder Judiciário seria divulgadas. Esta não vai ser a primeira e nem a última notícia de uso do poder público em prol de desejos íntimos. Sabe-se lá quantas Dras Carmens teremos pelo Brasil afora.
Tudo isto e nada mais?? Não recebeu a promoção e o que mais?? o TJ conhece dos fatos e não reage?? E a impunidade continuará?? Este pessoal tem que vestir a indumentária do serviço público, isto é, é o público que lhes paga para trabalhar, são estes que merecem seu respeito e dedicação. Quando lhes cairá a ficha ??
Dijalma Lacerda - Presidente da OAB/Campinas/Cosmópolis/Paulínia.
Para quem acompanha mais de perto o fenômeno isso é, como se diz em minha terra, "café pequeno". Sem particularizar em direção à Juíza - até porque não conheço detalhes do caso - não é de hoje que maus juizes agem à sorrelfa da boa magistratura, enodoando a toga e conspurcando os sagrados ensinamentos para a boa aplicação da Justiça com equidade, e sobretudo com isenção, como necessário é.
O que está ocorrendo é que a magistratura está tomando consciência de que seus componentes são, a exemplo dos componentes de outros quadros de outros setores, simplesmente humanos.
Assim, em contraste com a esmagadora maioria de seus componentes, que é boa, vamos encontrar infelizmente, a exemplo do que ocorre comumemente com o resto da sociedade, juizes ( ou ex-juizes) que roubaram, que mataram, que prevaricaram, que se meteram em jogos de azar,que se renderam ao álcool, etc. etc.
O grande perigo que paira sobre tudo isto é o do fantasma da banalidade.
Deus nos livre se daqui a pouco alguém começar a achar que isso é normal, o que, em relação ao comando da magistratura, sinceramene eu duvido.
Dijalma Lacerda.
Dijalma Lacerda - Presidente da OAB/Campinas/Cosmópolis/Paulínia.
Para quem acompanha mais de perto o fenômeno isso é, como se diz em minha terra, "café pequeno". Sem particularizar em direção à Juíza - até porque não conheço detalhes do caso - não é de hoje que maus juizes agem à sorrelfa da boa magistratura, enodoando a toga e conspurcando os sagrados ensinamentos para a boa aplicação da Justiça com equidade, e sobretudo com isenção, como necessário é.
O que está ocorrendo é que a magistratura está tomando consciência de que seus componentes são, a exemplo dos componentes de outros quadros de outros setores, simplesmente humanos.
Assim, em contraste com a esmagadora maioria de seus componentes, que é boa, vamos encontrar infelizmente, a exemplo do que ocorre comumemente com o resto da sociedade, juizes ( ou ex-juizes) que roubaram, que mataram, que prevaricaram, que se meteram em jogos de azar,que se renderam ao álcool, etc. etc.
O grande perigo que paira sobre tudo isto é o do fantasma da banalidade.
Deus nos livre se daqui a pouco alguém começar a achar que isso é normal, o que, em relação ao comando da magistratura, sinceramente eu duvido.
Dijalma Lacerda.
Dijalma Lacerda - Presidente da OAB/Campinas/Cosmópolis/Paulínia.
Para quem acompanha mais de perto o fenômeno isso é, como se diz em minha terra, "café pequeno". Sem particularizar em direção à Juíza - até porque não conheço detalhes do caso - não é de hoje que maus juizes agem à sorrelfa da boa magistratura, enodoando a toga e conspurcando os sagrados ensinamentos para a boa aplicação da Justiça com equidade, e sobretudo com isenção, como necessário é.
O que está ocorrendo é que a magistratura está tomando consciência de que seus componentes são, a exemplo dos componentes de outros quadros de outros setores, simplesmente humanos.
Assim, em contraste com a esmagadora maioria de seus componentes, que é boa, vamos encontrar infelizmente, a exemplo do que ocorre comumemente com o resto da sociedade, juizes ( ou ex-juizes) que roubaram, que mataram, que prevaricaram, que se meteram em jogos de azar,que se renderam ao álcool, etc. etc.
O grande perigo que paira sobre tudo isto é o do fantasma da banalidade.
Deus nos livre se daqui a pouco alguém começar a achar que isso é normal, o que, em relação ao comando da magistratura, sinceramente eu duvido.
Dijalma Lacerda.
HERMAN (Outros 11/05/2006 - 19:11
"A perseguição legal é mais odiosa do que a violência bruta, porque ela reúne a hipocrisia à iniqüidade. Os juízes que conferem à perseguição a aparência de legalidade são mais perversos do que os carrascos" (Proal, Louis - La Criminalité Politique - 1908).
Mas, aqui em São Paulo grampeou-se por ódio e vingança, na maior conspiraçào do Poder Judiciário Brasileiro.
Tudo isto e nada mais?? Não recebeu a promoção e o que mais?? o TJ conhece dos fatos e não reage?? E a impunidade continuará?? Este pessoal tem que vestir a indumentária do serviço público, isto é, é o público que lhes paga para trabalhar, são estes que merecem seu respeito e dedicação. Quando lhes cairá a ficha ??
Estaremos nós em processo de depuração? Fala-se muito hoje em fortalecer as decisões de 1ª instância, e fica no ar aindagação: - será em mãos tais que teremos a segurança de uma justiça imparcial, isenta das misérias típicas da desorganização mental e sentimental humanas? A lendária equistancia dos julgadores, na apreciação das lides, tem nesse caso, um exemplo solar. Já não basta a corriqueira falha, digamos, de muitos magistrados, na primeira instancia, que julgam o advogado, e não a causa, e ainda teremos de suportar que a máquina estatal, movida à custa de impostos escandalosamente insuportáveis, seja desviada de sua finalidade social, para dar curso a picuinhas? E mais, como reportado no caso em tela, parece que nem mesmo foi necessário o uso da súmula impeditiva de recursos, porque a digna juiza teria usado de recursos outros, para exercitar sua vingança! E dizem que os concursos para a aprovação dos candidatos ao ingresso na carreira judiciária são rigorosos. E a punição, haverá? Ou o esprit de corps mais uma vez irá prevalecer, mesmo nestes tempos em que as visceras da magistratura andam tão deplorávelmente expostas? Que a Justiça Divina nos acuda.
Isso é um o exemplo claro do MAL que é o PRESTIGIO em nosso país. Esse pessoalzinho do serviço publico judiciario acha que, uma vez investidos, são donos de tudo! Isso não é uma afronta, vou usar um termo mais forte, é flagrantemente inconstitucional, o que, para nós estudiosos do Direito, é muito mais grave!
Pois É
Coisa chata , porem não devemos nos esquecer que: enquando durou o "romance" o nobre advogado e seu familiares principal seu devem ter se beneficiado de alguma "ajudinha" da magistrada apoixonada.
fica o comido pelo bebido.
Esse triste episódio revela que os juízes e juízas acima de tudo são pessoas comuns, e não semi deuses como muitos acreditam ser.
Os graves fatos de desvio de conduta e usurpação do cargo público da citada juíza demonstram sua incapacidade de exercer tão nobre mister, e não simplesmente de ver obstada sua promoção, mas também nos leva a pensar das outras tantas autoridades que fazem uso de seus cargos de forma a tirar proveito pessoal pra sí ou terceiros, ou em mera vingança como ocorreu no caso apresentado.
Por essa e outras que sou totalmente a fazer de um rígido controle externo do Poder Judiciário, e acima de tudo da publicidade de todos os desvios detectados.
Infelizmente, a magistrada acabou não sabendo distinguir os lados pessoal e profissional que fazem parte de qualquer carreira. O que ela poderia ter feito, de forma muito mais coerente, era procurado a ajuda de um psicólogo ou até de um psiquiatra. Porém, de maneira insana, preferiu praticamente destruir sua carreira. Moral da história: "A Justiça é cega, mas o amor, nem tanto..." (desculpem o trocadilho infame).
Além dos episódios relatados acima, o povo brasileiro sugeri ou melhor exige que a sindicância se estenda a todos os casos julgados pela Juíza, principalmente os processos que o ex-namorado (advogado) é patrono.
O povo brasileiro espera que os órgãos competentes façam valer a JUSTIÇA.
Muito bem feito o escracho. O nome da meritíssima tinha de ser publicado, afinal, por qual razão a omissão ? É o preço ! Os tribunais deveriam parar com o protecionismo e punir exemplarmente juízes que erram. Comum ver decisões sem fundamentação, ao arrepio da constituição, e nada acontece. E os prazos ? O CPP assinala que juíz e promotor que descumprir prazo terão descontados os dias em seus vencimentos ou em suas férias..Ha´, há, há. Piada ! Isto não existe. Prazos ? Só para advogados.
Juízes e promotores têm porte de arma. Nós não. Eles têm fôro privilegiado, nós não, e assim por diante. Pura balela a história da paridade de armas, que são todos iguais, etc e tal.
A OAB nada faz.
Parabéns jornalista, continue escrachando quem merece.
Oswaldo Loureiro - advogado
ACONTECE TODO DIA: UM ADVOGADO (OAB ANTIGA) DE TAUBATE QUE É AMICISSIMO DO JUIZ DA VARA DA FAMILIA CONSEGUE FEITOS INACREDITAVEIS NAS VARAS DE TAUBATE:
1 - NUNCA PEGA SENHA NO CARTORIO, PASSA NA FRENTE DE TODO MUNDO E NÃO PRECISA ESPERAR NA FILA. ENTRA NA SALA RESERVADA PARA FUNCIONARIO E VE PROCESSOS SENTADINHO, É TRATADO COMO SE FOSSE UM REI (TODA HORA TEM UM MAIS ALGUMA COISA, DOUTOR ?).
2 - QUANDO ESTA COMO ADVOGADO DO AUTOR, CONSEGUE DISTRIBUIR AÇÕES QUE VÃO PARA A CONCLUSÃO NO DIA SEGUINTE, AS VEZES NO MESMO DIA ENQUANTO AS AÇÕES DE TODO MUNDO DEMORAM MESES; CONSEGUE TAMBEM NOMEAR INVENTARIANTE INDEPENDENTEMENTE DE COMPROMISSO (O QUE NÃO ME FOI CONCEDIDO MESMO COMPROVANDO QUE A INVENTARIANTE ERA DEFICIENTE), PROMETE PENSAO ALIMENTICIA ALTISSIMA PARA ESPOSAS (COM PROFISSÃO DEFINIDA) E FILHOS, DIZENDO ABERTAMENTE QUE É AMIGO DO JUIZ DA VARA DE FAMILIA E CONSEGUE DEFERIMENTO RAPIDAMENTE. TEM MARIDO QUE MORRE DE MEDO QUANDO ELE ENTRA COM ALIMENTOS E SEPARAÇÃO PORQUE SABEM QUE VÃO PERDER (E ELE DIZ ABERTAMENTE ISSO TAMBEM).
AS SENTENÇAS PARA ELE SAEM RAPIDO ENQUANTO PARA TODO MUNDO DEMORA UM TEMPAO.
3 - AGORA, QUANDO ESTA COMO ADVOGADO DO REU O PROCESSO NUNCA ANDA.
DR CLAUDIO É UM FELIZARDO.
Curiosamente, não preocupei-me tanto com o caso da juíza (que parece ser "barra pesada"), mas com o comentário logo abaixo do meu, cujo autor, DRJA, relata acêrca um tal de Dr. Claudio, advogado antigo, que atua em Taubaté e goza de privilégios inaceitáveis e inacreditáveis na advocacia local.
Recomendo a ação, urgente, da OAB, Seção Taubaté/SP, para averiguar a procedência do caso e adotar as providências cabíveis ao mesmo, sem qualquer corporativismo (vai que o tal advogado antigão é "assim com os homens", da OAB local? Não vamos fazer-de-conta que esse tipo de coisa não existe, porque existe (tal qual afirmou o Ministro Marco Aurélio, durante sua posse no TSE, e eu tive o privilégio de estar lá, no momento em que disse isso).
A Corregedoria do TJSP também deve intervir no caso, preservando a identidade do colega que fez a denúncia, por motivos mais do que óbvios.
Este comentário do(a) Dr(a) DRJA é estarrecedor. Se verdadeiro, é caso de urgentes providências da OAB e da Corregedoria de Justiça.
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