A imprensa cumpriu seu papel no processo eleitoral? Dois grupos corpulentos e entusiasmados estão em pé de guerra em torno dessa questão. Com o PT estão jornalistas que viram no noticiário sobre a pilantragem que cercou a eleição uma grande armação para evitar a vitória de Lula. Do lado contrário, posicionam-se aqueles que noticiaram exatamente os fatos produzidos pelo grupo de Lula.
Nesta mesma edição, este site publica entrevista do jornalista Luís Nassif, apontando o que enxergou como tentativa de suicídio da mídia ao forçar além dos limites o noticiário anti-PT. Abaixo, publicamos outro ponto de vista. A transcrição do PodCast de Diogo Mainardi sobre o assunto e o blog de Reinaldo Azevedo, coabitantes do mesmo endereço: o site da revista Veja.
O Lulismo e a Imprensa
Reproduzido do PodCast de Diogo Mainardi na revista Veja.
Tentei falar sobre o assunto (Lulismo e Imprensa) com Marco Aurélio Garcia, presidente do PT, mas ele se recusou a me atender, dizendo que seu infinito apreço pela imprensa não vai ao ponto de conceder-me uma entrevista. Tudo bem. É um direito dele.
Na semana que vem prometo falar com Paulo Henrique Amorim. Ele é o meu lulista preferido. Mas acho que estou proibido de dizer que ele é Lulista. Ele está me processando por causa disso. Mino Carta também está me processando por causa disso. Assim como Franklin Martins. Quero que Mino Carta e Franklin Martins se danem. Eu só gosto é de Paulo Henrique Amorim.
Tereza Cruvinel é lulista. Dessas que fazem campanha na rua. Outro dia mesmo ela foi vista em Brasília distribuindo santinhos do PT. Paulo Henrique Amorim pertence a uma outra raça de Lulistas. Ele é da raça dos lulistas aloprados, dos lulistas bolivarianos. Ele acha que a primeira tarefa dos lulismo é quebrar a Globo e a Veja. Paulo Henrique Amorim, certamente, daria uma bandeirada na cabeça de um repórter da Veja. Eu também daria uma bandeirada na cabeça de Paulo Henrique Amorim.
Ele formulou a seguinte pergunta a Ciro Gomes. Cito literalmente:
— “A questão da mídia no Brasil na minha modestíssima opinião não é apenas o fato de que a mídia do Brasil é uma mídia de oposição, maciçamente, com exceções honrosas como por exemplo a Carta Capital, mas é também uma mídia que age no processo político. E a mídia na minha opinião tem se comportado como uma ameaça ao funcionamento do sistema democrático no Brasil. Como o presidente Lula deve agir diante desse quadro?”
Foi essa a pergunta de Paulo Henrique Amorim. Antes de tudo. fico feliz que ele saiba que sua opinião é, de fato, modestíssima. Como todos os lulistas ele acha que se opor a Lula é antidemocrático. Ele acha também que Carta Capital é uma revista honrada: por isso Paulo Henrique Amorim é meu lulista preferido. É por isso que eu daria uma bandeirada na cabeça dele.
A resposta de Ciro Gomes foi igualmente aloprada e bolivariana. Ele disse:
—“É preciso incentivar dramaticamente os meios de comunicação alternativos fortalecer cooperativas de jornalistas, financiar e, nisso, conceder canais de televisão.
No processo que move contra mim Paulo Henrique Amorim me acusa de ter insinuado que em troca de dinheiro ele abriu mão de sua independência e imparcialidade como profissional de imprensa.
Como ensinam Paulo Henrique Amorim, Ciro Gomes, Marco Aurélio Garcia, Walter Pinheiro, Bernardo Kucinski é o oposto:
um jornalista só pode ser realmente independente e imparcial quando leva grana do Lulismo.
Eu daria uma bandeirada em minha cabeça.
O Caso Veja e os blogs de política
Reproduzido do Blog de Reinaldo Azevedo.
Na quarta-feira, às 4h da manhã (o blog registra 5h porque o Blogger já está em horário de verão), publiquei a seguinte nota:
Entre blogs voltados para a cobertura política e/ou mídia, ignoraram as agressões de que foram vítimas os repórteres da Veja: Observatório da Imprensa, Mino Carta, Paulo Henrique Amorim, Franklin Martins, Tereza Cruvinel, Ilimar Franco, Jorge Bastos Moreno e Paulo Moreira Leite.
Como se vê, não fiz juízo de valor. Entrei nessas páginas, procurei a notícia, não achei e registrei o fato. Como costumam ser páginas atualizadas diariamente e como o caso diz respeito à liberdade de imprensa, o tema me pareceu relevante. Mas é claro que cada um tem seu ritmo, seu tempo, suas ocupações. Por isso, visitei de novo cada uma das páginas.
Paulo Moreira Leite — às 15h31 do dia 1º, publicou o texto “Interrogatório de jornalistas é um insulto à liberdade de imprensa”. Ontem, dia 2, estava lá: “A Polícia Federal interroga jornalistas, mas não contesta a notícia. Estranho? Não”. Os dois textos estão, a meu juízo, corretíssimos. E é certo que o jornalista não postou a notícia no próprio dia 31 porque tem outros afazeres na reportagem. Já concordei com muita coisa que Paulo escreveu e discordei de outras tantas. Mas certamente não temos nenhuma divergência quanto à liberdade de imprensa. Fica aqui o abraço do leitor.
Observatório da Imprensa — No dia 31, o site ignorou o caso. Mas o assunto foi debatido naquela noite no programa de TV. Publicou o texto de Veja explicando o caso no dia seguinte e tem abordado a questão da relação conflituosa do governo Lula com a imprensa.
Jorge Bastos Moreno — Entrou no assunto no dia 1º, censurando a ação da PF e também Marco Aurélio Garcia.
Tereza Cruvinel — Tratou do assunto no dia 1º. Escreve ela o que vai em itálico: “Se o depoimento dos jornalistas da Veja transcorreu mesmo sob clima de intimidação, é lamentável. Um equívoco da PF, que prefiro atribuir a seus excessos enquanto organização que opera com tanta autonomia, não a uma orientação do governo. Os sinais são contraditórios, pois o presidente agora está disposto a conceder mais entrevistas, e começou fazendo isso logo depois de reeleito. Pelo que sei, a intenção é construir uma relação melhor com a imprensa. Seria estupidez comprar esta briga, partir para este confronto agora.” Eu e Tereza, definitivamente, temos maneiras distintas de escrever e, quero crer, de ler também. Abrir o texto botando em dúvida o relato dos jornalistas, dados o conjunto da obra e a guerra do governo contra a mídia, me parece excesso de boa vontade com o poder e falta de boa vontade com os jornalistas. Segundo ela, os “excessos” devem ser atribuídos à PF, “que opera com autonomia”. Marco Aurélio Garcia é da PF? Diz ainda que isso é contraditório porque “o presidente agora está disposto a conceder entrevistas”. Eu acho que é uma forma muito sutil de humor que nem todos captam. Eu estou entre eles.
Franklin Martins — Continuou a ignorar solenemente o assunto. Está preocupado com outra coisa. “As primeiras 48 horas posteriores ao segundo turno mostraram que estavam equivocados aqueles que apostavam num recrudescimento da crise política no caso da reeleição de Lula. A expressiva votação do presidente e sua forte recuperação no Sudeste, onde venceu, e no Sul, onde perdeu por pouco, sepultaram as teses aventureiras do ‘terceiro turno’ e da ‘eleição sub judice’. Nota: “terceiro turno” é uma expressão inventada por Fernando Collor de Mello. Em tempo: sou um aventureiro. Sou a favor do terceiro turno. No tempo de Collor, eu também era. Franklin certamente estava comigo naquele caso. Já neste…
Ilimar Franco — Continuou a ignorar o assunto. No dia 31, preferiu dar destaque ao que intitulou “A morte de um patriota”. Escreve: “Acabo de receber uma ligação do jornalista Luiz Carlos Azedo, do Correio Braziliense. Emocionado ele me conta que Geraldão, o estivador Geraldo Rodrigues dos Santos, morreu na noite de segunda-feira no Rio de Janeiro. Geraldão foi o principal dirigente do PCB, do Comitê da Guanabara, durante o regime militar, de 1970 a 1987”. Interessante. O que caracterizava antes o comunismo era o internacionalismo. Comunismo patriótico é uma coisa bem nossa, como jabuticaba e pororoca.
Mino Carta — Entrou no assunto no dia 1º. Para apoiar a Polícia Federal e atacar Veja, é claro. Mino, como a gente sabe, jamais verga a coluna aos poderosos. Tem joelhos resistentes.
Paulo Henrique Amorim — Continuou ignorando. Era o esperado. Paulo Henrique está para Mino Carta mais ou menos como Evo Morales está para Fidel Castro. Cada um entenda como quiser.
...mas, é o fim da picada. esse moleque irresponsável passa a campanha toda violando todos os princípios de um jornalismo minimamente decente, e depois ainda quer que garcia fale com ele? Vá para o inferno mainardi, não esqueça de levar o tio reinaldo e o olavo carvalho... cambada!
Ô Patuléia, logo você, tão democrata, querendo censurar a imprensa? E quem seriam os censores do jornalismo minimamente decente, você, o Emir e o Garcia? Bela trinca...
Yves Hublet, cade você?
Não resta nenhuma dúvida que Diogo Mainardi, em que pese o sobrenome italiano, gostaria mesmo é de ser norte-americano. Mais que isso, gostaria de ter atingido a idade adulta em 1945, ano em que teve início o macartismo.
...luiz mendes, v. se refere àquele desiquilibrado que para aparecer agrediu covardemente um representante do povo?
...deve estar se tratando em alguma clínica de insanos...
Ex-representante do povo, caro(a) Patuléia. Não se esqueça que Zé Desceu foi CASSADO. E não se tratou de agressão covarde não, mas de um gesto de desespero diante do comportamento "não-republicano" do ex-ministro. Covardia, imagino eu, é orquestrar a organização criminosa que se instalou em Brasília, a qual chegou ao desplante de comprar votos de parlamentares, como bem apurou o PGR.
E não adianta vir com aquele papo de que a corrupção é endêmica e que na época do FHC também houve compra de votos. O Lulla comanda a Polícia Federal há 4 anos, sendo assim, por que ao invés de ficar, de forma oportunista, fazendo alusões genéricas a tal evento, não pediu abertura de investigação para comprovar o que suspeita? Respondo, porque isso é mera especulação transformada em dogma pela massiva e sacana propaganda petralha. Se isso não é "golpismo", o que seria?
"O PT se queixa da mídia, mas só há uma maneira de a mídia não irritar o PT: deixar de ser aloprado e não obrigar a mídia noticiar tantos escândalos" (Cláudio Humberto)
Olha meu querido amigo Luiz Mendes:
Já dizia a minha sábia vovó (Deus a tenha!): Uns gostam do olho, outros da ramela!
Assim sendo, uns gostam do emir sader, do mino carta, e do paulinho amorim. Eu, por mim, estou com o Reinaldo e com o Diogo, nas suas análises dos fatos que estão turbando o nosso tão querido como triste País.
Os "raciocínios" dos PeTralhas que pululam neste democrático espaço, são de doer, de fazer chorar homem grande!
O FATO, (fato mesmo!) é que o "iluminado" paulinho Lullista disse, na sua pergunta:
— “(...) E a mídia na minha opinião tem se comportado como uma AMEAÇA AO FUNCIONAMENTO DO SISTEMA DEMOCRÁTICO no Brasil (...)”
Ao que o seu interlocutor respondeu:
—“É preciso incentivar dramaticamente os MEIOS DE COMUNICAÇÃO ALTERNATIVOS, cooperativas de jornalistas, FINANCIAR e, nisso, conceder canais de televisão.
Decorrendo de tudo isto as perguntas seguintes:
a) Vivemos numa democracia, representativa. Qualquer ameaça ao regime democrático, é uma ameaça à própria segurança do país. Dessa forma e conforme a "modestissima" opinião do insigne periodista: devemos acabar com a imprensa? Por que não, se ela ameaça a democracia?
Se não ameaça de fato, o que fazer com o "marronzista" (como diria um outro insígne personagem, Odorico Paraguassú) "repórter", que é mentiroso e que caga no próprio ninho?
b) Que outros meios de comunicação? Tambores? Ou "corporações" regiamente pagas pelo Lullismo?
c) "FINANCIAR"? Com o dinheiro de quem, cara-pálida? Com o meu? Sai fora, mané!!!
d) "INCENTIVAR DRAMATICAMENTE"? Como, de que maneira$?
Como se vê, criminosos todos, um porque aventa uma hipótese gravíssima, de forma leviana, caluniosa e escrôta, contra um dos pilares efetivos da DEMOCRACIA, a IMPRENSA LIVRE, desvinculada daquela "chapa branca" e "baba ovos", como a "Cartilha Capital" e a "Isto Era"!
O outro por sugerir o aparelhamento e emasculação daquela mesma IMPRENSA LIVRE, com o uso de manipulações e do dinheiro PÚBLICO para calar a voz que denuncia os desmandos e a corrupção!
Canalhas todos, como bem pode se observar, que acham que estamos em alguma republiqueta de "bananas"!
Acho assim, que os prezados leitores e comentadores podem tirar as suas próprias conclusões.
Um abração, amigo.
Caro Dr.Mendes, intrometendo-me na sua conversa com Patuléia, quero dizer que devemos repudiar qualquer agressão a um representante do povo, seja ele o Clodovil, o Artur Virgílio, ACMneto, o troglodita do capitão carioca que me escapa o nome agora. Ainda mais dentro do Congresso. Aquele escritor e teatrólogo de fancaria teve os seus 15 minutos de fama. Nada mais. Voltou de onde veio: ao nada.
Discutimos muito e acabamos esquecendo o permanente, no caso o Congresso. Sou daqueles que acham que o Congresso não é nem ruim, nem bom, pois simplesmente representa a média do povo brasileiro. E é uma instituição necessária. Pessoalmente, não gostaria de ter maluf, clodovil, russomano, o capitão torturador do RJ, enéas, et caterva. Mas, sou obrigado a reconhecer e a defender: são representantes do povo, eleitos soberanamente e, portanto, dignos dos encômios destinados aos representantes populares. É o ritual. É o preço.
Quando da agressão, Zé Dirceu era deputado, eleito com mais de 200 mil votos. E mais: foi cassado sim, mas politicamente. V. é inteligente e sabe que a cassação foi política, pois nenhuma instância julgou, ou o que é pior, aceitou ainda denúncia contra Dirceu. Ao contrário de Jefferson, que é réu confesso, pois declarou ter recebido 4 milhões de reais.
A única coisa que me questiono é a que ponto vale o que o Sr. Diogo Mainardi escreve, porque ele tem o péssimo vício de não informar os reais motivos que são lhe negadas as mais simples respostas. Vejam por exemplo qual a pergunta e o motivo da negativa da resposta de Marco Aurélio Garcia, extraídas do site Terra Magazine:
"Diogo Mainardi:
Prezado Marco Aurélio Garcia,
Eu gostaria de entrevistá-lo por cerca de quatro minutos para um podcast da Veja. O assunto é a imprensa. Eu me comprometo a não cortar a entrevista. Ela será apresentada integralmente.
Muito obrigado, Diogo Mainardi
Marco Aurélio Garcia
Sr. Diogo Mainardi,
Há alguns anos - da data não me lembro - o senhor dedicou-me uma coluna com fortes críticas.
Minha resposta não foi publicada pela VEJA, mas sim, sua resposta à minha resposta que, aliás, foi republicada em um de seus livros.
Desde então decidi não mais falar com sua revista.
Seu sintomático compromisso em não cortar minhas declarações não é confiável.
Meu infinito apreço pela liberdade de imprensa não vai ao ponto de conceder-lhe uma entrevista.
Marco Aurélio Garcia."
Bem ao gosto dos brasileiros, vamos fazer uma aposta:
1- quanto tempo ainda tem de vida jornalistica o sr. Mainardi? Se ele achava que ia mudar, influenciar votos, percebe-se que dançou. De resto, seu trabalho jornalistico nao existe, seu trabalho é um lixo total. Um apanhado constante de idiotices e fajutagens, regado a ódio incontrolavel. So da para entender se se pensar que o cidadao nao consegue mais emprego em outro lugar, e faz o jogo escancarado dos patroes.
2- quanto dura a revista Veja? Depois de sua associacao com o grupo apoiador do aparthaid sul africano, parece que piorou muito no quesito ética e qualidade de jornalismo. Mais do que piorou, decretou seu suicidio, realmente. Anunciantes que prezam por alguma qualidade em seus comerciais, nao quererão ver seus nomes inseridos numa revista de tal qualidade. Pois pobre nao le Veja, e a classe media ja começa a parar para pensar. Tanto é que votou no Lula. O anunciante nao vai querer seu nome ligado a tal qualidade de imprensa.
Vamos, senhores, façamos nossas apostas
Prezado Prof. Armando.
O Zé Dirceu como o Maluf, citados pelo Sr., não foram condenados, mas um foi preso. O Duda tb é réu confesso, pior, de recebimento em dolares ilegais no exterior, foi preso?
O delegado que o prendeu na rinha de galos foi transferido p/ Tarauacá no Acre.
Ninguém deixa de ser ladrão por ganhar eleição!
Isso serve para qualquer político ou partido.
Vou já assinar "Veja", pois sem ela tá tudo dominado.
Em tempo,
se o Diogo sair da Veja, cancelo minha assinatura.
Caro Mainardi, lugar de dar "bandeirada" é em Interlagos. Porém, cuidado para não perder o "time", como Pelé.
Caro Professor, o sr. esqueceu de apertar a tecla SAP quando invoquei Ives Hublet. Fiz apenas uma ironia. Em relação ao Zé Dirceu, mantenho cada palavra. Embora tenha sido cassado "politicamente", há provas robustas de seu envolvimento em vários episódios, digamos, nada republicanos.
E o sr. anda meio contraditório, hein? Em outra notícia mostrou seu descontentamento com a sentença que condenou Emir Sader pela agressão à honra do Senador Bornhausen (muito embora seja de claridade solar que as palavras proferidas pelo professor são, no mínimo, indecorosas - ex: pessoa abjeta, assassino de trabalhador etc). Agora, sustenta que os parlamentares - todos eles - são dignos de respeito porque em alguma medida representam o povo. Seria por que agora se trata do Zé Dirceu?
Um abraço, Richard. Sua avó é mesmo muito sábia (rs).
Caro Dr. Mendes, não existe contradição. Evidentemente me refiro a agressões físicas, como as que sofreu o deputado Dirceu. Agressões físicas como as que ameaçaram o presidente. Esse tipo de "argumento" é que a democracia não tolera. Agressão física como a que sofreu Dirceu, era comum nos regimes fascistas e nazista, assim como na ditadura militar brasileira.
Quanto ao Senador, conhecido como "alemão", houve críticas, ainda que duras, mas apenas críticas. A lei de imprensa permite que ele respondesse no mesmo espaço. A sanção foi desproporcional.
Portanto, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Criticar, ser duro no comentário, etc, diariamente vários políticos passam por isso, e poucos, como esse senador buscam socorro no judiciário, simplesmente porque não carece, pois o próprio órgão de imprensa - tirante a veja - costuma dar o mesmo espaço para a "retorsão".
Finalmente, quem perdeu com a condenação do professor Emir, sabe o senhor, sei eu, sabem as pedras, que o perdedor foi o "alemão", que sai desmoralizado do episódio. O professor sai como vítima. Valeu a pena?
Professor, embora o senhor aponte distinção entre agressão física e verbal, a CF não o faz. Toda lesão, física ou não, pode ser apreciada pelo Judiciário.
No tocante ao direito de resposta proporcional ao agravo, trata-se de uma faculdade do ofendido, cuja utilização não tem o condão de afastar a responsabilidade civil ou openal.
Em relação à crítica proferida pelo Emir Sader, ela foi absolutamente indecorosa. Chamar alguém de assassino de trabalhador não é aceitável. O professor claramente foi além da liberdade que a CF lhe confere. E não se pode exigir que algué, aviltado, fique inerte. Ainda mais em se tratando de um Senador da República (o sr. gostando ou não, um representante do Estado de SC eleito pelo povo).
Quanto à desmoralização do Senador, esse é um juízo particular do senhor e restrito àqueles que enxergam o mundo através de um filtro ideológico. Nessa perspectiva é que se dá a vitimização de Emir. E isso é muito diferente do "dado contreto e objetivo", a que ELLE tanto costuma aludir.
Esqueci de responder à sua indagação, Professor. Valeu a pena. Valeu porque se cumpriu a lei. É assim que funciona o regime democrático, não é ?
Mainardi é ótimo. Sintetiza bem. Ironiza bem. Não faz nada de útil, mas serve. É meu jornalista "impresdileto". Eu estava pensando em cancelar a assinatura da revista Veja, mas aí li mais detidamente seus artigos.
Foi aí que resolvi que, além de cancelar a Veja, deveria convencer dois amigos a fazer o mesmo. Seus artigos, além de inúteis, desagregam. Seu patrão fala de liberdade de expressão. Quero só ver a liberdade de expressão, quando cada um dentre cem mil assinantes convencer mais dois a cancelar o semanário. A ideologia pede, mas o dinheiro manda. E quem vende isenção não pode entregar partidarismo.
Parafraseando o articulista: A veja acabou. Coitado do entregador, tão gente-boa. Agora, a revista.... No final do ano vou presentear o entregador com uma garrafa de vinho. Mas a revista...
Eh, Eh, Eh!
O adepto da candidatura do Abortista Excomungado do Oficial Wilson pelo menos está escrevendo agora em horário compatível com o dsempenho de suas regulares funções, já é um progresso.
Quanto à sua campanha do 1 + 2, acredito que os donos e os redatores daquela revistoca, devem estar se borrando de medo. Quá, quá, quá, quá.
Amigo Mainardi, pau nelles!
Ô amigo Luiz Mendes! Gastando digital com certo tipo de PeTralha?!
O professor fujão borra-cuecas, deve ser adepto daquela teoria das duas violências: Uma ruim, provocada pelo imperialismo capitalista, absolutamente injustificada porque opressora da classe trabalhadora e outra, BOA, de orígem revolucionária e em reação àquela, totalmente justificada e exercida por pessoas boníssimas como o Chê, o Mao, o Pol Pot, etc.
O grande problema é: quem julga essas circunstâncias todas? Quem? Adivinhou: os mesmos tais "revolucionários"!
Não é uma gracinha? então, quem tem ardores de amores pelo "povo" é o único juiz de quem está errado (e "paredón" ou cárcere para eles) e de quem está CERTO.
Nessa última categoria, pois, inserem-se diversos companheiros que "erraram" e "alopraram", mas que estão total e previamente "abonados" porque são...?
REVOLUCIONÁRIOS...lógico! Amigos "del pueblo", "mártires" até! Como "el gran comandante" dirceu, por exemplo.
Agora, os cultores da "democracia", como o professor mentiroso e fujão, amante de candidaturas abortistas, pouco se lhes dá se Bornhausen é um Senador, regular e livremente eleito pelo povo de Santa Catarina.
Não sendo da grei do amigos "del pueblo" ele é um inimigo, a ser impiedosamente esmagado.
É a este tipo de "raça" que o País foi entregue.
Não é o caso de desratizá-los mesmo?
Um abração do seu amigo
Captei o lance, sr Wilson. Imitou bem o estilo do "maisardi", um genérico-B de Paulo Francis, que é o rei do escarnio sem-causa. Como disse o Garcia, não é confiável. Na Faculdade de Jornalismo de uma prima minha ele exemplo do que se deve evitar. Vai continuar levando lapadas, até aprender. A "imprenssa" toda ta levando, entao não é ele que vai escapar, ainda mais com aquela carinha de "num to ntendeeendu" dele.
Mas, Wilson, nem é preciso se esforçar. Tenho certeza que muita gente já está cancelando. Muitos anunciantes já estão caindo fora, porque é duro associar a imagem de uma empresa séria ao radicalismo de comitê. Se a MANCHETE acabou, a EPOCA não decolou, a "Óia" vai dançar em breve. Nem as tucanetes desamparadas, esses filhotes de FHH que defendem o pfmiérre e psDéBil com os glúteos (e ainda com prazer, ao que parece, hehehe), vão segurar a queda da poderosa. Ela vai beijar a lona, que nem o Alckmin (lembranças póstumas ao meu conterrâneo TaChio Zereichato, ao baiano ACC e ao Alemão catarinense). Questão de (pouco)tempo.
ATENÇÃO! PARA LEITURA E, SOBRETUDO, REFLEXÃO, DOS QUERIDOS LEITORES E COMENTADORES DESTE ESPAÇO:
O MARQUETEIRO DE LULA 1 - quando ele é apenas óbvio
Reportagem de Fernando Rodrigues, na Folha deste domingo, traz a interpretação de João Santana, o marqueteiro de Lula, para o sucesso eleitoral de Lula. Nunca o lugar-comum ambicionou antes, com tanta ligeireza, o lugar de uma teoria política. Santana diz um monte de obviedades, que estamos cansados de saber. A maior de todas: Lula é visto, a um só tempo, como o corajoso do povão que chegou lá e como uma vítima das elites. O problema dessas construções mentais está no fato de que a sua validade parece universal e infinita. Leiam:
“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve sua reeleição ao fato de ter virado, no imaginário do eleitorado mais pobre, uma figura dupla: um "fortão" igualmente humilde que virou poderoso e ao mesmo tempo uma vítima, um ‘fraquinho’ sob ataque das elites. Essa é uma das explicações usadas pelo publicitário João Cerqueira de Santana Filho para o sucesso da empreitada que acompanhou de perto nos últimos meses. O marqueteiro de Lula desenvolveu uma análise própria sobre o caso de amor do eleitorado com o presidente: a teoria do ‘fortão’ e do ‘fraquinho’ -ele usa termos mais eloqüentes, mas criou esses enquanto falava à Folha ‘para ficar mais publicável’. Lula alternaria esses dois papéis no imaginário do brasileiro das classes mais pobres. Depois que se elegeu presidente em 2002, o petista passou a ser uma projeção de sucesso para as camadas C e D da população. ‘É um deles. Chegou lá’, diz Santana. Nesse momento, a personagem é o ‘fortão’, que ‘rompeu todas as barreiras sociais e conseguiu o impossível, tornando-se um poderoso’. Já quando Lula é atacado, ‘o povão pensa que é um ato das elites para derrubar o homem do povo que está lá’.”
O MARQUETEIRO DE LULA 2 - quando ele é também PERIGOSO!
Se Santana é chato quando é óbvio, consegue ser bastante esclarecedor quando expõe detalhes do seu trabalho. Na entrevista a Fernando Rodrigues, ele deixa claro, sem usar tais palavras, que uma campanha política pode AÇULAR O PRECONCEITO e EXPLORAR A IGNORÂNCIA de causa. Ele dá a tudo isso um outro nome: “emoção”. Vejam o que ele diz:
FOLHA - Como foi definida a abordagem a respeito do tema das privatizações? JOÃO
SANTANA - Esse é um tema riquíssimo, que foi muito bem pensado. Nós tínhamos alinhado alguns dos temas de intensa fragilidade e de imensa comoção política. Estava em primeiro lugar a privatização. Não usamos no primeiro turno porque não houve necessidade.
FOLHA - A forma como o assunto foi usado não se prestou a deseducar o eleitor? Propagou-se a noção de que a privatização em si é algo ruim...
SANTANA - Foi deseducativo de acordo com determinado ideário. Para o "consenso de Washington", sim. No Brasil, para alguns setores, revigorou-se um sentimento cívico. Não faço juízo de valor, mas o fato é que a privatização se apresenta no imaginário brasileiro com uma série de emoções políticas.
FOLHA - Quais eram essas emoções?
SANTANA - Primeiro, há um eixo cívico-épico-estatizante que vem de Getúlio Vargas, com a campanha "o petróleo é nosso". O outro eixo são as "tramas obscuras". Não quero questionar como foram feitas as privatizações no governo FHC, mas o fato é que ficou, na cabeça das pessoas, como se algo obscuro tivesse ocorrido. Foi erro de comunicação do governo FHC, que poderia ter vendido o benefício das privatizações de maneira mais clara. No caso da telefonia, teve um sucesso fabuloso. As pessoas estão aí usando os telefones.
FOLHA - Não é desonesto se beneficiar de uma idéia geral que vigora na sociedade? Algo que possivelmente o próprio presidente da República sabe que não é a verdade completa?
SANTANA - Não. Eu trabalho com o imaginário da população. Em uma campanha, nós trabalhamos com produções simbólicas. Não considero que exista aí desonestidade, pois o tema foi, pelo menos, discutido. É bom que a população fale e reflita sobre esses temas. No primeiro turno, analisando as pesquisas, eu vi que essa discussão poderia ser retomada. Enxerguei ali um "monstro vivo" que poderia ser jogado.
FOLHA - Mas, se foi apenas uma tática para encurralar o adversário, fica então reforçada a tese de que houve uma certa desonestidade intelectual. Ou, para usar a expressão do candidato do PSDB, uma "mentirobrás"?
SANTANA - Não é bem assim. O presidente não foi reeleito por causa da polêmica sobre privatização. O fato é que o adversário teve a chance de responder, mas não o fez. Tivesse ele uma resposta pronta, objetiva, o impacto teria sido reduzido. Alckmin poderia mostrar objetivamente o uso de telefones, de computadores, de internet.
Pois é, leitor, pois é... Há alguns anos tenho abordado o que costumo chamar de “GUERRA DE VALORES”. Vê-se que Santana topa flertar com a mentira. Porque, para ele, basta que essa mentira seja uma, sei lá, verdade sentimental. É evidente que não dá para concordar com isso. Mas uma coisa ele diz com absoluta correção – a correção de quem é um profissional da área: “Tivesse ele uma resposta pronta, objetiva, o impacto teria sido reduzido. Alckmin poderia mostrar objetivamente o uso de telefones, de computadores, de internet.” Foi rigorosamente o que escrevi aqui. Em vez disso, o tucano saiu assinando documentos e usando boné do Banco do Brasil, numa postura tolamente defensiva.
O que me interessa nessa entrevista é justamente isto: os petistas vivem em permanente GUERRA DE VALORES. Ao contrário dos partidos de oposição. Para enfrentar o PT, é preciso, antes de tudo, SABER ENFRENTAR O PETISMO.
Do blog de REINALDO AZEVEDO
(TODOS OS GRIFOS SÃO MEUS)
Ô "raça", hein?!
Ô Radar, melhore a comunicação das suas "idéias", que já seria grande coisa.
Sugiro, ao invés da Isto Era, da Cartilha Capital, da Caros Amigos, etc., alguma leitura mais saudável e "menas" estressante: Pato Donald, Contigo, Álbum do Rebelde, etc.
ô censor "Smente!" (nem apelido brasileiro voce sabe arrumar):
Procure cuidar da sua vida, "isso sim já seria um avanço". Tá sobrando muito tempo ? vá jogar bingo, por exemplo. Você não está capacitado a indicar literatura a ninguém. Até porque não aprendeu nem respeitar a opinião alheia/ Bem na linha do homem-privata, do abominável ditador catarinense das neves e do gagá de Salvador. Bull-dog que perdeu o osso, fica ladrando esse seu discurso vazio de derrotado em 29/11. Você deve estar escrevendo suas besteiras em pé, mas isso é problema seu. Fiquei 3 meses sem acessar o conjur, e encontro um imbecil da sua espécie querendo dar uma de mestre esquisitão. Só se for mestre-cuca, sem a última sílaba. Está querendo que o Conjur acabe com esse espaço democrático? Véio, coloque a bunda em outro colo. Quer respeito? Respeite! e vê se erra!
A culpa é da esmola! Não controlaram a máquina do (des)governo lulista e agora... Serão mais quatro anos de sacanagem e de lamaçal - com a outorga do 'povo'. Esses abduzidos e evangelizados jornalistas petistas querem muito mais do que tiveram até agora - e vão conseguir! Nelson Rodrigues já dizia que a maioria é burra. Diria mais: Burra, pobre( de espírito) e mendiga( qq coisa vale a pena!). Pobre país.
Caro Shimt,
Seus comentários são infelizes!!!
Só de ver, que você escreveu algo já me desanimo.
Sugiro que entre em uma boa faculdade e abra seus horizontes.
Fábio Cruz
Caro Carrero,
A frase citada não é "a maioria é burra" mas sim, "Toda unanimidade é burra"; Em que país você vive? nos EUA como o Diogo Minardi?
Eu moro no estado de São Paulo e nunca senti os benefícios do trabalho do governo federal como neste governo, não recebo "esmola" bolsa família nem sou bolsista do pró-une, mas sou um cidadão que percebe preços de alimentos mais em conta e um custo de vida menor, que tem muito mais oportunidade de trabalho!
Fábio Cruz
ACHEI SENSACIONAL.
VAMOS MANDAR OS ELEITORES DO LULA COBRAREM DELE,
TUDO O QUE VIVEM
PEDINDO POR TELEFONE E OUTROS MEIOS.
Campanha
Não dê mais nada pra ninguém
VIVA LULA!!!
Lula inventou o "Bio-Diesel", acabou de inventar a TV Digital, descobriu o Brazil, Cabral foi um mero cumpanhêro. Além disso, Lullet's criou o Banco do Brasil, fundou a Petrobrás, NUNCA estivemos em situação tão boa, sua magneficiência inventou a roda, a eletricidade, a máquina à vapor, etc...etc...etc....
Todos os brasileiros "deste País" tem uma TV digital.
Milhões de caminhoneiros felizes, pagam barato por isso e rodam nas mais belas e bem asfaltadas estradas deste mundo! Tá bonito.
Os 43 milhões de brasileiros que estão na linha da miséria já estão comendo, bem, 3 vezes ao dia, segundo Lula. Dados da F.Getulio Vargas/Fao/ONU; em 15 de Outubro foi comemorado o Dia Mundial de Combate à Fome.
Não há desemprego.
Está todo mundo feliz e quiseram reelegê-lo.
Assim, chega de pedirem tanto sem necessidade.
Eu já suspendi as 3 Instituições com quem colaborava mensalmente, que atendiam pessoas e crianças carentes, afinal, hoje elas já não existem mais. Chorando, uma diretora implorou por Deus que eu continuasse a colaborar. As crianças vão passar fome. Disse-me que era mentira do Lula. Argumentei que ela sim era mentirosa. Eu vi na TV. Lula falou. Eu acredito no presidente, ou iria acreditar nela que não é "ninguém". Não colaboro mais com os empregados do meu prédio.
Não dê panetones nem caixinhas de natal.
Não vou dar roupas, panetone.etc.
Não precisam mais e parem de amolar aos outros,.....
Deixem o Homem trabalhar!
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Façam o homem trabalhar........................
Ficou "bravinha" Radar?
Só porque eu te recomendei algumas leituras "menas" estressantes?
Tá vendo como você está precisando? Pode por "Nova" e os seus testes de amor também, você está precisando!
p.s. O meu nome é Richard Smith mesmo, mané. Não se trata de nenhum "nickname" fajuto como o seu, "radar" PeTralha descalibrado.
E apenas para o seu governo, embora descendente de irlandeses, o que muito me orgulah, sou brasileiro, brasileirissimo, paulista e paulistano.
Sei ler e escrever, como no prato, com garfo e faca e não sou cumpliçe de safadeza nenhuma com o meu País, pois não votei no Excomungado Abortista "que aí está". Sacou, mané?
Ops, desculpem pelo "ç" no cúmplice.
E você, amigo Fábio Cruz:
Se você tivesse um pouco mais de paciência, perceberia a pertinência do que eu escrevo. Essa desculpa é velha.
Ademais, não escrevo nem para PeTelhos e simpatizantes e nem para PeTralhas.
Um abraço, hein?
Esta história do Professor Emir Sader é engraçada!
Quanto mais se pesquisa o assunto, mais me espanta a hipocrisia. Paulo Henrique Amorim. Mino Carta Assim como Franklin Martins estão processando Diogo Mainardi. Será que foram por acusações deste nível tão baixo do professor Emir Sader? Ou por oposição real a liberdade de expressão? Não causa admiração portanto o ataque que o Carta Capital faz a organizaçõa RSF ou a Globo criando um factóide sobre a divulgação das fotos desviando na hora o assunto principal! De onde veio o dinheiro e que alta autoridade do PT autorizou e deu a garantia para arrecadar a expressiva cifra? Para os alinhados aos poderosos isto não deve ser revelado!
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