O secretário-geral do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, Cezar Britto, defendeu, nesta terça-feira (31/10), durante a sessão plenária da entidade em Salvador, o fim da contribuição sindical obrigatória para o trabalhador. Segundo ele, essas contribuições, somadas às revertidas ao Sistema S (Sesc, Senac e Senai), oneram tanto o trabalhador quanto a folha das empresas brasileiras, impedindo um ritmo crescente de novas contratações.
“O Brasil não tem salários caros. O que temos é encargos sociais muito caros. Esse encargo é que tem de ser combatido. É preciso acabar com os penduricalhos que existem no salário do brasileiro, até porque esses penduricalhos estão sendo arrecadados, também, em outros tipos de impostos.”
Cezar Britto afirmou que, neste segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, espera avanços em termos de direitos para os trabalhadores brasileiros e não uma redução ou exclusão de direitos. Ele lembrou que o Brasil tem uma legislação de direitos mínimos: salário mínimo, horas extras no mínimo e férias no mínimo. “Se já é mínimo, não se pode mexer nessa questão. O que temos de mexer é nos encargos”, afirmou o secretário-geral da OAB Nacional. “Esse é exemplo que o governo tem de dar a partir de janeiro: tirar o apetite que tem por impostos e transformar esse apetite em uma outra forma de saciar, que é saciar o desejo de mudança da sociedade.”
Como exemplo de exclusão de direitos trabalhistas no primeiro mandato do presidente Lula, Cezar Britto citou a perda da preferência do direito do trabalhador em caso de falência da empresa. “O que se quer é que, efetivamente, o Brasil seja competitivo, mas a competitividade não deve advir às custas do trabalhador”, ressaltou o secretário-geral da OAB. “Sempre se espera que a reforma trabalhista que se anuncia não venha para reduzir ou retirar direitos dos trabalhadores, mas para garantir que o trabalho seja fator de dignidade humana.”
Veja trechos da entrevista com o conselho federal da OAB Cezar Britto.
O que o senhor espera para o Brasil em termos de legislação trabalhista para o segundo mandato do presidente Lula?
Esperamos que, neste segundo mandato, o presidente da República realmente encare o desejo da população, de um mundo melhor, mais justo. E não se pode ter um mundo melhor e mais justo na área trabalhista se a China for um paradigma de competitividade, ou seja, que a competitividade signifique transformar o trabalho em mero custo de produção, se pagando pouco é melhor, é mais produtiva a empresa. Sempre se espera que a reforma trabalhista que se anuncia não venha para reduzir ou retirar direitos dos trabalhadores, mas para garantir que o trabalho seja fator de dignidade humana. Se temos esperança sobre isso? Se for em relação ao que vimos no primeiro mandato, não há muitas esperanças porque as alterações que foram aprofundadas no primeiro mandato do governo Lula foram de exclusão de direitos trabalhistas, como por exemplo a perda da preferência do direito do trabalhador na falência de empresas. O que se quer é que, efetivamente, o Brasil seja competitivo, mas a competitividade não deve advir às custas do trabalhador.
Está na hora de acabar com a contribuição sindical obrigatória?
Claro. A contribuição sindical obrigatória onera o trabalhador, assim como oneram as contribuições compulsórias para o Sistema S (Sesc, Senac e Senai). Então, é preciso desonerar a folha nos impostos, mas não na redução de direitos. O Brasil tem uma legislação de direitos mínimos: salário mínimo, horas extras no mínimo, férias no mínimo. Se já é mínimo, não se pode mexer nessa questão. O que temos que mexer é nos encargos. O governo tem de enfrentar de vez a questão dos encargos sociais porque o Brasil, como todos sabem, é um dos campeões em imposto. A solução para a competitividade não é reduzir direitos, mas reduzir a fome arrecadadora do poder público. Esse é exemplo que o governo tem de dar a partir de janeiro: tirar o apetite que tem por impostos e transformar esse apetite em uma outra forma de saciar, que é saciar o desejo de mudança da sociedade.
É preciso gerar empregos na estrutura brasileira?
Claro. O Brasil não tem salários caros. O que temos é encargos sociais muito caros. Esse encargo é que tem de ser combatido. É preciso acabar com os penduricalhos que existem no salário do brasileiro, até porque esses penduricalhos estão sendo arrecadados, também, em outros tipos de impostos. É preciso realmente modificar a legislação trabalhista, partindo do pressuposto de que são os encargos sociais os encargos graves e grandes que temos que emperram a contratação e não a remuneração por si só.
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CONTRIBUIÇÃO SINDICAL OBRIGATÓRIA :
Como foi possível, durante tantos anos , esta aberração jurídica : "contribuição obrigatória" , sem que as sublimes mentes de "elevado e notório saber jurídico" , não se "tocassem" para a injustiça ( e assalto ) para com os trabalhadores , além da falta de lógica e, até, aberração linguística .
Foi assim, assaltando o pobre do trabalhador ( legalmente ) que, sempre, viveu , uma caterva de vagabundos exploradores e criaram escola e jurisprudência, ao atingirem os cargos mais altos deste país ! ! !
SERIA BOM ELE FALAR QUE DEVERÍAMOS PAGAR UMA ANUIDADE MAIS COMPATÍVEL COM A RENTABILIDADE DE NOSSA ATIVIDADE.
FALAR DOS OUTROS É FÁCIL!!!
...que tal a OAB prestar serviços a seus associados sem cobrar compulsoriamente e abusivamente as mensalidades de quem apenas quer trabalhar? Quando vão expontaneamente se submete a auditorias externas independentes?
Época de eleições na OAB sempre provoca esses surtos de clarividência. Nós, como "eles", sofrenmos da mesma doença.
-- Eleições OAB-2006/ES -- CHAPA ORDEM E PROGRESSO --
1. A questão deste tópico bem reflete como a OAB realmente merece receber novas forças, progredir.
2. No Espírito Santo, a CHAPA ORDEM E PROGRESSO, concorre à OAB-ES, e desponta como a opção mais forte ao atual modelo de gestão, que há várias gestões afastou-se das prerrogativas e encareceu as anuidades.
3. Por isso, nos multirões de CORPO-A-CORPO nos fóruns da Capital e do interior, o número de ADEPTOS DA CHAPA ORDEM E PROGRESSO é tamanho! Nos próximos eventos, o leitor, advogado do ES, está convidado a participar: SERÁ MUITO BEM VINDO! Voce é parte da mudança, em uma chapa voltada à ética e SEM ESQUECER AS PRERROGATIVAS DO ADVOGADO.
Incoerente: já cogitou extinguir a obrigatoriedade de pagamento à OAB?
Não que eu defenda tal ponto de vista,mas para frisar que se as Instituiçòes deixarem de ser mantidas por seus integrantes, alguém ( igrejas, partidos, grupos de delinqüentes) decerto as apadrinharão.Há outras maneiras de aprimorar os institutos. certamente há quem apóie o financiamento público de campanha e, incoerentemente,adote um apostura "liberal"que detroçou o sindicalismo em outras partes do mundo...
Por que nao aproveitar o ensejo e optar pela extinção imediata da contribuição compulsória da taxa anual paga pelos advogados a OAB.....!!!!!!!
Gente é muito dinheiro na mão de poucos que se dizem *Defensores das prerrogativas do Advogado*
Pelo fim imediato da taxa anual da OAB , se ela ,OAB, quer dinheiro va trabalhar para isto e não impor condições a aqueles que exercem a brilhante profissão Eu repito é muito dinheiro ...mas muito dinheiro mesmo!!!!!!!!!!na mão de poucos.......
UM DIA ESTE PAIS SERÁ SÉRIO E COMO SÉRIO , SERÁ GOVERNADO POR GENTE SÉRIA VOLTADA AO BEM ESTAR PÚBLICO. PORÉM ENQUANTO ESTE EVENTO NÃO ACONTECE VAMOS NOS SUBMETER AS IMPOSIÇÕES DOS DIRIGENTES.......... (TRANSITÓRIOS)
ET. Acabando com a cobrança da taxa compulsória anual, vamos ver qtos candidatos teremos nas proximas eleições da OAB....
JB - MG.
Meu caro Cézar Britto, tanta coisa de prioridade neste país para ser resolvido e você preocupado em acabar com a contribuição sindical, se esquecendo de que quem mama uma boa fatia desta contribuição é o próprio governo federal. Vamos fazer uma coisa, porque você não lança uma campanha para fazermos a nossa justiça ser menos morosa e lenta, visto que o nosso judiciário só trabalha cento e oitenta dias por ano.
Eles têm a forçaaaaaaaaaaaaa ou forca...que tal tambem acabar com a cobrança exorbitante do exame da ordem que condena pessoas que fizeram 5 anos de faculdade? Ou então que fosse mais compatível cam os bolsos que inocentemente cairam na arapuca...meus amigos deram uma denominação ao exame de OABos.... coisa feia gente!
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