PSOL contesta no STF decisão contra transporte gratuito

O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) entrou com recurso no Supremo Tribunal Federal para cassar decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro que suspendeu a gratuidade do serviço de transporte público no município fluminense. Apesar da decisão do TJ-RJ ainda não ter produzido efeitos, já que não foi publicada, o partido pede a concessão de liminar contra ela. A relatora é a ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha.

De acordo com o PSOL, a decisão do TJ-RJ considerou inconstitucional a Lei 3.167, que em 2000 passou a assegurar o transporte público gratuito no município do Rio de Janeiro para idosos, estudantes da rede pública em dias de aula, portadores de necessidades especiais e acompanhantes e crianças de até cinco anos.

No recurso, o partido afirma que “a lei possui um relevante papel social, qual seja, proporcionar direitos e garantias constitucionais, além dos direitos sociais historicamente consagrados, como direito fundamental à liberdade de locomoção, direito à educação, e proteção do direito dos idosos e dos deficientes físicos”.

Por isso, a decisão do TJ fluminesne teria reflexos negativos no direito à educação, à saúde, ao lazer da infância, da juventude, dos idosos e dos portadores de necessidades especiais, alega o partido.

Ainda segundo o PSOL, para obter a inconstitucionalidade da lei, as permissionárias de transporte público alegaram que a gratuidade assegurada pela norma onerava demasiadamente as empresas. Assim, defenderam o aumento de tarifa ou a suspensão da gratuidade. O partido alega que o argumento não é razoável, pois o cálculo tarifário das permissionárias não observa o princípio da publicidade da administração pública. Para o PSOL, a exploração do serviço público obriga as permissionárias “a certos encargos em benefício da coletividade ou da ordem social”.

ADPF 108

Bira disse:
14 de abril de 2007 às 10:54

O PSOL esquece que alguem arcará com aumento de impostos. Fica a duvida de onde essas pessoas reduzirão despesas, da comida ou do vestuário?
Patético.
O PSOL deveria defender planejamento familiar e o fim da miséria.

Pirim disse:
16 de abril de 2007 às 04:35

Aí o PSOL ao meu humilde modo de ver - está coerente com o seu estatuto social.
Não há de se falar, se a lei está assim ou assado, mesmo porquer estamos convivendo num país, onde a iniciativa privada (concentradora de renda) chora de barriga cheia, até arrotar diamantes! - Ou se revoga a lei (que é para ser interpretada em sua essencia, e é para ser cumprida, ou se faz reparos "adequados" sem a toda hora estar sendo descumprida!!! PT

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