Estamos perto de mais um dos muitos feriados inconstitucionais existentes em nosso país: o feriado de 12 de outubro. Quando me questionado a respeito do tema, não posso deitar, in albis, minha opinião, especialmente por amor ao direito, à justiça e à verdade.
Estou certo de que as presentes manifestações não se inclinam nem muito menos repudiam uma ou outra religião, mas, sim, defendem os ditames constitucionais, a paz pública, a democracia e a organização social. Outrossim, manifesto-me no apelo e em cumprimento ao ofício que me foi outorgado pelo direito e pela Constituição, no afã de defender, sem limites e fronteiras, aquilo que o causídico acredita ser justo. Quando os governos violentam o direito, não terei receio de denunciá-los, mesmo que perseguições decorram dessa postura e ainda que os pusilânimes me critiquem pelas acusações.
Nenhum país é livre sem advogados livres. Minha liberdade de opinião e a independência de julgamento são os maiores valores do exercício profissional, para assim não precisar submeter-me à força dos poderosos ou desprezar os fracos e insuficientes.
Preâmbulo da Constituição Federal de 1988 — “Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembléia Nacional Constituinte para instituir um Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias, promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte Constituição da República Federativa do Brasil”.
Incontestável é o entendimento de que o preâmbulo constitucional é dotado de valor normativo, o que nos autoriza afirmar que “Deus é constitucional”, ou seja, nossa Constituição acredita na existência de Deus. Embora a carta maior crie, em seu preâmbulo, o Estado teísta, estabelece o Estado laico ou leigo em seu artigo 19, inciso I, vetando ao Estado estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público, garantindo assim a liberdade religiosa em nosso país.
Vale à pena relembrar o capítulo histórico da política nacional e paulistana, quando, em 1986, o então senador Fernando Henrique Cardoso disputava as eleições para o cargo de prefeito da cidade de São Paulo contra o candidato Jânio da Silva Quadros, eleito na indigitada oportunidade.
Dizem os “especialistas” que FHC teria perdido as eleições por pronunciar, em entrevista realizada pelo jornalista Boris Casoy, que não acreditava em Deus. O fato de ser ateu teria causado repúdio em seus eleitores, que teriam mudado seus votos na última hora. A certeza de que FHC e seus assessores iriam conquistar a prefeitura era tamanha que, após alguns pedidos, FHC cometeu seu segundo erro fatal, sentou-se na cadeira de prefeito, para lá tirar algumas fotos antes do resultado eleitoral.
Ao abrirem-se as urnas, surpresa para FHC: Jânio Quadros era o novo prefeito de São Paulo e, ao ser empossado, Jânio limpou a cadeira de prefeito, na qual FHC havia sentado, borrifando sobre ela algum tipo de produto de limpeza, ficando esse fato registrado nos anais da história brasileira.
Dois anos após perder as eleições para a prefeitura de São Paulo, o então senador FHC reuniu-se em Assembléia Geral Constituinte, junto com outros membros do Poder Constituinte, para a promulgação da Constituição da República Federativa do Brasil. Em votação, discutia-se a inclusão ou não do substantivo Deus no Preâmbulo Constitucional, incidindo, assim, no Estado teísta.
Apenas um constituinte votou contra a inclusão. Para a surpresa de todos, não foi o senador FHC quem votou contra, ou seja, o comentado senador votou a favor de Deus. Teria FHC contrariado, com isso, seus princípios ateístas? Um senador e repentista baiano, intrigado com o fato, tomou o microfone da assembléia constituinte e questionou: “FHC, você não era ateu? O que aconteceu? Se converteu? Ou será que se arrependeu?”.
A separação entre a Igreja e o Estado decorre diretamente do direito à liberdade religiosa, princípio fundamental de toda política republicana, reconhecido pela maioria das constituições dos Estados democráticos e por vários tratados internacionais. É perfeita a conclusão do constitucionalista português Jorge Miranda, ao afirmar que a liberdade religiosa está “no cerne da problemática dos direitos humanos fundamentais, e não existe plena liberdade cultural nem plena liberdade política sem essa liberdade pública, ou direito fundamental”. Servem-nos de exemplo as inúmeras passagens históricas, onde a intolerância entre religiões abrolharam teratológicas guerras cíveis de proporções irreparáveis e repercussão mundial.
O jurista Rui Barbosa já dizia que, “de todas as liberdades sociais, nenhuma é tão congenial ao homem, e tão nobre, e tão frutificativa, e tão civilizadora, e tão pacífica, e tão filha do Evangelho, como a liberdade religiosa”.
A atual Constituição proíbe, em seu artigo 19, a oficialidade do culto religioso e consagra o Estado leigo, mas a questão é constantemente discutida em nosso país. Recentemente, em Belém, o projeto da construção de uma imagem da Virgem de Nazaré, com 27 metros de altura, instaurou grandes discussões a respeito da constitucionalidade da obra, tendo em vista que a imagem serviria apenas para o culto religioso dos católicos e contra-argumentado pelo responsável do projeto, que traria benefícios à região dada a atração turística.
Há também, quem, a favor da obra defendeu que subvencionar significa “adotar ou assumir uma determinada religião, aliando-se à mesma, ou ficando dependente dela, comprometendo-se com sua pregação, atuação ou catequese”. Aponta, ainda em sua defesa, que várias obras semelhantes vêm sendo subvencionadas pelo poder público.
Ao bem da verdade, isso, realmente, ocorre em todo o país, e data maxima vênia, sou obrigado a discordar do advogado, certo de que suas afirmações só provam que a norma soberana não tem sido cumprida, desrespeitando a Constituição explicitamente e de que a religião católica ainda é privilegiada pelos governantes.
Malgrado seja esta a minha tese, alguns acontecimentos, como a reforma de igrejas coloniais, não confrontam a Constituição por tratarem de prédios históricos. A reforma constitui obrigação dos poderes públicos prevista no artigo 23 do texto constitucional. Mas, a oficialização de feriados religiosos, assim como a construção de imagens de santos, são, flagrantemente inconstitucionais. Além disso, em diversas câmaras, assembléias e outros prédios públicos são afixados crucifixos, o que tem causado grandes aborrecimentos a políticos que professam outras religiões.
A Lei 6.802/80, que cria o feriado de 12 de outubro pela veneração a Nossa Senhora Aparecida, dogma este bastante específico, tem, como texto: “culto público e oficial à Nossa Senhora Aparecida”. Não poderá haver um culto religioso oficial em um Estado leigo, sendo esse texto flagrantemente inconstitucional, por não ter sido recepcionado pela Constituição Federal de 1988.
Apesar de a referenciada lei ser inconstitucional e relacionar-se a culto bastante específico, possui caráter histórico e origina-se de religião que possui um grande número de seguidores (cerca de um terço da população), sendo sua revogação perigosa, podendo causar conflitos entre seus membros e o Estado, constituindo um assombroso pesadelo para aqueles que se preocupam com a interferência da Igreja no Estado democrático.
Data maxima vênia às religiões, respectivos dogmas e membros, não se pode permitir que seu poder e seus ideais interfiram na administração pública, uma vez que a nação viraria um caos. Se erguermos uma estátua da imagem da Virgem de Nazaré com o dinheiro dos cofres públicos, teremos de construir a imagem de Iemanjá e a imagem de Buda e de muitos outros santos e deuses dos vários cultos religiosos existentes, assim como teriam de ser oficializados vários feriados em virtude de comemorações religiosas. Imaginemos se fosse oficializado o feriado muçulmano Ramadham: 30 dias de feriado seria inviável e impraticável para a economia do país.
De sorte que não é aceitável a interferência ou a influência, pelas várias religiões existentes no país. Não é admissível que o poder público interfira em algum culto religioso ou subvencione em nenhuma hipótese, evitando, assim, confundir Estado democrático com culto religioso.
A justificativa de subvencionar, pelos cofres públicos, cultos religiosos, como a construção da imagem da santa, por se tratar de chamariz turístico para a cidade pode parecer economicamente viável, mas ameaçador, podendo dar motivo a um conflito social de proporções irreparáveis.
O poder político de partidos simpatizantes com determinados cultos religiosos vem aumentando gradativamente, o que pode ocasionar conflitos violentos. Assim, a segurança política só estará restabelecida quando pudermos confiar na prática dos princípios básicos da dogmática das próprias religiões: tolerância, amor e paz.
Citando um sermão proferido durante sua viagem recente à Bavária, Bento 16 disse que o mundo precisa de tolerância "que inclua a reverência a Deus, a reverência ao que é sagrado aos outros". "Essa reverência só pode ser regenerada no mundo ocidental se a fé em Deus crescer novamente", acrescentou. O papa advertiu contra a confusão de tolerância com indiferença completa, dizendo: "A tolerância verdadeira requer respeito aos outros, que são criaturas de Deus e cuja existência foi reafirmada por Deus". Bento 16 também aproveitou a ocasião para reiterar sua oposição ao aborto, uniões civis e pesquisas com células-tronco, e pediu a Berlim que não substitua as atuais aulas de religião nas escolas públicas por aulas de ética "sem valor".
Será falta de Deus que leva a intolerância? Mais uma vez o Papa ataca a filosofia e o laicismo como se a fé fosse um antídoto para a intolerância. No entanto, a história da Igreja Católica não deixa nada a dever ao islamismo como fonte de censura, ações fanáticas e intolerância. O que o Papa conta hoje em dia além de seu poder terreno, é com a tolerância conquistada pelas revoluções humanistas do pensamento ocidental contra o poder da igreja. O iluminismo, a Revolução Francesa, a Revolução Americana que espalhou o ideal de liberdade e dos estados laicos. A nada devemos ao Catolicismo destes valores. No Tratado sobre a tolerância – Voltaire já em 1767 denunciava isto que o Papa pretende o retorno.
O sagrado, a fé, o culto são deveres do crente, e não de quem não é. Por isto que católicos querem evangelizar os outros por total desrespeito as civilizações e os povos. Não são os não crentes que devem comer peixe na sexta-feira santa, não comer carne de porco, deixar de fazer abarba, não blasfemar, não pecar contra a castidade, guardar os dias santos, se lastimarem fisicamente no dia do profeta. São aqueles que acham estas coisas o caminho da salvação que devem assim fazer.
Por que o Catolicismo pode levar a palavra da razão contra as outras religiões e a ciência e o humanismo deve se calar? Creio que o Papa pagou na mesma hora pelo que disse e que irá repercutir nas relações nos próximos anos, mesmo com uma eventual desculpa pública por algo que disse espontaneamente. Mas ao mesmo tempo demonstra que a ciência é o elo entre as pessoas, enquanto a religião é a verdadeira língua da desarmonia que saiu da construção da torre de Babél. A importância para o estado laico que não pode ser de tal ou qual religião a ser imposta os costumes e o sagrados aos infiéis e descrentes.
Gostaria de lembrar, respeitosamente, que o Estado brasileiro não é laico no sentido de irreligioso, mas apenas pela separação entre as esferas de atuação da Igreja e do Estado. Basta se ler o preâmbulo da nossa Constituição para se ver isso. Além do mais, os feriados no Brasil decorrem da tradição, da cultura, de fatores do passado que somente nos devem dar orgulho pelo povo que aqui se formou e pelas suas origens. Quando sacrificarmos nossas tradições e nossa lembrança do passado, renunciaremos ao futuro, porque teremos perdido nossa identidade. Ou seja, como argumento para acabar com os feriados com motivação religiosa no Brasil, invoca-se um problema que não é brasileiro, mas de outros Estados, importando e globalizando uma visão de conflito que nunca foi realidade aqui. Essa pasteurização, que ocorre não apenas nesse aspecto das tradições culturais, ameaça a própria essência do que é ser brasileiro.
Iveste o dr. Montemurro, não sabemos qual religião professa, contra uma das TRADIÇÕES religiosas.Veja-se que os 70 anos de irreligiosidade do Estado Soviético, ao contrário do que esperavam, não acabou com a religião.Era uma vez, no Brasil, a convivência linear entre credos. Os neoevangélicosestão criando um embate perigoso. Sunitas, católicos x Xiitas,evangélicos.A sede da igreja do "bispo" Macedo, RJ/RJ, até hoje se diz localizada na Av. Suburbana. Embora tenha mudado para Av. Helder Câmara, o bispo católico de notável atuação. Os evangélicos são contra feriados religiosos. Contra deveriam também ser com o uso de prédios públicos como igrejas. Exemplos: No prédio do TRT e TJ/RJ são frequentes e até semanais os famosos cultos de catarse de pecados em suas dependênciais. Quando se lhes aproveita tudo bem. O Estado é leigo, não há dúvidas. Por quê então a obsessão dos pastores em candidaturas para assomar o Estado? Nesse caso não agiriam à moda de um Bush? O da justiça infinita contra todos. A verdade é que os mais fiés defensores de suas próprias convicções, sejam quais foram, no Brasil, principalmente, defendem apenas interesses próprios. Usam o ópio do povo, vejam quantas carnificinas são feitas em nome da religiosidade, em proveito próprio. Em busca do poder pelo poder. Ou de notoriedade para galgá-lo.
Da mesma forma não pode haver em concurso da Magistratura questão indagando ao candidato quem é o substituto do Papa, pois se o Estado é Laico e a a liberdade religiosa é direito fundamental do cidadão, evidentemente que nenhum candidato tem a obrigação de saber que o substituto do Papa é o Carmelindo.
Que respondam os Doutos Desembargadores que compuseram a comissão de concurso.
Hipocrisiaaaa..... eu quero uma pra viveerrr......
Caros amigos comentadores:
A matéria do Dr. Danilo somente vem de encontro ao que eu já afirmei por algumas vezes neste espaço:
a) Estado "laico" significa, necessáriamente, estado "anti-religioso"!
b) Alguns, entre os quais parece se inscrever o Autor, pretendem a imposição de uma visão "iluminista" de domesticação da Igreja, reduzindo a Fé Cristã a um mero conjunto de ideais "ético-humanisticos" e filantrópicos, sem qualquer ingerência na vida pública. Em outras palavras: o ser "cristão" deve ser relegadoao culto particular e privado, sem qualquer repercussão na vida pessoal e muito menos na vida social, quanto mais a política;
c) O Estado não deve ser LAICO, mas sim NEUTRAL, garantindo a plena liberdade de culto, mas, principalmente, RESPEITANDO a crença religiosa da MAIORIA da população brasileira (ou não estamos numa DEMOCRACIA, também conhecida como a "ditadura da maioria"?)
d) De resto, como maravilhosamente retratado por Eça na sua obra "Os Maias", simplesmente não existem Ética e Moral desligadas da religião, da visão transcendental do Homem em relação a um Ser Superior, que nós cristãos reconhecemos na Santíssima Trindade.
Sem a visão transcendental, principalmente a Escatológica (relativa ao fim último das coisas e da História, com o Julgamento Final dos maus e dosn bons) é impossível ao ser humano, mormente nos dias atuais, de desorientação, de cruel relativismo, de hedonismo desenfreado, de TOTAL inversão de valores, ser "bom", ser "ético", ser "moral" (moralidade qual, aliás?), como aliás vimos observando, em toda a nossa Sociedade, inclusive no (des)governo "que aí está";
e) Dessa forma, entendo que o acolhimento de demandas da Igreja e dos católicos e o respeito pela religiosidade do povo constitue, não só um Dever do Estado, como verdadeira homenagem ao cidadão brasileiro, que a ninguém de boa intenção deveria ofender ou perplexizar;
f) E a propugnação de algo diferente disso, ainda mais sob o rótulo de "defesa" do Direito, da Lei e das instituições, constitui rematado cinismo.
Caro Dr. Band:
Embora este não seja o melhor espaço para discussões religiosas, não poderia eu deixar de acusá-lo de ignorância, senão de má-fé, nos argumentos de seu comentário abaixo.
Sim porque em determinada passagem diz o senhor:
"Mais uma vez o Papa ataca a filosofia e o laicismo como se a fé fosse um antídoto para a intolerância. No entanto, a história da Igreja Católica não deixa nada a dever ao islamismo como fonte de censura, ações fanáticas e intolerância."
Do que será que o senhor estaria falando:
- da Santa Inquisição, movimento de defesa da Fé, contra as heresias, que naquela época de ausência de "laicicismo" por parte dos Estados nacionais, pertubavam gravemente a ordem social? O senhor sabia, por exemplo, que uma heresia denominada "Catarismo" pregava que a matéria era impura e que portanto, entre outras coisas, ter relações sexuais e reproduzir-se era "obra do demônio". Se esta heresia não tivesse sido combatida com firmeza e tivesse prosperado, a Europa inteira teria entrado em entropia em poucas décadas?
b) Ou as Cruzadas, movimento de LEGÍTIMA DEFESA ante as agressões mamelucas e otomanas do "manso" e "pacificissimo" Islã na Palestina, com o massacre de milhares de cristãos?
Em outro ponto o senhor diz:
"(...) tolerância conquistada pelas revoluções humanistas do pensamento ocidental contra o poder da igreja. O iluminismo, a Revolução Francesa, a Revolução Americana que espalhou o ideal de liberdade e dos estados laicos. A nada devemos ao Catolicismo destes valores."
Oh, quer dizer que antes dos "iluminados" (?!) do século XVIII não havia nenhuma tolerância no mundo e nem paz, tendo sido estes movimentos satanistas a trazê-lo para o mundo?
Isso para mim significa que o senhor, além de "iluminado" e portanto, intoxicado culturalmente pelas Lojas, ainda não conhece absolutamente nada de História e muito menos de História da Igreja!
Eu gostaria de saber como é que o senhor imaginaria o mundo sem a influência judaico-cristã; Como o senhor imagianria uma Europa sem São Bernardo, por exemplo; ou o nosso querido País, sem a influência daqueles jovens e idealistas padres Jesuítas?
O senhor, como muitos outros, de má-fé ou intoxicados, "cospem no prato em que comem", aproveitam, no dia-a-dia as benesses de toda uma organização social voltada para a tolerância e para a misericórdia e acha mesmo que isto advém das "Luzes"! Pobre coitado!
O seu "cientifismo" caboclo, diretamente aparentado do pobre "positivismo" de Comte, tenta, pobremente como sempre, opor falsamente Fé contra Ciência, como se não tratassem, ambas, de coisas com a mesma orígem: Deus.
A ciência cuida da interpretação e sistematização, em favor do Homem, dos fenomenos VISIVEIS da Natureza, Natureza esta inteiramente sob a Criação. Já a Fé cuida das coisas INVISÍVEIS, porém PERCEPTÍVEIS, a quem tenha o coração aberto e não uma casca de estupidez (ou de má-fé, repito).
A dialética Ciência x Fé, simplesmente não existe para a Igreja, "Mater e Magister" ("Mãe e Mestra"), senão não teriam sido sacerdotes, diversos cientistas de renome como Copérnico, Mendel, Alexandre de Gusmão, entre CENTENAS e centenas de outros mais). Falsa polêmica, enfim.
Passe bem.
Parabens pelo artigo. Neutro, objetivo e fundamentado.
Concordo plenamente com o autor, principalmente que há tantos feriados desnecessários em nosso país.
O artigo até tem um bom conteúdo, mas peca em um aspecto determinante. Não se pode esquecer que aqueles que compõe o Estado (no sentido mais amplo possível)são pessoas comuns. Pessoas que têm religião, ou não. Os juizes são pessoas. Os prefeitos, governadores e o presidente da república são pessoas comuns. Assim como os vereadores, deputados e senadores. Estes últimos são os que criam as leis. Leis iguais àquela que criou o feriado de 12 outubro. Ah, não podemos esquecer da constituiente também é formada por pessoas comuns, que têm religião ou não. Por isso nunca será possível um Estado que seja desligado totalmente da religião, qualquer que seja ela.
Só para constar: ter religião é bom. Há quem seja mais praticante e outros que sejam menos. Há também os que não têm religião. Mas ter religião é bom.
Meus caros comentaristas :
Antes de haver constituição e, antes, mesmo, de haver Brasil, já existia religião !
A ninguém é permitido atropelar a tradição e cultura de um povo !
Ainda que este povo fosse uma minoria.
Entretanto, esta tradição e cultura religiosas pertencem à maioria, absoluto, do povo brasileiro !
Esse negócio da mediocridade tentar derrubar as conquistas dos outros, porque não consegue conquistar nada, é de uma infelicidade total ! ! !
É também por amor ao direito, que considero o artigo de uma qualidade jurídica inquestionável. Essa questão do feriado religioso fere mesmo a nossa carta magna, concordo plenamente. A questão da fé não pode ser colocada acima da norma maior, é realmente uma questão de justiça.
Amigos leitores,
Lamentavelmente percebo a distorção da essência do texto.
Extrai-se do artigo publicado a completa imparcialidade do Autor com relação à sua crença religiosa, que certamente possui, ou às demais religiões existentes em nosso país.
Vislumbra-se, que o texto foi produzido sob a égide da nossa Constituição, e eventuais debates dever-se-iam estar relacionados a um contexto técnico, contrário o que muitos comentários têm pregado.
Destarte, considerando que todos os debates engrandecem as mentes, entendo que seria muito mais produtivo e esclarecedor a milhares de leitores, focar a discussão para temas constitucionais, ao invés de tendência religiosas, até mesmo porque em nosso país a opção religiosa cabe a cada cidadão, e todas as mais diversas religiões conseguem viver na mais pacifica harmonia.
Posto isso, concluo que, é irrelevante discutirmos a crença religiosa, pois esse direito cabe a cada um de nós, e focarmos mais no debate jurídico do texto, com a isenção inerente à profissão do Advogado, que têm o dever de social, com imparcialidade, discorrer sobre temas que fazem parte do nosso cotidiano e confrontá-los com as normas vigentes, sempre respeitando o pacifico e enriquecedor confronto de idéias, que certamente fará com que todos cresçam.
Caro Dr. Fábio:
Por favor queira desculpar-me, mas o substituto imediato do Papa falecido é o Cardeal Camerlengo e não carmelindo.
Um abraço.
Caro Dr. Berthe:
Queira desculpar-me, mas acredito que o erro seja seu. Não se está a discutir religião, até porquê este fórum não é apropriado para isso.
Em outras palavras: não se está louvando ou contradizendo a crença pessoal de ninguém em particular.
O que está em pauta, e é da maior relevância possível, é o direito à livre expressão religiosa. É também, como bem lembrado pelo amigo A.G.Moreira, o respeito devido pelo Estado (nosso servidor) à crença religiosa da maior parte da população, sem desdouro de qualquer outro credo.
Crença esta que FAZ parte do patrimônio histórico, cultural e social deste Povo.
A noção de "Estado Laico", como bem nos fez questão de lembrar o Dr. Band, liga-se aos movimentos "iluministas" do século XVIII e representam a quintessência do anti-clericalismo.
Decorre daí a extrema parcialidade deste conceito, tido como verdadeiro "tótem" sagrado e o seu uso extremamanete seletivo, geralmente somente contra a Igreja e os simbolos e tradições Católicos.
Como disse, o viés dos que pensam assim foi explendidamente revelado pelos comentários do Sr. Band, havendo pouco ou quase nada a complementar.
Como recordou o amigo A.G.Moreira, os que fazem uso deste conceito "sagrado" estimulam atitudes como a retrada no link ao pé desta página, de protestantes que entraram com uma alção na Justiça Feeral contra o feriado de 12 de outubro (Padroeira do Brasil) argumentando inclusive o direito à INDENIZAÇÃO, posto que a existencia da referida efeméride havia afetado o seu "GOSTO DE VIVER" (?!!!).
Eu me recordo inclusive de uma experiência pessoal, vivida há alguns anos: eu havia saido do fórum e, cruzando a Praça da Sé, me deparei com um pastor adventista que, entre algumas "mansas" e "cristãs" ofensas contra o Papa (o Anticristo, segundo ele) recolhia assinaturas para um projeto de lei para permitir o trabalho aos domingos (faz muito tempo, bem se vê).
Ora, os sabatistas, incapazes de fazer aprovar um projeto de lei que obrigasse à sacralização do dia de sábado, contentavam-se em dar uma "sacaneada" nos demais cristãos, propugnando por uma lei que profanasse o descanso em dia de domingo!
Em suma, se não posso construir o meu, tento destruir o teu!
E esse é o perigo embutido no conceito aparentemente justo e inofensivo do Estado "laico".
Razão pela qual, amigo, nada despicienda a discussão.
Sinceramente e com um abraço.
richardsmith@ig.com.br
O Cristianismo é a favor da liberdade religiosa e respeito ao laicismo onde é minoria, no Oriente Médio e nos países islâmicos como Sudão, Indonésia e Filipinas, por exemplo, onde devem se esconder para praticar e professar livremente a sua fé, além de ocultarem seus símbolos em público. Na Itália, Espanha, Portugal e Brasil são contra esta mesma liberdade. É fácil ser quando se é a maioria. Mas democracia e uma nação não se fazem apenas pela maioria, mas pelo direito e pela liberdade de todos. Religião é uma parte da vida que deve ficar na esfera privada e não na pública. Até para que esta tenha reais condições de decidir e resolver contendas entre as partes livremente sem a interferência de preconceitos religiosos.
Quando da tentativa de retirar o Crucifixo dos ambientes do Estado foi argumentado que éramos um país de maioria cristã e, portanto, esta deveria impor a sua vontade. Mas alegar este direito é o mesmo que na história levou a maioria cristã a obrigar aos judeus a se converterem ao credo oficial, criando os cristãos novos, a matarem protestantes por serem a minoria, que instituíram a Inquisição para perseguirem os poucos. Os cátaros foram eliminados em nome da pureza da doutrina de Cristo por serem a minoria. A maioria criou as sete cruzadas para espalhar o terror no mundo mulçumano em nome deste mesmo princípio da primazia da Cruz. Os negros trazidos ao Brasil para serem explorados foram proibidos até mesmo de usarem a sua crença pois ela estava em desacordo com a daquele que morreu na Cruz, condenado que foi no julgamento legal da época pela maioria. “Nós somos a maioria e não importa quem ou o que esteja na frente que nós arrasaremos”.
O problema não é o mestre iluminado, mas justamente o que fazem os seus alegados seguidores que não tardam a usar a sua maioria para praticar a intolerância e o obscurantismo. Não por estarem certos, como alegam os seus defensores, mas por ser a maioria apenas. Não existe nenhuma diferença moral entre aquelas pessoas e as de hoje. Até mesmo a Inquisição possuía o seu corpo de advogados para tornar o processo de Deus "cristianizado".
Foram quase dois milênios exterminando os divergentes, gnósticos-docetas, os Ebionitas, os Gnósticos, os Monarquianistas, os Arianos e os Semiarianos, os Montanistas, os Pneumatómacas, os Monofisistas, os Nestorianos, a Guerra Iconoclasta contra o sagrado para os outros, os Cátaros, os Valdenses, os protestantes, Calvinstas, os huguenotes, os Arminianos, invadindo a Terra Santa em oito Cruzadas, condenando pessoas, bruxas e hereges à fogueira, à tortura, calando pensamentos, pensadores e críticos. Levaram a espada e a cruz para exterminar os nativos das Américas e ao redor do mundo em nome da evangelização. Criaram o Index Librorum Proibitorum banindo inúmeras obras importantes para a humanidade.
É esta a grande luta que se trava no mundo moderno nos países mulçumanos que este mesmo princípio religioso deva ser privilegiado pelo estado nas suas instituições civis pelo direito da maioria. O terrorismo atual visa recolocar o islamismo do poder do estado na Chechenia, Somália, Afeganistão, e em outras partes do mundo. E pela posição dos cristãos que se sentem seguro neste lado do mundo, não titubeiam em vociferar contra o estado laico. Esqueceram facilmente o quanto os seguidores de Lutero sofreram na Europa Católica, e os seus crimes em nome deste mesmo crucifixo e pelos mesmos motivos que alegam que devam ser mantidos nas paredes dos órgãos do Estado: O direito da maioria se impor impiedosamente sobre a minoria. Parece que a história anda sempre em círculos sem nunca aprendermos.
Lamentável o inquisidor aqui neste espaço que ainda tenta justificar estes crimes contra a humanidade que Hitler fica ridículo perto de tanto sangue derramado!
Os protestantes ( que multiplicam a cada ano , a criação de "novas igrejas" ) , continúam com a obcessão de "julgar e condenar a Igreja Católica Apostólica Romana" , para justificarem a sua existência .
Esquecem que, na sua condição de "filhos pródigos" , estão maldizendo a sua própria "MÃE" !!!
Mas o assunto, aqui,
Os protestantes ( que multiplicam a cada ano , a criação de "novas igrejas" ) , continúam com a obcessão de "julgar e condenar a Igreja Católica Apostólica Romana" , para justificarem a sua existência .
Esquecem que, na sua condição de "filhos pródigos" , estão maldizendo a sua própria "MÃE" !!!
Mas o assunto, aqui, é outro :
RESPEITAR A TRADIÇÃO E CULTURA MILENAR DA NAÇÃO, QUE AGRUPA POVOS DE MUITAS ORIGENS .
Isto está acima de qualquer lei ou da "sofrível" interpretação de alguns .
Meu caro Dr. Band:
O que o senhor pensa da Igreja e da "liberdade de crença" já ficou extremamente claro dos seus comentários.
Em relação a eles, o que eu tinha para dizer, menos em consideração à sua pessoa do que para os demais leitores deste espaço, também já o fiz.
Passe bem.
MAIS DO MESMO
“O senhor sabia, por exemplo, que uma heresia denominada "Catarismo" pregava que a matéria era impura e que portanto, entre outras coisas, ter relações sexuais e reproduzir-se era "obra do demônio". Se esta heresia não tivesse sido combatida com firmeza e tivesse prosperado, a Europa inteira teria entrado em entropia em poucas décadas?” Richard Smith (Consultor 05/10/2006 - 12:21
“Os protestantes ( que multiplicam a cada ano , a criação de "novas igrejas" ) , continúam com a obcessão de "julgar e condenar a Igreja Católica Apostólica Romana" , para justificarem a sua existência .” A.G. Moreira (Consultor 05/10/2006 - 19:52
Veja que nada mudou na cabeça dos fundamentalistas. Matar porque não acreditam na sua crença com justificativas absurdas até hoje defendidas. O desprezo pelas outras crenças julgadas pela “oficial” da maioria como erradas (como por sinal foi o motivo de crucificarem um certo senhor que chutava os templos). As pessoas não conseguem nem mesmo perceber a intolerância no que alegam e escrevem.
Ou defendemos o estado laico longe das religiões, ou elas voltarão a cometerem as barbaridades de que são incapazes de se afastar!
Só o SENHOR DOS HOMENS E DOS TEMPOs pode julgar e condenar ! ! !
Que, com certeza, não é nenhum de vós !
Por outro lado, julgar ( AGORA ) e condenar os antepassados pelo que , na época, eles criam ser correto ( e naquele tempo seria ), é de uma ignorância, farizeismo e má fé que arrepia até o satanás !!!
Porque você não julga os Profetas ( e a BONDADE DIVINA ), do Antigo Testamento, porque matavam em nome de DEUS e com a SUA aprovação ? ? ?
Procure saber o que os seus "pais" ( antecessores ) faziam, ( e se comportavam ) há 500 anos e julgue-os, agora, pos você , para ser coerente , terá de condená-los ao "fogo eterno" ! ! !
“Os protestantes ( que multiplicam a cada ano , a criação de "novas igrejas" ) , continúam com a obcessão de "julgar e condenar a Igreja Católica Apostólica Romana" , para justificarem a sua existência .” A.G. Moreira (Consultor 05/10/2006 - 19:52
Pois é , Seu Moreira. O senhor está julgando agora e não no passado. E com a sua verddade como paradígma para atacar o estado de todos. E as crenças dos outros.
Pois se afaste de mim. e se cáli-ce!
Caro amigo A.G.Moreira:
Sugiro que afaste-se realmente daquele um que ousa chamar o Nosso Senhor Jesus Cristo (Louvor e gloria para sempre!) de senhor, com letra minúscula, o que somente vem a revelar a minusculidade da sua própria figura.
Um abração.
Mais didáticos, senhores, impossíveis!
Obrigado pela suas colaborações em demonstrar na prática o que alertei! A intolerância e o fundamentalismo aqui mesmo, sem precisar voar para algures! Parece até que estávamos combinados, mas caros leitores, juro que não conhecia estes "colaboradores"!
Obrigado
Não respondo ao Dr. Band porque não o julgo merecedor de resposta.
Realmente, entendo que as cartas todas estão colocadas:
De um lado, um livre-pensador com todos os seus preconceitos anti-clericais, que são uma verdadeira enciclopédia dos chavões que sempre são erguidos contra a Igreja e contra o pensamento cristão, pensamento este que advém, coerentemente, de nada menos do que 20 séculos!
De outro lado uma pessoa imprópria e ridiculatóriamente apechada de "inquisidor" (não me causa desdouro algum!) que coloca as suas posições com franqueza e que, contrariamente ao espírito "ecumênico" e "conciliador" (outros nomes de "relativistas", "frouxos" e "politicamente corretos"), tem a coragem de apontar o erro e chamar o "inimigo" de... "inimigo".
Mais ainda de defender a sua Fé e a sua Igreja, contra insídias e malícias.
Fé e Igreja estas que conformaram toda a Civilização como tal e que contra elas todas se insurgem, de forma destrutiva, pessoas tolas, senão de má-fé mesmo, num autêntico "cuspir no próprio prato".
Os Protestantes têm a arrogante pretensão de serem ( com exclusividade ) os "iluminados" intérpretes das Sagradas Escrituras !
Os Católicos (julgam eles) , além de serem "IGNORANTES" , estão "CONDENADOS AO FOGO DOS INFERNOS" .
Eles consideram-se "proprietários" do SENHOR JESUS e do Reino dos Céus ! ! !
Destarte, quando se deparam com algum Católico que rebate o seu "fundamentalismo" idiota e os coloca no seu devido lugar, eles, simplesmente, ficam atónitos e exclamam ( ipsis literis ):
" juro que não conhecia estes "colaboradores" ! "
Menos, amigos, menos. Já foi o suficiente. Todos já entenderam. Obrigado!
Em que dicionário se acha: ridiculatóriamente
Ou é termo jurídico?
Ou seria eclesiástico?
As pessoas que tem CERTEZA das suas crenças não fazem uma analise de onde tiraram esta CERTEZA. Acham-se mais bem dotados do que um judeu ou muçulmano (ou vice e versa, é claro) e têm certeza que o que acreditam é A VERDADE! Não conseguem perceber que foram apenas emprenhados na infância por falsas verdades. Como dizia Donald Woods Winnicott, não conseguem se libertar dos nós da religião e ficam presos para o resto da vida. Vivem na ilusão infantil, desvenda Freud, sem conseguir enfrentar o mundo das contradições sem perceberem a realidade. Não notam que não possuem nenhuma sabedoria intrínseca. Apenas seriam judeus, ubandistas, muçulmanos ou budistas se tivessem nascido nestes meios. Mas, mesmo assim, sofrem para divulgar a sua falsa verdade a qualquer preço! Pobres escravos!
Os Protestantes, seguidores de um homem que não honrou as suas promessas, nem cumpriu os seus juramentos ( diante de DEUS e diante da Igreja , à qual pertencia ), acabaram por herdar o mesmo estigma da FRAGMENTAÇÃO.
A Igreja Católica Apostólica Romana, apesar de todos os ataques dos cismáticos, permaneceu UNA , apesar dos séculos.
Já os seguidores de Lutero, dividem-se a cada dia .
Quantas "Igrejas" cristãs existem no mundo ? ? ?
Resumo : A "VERDADE" produz a "UNIDADE" ! ! !
A "DIVISÃO" não provém da "VERDADE" !
Uhm!
Assim como UM BILHÃO e DUZENDOS MILHÕES de mulçumanos? A religião que mais cresce no mundo?
Não creio!
Uma pesquisa realizada pelo instituto de pesquisas religiosas americano Pew Forum on Religion and Public Life mostra que os adeptos de religiões pentecostais e os católicos carismáticos já formam 49% da população brasileira de grandes centros urbanos.
BBC Brasil
A pesquisa mencionada, foi feita e publicada por uma Instituição atrelada ao protestantismo, o que faz com que se ponha em causa a sua veracidade e credibilidade, por absoluta falta de isenção .
Entretanto, o fato de se mencionar os "Católicos Carismáticos" , entre os "Pentecostais", não significa que eles são separados da Igreja Católica. Muito pelo contrário . São os que, entusiasticamente, promovem a harmonia e a unidade da Igreja .
Meu caro A.G.Moreira:
Por favor, creia neste seu amigo. Não perca tempo. Não é com um protestante que você está discutindo.
Acredite e não perca tempo.
Um abração do seu amigo.
Pois caro amigo A.G. Moreira
Fazendo um exercício de abstração intelectual, uma análise mental, contanto que isto não leve a sua alma a perdição, me diga se o Sr e o Sr Richard Smith tivessem nascido em Teerã, o senhor acha que seria católico e teria tanta fé assim no catolicismo como uma verdade insofismável?
Abraços
Inquisitores têm um faro. Farejam longe!
Papa ataca o estado Laico pela terceira vez em um mês!
O foco do discurso do Papa na Alemanha era a união entre as grandes religiões contra a liberdade de expressão e científica. Felizmente os muçulmanos não entenderam o trato.
09/10/2006 - 14h13
Bento 16 diz que homem perdeu o sentido do pecado
da Ansa, no Vaticano
O papa Bento 16 afirmou nesta segunda-feira que o homem contemporâneo "perdeu o sentido do pecado", e isso sobretudo "onde Deus é excluído da vida pública".
A declaração do sumo pontífice foi realizada dentro da audiência que concedeu à Conferência Episcopal do Canadá ocidental, em visita ad limina [tradicional encontro que a cada cinco cinco anos os bispos de um país ou de uma região eclesiástica realizam com o papa].
Joseph Ratzinger pediu aos católicos que valorizassem a confissão dos pecados, e que todos refletissem sobre as conseqüências da pretendida auto-suficiência do homem.
Em seu discurso, o papa leu a parábola do filho pródigo como exemplo de separação de Deus, e a perda da consciência do pecado.
"A tentação do homem de exercer sua própria liberdade tomando a distância da relação com Deus é freqüente, e quando a liberdade é buscada fora de Deus, o resultado é negativo: perda da dignidade pessoal, confusão moral e desintegração social."
No contexto social contemporâneo, Bento 16 manifestou aos bispos a "responsabilidade de indicar a presença destrutiva do pecado" e a definiu como "um serviço de esperança".
Esse Estado brasileiro... O Estado!... Esse é o caso típico em que a realidade está muito distante do entendimento da lei. Também é anticonstitucional - e imoral - lesar a Pátria - em todos os sentidos -, o que mais enxovalha o espírito que norteou o constituinte originário. O maior exemplo de que o Estado respeita - e muito - a Igreja, são as zumbaias de que os papas são alvos em terras cabralinas,em todo o mundo. E mais: se não fossem as religiões, a crença em Deus, nos santos e profetas, o Estado não existiria. Inclusive, as igrejas - não somente a Católica - no Brasil, muito têm contribuído para que não alcançemos, facilmente, os paroxismos, pela invocação da "fide". Ainda mais que a força da fé embalsama todas as casernas. Agora, o que não pode institucionalizar-se, novamente, é aquele "acordo": "Eu julgo [a igreja] e você executa [o Estado].
Você precisa estar logado para enviar um comentário.
Fazer login