Anistia condena ataques e pede respeito a direitos

A Anistia Internacional, mais conhecida organização internacional de defesa dos direitos humanos, divulgou nota condenando os assassinatos ocorridos em São Paulo nos últimos dias, resultantes de ataques da quadrilha Primeira Comando da Capital.

Atribuindo a onda de violência a uma retaliação da gangue contra a transferência de seus líderes para uma prisão de segurança máxima, a nota afirma que “nada pode justiçar o uso de violência criminosa extrema e a Anistia Internacional conclama o Estado a garantir que os culpados sejam levados a julgamento”.

Para a Anistia, os ataques e as mortes de agentes da lei são uma ameaça à justa e eqüitativa distribuição de segurança pública para todos os brasileiros. “Sem garantir a segurança e os direitos humanos dos agentes da lei, fica comprometido o compromisso que têm de proteger e garantir os direitos humanos de todos os brasileiros”.

Para a organização, as falhas na implementação de reformas necessárias no sistema de segurança pública, no Judiciário e no sistema penitenciário, resultaram num sistema penal, que, nas palavras do ministro da Justiça, é “uma linha de produção do crime”

A Anistia Internacional reconhece que é missão do Estado garantir o cumprimento da lei. Entretanto, a organização apela às autoridades para que todas as medidas tomadas levem em conta o respeito aos padrões internacionais de direitos humanos e evitem a perda de vidas.

A Anistia termina lembrando que em 2002, justamente para combater o poder do PCC nas prisões, as autoridades brasileiras criaram o RDD — Regime Disciplinar Diferenciado. E completa dizendo que este tipo de presídio é contestado por supostamente desafiar as normas internacionais de respeito aos direitos humanos.

RBS disse:
15 de maio de 2006 às 20:36

E os criminosos estão muito preocupados com a Anistia Internacional...imagino...

Luiz Augusto Mendes disse:
15 de maio de 2006 às 20:52

Ô papelzinho ridículo dessas ONG'S. Criaram o monstrengo e agora querem demonstrar solidariedade.

Diante do ocorrido em São Paulo, será que Anistia ainda teria coragem de condenar o uso do "Caveirão" ??

Francisco Lobo da Costa Ruiz - advocacia criminal disse:
15 de maio de 2006 às 21:17

Carcaráaaaaaa, pega, mata e come, carcaráaa...

RBS disse:
15 de maio de 2006 às 23:31

Era era tão feliz nos tempos da Rota...saia de madrugada, via poucas noticas de crimes nos Jornais, bandidos que matavam...era uma vez só...Nunca se lia nomes de bandidos repetidos nos jornais...Não existiam criminosos com fichas extensas...

Bira disse:
16 de maio de 2006 às 08:06

As familias dos policiais mortos de forma covarde aguardam umas palavrinhas da anistia.
Por toda a cidade, bandidos, ministro da justiça, pt, politicos, oab e anistia foram colocados num único balaio.
Por que será?

Rodrigo Moura Soares disse:
16 de maio de 2006 às 08:54

PELO AMOR DE DEUS, alguém tem que dar uma lição nesses caras da anistia. Depois de tudo o que aconteceu em SP, PR e MS, os caras ainda tem coragem de contestar o regime disciplinar diferenciado? O RDD é uma das melhores coisas já produzidas pelo sistema penitenciário brasileiro e deveria ser a regra, e não a exceção, em termos de deliquentes de alta periculosidade. A Anistia Internacional é uma espécie de MST: só protesta contra os atos dos agentes públicos, porque é mais fácil obter uma resposta e espaço na mídia. Jamais, em tempo algum, se preocuparam com os familiares dos policiais mortos, nem em cobrar das autoridades uma resposta à criminalidade que se espalha pelo Brasil de forma acintosa. ALGUÉM TEM QUE TOMAR ALGUMA PROVIDÊNCIA CONTRA ESSE DISCURSINHO CHATO E REPETITIVO DA ANISTIA!

Reginaldo disse:
16 de maio de 2006 às 09:30

A anistia se esquece que o modelo foi importado do seu querido país os EUA, país que quebrou sem autorização judicial o sigilo de 1/3 da população civil para evitar atques terroristas. Nós do terceiro mundo também temos este direito. O Brasil precisa para com a síndrome do papagaio. Visita-se a Noruega, copia-se o sistema carcerário da Noruega. Visita-se a Dinamarca, copia-se o sistema dinamarques, sem levar em consideração a lei penal do lugar. O doutrinador brasileiro, o jurista brasileiro, quer parecer moderno aos olhos do estrangeiro. O Brasil precisa estancar a influência imbercil dessa gente e tomar dentro do território nacional as medidas necessárias, ignorando e até proibindo esta gente de vir aqui meter o bedelho, ferindo a nossa soberania. É óbvio que o geverno devia ter vergonha de ter gente morando na rua, já que para o Estado um prédio do tipo CDHU é ridiculamente barato; devia ter vergonha da qualidade do ensino público; mas, querer falar em direitos humanos para uma trupe que se intitula monstro é ingenuidade. Na década de 40 os EUA concederam asilo político aos "perseguidos" de Cuba. A anistia poderia fazer um favor ao Brasil (ao menos um) dar asilo político a esta corja, pois quando matarem um policial lá, a pena será de morte.

EUNICE KIPPER disse:
16 de maio de 2006 às 10:15

ONDE ESTÃO OS DIREITOS NO CIDADÃO QUANDO ANISTIA PEDE RESPEITO AOS DIREITOS HUMANOS??????

EUNICE KIPPER

meco disse:
16 de maio de 2006 às 10:18

A anistia que defenda os direitos dos Iraquianos ou a "tolerância zero" de NY ou que lute contra as cadeias de segurança máxima dos EUA. Esses desocupados, sustentados com dinheiro dos outros deveriam cuidar dos problemas dos seus países de origem ao invés de ficar dando palpite na casa dos outros.

caiçara disse:
16 de maio de 2006 às 12:20

Nos EUA a pena mínima para que mata um policial é a perpétua, sem direito a recurso ou liberdade condicional, mas o normal é a aplicação da morte mesmo. É o princípio do órgão em ação. Quando se ataca um policial, um juiz ou um promotor não se está atacando a pessoa, mas a instituição que ela representa. Por isso o Estado age, nos verdadeiros estados de direito, com penas de exceção e exemplo. Aqui, na "advogadolândia", se o cara quiser "botar a Rota na rua" já vai ter criminalista chorando! Que o diga gravar as besteiras faladas entre cliente e patrono...(em tempo, nos EUA, na França e na Inglaterra isso é corriqueiro) Quanto à anistia, que vá plantar batatas!

Comentarista disse:
16 de maio de 2006 às 17:05

A OAB deveria rever a "benesse" de permitir que egressos de outras profissões possam advogar após suas aposentadorias (principalmente policiais, membros do MP, Magistrados, Delegados, etc).

Caos disse:
17 de maio de 2006 às 08:52

Interessante a anistia colocar o Pc e ces como criminosos.
A imprensa os tem chamado de soldados.

Dão a eles a legitimidade que não me parece ser possivel. Mas pode ser que seja esse o caminho.

Dizem ser uma das reinvidicações a representação da comunidade encarcerada e já que são pessoas, não sei porque não deveriam ter.

E pode ser que venha a acontecer de se reconhecer seus interesses uma forma de chegarmos a um estado organizado e obtermos alguma paz.

Afinal, no momento não sabemos quem compõe a marginália e isto faz tudo indistinto. Mensalões que o digam. Balas perdidas tambem.

RBS disse:
17 de maio de 2006 às 20:08

O que a Anistia conhece de nossa realidade para opinar ? Se nem nos países onde ela está efetivamente ninguem dá bola e faz a jutiça de acordo com o andar da carruagem, o que dirá do nosso...Agora...eles querem acabar com o RDD ? Hummm...Pensando bem também acho...Será que eles não querem levar nossos presos para passar um tempinho nos EUA ou Inglaterra ? Aliás, se eles gostarem, deixem eles por lá...

Fftr disse:
20 de maio de 2006 às 17:42

Pela primeira vez tenho que concordar com o "comentarista", as profissões citadas não deveriam advogar após a aposentadoria, assim se evitaria que informações sensíveis e técnicas de investigações fossem repassadas aos criminosos. Sinceramente não considero o o fato das pessoas habilitadas exercerem a profissão de advogado um favor, mas um direito, assim como o direito de opinião.

Você precisa estar logado para enviar um comentário.

Leia também