Planejamento familiar no Brasil sempre foi uma questão extremamente perigosa e vergonhosamente intocada. Pergunto aos leitores: qual candidato terá a coragem de tocar em assunto tão melindroso e perigosamente impopular nos próximos debates eleitorais? Vejamos.
Lula, vindo de uma família com sete irmãos, desde sua tenra infância, sabe que uma família sem planejamento familiar, e sem métodos contraceptivos eficientes, pode ser geradora de escassez financeira e educacional. Entretanto, e apesar dessa experiência sofrida, Lula não irá implementar qualquer política de planejamento familiar e contraceptivo, ou porque este nada aprendeu com sua vivência, ou, muito mais provavelmente, porque sabe colher os louros de gratidão que uma família miserável e de baixa renda tem para com seu governante.
Não é esse o mote subliminar e quase perverso da política do Bolsa Família montada por seu partido? Ou seja, Lula e o PT apostam e querem cada vez que o Brasil se constitua de famílias numerosas e que estas tenham cada vez menos recursos. Só assim garantirão a gratidão eterna de uma legião de dependentes e submissos eleitores.
Do outro lado, temos Geraldo Alckmin, um médico por formação e por conseqüência sabedor das mazelas de uma família numerosa e de baixa renda. Outro fator que pesa contra ele ou contra uma possível implantação de uma política de planejamento familiar é a sua formação religiosa. Alckmin é sabidamente um religioso fervoroso e muito provavelmente não irá contra os dogmas da Igreja Católica como o crescer e multiplicai-vos.
Qual dos dois candidatos terá a coragem de promulgar uma política de planejamento familiar num país extremamente católico? Qual dos dois candidatos terá a coragem de expor dados matemáticos de que a previdência e a saúde de um país emergente, dia a mais, dia a menos, irão sucumbir se povoarmos nosso país feito coelhos no cio?
Mais que políticas de crescimento na economia e melhoria na educação e saúde, ouso dizer que todos esses problemas têm sua base precípua num crescimento populacional desordenado como o nosso. E não me venham dizer que a taxa de reposição populacional está equilibrada se pessoas de renda elevada tem um filho enquanto as de baixa renda tem cinco filhos. Isso não é equilíbrio. É sim uma visão deturpada da realidade.
Enfim, eleitores, façam suas apostas e usem camisinhas.
Falsa polêmica!
O Brasil, país de dimensões continentais tem população muito abaixo do seu potencial de colonização (vide os Estado Unidos com dimensão contínua menor do que a do Brasil - exceto o Alaska - e quase 330 milhões de habitantes).
Os dois problemas brasileiros residem na irregular concentração dos seus habitantes brasileiros na costa ocidental e nas grandes cidades "inchadas" e a absolutamente iníqua distribuição de renda!
Precisamos assim, fornecer condições de vida dignas aos brasileiros e não limitar os nascimentos.
Quanto ao Lulla, o seu "bolsa-esmola" não tem o condão de estimular os nascimentos, poruqe o valor que seria agrgado por cada filho novo, seria muito pequeno (mesma falácia, tola ou maliciosa, que já foi esgrimida contra o "salário-família").
Até porque o atual ocupante da Cadeira Presidencial, tendo firmado compromisso prévio com a ONU e com as redes feministas, e VIOLANDO compromisso firmado POR ESCRITO com a CNBB, o ano passado, por ocasião do escândalo do "mensalão", encaminhou recentemente, através da deputada jandira feghali do PCdoB do Rio de Janeiro, sutil projeto de lei LIBERANDO TOTALMENTE o aborto no País, mediante a discreta e maliciosa eliminação dos artigos do Código penal que punem tal prática.
E isso contra a vontade de nada menos do que 92% da população brasileiro, segundo pesquisa recente do Datafolha (75% dos quais contrários a QUALQUER tipo de aborto, inclusive os "permitidos" ["não-punidos", na realidade] pela legislação atual).
Mentiroso e criminoso, pois!
Desculpem os erros de digitação. Os Estados Unidos tem, na realidade, quase 300 milhões de habitantes e não 330 como constou.
...bolsa família é a diferença entre vida e morte para milhões de brasileiros. claro, não é a solução das causas que remontam a séculos, mas garante a vida de brasileiros.
"Discurso da ética de Alckmin acabou, diz Denise Frossard".
não sou eu quem o disse, viu mr richard. no dia 29 saberemos se v. me deve 1 sundae, ou se eu lhe devo 3, o que acho improvável, sendo mais fácil nascer o sol á meia noite. aliás, se quiser acrescentar 1 "conho y toro", podemos. tens 48 horas para contestar a proposta do vinho tinto.
digo, concho y toro...
Meu caro Patulléia:
Eu não aceito. Aposta é coisa séria! Não venha com PeTralhice!
Com relação ao que você disse do Bolsa-esmola, queira ler o "post" abaixo:
Domingo, Outubro 08, 2006
"MENTINDO SEM MEDO DE SER FELIZ
Mesmo os políticos mais pilantras do Brasil tinham e têm certo receio de mentir. Confrontados com coisas desagradáveis, tendem a acusar uma armação da oposição, perseguição política, erro da imprensa, essas coisas.
O PT inovou. Adotou a mentira de cara lavada, sem meio tom. Como não é contestado, vai levando a farsa adiante.
Querem ver? O Babalorixá de Banânia concedeu hoje uma entrevista coletiva no hotel Estan Plaza, em São Paulo. Falava sobre o debate. A jactância de sempre: quer falar sobre ética, sobre o futuro do Brasil etc e tal. Mas um trecho chama a atenção, quando comenta o Bolsa Família.
Leiam o que disse: 'O Bolsa Família é um programa que precisa ser aperfeiçoado na sua fiscalização, e nesse sentido a sociedade e o Ministério Público têm sido parceiros extraordinários. O Bolsa Família não é um programa infinito, ele é emergencial até que as pessoas possam começar a trabalhar.'
É de lascar:
- A fiscalização do Bolsa Família é precária. A idéia original, do Bolsa Escola, que subordinava o dinheiro à manutenção da criança da escola, se perdeu;
- O Bolsa Família só tem porta de entrada, mas não de saída. Para começo de conversa, não prevê um tempo determinado para a assistência;
- Dado o crescimento medíocre da economia, a tendência é que se criem miseráveis cativos do assistencialismo.
Alckmin conseguiria debater isso em detalhe na TV? Não. Lula se aproveitaria para fazer terrorismo e dizer que o adversário pretende acabar com o programa. Esse debate deveria ser feito por órgãos da sociedade civil e pela imprensa. Mas não fazem. Basta olhar as pesquisas: se Lula for reeleito, o seu grande diferencial será o voto-miséria. Ora, o PT não vai acabar com o 'mercado' que criou, vai?"
Blog do Reinaldo Azevedo (www.reinaldoazevedo.com.br)
Os restantes amigos leitores julguem como quiserem. (E visitem o blog, é ótimo!)
Ressalto apenas, que o cínico ministro Mantega teve a coragem de dizer que como a economia "vai crescer" (oh, desejos!), logo, logo o bolsa família "perderá a sua razão de ser"!!!
Uau, a pobreza no Brasil vai ser erradicada num eventual novo governo do Excomungado! Uau de novo! Urge votar então neste que vai fazer um milagrão que ninguém teve a capacidade de fazer antes! Nem elle!
Ah! Vão para a p... que pariu, mentirosos e safados! Não há estomago suficiente para agüentar um troço deste!
E então meu amigo "mané", quem é então que vai acabar com o bolsa-esmola, cara pálida?!
...reinaldo de azevedo? é de lascar. prefiro o original plínio salgado.
E aí Patulléia:
Fim de debate! Você viu a cara dos "homi" (inclusive a Maga Patalógica plastificada, no final)?
Tremeu?!
Você ainda acha que Canalha Excomungado vai ganhar?
Quá, quá, quá, quá!
Como é doce poder ver a cara da PeTralhada desesperada.
Implantar o planejamento familiar na China, que lá é chamado, sem rebuços, de controle da natalidade, não foi difícil porque o governo está fortemente centralizado no Executivo. Dizer que Lula não fez o mesmo no Brasil porque tira proveito da pobreza é mero preconceito. O planejamento familiar é desejável e conveniente para o nosso país. Já poderia ter sido implantado por FHC que governou por oito anos e tinha ampla maioria no Congresso. Aliás, é elementar que só o Congresso pode decidir sobre uma questão dessa natureza, já que, como salienta o articulista, contraria os dogmas da Igreja Católica.
Embira, o estranho é que o Lula também tem maioria no congresso e não fez absolutamente NADA. O Brasil teve um crescimento pífio num mundo mais estabilizado. Durante a gestão de FHC houveram apenas 4 crises internacionais e o Lula fazendo o denuncismo que agora ele tanto critica.
País hipócrita, o Alckmin pode não ser lá grande coisa, mas o Lula é pior porque é negligente e omisso.
Acabar com o que rende a Lula sua fortuna, amealhada só em 4 anos, seria demorado demais, e o que ele só precisa é de dar esmolas com o chapéu alheio, porque ele mesmo não dá nada à ninguém, são nossos impostos que rolam por ai...acabar com essa velharia encostada em Brasilia ha anos, passando de geração para geração parecendo até "herança", seria de grande valia...
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