Um dos integrantes de uma quadrilha que usava a Internet para desviar dinheiro de contas correntes vai permanecer preso. A decisão, unânime, é da 1ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, na quinta-feira (25/5) que negou pedido de Habeas Corpus para o policial militar João Gonçalves Neto.
Apesar da alegação da defesa de que há excesso de prazo na prisão, os desembargadores entenderam que a segregação deve ser mantida, uma vez que já foi encerrada a instrução criminal.
O policial foi preso em setembro do ano passado sob suspeita de participação numa quadrilha de 14 pessoas que praticavam furtos via internet, desde o final de 2004. De acordo com a denúncia, Gonçalves Neto seria o responsável por cooptar pessoas dispostas a receber em suas contas bancárias dinheiro proveniente de outras contas, tomado de forma fraudulenta.
A defesa argumentou que o policial é pessoa “pacífica”, não voltada para a prática de crimes. Possui endereço certo há mais de 10 anos e não tem antecedentes criminais. Mesmo diante desses elementos, os desembargadores entendem que persiste a necessidade de preservação da ordem pública, dada a periculosidade dos agentes, facilmente verificada pela quantidade de saques e elevada quantia desviada.
Segundo a Turma, o excesso de prazo é justificado pela complexidade do caso e pela quantidade de denunciados. De acordo com informações dos autos, a quadrilha efetuou saques de mais de R$ 5 mil. A maioria das retiradas foi feita no Banco do Brasil e Caixa Econômica.
Processo: 20.060.020.035.703

Cibercrime já é mais lucrativo que narcotráfico.
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Os ganhos do crime cibernético, em 2004, excederam os do tráfico de drogas mundial, afirmou a conselheira do Tesouro dos Estados Unidos, Valeri McNiven.
Segundo ela, estima-se que os crimes cometidos pela internet - como fraudes, espionagem corporativa, manipulação de ações, pedofilia, extorsão virtual e diversas formas de pirataria - geraram 105 bilhões de dólares durante 2004.
Esta é a primeira vez que o cibercrime desbanca o comércio ilegal de drogas como a atividade criminosa mais lucrativa do planeta.
"O cibercrime está crescendo tão rapidamente que a lei não consegue acompanhar", disse ela à agência Reuters em uma conferência de segurança bancária em Riad, na Arábia Saudita.
Além disso, McNiven aponta o crescimento econômico de países em desenvolvimento, nos quais o policiamento cibernético é ainda precário, como fator decisivo.
"Quando você encontra roubo de identidades ou corrupção e manipulação de informação (nos países em desenvolvimento), o problema se torna quase que mais importante porque os sistemas desses países ficam comprometidos desde o seu início", avisou ela.
John E Dunn - Techworld, Reino Unido
IDG Now
Publicado neste site por: Equipe Safe Networks
Fonte : http://www.safenetworks.com
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