Lula contesta informação de Alckmin sobre ferrovia

A coligação A Força do Povo, do candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva, entrou com recurso no Tribunal Superior Eleitoral pedindo direito de resposta na propaganda eleitoral da coligação Por um Brasil Decente que apóia Geraldo Alckmin. O relator da representação é o ministro Ari Pargendler.

Lula afirma que no dia 25 de outubro, Alckmin veiculou na TV a informação de que a ferrovia Transnordestina estaria embargada e não em construção, como informou o governo federal. Vários populares afirmaram, em depoimento, que a obra “é coisa de fantasma” e que “a TV do Lula mostra uma coisa, a realidade é outra”.

Os petistas dizem que o programa de Alckmin divulgou fatos sabidamente inverídicos e que, por esse motivo, merece ser concedido o direito de resposta. A defesa lembra que a ferrovia Transnordestina foi implantada em 1990 e paralisada em 1992, mas que as obras foram reiniciadas em junho de 2006, no atual governo, “após liberação do canteiro de obras relativo ao trecho entre Missão Velha (CE) e Salgueiro (PE)”.

A coligação pede que a resposta concedida seja executada durante a programação normal das emissoras, nos dias que antecedem as eleições do próximo domingo (29/10), no mesmo horário em que a propaganda questionada foi exibida.

RP 1.320

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Estênio disse:
27 de outubro de 2006 às 09:06

Uma reportagem feita ontem, dia 26-10-2006, pela TV Cidade, de Fortaleza,CE, afiliada da TV Record, comprovou que as obras da Transnordestina, no trecho Missão Velha,CE - Salgueiro-PE estão paralisadas e que as empreiteiras estão com os pagamentos dos salários dos trabalhadores, atrasados.
Cordialmente.
José Estênio Gomes Negreiros
Bairro de Fátima, Fortaleza,CE
Fone: (85)3256-14-88

Armando do Prado disse:
27 de outubro de 2006 às 15:53

Estênio, em período eleitoral tudo é possível dos dois lados: exagêros e diminuições sem provas. Quanto à Transnordestina, posso lhe assegurar, estive lá em agosto, as obras foram retomadas e estão na fase de recuperação do que havia sido "perdido" pelo tempo em que ficou parada.
Após o dia 29 as paixões diminuirão e a verdade aos poucos voltará para o seu lugar.

Richard Smith disse:
28 de outubro de 2006 às 17:13

Professor, PeTralha fujão e "borra-cuecas", você já conseguiu responder ao meu DESAFIO e provar as sandices que você escreveu outro dia contra a Igreja Católica? Ou vai continuar fugindo?

E sobre o apoio do Canalha Abortista Excomungado e o seu partido ao ABORTO, já achou algum "textozinho" do dirceu, do tão, do mino carta para tentar arrumar alguma desculpa esfarrapada?

PeTralha canalha (rima ou pleonasmo?)

FORA DELINQÜENTE(S),

ALCKMIN PRESIDENTE!

À VITÓRIA!!!

Richard Smith disse:
30 de outubro de 2006 às 16:39

Para leitura e meditação:

"A MAIORIA SE TORNOU CÚMPLICE DE LULA

Está aí o resultado das urnas, confirmando as pesquisas de opinião. Há vários textos da mídia tratando da divisão do Brasil. Olhando secamente a porcentagem dos dois candidatos, pode-se indagar: mas que divisão? Trata-se de quase dois terços de Lula contra pouco mais de um terço de Alckmin. A maioria é muito convincente. É verdade. Mas, hoje, são grupos que se mostram inconciliáveis. A tarefa de Lula não será fácil. Especialmente porque a força que dividiu o Brasil tem uma feição inequívoca: VALORES ÉTICOS E VALORES MORAIS.

Sim, é verdade que a campanha do PT fez o Brasil regredir uma década no debate sobre as privatizações, por exemplo. Faça-se agora uma pesquisa, e se vai constatar que a maioria dos brasileiros não só é contrária à privatização da Petrobras — sem ter a menor noção do que isso significaria — como certamente se opõe à privatização já havida da Telebrás: e, pior nesse caso, porque tendo não a noção, mas a experiência do que ela significou: praticamente a universalização do telefone, celular ou fixo. Mesmo assim, a onda terrorista criada pelo PT pegou. Mas ela apenas serviu para referendar uma escolha que já estava clara no primeiro turno — e que, na verdade, marcou as pesquisas desde que Alckmin foi escolhido candidato: a maioria preferia Lula.

E sempre preferiu a despeito das evidências de corrupção em seu governo. Existe, sim, uma divisão no país, mas ela é menos de intenção e de propósitos do que propriamente de apreço por alguns valores. Quando brinquei no blog que queria uma 'democracia sem povo', alguns bobalhões me tomaram a sério. Queria chamar a atenção para o fato de que está dando 'Lula de novo com a culpa do povo'. O que isso significa?

Certamente compõem uma percentagem desprezível do eleitorado os que IGNORAM as evidências de corrupção contra o governo Lula. Não são acusações corriqueiras. Pergunta-se por aí muitas vezes: 'Qual a diferença entre o que acontece agora e o que acontecia antes, nos outros governos'? É enorme. Trata-se da distância entre a parteira e o obstetra, entre o batedor de carteira e o mafioso. Estamos falando de PROFISSIONALIZAÇÃO E MÉTODO no assalto ao Estado.

Mas não é só isso: essa expertise que foi sendo adquirida está a serviço, também, da construção de um projeto de poder — e, disso, com efeito, o tal 'povo' não tem a menor noção. Tal conhecimento é privativo das elites políticas. E, ainda assim, são poucos os que reconhecem que um partido está tentando mudar a natureza da democracia brasileira. Acate-se, para a grande votação que Lula teve, a justificativa que se quiser — e vou abordar em outro texto a questão econômica, o Bolsa Família, os erros da oposição —, uma coisa, no entanto, é certa: pobre, rico ou remediado, quem votou em Lula disse 'sim' ao padrão ético do seu governo.

Quando falo em 'culpa do povo', faço-o porque tenho o mau hábito (para os demagogos de plantão) de não tomar a maioria dos brasileiros por inimputáveis. Todos sabiam muito bem o que estavam fazendo. A MAIORIA DO ELEITORA SE TORNOU CUMPLICE DO GOVERNO, ESCOLHENDO O SEU DESTINO. Se eu considerasse esse povo inocente, movido pelo estômago, defenderia que fosse proibido de votar. Não! O povo é maior de idade."

do Blog de REINALDO AZEVEDO

(todos os grifos são meus)

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