Juíza que bateu boca com vizinhas responderá processo

A juíza Adriana Costa, da 1ª Vara da Comarca de Francisco Morato, vai responder processo administrativo por usar de seu cargo com o intuito de resolver problemas pessoais.

Segundo os autos, a juíza se desentendeu com vizinhas que estacionaram em frente de sua garagem. Prevalecendo da condição de juíza, ela ordenou que um policial encaminhasse as vizinhas para a delegacia. A decisão, unânime, é do Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo.

Segundo o relator, desembargador Gilberto Passos de Freitas, não pode ser admitido que uma juíza se aproveite do cargo para resolver questões pessoais.

O desembargador disse que a conduta da juíza é condenável por usar palavras de baixo calão “que não condiz com a postura de juiz.” Para o desembargador Laerte Nordi, um bate boca, uma troca de ofensas até podem ser admitidos mas o excesso está quando a juiza diz para o policial levar as duas vizinhas presas. “A autoridade do juiz se esgota no processo. Fora disso ele é um cidadão comum,” diz.

O desembargador Walter Guilherme parafraseou Aristóteles ao dizer que “a demagogia é a corrupção da democracia” para dizer que “a prepotência é a corrupção da autoridade. É o nosso mal,” acrescenta.

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Adriana Aguiar

é repórter do jornal DCI.

Adm André Gomes disse:
09 de novembro de 2006 às 08:58

E não é só os juízes que se aproveitam do cargo que tem para resolverem questões pessoais!!!!

Dr. Sobral disse:
09 de novembro de 2006 às 10:11

São pessoas que não estão psicologicamente preparadas para exercer um cargo que lhes dê autoridade. Faltam-lhes formação humanística...

Hecio Alves dos Reis Ramos disse:
09 de novembro de 2006 às 12:40

Fico com pena desses 'doutores' e 'doutoras' que se acham donos do mundo e que querem (ou impõem) a sujeição de todos à sua volta, esquecendo-se que um dia estarão a sete palmos do chão como qualquer outro. É por isso que sempre aprendi que "a humildade precede a honra".

Alexandre Russi disse:
09 de novembro de 2006 às 14:10

Está virando moda...um em Santa Catarina, mandou fechar uma escola porque considera que barulho de criança é prejudicial à saúde!...
Onde vamos parar!?

Armando do Prado disse:
09 de novembro de 2006 às 14:54

Oh senhor, como deve ser dura essa função "divina", não? Vitaliciedade dá nisso. Tenho certeza que se tivessem que "matar um leão por dia" como qualquer trabalhador, não teriam tempo para juizites e promotorites...

Wellington disse:
09 de novembro de 2006 às 18:12

Gente, não se deve tomar a parte pelo todo . . . Todos temos a dificuldade de entender que somos meros "ocupantes" de cargos . . . inclusive a operosa OAB! Ou será que a iniciativa/conduta infeliz/criminosa de uns advogados contaminaria a todos? Repondo CONCLUSIVAMENTE não . . .

Michael Crichton disse:
09 de novembro de 2006 às 19:17

Dizem: a) a juíza em questão é uma das mais bonitas do estado...b) ....

Michael Crichton disse:
09 de novembro de 2006 às 19:19

Como dizem os doutrinadores, a vitaliciedade é uma garantia do jurisdicionado. Pensando bem, se o juiz não a tivesse, como decidiria causas importantíssimas, com a isenção necessária? Como o juiz decidiria, por exemplo, as execuções fiscais contra a Fazenda do Estado, que é de onde vem o seu salário? Tem gente que não pensa nessas coisas...

catia disse:
09 de novembro de 2006 às 22:23

infelizmente axiste pessoas que se garante no seu poder.
temos como exemplo os fiscais do ibama que foram preso no rio, ja estavam sob judice da primeira prisão, e pediram de novo a prisão de todos, baseado numa ameaça, sem saber quem é que esta ameaçando.
para eles o mais conveniente é colocar 29 pessoas presas.
para que serve o artigo 5º da constituição, será que ele não conhece esse artigo.
vamos dar o direito de defesa, a justiça existe para ser cumprida, e respeitada.
para esses leva uma nota zero!

ius disse:
10 de novembro de 2006 às 07:40

Esse é apenas um caso entre tantos que acontecem por ai e que o CONJUR não noticia....

Wagner Salsa disse:
10 de novembro de 2006 às 09:45

Pela similaridade na forma de agir, essa juiza deve ter estudado com o ilustre secretário de justiça de São Paulo, Saulo de Castro.

Michael Crichton disse:
10 de novembro de 2006 às 19:38

Se esse é um entre tantos casos, remeta os casos eventualmente acontecidos ao conjur, que os publicará. Simples.

José Henrique disse:
11 de novembro de 2006 às 18:27

Alelúia!! Que boa notícia o órgão corregedor estar preocupado com a Justiça e não com o juiz!!

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