Imprensa cometeu suicídio nestas eleições, diz Nassif

Ao adotar um pensamento único, elitista e anti-Lula, a mídia entrou numa rota suicida. Esse estilo, ”inédito em termos de grande imprensa”, criou ”um clima muito pesado de patrulhamento, ataques, macarthismo”. O diagnóstico é de Luis Nassif, jornalista há mais de três décadas e ex-membro do conselho editorial da Folha de S.Paulo. Nassif se tornou uma das vozes mais avessas aos descalabros que tomaram conta do jornalismo. Em sua opinião, a mídia sequer se esforçou para entender um fenômeno como o Bolsa Família — e sai dessa eleição desiludida com a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em entrevista ao Vermelho , jornal eletrônico do PCdoB, concedida antes da vitória de Lula no segundo turno, o jornalista atacou o candidato derrotado tucano Geraldo Alckmin. ”A gestão dele em São Paulo, do ponto de vista administrativo, foi absolutamente medíocre e nunca foi avaliada”. De acordo com Nassif, ”Alckmin não tem discernimento” e sofre de ”incompetência gerencial”.

Confira os principais trechos da entrevista:

Por que essa onda anti-Lula e anti-PT ficou cada vez mais forte na grande mídia?

No começo do ano passado, alguns colunistas — não oriundos da imprensa propriamente dita —, intelectuais e pessoas do showbiz, basicamente o (Arnaldo) Jabor e o Jô (Soares), começaram uma crítica mais pesada ao Lula e ao PT. Essa crítica, num determinado momento, resvalou para uma posição de intolerância e teve eco na classe média.

Quando teve eco, aconteceu algo que, para mim, é o mais inacreditável que eu já vi em mais de 30 anos de jornalismo: a Veja entra na parada e começa a usar aquele estilo escabroso. É inédito em termos de grande imprensa — e é um suicídio editorial. Agora, aquele estilo acabou batendo aqui, em São Paulo, em alguns círculos do Rio de Janeiro, induzindo a mídia a apostar na queda do Lula. Quando não conseguiu derrubar Lula, a mídia enlouqueceu. E então todos os jornais caminhavam na mesma direção. Isso não existe. Todo mundo endoidou.

Criou-se um clima muito pesado de patrulhamento, ataques, macarthismo. Os colunistas, de uma maneira quase unânime, entraram nesse clima — até por constrangimento. Aquela posição relativamente diversificada que existia nos jornais, através de seus colunistas, acabou. Os colunistas foram inibidos. Há jornalistas aí, com 40 anos de carreira, que escreveram 365 artigos, um por dia, sobre o mesmo assunto, todo dia pedindo a cabeça do Lula.

Não dá. Criou-se uma guerra santa que é incompatível com o papel da mídia. Isso era para os jornais dos anos 50. Partiu-se para um festival de ficção, de arrogância, de agressividade e falta de civilidade que é veneno puro na veia na imagem dos jornais e das revistas que entraram nessa.

E, mesmo assim, o Lula não caiu…

Porque, no começo dos anos 90, tivemos um fenômeno: começou a surgir a ”banda B” da opinião pública. As classes D e E começaram a ter voz. É a história dos descamisados — e Collor percebeu muito bem isso. Começa a haver nessas classes um novo campo. À medida que o país vai evoluindo, aquela mediação feita pelos coronéis tende a se diluir. Este foi um primeiro ponto. Quando Lula lança o Bolsa Família — que é um programa muito bem-feito e que tem, sim, contrapartida — ele pega esse fenômeno, que ganha corpo. O Fernando Henrique, que é sociólogo e tal, por conta de sua postura imperial, não percebeu esse novo cidadão emergente.

Outro ponto é que, na medida em que se criou essa unanimidade na mídia, você descartou públicos: o público engajado, que tem seu pensamento — a favor do Lula e do governo — e que de repente percebeu que não havia nenhum veículo que fosse justo; e o segundo é um público menor, mas muito influente, que é o público dos formadores de opinião bem informados. Com aquela simplificação com que veio a cobertura, estes setores acabaram se desiludindo com a imprensa. Tudo isso surge num momento em que a internet já tinha massa crítica aí, com os blogs e tudo, para fazer contraponto. E entre os blogs tem de tudo.

Aquela diversidade que os jornais ainda tinham e perderam, o pessoal foi buscar na internet. E uma coisa a gente aprende com os blogs: se houver 20 blogs falando ”A”, basta um blog falando ”B” de forma consistente, que ele inverte e desmascara. Há a interação entre os blogs e seus leitores. Os blogs emergiram como uma alternativa. E isso culminou com a matéria do Raimundo Pereira na CartaCapital. Em outros momentos, a Carta teria feito a matéria e ninguém falaria nada. Agora a matéria teve um alarido infernal, de tudo quanto é blog discutindo. E o tema não morreu.

A ponto de a Globo ter de se explicar…

É, tentou, tentou, mas não conseguiu responder. (Ali Kamel) é um rapaz inteligente, mas há coisas que, se você não consegue explicar, é melhor não tentar. Se você precisa de mais de uma lauda para explicar, não tente. Ele tentou e ficou chato, porque estava claro que era uma armação do delegado visando a Globo.

E aí se entra em outro aspecto: qual o interesse jornalístico de uma foto? Uma foto de dinheiro é igual a uma foto de dinheiro. Não há informação nisso. Essa foto ainda foi maquiada para dar maior fotogenia. O único interesse era como ela ia repercutir nas eleições, como no caso da Roseana Sarney. A gente sabia que esse dinheiro existia há semanas. O fato de aparecer a foto não tem significado nenhum.

Mas os jornais e TVs queriam dar a imagem para saber o efeito eleitoral da foto. Se o único interesse sobre a foto era esse, é evidente que a parte mais relevante do ponto de vista da notícia era saber como vazou a foto. E não deram isso. Manipularam e protegeram o delegado (Edmilson Bruno Pereira) . Isso é um episódio marcante. Um golpe como esse, não temos paralelo em nossa história.

A mídia, cumprindo esse papel, é suicida. Ela não tem como ganhar. Se ela derruba o Lula, ela fica com a pecha de golpista para o resto da vida. Todo problema que surgisse seria imputado à mídia. Ou seja, se ela ganha, ela perde. Se não derruba o Lula — que foi o que aconteceu — ela mostra que perdeu o poder que ela tinha.

Existe nisso um preconceito de classe?

Houve um claro preconceito de classe. No momento da internacionalização da economia brasileira, o Fernando Henrique passa a se cercar de uma corte que é minoritária em São Paulo, mas que tem muita ressonância. É um pessoal que se julga internacionalista, mas é da ”geração Daslu” — de um esnobismo altamente provinciano visto por um estrangeiro, mas que aqui dentro pegou muitos setores, inclusive da imprensa. Esse deslumbramento cresceu de uma forma muito ampla nesse período, em cima de um conjunto de colunistas muito próximos ao Fernando Henrique.

O grande pecado do Fernando Henrique, lá atrás, foi quando ele começou a desqualificar as críticas e começou a tratar tudo que não era internacional como caipira e provinciano. Ou seja, criaram-se ali as bases para essa visão entre modernos e anacrônicos. O fator Veja foi fundamental para trazer esse componente. A Veja já vinha num crescendo de grosserias e ataques pessoais, mas, no ano passado, explodiu.

E veio até aquela capa absurda de que o PT emburrece o país…

Quando se entra nesse preconceito monumental, a crítica fica desqualificada. Aquele papel da mídia, de ser mediadora, deixa de existir. E o Lula fez uma coisa de gênio político. Quando começaram os escândalos, ele mandou apurar tudo. Na medida em que o pessoal acusado foi tirado do barco, passou a sensação de que era possível reconstruir o governo Lula sem os barras-pesadas que passaram por seu governo.

Então você tem o Bolsa Família mudando a realidade brasileira, com a incorporação das massas excluídas. O Lula não é salvo pela política do Palocci ou do Banco Central, mas pelo Bolsa Família. E não apenas pelos que são beneficiados — mas também por aqueles que estão de fora e percebem que esse programa vai mudar a história do Brasil. Os jornais não se deram conta disso.

Quando ficou claro que o Lula não ia cair, começaram a falar: ”Ah, mas o eleitor do Lula é nordestino, é analfabeto”. E quem fica com eles (os jornais)? Uma classe média muito paulistana, preconceituosa e anacrônica — porque quem é minimamente sofisticado não entra nesse jogo.

Você pega essa prepotência da Veja — esse negócio de ”eu sou imbatível”. Veja aquele rapaz, o diretor, que entrou um dia e disse: ”Hoje derrubamos o presidente!”.

Quem?

O Eurípedes (Alcântara), né? Acho que foi quando saiu aquela matéria do Palocci. Ele (Eurípedes) é que é o grande responsável por toda essa mudança que teve — essa adjetivação, esse clima todo.

A sensação de poder se dá pelo seguinte: você tem canais de TV, jornais, revistas — todos falando a mesma coisa. Só que, quando abre a cortina, tem um monte de gente espiando atrás da cortina. É um olhando pro outro, é um negócio auto-referenciado. Poucas vozes ousaram investir contra esse clima.

Os jornais apostaram na beligerância entre PSDB e PT?

Essa guerra acabou. Os jornais, com amadorismo, achavam que esse clima duraria até a queda do Lula. No dia seguinte às eleições, saem de cena Fernando Henrique, (Jorge) Bornhausen, (Tasso) Jereissati e os jornais e revistas que entraram nessa — eles só prosperam em tempos de guerra. As forças para pacificação são mais fortes do que as forças da guerra.

Fernando Henrique é outro que se queimou. Poderia ser um pacificador… Itamar e Sarney deram declarações, como ex-presidentes, com responsabilidade perante o país. E de repente vem o Fernando Henrique e solta a franga de uma maneira que deixa de ser referência.

Por que as irregularidades do governo Alckmin ficaram completamente fora da pauta da grande mídia, ao menos até as eleições?

A gestão dele em São Paulo, do ponto de vista administrativo, foi absolutamente medíocre e nunca foi avaliada. Então você pega a Secretaria de Educação. Numa entrevista, perguntei para ele: ”Governador, qual a sua proposta para as universidades federais?”. Ele respondeu: ”Vamos criar indicadores de acompanhamento”. E por que não criou nas universidades estaduais? ”Ah, porque isso poderia conflitar com o conceito de autonomia universitária”.

Olha o Rodoanel: quatro anos para resolver uma questão ambiental. Isso não existe. Mas, como precisava criar um anti-Lula, jogam o Alckmin como bom gestor — coisa que ele não era. Tem outras virtudes, mas não essa. E aí precisa vir o Lembo e dizer que o estado está vendendo estatal para pagar contas. Imagina se isso fosse com o governo Lula? Aí começa a ficar explícita a perseguição da mídia.

Você acha que Alckmin não tem condições de governar o Brasil?

Não. O Alckmin não tem discernimento. O Serra e o Aécio pegam gente eficiente, se cercam de bons quadros. E o que o Alckmin faz aqui? Na esfera federal, essa falta de discernimento do Alckmin seria complicada — e estamos falando do que ele já fez no estado, não num país. Não tenho informações sobre desonestidade da parte dele. Agora, no que diz respeito à incompetência gerencial, sim.

André Cintra

é jornalista, escritor e colunista do Vermelho, jornal eletrônico do PCdoB.

Priscila Lobregatte

é jornalista do Vermelho, jornal eletrônico do PCdoB.

Mauro Garcia disse:
03 de novembro de 2006 às 13:24

Nassif era uma referência para mim. Um jornalista que muito me influenciava. Porém, depois que li algo sobre contratos pessoais seus favorecidos com empresas controladas indiretamente pelo governo, confesso minha decepção, e para mim perdeu a isenção até que se esclareçam tais imputações.
Parece que ele se propõe à injusta tarefa de defender o governo, fazer contra ponto à maioria.
Só vai conseguir uma coisa: provar que a unanimidade é burra. Pronto, está ratificada a incompetência deste governo.

Armando do Prado disse:
03 de novembro de 2006 às 13:29

03/11/2006 13:02

Mais um exemplo de mau jornalismo

Na Folha, um exemplo de mau jornalismo, de puro revanchismo e covardia, de abuso do poder da mídia. É só ler a matéria que leva o título "Mensaleiros fizeram campanhas milionárias". Uma mentira. Acontece que o custo médio das campanhas em todos os partidos aumentou, e no PT não se praticou caixa-dois. O resto é o ódio da Folha ao PT.

O que a Folha deveria investigar são os candidatos que dizem que gastaram R$ 14 mil ou aqueles que fizeram campanhas vultosas e agora declaram apenas centenas de milhares de reais. Da mesma forma que existe sinal exterior de riqueza, existe sinal exterior de campanha multimilionária, já que gastar R$ 1 milhão numa campanha é gastar o necessário para se eleger. É só fazer os cálculos.

O problema é outro, é o sistema uninominal de votação, que encarece as campanhas. Na reforma política, que se mostra cada vez mais necessária, temos de ir para o voto em lista, para a fidelidade partidária e para o financiamento público. É preciso acabar com o financiamento privado.

enviada por Zé Dirceu

Leo Silva disse:
03 de novembro de 2006 às 13:29

Interessante a posição do jornalista.

Se ser anti-Lula é suicídio, ser pró-Lula é o que? A salvação?

Armando do Prado disse:
03 de novembro de 2006 às 13:46

Pois é. Certa mídia canalha, não foi erro não, certa mídia C-A-N-A-L-H-A, acha que Pindorama é formada por milhões de idiotas inimputáveis. Não é. E a resposta foi a que vimos no dia 29: imprensa irresponsável e direita predadora derrotadas arrasadoramente.

Hoje a internet substitui bem a mídia imprensa e televisiva, haja vista esse Conjur, ao qual aproveito para cumprimentar pelo papel bonito de dar espaço para todas as tendências, suportando todas as opiniões. Quando me refiro á internet, faço-o refirindo-me a todas as tendências, sejam de centro, de direita ou de esquerda. O que não pode é revistona e jornalão, que não assumem suas posições e pousam de democráticos. Nesse aspecto, Carta Maior é a exceção, pois declarou desde o início seu "voto" em Lula.

Destaco, por importante, o trecho de Nassif, onde ele deixa claro quando a mídia golpista "percebeu que o Lula não ia cair, começaram a falar: ''Ah, mas o eleitor do Lula é nordestino, é analfabeto''. E quem fica com eles (os jornais)? Uma classe média muito paulistana, preconceituosa e anacrônica — porque quem é minimamente sofisticado não entra nesse jogo.
Você pega essa prepotência da Veja — esse negócio de ''eu sou imbatível''. Veja aquele rapaz, o diretor, que entrou um dia e disse: ''Hoje derrubamos o presidente!''.Quem?
O Eurípedes (Alcântara), né? Acho que foi quando saiu aquela matéria do Palocci. Ele (Eurípedes) é que é o grande responsável por toda essa mudança que teve — essa adjetivação, esse clima todo".

Vejam, Nassif acerta em cheio a questão. Não são todos da oposição. O problema é a direitona impedernida, burra mesma, preconceituosa e, fundamentalmente, paulistana, provinciana e anacrônica.

Armando do Prado disse:
03 de novembro de 2006 às 13:52

Complementando: refiro-me à elite paulitana provinciana, ignorante, típica "geração daslu", que lê reinaldo azevedo e que vota em maluf e quejandos. A oposição em sua maioria, eleitores de Serra e Aécio, não se enquadram nessa descrição, é claro.

Jacir disse:
03 de novembro de 2006 às 14:02

caramba !!!!!, estou com o Nassif, mas veja que já tem gente querendo desclassificar ele (não a opinião dele).

Pessoal(revoltados, perdedores, pesedebista e pefelista), já acabou, quardem suas energias para 2010.

Estou com os 60 milhões de brasileiro, que estão com Lula. (estes sim são a maioria)

caiçara disse:
03 de novembro de 2006 às 14:05

Sugestão ao Armando Prado: se SP é "preconceituoso e burro", vá para o sertão do ceará! Se o paulista que trabalha e paga os bolsas familias do "brasil vagabundo" não presta para escolher o presidente, porque é "empedernido e provinciano", beleza! Chega de subsidiar essa vagabundagem do restante do Brasil. Aliás, os Estados que produzem e trabalham, que exportam e crescem foram justamente aqueles que repudiaram o PT e Lulla (SP, RS, SC, PR, MS). Quanto ao comentário do Nassif, oras, ele fala ao "vermelho"..hahahaha. Me poupem, ele foi financiado pelo PT em toda a sua carreira de jornalista e agora, junto Rodrigues, contratado para fazer a biografia do "super zé dirceu" formam a tropa de choque anti paulistana!

Josimar disse:
03 de novembro de 2006 às 14:19

Eu já admiriva a postura jornalistica do Nassif e agora com esta sua entrevista o admiro muito mais.
De qualquer forma, o pôvo brasileiro já não é mais inocente como antes e sabe reconhecer quando um jornalista quer desviar um foco para beneficiar terceiros, ou até mesmo esperando obter vantagens deste suposto estelionato de informações, denuncias etc... como ocorreu no período eleitoral.
Estava muito explicito a forma desesperada da maioria da imprensa em querer derrubar o Lula, porém quem acabou totalmente no descrédito foi a própria midia, que após a incontestável vitória do Lula devem estar pensando:
"Pôxa podiamos ficar sem essa"

Agora.. o que se espera dos eleitores do Alckmin..., é que sejam no mínimo responsáveis e se não torcem para que o Brasil dê certo com o Lula, que ao menos não atrapalhem o otimismo de mais de 60 milhões que realmente acreditam no Lula e que tem a convicção de que foi o melhor para continuar na presidencia do Brasil.

Luiz Augusto Mendes disse:
03 de novembro de 2006 às 14:25

Entrevista ao jornal "vermelho". Conjur, o que é isso?

Esses "intelequituais" leitores do Emirar dos Sáderes não conseguem separar alhos de bugalhos. Que argumentos sofríveis. Nem me darei nem ao trabalho de comentá-los. Como diria Reinaldo Azevedo, que preguiça.

Josimar disse:
03 de novembro de 2006 às 14:32

Esqueci de dizer uma coisa principalmente para um dos últimos comentaristas abaixo:
Porque será que mais de 2 milhões de eleitores paulistas que votaram no Alckmin no 1o. turno resolveram mudar e votaram no Lula no 2o. Turno????

Só este detalhe já derruba qualquer argumento quanto a legitimidade como um todo da reeleição do Lula, ou seja: Em todas as partes do Brasil ele foi absoluto e só não foi maior o nr. de votos, exatamente pela Baixaria da "Imprensa" que ainda bem como ficou provado nas urnas, não tem mais o mesmo crédito de outrora.

Armando do Prado disse:
03 de novembro de 2006 às 15:09

caiçara, v. entendeu muito bem o que eu disse. Refiro-me a alguns paulistanos da "geração daslu", pródigos, provincianos, um pouco "bandeirantes", acostumados a ser "carregados" por brasileiros do norte e nordeste, etc. Não são, felizmente, a maioria. Agora se serviu a carapuça para v., problema seu.

Quanto à sugestão de ir para o Ceará, adoraria, mas, infelizmente, não posso.

Para a "geração daslu", sugiro uma das democracias implantadas recentemente pelos EUA (pode escolher): Afeganistão ou Iraque.

Armando do Prado disse:
03 de novembro de 2006 às 15:12

Dr. Mendes, está sugerindo censura para o Conur?

Saudades dos tempos que se publicava Camões e receitas nos jornalões? Conjur, deixe as receitas da Dona Benta no jeito, pois "eles" estão querendo calá-los.

Armando do Prado disse:
03 de novembro de 2006 às 15:16

Outra coisa, vamos melhorar o citatório num espaço tão inteligente. Tio reinaldo "primeira leitura" quebrado por incompetência azevedo, não dá.

Tentem lacerda, gustavo corção, nelson rodrigues, kissinger, plínio salgado, ratizinger, etc. Afinal, a direita também tem gente que pensa.

Robespierre disse:
03 de novembro de 2006 às 15:19

...o que é isso? tão querendo censurar o conjur?

...recado para os seguidores de olavo de carvalho, reinaldo de azevedo et caterva:

ahahahahahahahahahahahhahahhahahah...
ehehehehehehehehehheheheheheh..

e mais:

ahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahah...

Luiz Augusto Mendes disse:
03 de novembro de 2006 às 15:34

Professor, aprendeu a interpretar com o Emirar dos Sáderes?

Não tenho saudade de nada, haja vista que sou contemporâneo de uma única ditadura: a do politicamente correto, implementada pela gente que tanto admira.

Luiz Augusto Mendes disse:
03 de novembro de 2006 às 15:42

Sabemos, professor, porque a Primeira Leitura fechou, não é? Lembro apenas que ela tinha tiragem e prestígio maior do que a Cartilha oficial do (des)governo atual. Entretanto, faltaram anunciantes. Por que será? Suspeito que ficaram receosos em "contrariar" os interesses de certa quadrilha. Ademais, os anunciantes integrantes da Administração indireta, cujas direções são de indicação do (des)governo, "optaram" em fazer publicidade na concorrente, cuja linha editorial, mesmo que em contraste aos fatos, adula e busca legitimar a República Sindicalista do Brasil.

Carlos Sergio de Melo Cornwall disse:
03 de novembro de 2006 às 16:32

O ENGRAÇAO É QUE O9 NASSIF FALA COMO SE FOSSE O ÚNICO HOMEM INTELIGENTE DO BRASIL.
PARECE COISA DE GENTE RESSENTIDA. GERALDO ALKMIM GANHOU NO ESTADO DE SÃO PAULO, O QUE PROVA QUE APROVARAM SUA GESTÃO.
E LEMBRANDO GERALDO GANHOU ATÉ NA TERA DE LUIS NASSIF POÇOS DE CALDAS(CIDADE COM A MELHOR QUALIDADE DE VIDA DO ESTADO). CUJO PT SAIU DO PODER EM 2002 E PROVAVELMENTE NUNCA MAIS VOLTARÁ A EXEMPLO DO QUE ACONTECE NO RIO GRANDE DO SUL. ALIAIS DEVRIA LER A VANGUARDA DO ATRASO DO JORNALISTA DIEGO CASAGRANDE, QUE FALA O RETROCESSO POLITICO E ECONÔMICO QUE FOI PARA O POVO GAUCHO.
AGORA CABERIA A NASSIF ANALISAR AQUELES CANAIS QUE GANHARAM BENESSES E SIMPLESMENTE FINGIRAM NADA VER E NADA SABER. E OLHA QUE FOI A GRANDE MIDIA QUE DEIXOU DE COLOCAR NO AR MUITA COISA PESADA QUE DEVERIA TER SIDO ATACADA E NÃO FOI. O QUE FICAMOS SABENDO É APENAS ATRAVÉS DAS PUBLICAÇÕES DIRIGIDAS E DE TOMADA DE DECISÕES, MAS O QUE INTERESSARIA DE VERDADE E COM DIREÇÃO AO POVO NÃO FOI FALADO,PORTANTO A MIDIA FOI OMISSA E AI DEITARAM DE BRAÇADA

Embira disse:
03 de novembro de 2006 às 17:13

Luiz Nassif tem razão. Houve uma venezuelização da mídia, como nunca tínhamos visto. É certo que alguns jornalistas e apresentadores como Jô, Jabor e Lucia Hippólito colocaram muita lenha na fervura. Embora não concordasse com a linha editorial da Folha e do Estadão, costumava ler esses jornais, antes do episódio do mensalão. Anteriormente, sempre lia a coluna de Eliane Cantanhêde, mas, embora continuasse a assinar o UOL, deixei por um bom tempo de abrir o site da Folha. Jô Soares, então, nunca mais assisti. Concordo que esse radicalismo não faz sentido.

Luiz Augusto Mendes disse:
03 de novembro de 2006 às 18:07

Caro Embira, radicalismo nesse contexto faz sentido. Ou se está com a lei ou contra ela. Não existe mais ou menos.

Band disse:
03 de novembro de 2006 às 19:12

Ele e o cara CERTO falando do partido CERTO do governo CERTO. Os outros jornalistas são todos burros e sem vergonhas. Claro que agora, pois quando abraçaram o lulismo contra FHC/Serra estavam CERTOS. De onde já se viu agora se indignar com a corrupção CERTA?

Richard Smith disse:
03 de novembro de 2006 às 20:49

Como são safados os PeTralhas!

O governo do Alckmin foi "mediocre" em São Paulo? De onde este monte de bosta extrai os caraminguás da pena de aluguel dele?

A imprensa foi "machartista" contra o Abortista Excomungado? Quem, os poucos críticos que não vergam a coluna e não escrevem de joelhos, dizendo "sim, nhonhô"?

O que eu vejo é a cerviz de gelatina de sempre. Quando um repórter vai ter a coragem de fazer "na bucha", perguntas incômodas ao Babalorixá de Banânia? Quando? E vem falar de imprensa "hostil", "parcial" e "machartista".

É o fim da picada!

Richard Smith disse:
03 de novembro de 2006 às 20:53

Tem petralhas neste espaço, que vem tendo orgasmos prostáticos e somente vertem copiosos ah,ah´s.

Deveriam ser um pouco mais de recato, pois a vida erótico-emocional de cada um somente a ele interessa.

Robespierre disse:
04 de novembro de 2006 às 00:41

...ffhh é o guru dessa elite "branca e bronca" de S.Paulo: arrota peru e pensa como provinciano que é, pois como sociólogo é um ilustre desconhecido, nunca tendo suportado que seu mestre e orientador (Florestan) ainda seja a referência para as ciências sociais, assim como Luiz Pereira, Sedi Hirano, a própria Rute Cardoso,etc. ninguém lê ou cita o "princípe", o que "machuca" o seu enorme ego. Essa elite "branca e bronca" achou que através da mídia botucuda e da direita predadora haveria de pautar e conduzir o povo. Quebraram a cara, essa é a questão.

tuzi disse:
04 de novembro de 2006 às 09:35

é inacreditável que este senhor acredite que a imprensa deva ser penalizada por cumprir a sua obrigação de denunciar uma série de crimes cometidos pelo partido do Lula ( assassinato de dois prefeitos do próprio partido, dosie etc..). Isto cheira o oportunismo de certos jornalistas que tem seus interesses pessoais envolvidos nas suas analises. É bom o senhor não esquecer que 67.617.893 eleitores não o reelegeram e representam 81% do PIP ou seja quem paga a conta de toda bandidagem.

JFreitas disse:
04 de novembro de 2006 às 10:11

Não conhece este cidadão Luis Nassif, mas pelo que diz, com certeza é mais um daqueles ideólogos do PT e da luta de classes, que diz acreditar que elementos como o Lula, Hugo Chavez, Evo Morales, Fidel Castro e, inclusive, o "Grande Pai" dos norte-coreanos, Kim Jong Il, como grandes defensores dos pobres e oprimidos do mundo pelas "elites brancas e broncas", como disse um outro enérgumeno, que segue fielmente a cartilha do PT, que se esmeram nos elogios aos novos aliados, Sarney e Collor, que passaram a ser grandes estadistas.
Muito convenientemente, esqueceram o passado recente, quando os petistas, inclusive o Sr. Lula, epitetavam o Sarney de "Pinochet do Maranhão" e o Collor de "ladrão" e "cheirador".
Esse é o PT.

bubi disse:
04 de novembro de 2006 às 14:06

lamentavelmente o nassif esta com a razão. Se o proprio Secretario da Saude, informou a população em programa de ´rádio, que falta gestão em sua secretaria, como podemos acreditar no chefe que vende um programa de gestão????

pietro disse:
04 de novembro de 2006 às 18:27

para uma pessoa que nada viu, nada sabia, nosso Presidente foi tratado como devia e merecia. Respeito opiniões, mas não força Sr. Luis Nassif.

Willson disse:
04 de novembro de 2006 às 18:38

Sr. "Roca-Suja": Por falar em próstata, tá doendo, né? Daqui a 4 anos quem sabe você volte a sentar. Por enquanto, recolha o seu véu de viúva. O pinóquio não vale tanto. Vá se reciclar. Invente uma nova causa para defender.

Quanto à opinião do Nassif (é isso que estamos debatendo) me parece correta. A mídia embarcou na canoa errada. Está patente o seu constrangimento, por ter-se colocado do lado oposto da maioria esmagadora da população brasileira. Tal parcialidade é forjada nas opiniões de uma minoria de "intelectuais", formadores de "opinião". Na verdade provincianos, no sentido da arrogância que ostentam, e que nada entendem do homem comum, aquele que acorda às 4h da manhã e toma 4 conduções para chegar ao trabalho. Nem do nordestino que vê sua pequena roça consumida pela seca. Ambos precisam do Estado. E lhes é lícito aceitá-la.

A mídia se prostituiu, e agora chora de vergonha, num canto qualquer da casa, tentando se justificar, mas nem sabe exatamente pelo que.

Quanto à Veja, especificamente, só digo o seguinte: Após 5 anos, cancelei minha assinatura. Receber todos os domingos um verdadeiro insulto à minha capacidade de raciocinar por mim mesmo? E ainda pagar por isso? Chega! Mandem uma proposta de assinatura ao Roca Suja.

Band disse:
04 de novembro de 2006 às 19:53

Porque eles adoram o Carta Capital: “Leio que Eliane Cantanhede, jornalista da Folha de S.Paulo, é agredida via internet por comentários gravemente ofensivos, de procedência lulista, segundo ela. Lamento, sinceramente. Guido Rossi, que preza a lei, também lamentaria. Diz ainda Eliane que os agressores se escondem no anonimato. Que a leva a crer que todos são lulistas?” _____enviada por mino

É, teria sentido tucanos enviar e-mails raivosos para que ela deixe de apoiar a oposição? Se é que apóia como acredita o Mino. Por isto o sucesso com os seus leitores alinhados. Em vez de questionar a origem do dinheiro criou um factóide na hora para desviar o assunto do ilícito. Deve ser também os tucanos que enviaram e-mails furiosos para Heloisa Helena por não abandonar a esquerda e aderir cegamente ao lulismo no Estado Novíssimo! Por isto que os petistas gostam dela, não precisa raciocinar, é só decorar e sair repetindo!

Por falar em direita golpista, a última tentativa de golpe foi patrocinado pelo FORA FHC, justamente por Zé Dirceu, Brizola, Lula, Tarso Genro. O cúmulo do analfabetismo é chamar a política econômica do atual governo de esquerda e o assistencialismo de programa de inclusão social. Não existe sindicatos em países de esquerda, só de direita, como era na Argentina de Perón, Alemanha de Hitler e na Itália de Mussolini. Claro, bem lembrado, no Estado Novo do Getúlio Vargas, tão saudosamente lembrado pelo povo e pelo Lula.

Lula na campanha do Fora FHC/FMI que elevou o risco país pelo risco Lula, chamou a “corja” do FHC. Está nos anais da radiobras. Será que o PFL e o PSDB fariam agora depois de perderem o segundo turno uma insensatez destas contra o país? Não, Lula é inimitável!

Afonso disse:
04 de novembro de 2006 às 20:11

É triste constatar como temos a memória curta e agimos por conveniência na maior cara de pau.
Engraçado como na época do Collor - caras pintadas etc e do Fernando Henrique - só se ouvia elogios para a Veja. É só pisar no calo da "esquerda" - se é que isso ainda existe - o stalinismo aparece.
É ... liberdade de imprensa não é fácil.

Richard Smith disse:
04 de novembro de 2006 às 21:24

Ei PeTralha Wilson, a minha próstata está muito bem, obrigado.

Pelo menos você, cultor erótico da candidatura do Abortista Excomungado, está escrevendo em horário compatível com o exercício das suas funções públicas, né? Já é um progresso.

Continue assim, que eu não terei que dar aviso prévio a você, viu?

Richard Smith disse:
05 de novembro de 2006 às 13:10

ATENÇÃO! PARA LEITURA E, SOBRETUDO, REFLEXÃO, DOS QUERIDOS LEITORES E COMENTADORES DESTE ESPAÇO:

O MARQUETEIRO DE LULA 1 - quando ele é apenas óbvio

Reportagem de Fernando Rodrigues, na Folha deste domingo, traz a interpretação de João Santana, o marqueteiro de Lula, para o sucesso eleitoral de Lula. Nunca o lugar-comum ambicionou antes, com tanta ligeireza, o lugar de uma teoria política. Santana diz um monte de obviedades, que estamos cansados de saber. A maior de todas: Lula é visto, a um só tempo, como o corajoso do povão que chegou lá e como uma vítima das elites. O problema dessas construções mentais está no fato de que a sua validade parece universal e infinita. Leiam:

“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve sua reeleição ao fato de ter virado, no imaginário do eleitorado mais pobre, uma figura dupla: um "fortão" igualmente humilde que virou poderoso e ao mesmo tempo uma vítima, um ‘fraquinho’ sob ataque das elites. Essa é uma das explicações usadas pelo publicitário João Cerqueira de Santana Filho para o sucesso da empreitada que acompanhou de perto nos últimos meses. O marqueteiro de Lula desenvolveu uma análise própria sobre o caso de amor do eleitorado com o presidente: a teoria do ‘fortão’ e do ‘fraquinho’ -ele usa termos mais eloqüentes, mas criou esses enquanto falava à Folha ‘para ficar mais publicável’. Lula alternaria esses dois papéis no imaginário do brasileiro das classes mais pobres. Depois que se elegeu presidente em 2002, o petista passou a ser uma projeção de sucesso para as camadas C e D da população. ‘É um deles. Chegou lá’, diz Santana. Nesse momento, a personagem é o ‘fortão’, que ‘rompeu todas as barreiras sociais e conseguiu o impossível, tornando-se um poderoso’. Já quando Lula é atacado, ‘o povão pensa que é um ato das elites para derrubar o homem do povo que está lá’.”

O MARQUETEIRO DE LULA 2 - quando ele é também PERIGOSO!

Se Santana é chato quando é óbvio, consegue ser bastante esclarecedor quando expõe detalhes do seu trabalho. Na entrevista a Fernando Rodrigues, ele deixa claro, sem usar tais palavras, que uma campanha política pode AÇULAR O PRECONCEITO e EXPLORAR A IGNORÂNCIA de causa. Ele dá a tudo isso um outro nome: “emoção”. Vejam o que ele diz:

FOLHA - Como foi definida a abordagem a respeito do tema das privatizações? JOÃO

SANTANA - Esse é um tema riquíssimo, que foi muito bem pensado. Nós tínhamos alinhado alguns dos temas de intensa fragilidade e de imensa comoção política. Estava em primeiro lugar a privatização. Não usamos no primeiro turno porque não houve necessidade.

FOLHA - A forma como o assunto foi usado não se prestou a deseducar o eleitor? Propagou-se a noção de que a privatização em si é algo ruim...

SANTANA - Foi deseducativo de acordo com determinado ideário. Para o "consenso de Washington", sim. No Brasil, para alguns setores, revigorou-se um sentimento cívico. Não faço juízo de valor, mas o fato é que a privatização se apresenta no imaginário brasileiro com uma série de emoções políticas.

FOLHA - Quais eram essas emoções?

SANTANA - Primeiro, há um eixo cívico-épico-estatizante que vem de Getúlio Vargas, com a campanha "o petróleo é nosso". O outro eixo são as "tramas obscuras". Não quero questionar como foram feitas as privatizações no governo FHC, mas o fato é que ficou, na cabeça das pessoas, como se algo obscuro tivesse ocorrido. Foi erro de comunicação do governo FHC, que poderia ter vendido o benefício das privatizações de maneira mais clara. No caso da telefonia, teve um sucesso fabuloso. As pessoas estão aí usando os telefones.

FOLHA - Não é desonesto se beneficiar de uma idéia geral que vigora na sociedade? Algo que possivelmente o próprio presidente da República sabe que não é a verdade completa?

SANTANA - Não. Eu trabalho com o imaginário da população. Em uma campanha, nós trabalhamos com produções simbólicas. Não considero que exista aí desonestidade, pois o tema foi, pelo menos, discutido. É bom que a população fale e reflita sobre esses temas. No primeiro turno, analisando as pesquisas, eu vi que essa discussão poderia ser retomada. Enxerguei ali um "monstro vivo" que poderia ser jogado.

FOLHA - Mas, se foi apenas uma tática para encurralar o adversário, fica então reforçada a tese de que houve uma certa desonestidade intelectual. Ou, para usar a expressão do candidato do PSDB, uma "mentirobrás"?

SANTANA - Não é bem assim. O presidente não foi reeleito por causa da polêmica sobre privatização. O fato é que o adversário teve a chance de responder, mas não o fez. Tivesse ele uma resposta pronta, objetiva, o impacto teria sido reduzido. Alckmin poderia mostrar objetivamente o uso de telefones, de computadores, de internet.

Pois é, leitor, pois é... Há alguns anos tenho abordado o que costumo chamar de “GUERRA DE VALORES”. Vê-se que Santana topa flertar com a mentira. Porque, para ele, basta que essa mentira seja uma, sei lá, verdade sentimental. É evidente que não dá para concordar com isso. Mas uma coisa ele diz com absoluta correção – a correção de quem é um profissional da área: “Tivesse ele uma resposta pronta, objetiva, o impacto teria sido reduzido. Alckmin poderia mostrar objetivamente o uso de telefones, de computadores, de internet.” Foi rigorosamente o que escrevi aqui. Em vez disso, o tucano saiu assinando documentos e usando boné do Banco do Brasil, numa postura tolamente defensiva.

O que me interessa nessa entrevista é justamente isto: os petistas vivem em permanente GUERRA DE VALORES. Ao contrário dos partidos de oposição. Para enfrentar o PT, é preciso, antes de tudo, SABER ENFRENTAR O PETISMO.

Do blog de REINALDO AZEVEDO

(TODOSO OS GRIFOS SÃO MEUS)

Ô "raça", hein?!

Michael Crichton disse:
05 de novembro de 2006 às 15:29

Entrevista imperdível. Nassif é um dos melhores jornalistas vivos do Brasil, um dos três grandes, mas não me perguntem quem são os outros dois.

Band disse:
05 de novembro de 2006 às 18:04

Eu queria saber que ele é melhor em que escala de valores! Será que já criaram um jornalistômetro ou é por preferência pessoal?

Almir Melquíades da Silva disse:
06 de novembro de 2006 às 11:25

Bastante feliz o comentário do Sr. Wilson (Oficial de Justiça em comentários no dia 04/11/2006 - 18:38, que peço licença para fazer uso de suas palavras:

"Está patente o seu constrangimento, por ter-se colocado do lado oposto da maioria esmagadora da população brasileira. Tal parcialidade é forjada nas opiniões de uma minoria de "intelectuais", formadores de "opinião". Na verdade provincianos, no sentido da arrogância que ostentam, e que nada entendem do homem comum, aquele que acorda às 4h da manhã e toma 4 conduções para chegar ao trabalho. Nem do nordestino que vê sua pequena roça consumida pela seca. Ambos precisam do Estado. E lhes é lícito aceitá-la.

A mídia se prostituiu, e agora chora de vergonha, num canto qualquer da casa, tentando se justificar, mas nem sabe exatamente pelo que."

Por incrível que pareça, Sr. Wilson, quanto à revista VEJA, eu também fiz o que o Sr. fez, cancelei minha assinatura depois de 2 anos e repito as suas palavras

"Receber todos os domingos um verdadeiro insulto à minha capacidade de raciocinar por mim mesmo? E ainda pagar por isso? Chega! Mandem uma proposta de assinatura ao Roca Suja."

jorgecarrero disse:
06 de novembro de 2006 às 18:40

Millor Fernandes disse:" Se vc for honesto, procure disfarçar".

Estou convencido( como costuma iniciar as suas 'falas' aquele imbecil cachaceiro) de que minhas definições de ética e de moral são superiores àquelas entendidas por esta corja de 'jornalistas'.

Luis disse:
14 de maio de 2007 às 22:27

Mauro, você está mostrando, na bucha, como houve leviandade e irresponsabilidade da imprensa na época. Qual foi a empresa que beneficiou o Nassif? Qual o contrato?

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