Chinaglia repensa decisão e pode não processar Jabor

Poucas horas depois de afirmar que a Câmara dos Deputados processaria o comentarista da CBN Arnaldo Jabor, o presidente da Casa, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), decidiu que vai reavaliar a decisão.

Segundo ele, se Jabor explicar melhor as declarações feitas no comentário de três minutos, veiculado em rede nacional na terça-feira (24/4), e fizer uma retratação pública, ele pode reconsiderar a decisão de processá-lo, tomada na reunião de líderes desta quinta-feira (26/4). As informações são da Agência Câmara.

Jabor ironizou os gastos com combustível declarados por deputados, a quem chamou de “canalhas”. Ele pediu a prisão dos parlamentares, por terem reembolsado em dois meses R$ 11,2 milhões gastos com combustível, o equivalente a 1 milhão de litros de gasolina.

O pedido formal do presidente não chegou à Procuradoria Parlamentar da Câmara, mas já se estudava qual ação seria proposta contra Jabor. Agora, o pedido formal pode nem chegar.

Essa não é a primeira vez que a Câmara dos Deputados reage contra comentários e reportagens. Ações cíveis de reparação de dano, direito de resposta e ações criminais já foram propostas, principalmente, contra veículos da grande imprensa como o Jornal do Brasil, O Globo e a revista Veja. O próprio Jabor já foi acionado em outro momento em razão de comentários desfavoráveis à Câmara.

Lucas Janusckiewicz Coletta disse:
26 de abril de 2007 às 22:49

Ora, quem utiliza toda esta quantidade de combustivel só pode ser canalha, sem aspas. Desde de a monarquia caiu em 1889 e foi instaurada a Res Publica, só vem ocorrendo mal versão do dinheiro público. O próprio Rui Barbosa que foi o artifice da republica protestou contra os parasitas da riqueza pública, dentro outros elogios mais fortes do que os utilizado por Jabor. ou voltamos para a monarquia ou iremos para o socialismo do seculo 21 de chaves e Lula. melhor começarmos a pensar no assunto enquanto ainda há tempo.

Armando do Prado disse:
26 de abril de 2007 às 23:27

Jabor cineasta de um filme só, hoje é franco-atirador a serviço do que tem de pior na política tupiniquim. Prefiro um Congresso torto, mas funcionando, que um Congresso de quatro, ou fechado, como tivemos nos anos da redentora, essa sim covarde e canalha dos verde-olivas.

Armando do Prado disse:
26 de abril de 2007 às 23:29

E não me venham com Rui Barbosa, a quem a história e historiadores isentos, começam a mostrar seu real papel, principalmente, junto às empresas inglesas.

Tcheco disse:
27 de abril de 2007 às 00:13

Meu caro professor, volte sua afinada escrita contra o que acontece no executivo, no legislativo e no judiciário.
Jabor somente comenta sobre as verdades dos fatos, e importante será, sempre, nossa crítica.
Junte-se a nós, foco contra as falcatruas . . . e nunca se contente com um Congresso torto !!!!

Tomazini disse:
27 de abril de 2007 às 00:52

Realmente se ele se aconselhou com um bom advogado, realmente não deve propor nenhuma medida contra o cometarista pois corre-se o risco da sentença judicial ratificar todos os dizeres do réu.... ai seria o reconhecimento oficial das "qualidades" dos membros de nosso congresso, salvo exceções.

FIP disse:
27 de abril de 2007 às 09:19

Apesar do Jabor tentar ser um novo Paulo Francis e ter sido o grilo-falante do FHC ele está coberto de razão. Eu, como auditor, gostaria de ser convidado a trabalhar sobre este fato, o qual o TCU já deve ter visto, porém como sempre, os documentos devem estar enterrados nos porões da Casa da Mãe Joana.

Milton Córdova disse:
27 de abril de 2007 às 09:28

Arnaldo Jabor se enganou redondamente, pois R$ 11,2 milhões não equivalem a APENAS 1 milhão de litros de gasolina, mas, sim, a 4,3 milhões de litros de gasolina (considerando um preço médio de R$ 2,60 por litro. Façam as contas.

Carlos José Marciéri disse:
27 de abril de 2007 às 09:35

O Jabor é ótimo. O 'FIP', que se esconde no medíocre anonimato de três letras, não conheceu o Francis, caso contrário saberia ver a enorme diferença, salvo a inteligência de ambos ser muito acima da média.Caro 'Prof.Armando' (professor do quê mesmo?), menos vai....Poupe-nos.

Milton Córdova disse:
27 de abril de 2007 às 09:35

A propósito, eu, se fosse o Jabor, faria questão - até exigiria - ser processado por calúnia (que exige prova do crime) pela Câmara dos Deputados. Seria uma delícia levar para os autos todas as provas (absolutamente cabais e notórias) dos gastos com combustiveis, derrubando as explicações inexplicáveis dos deputados. E se fosse processado por difamação (que pouco importa a prova), mesmo a suposta derrota (condenação) seria uma vitória, pois a ação teria todos os elementos para o MINISTERIO PUBLICO ingressar com a competente ação CONTRA a Câmara dos Deputados, ou contra a autoridade que autorizou aqueles gastos. Se eu fosse o Jabor, eu diria: por favor, me processem!!!!

dss disse:
27 de abril de 2007 às 09:39

O congresso nacional esta cada vez pior. A maioria dos deputados e senadores não têm capacidade para representar o povo e está lá somente para usufruir dos benefícioos. O presisente da câmara, ao invés de se preocupar com as criticas, deveria trabalhar para moralizar a casa.

Ronaldo de Oliveira disse:
27 de abril de 2007 às 10:01

Como bem falou o Sr. Demerval, estou torcendo para que o ilustre presidente da câmara dos deputados processe o Arnaldo Jabor. Só assim ficará visível o que esses senhores fazem contra a Nação. Melhor dizendo, o que não fazem pela Nação.

FIP disse:
27 de abril de 2007 às 10:16

Prezados sugiro que acessem a página do Boletim da Agência Câmara e tentem verificar a notícia do processo contra o Jabor, o que aparece? Os 150 anos da obra do Alan Kardec. Será que desistiram mesmo. A propósito o Jabor, pra quem acha que conhece é ligado ao PSDB, só falta a carteirinha, mas isso não é problema. Que ele no Manhattan Connection imitava o Francis até no cantarolar as musiquinhas e brigar com o Caio B. isso não é novidade. O que falei é apenas que ele não é uma sumidade no assunto como muitos tentam fazê-lo. Eu gosto dele...

edisio disse:
27 de abril de 2007 às 10:47

Chinaglia, não processe o Jabor. Ele faz a alegria deste país.Leia o Art.220 da Constituição Federal. E tenha calma.

Sandro da Silva disse:
27 de abril de 2007 às 13:13

É inacreditável que certas pessoas, ao invés de criticarem esses ´´ pilantras `` do Congresso, o fazem contra um brilhante jornalista que, como formador de opinião, expôs, de forma muito aberta, mais uma travessura criminosa dos nossos ´´ representantes políticos ``. Por que não se comentar então sobre o Franklin Martins, que, de tanto bajular o Governo, acabou ganhando um cargo de elite no Ministério das Comunicações. Chega de hipocrisia, são ´´ canalhas `` sim!

Martorano Rêgo disse:
27 de abril de 2007 às 13:54

O Sr Presidente da Câmara, deveria coibir os gastos excessivos dos Srs Deputados, gastos com o nosso dinheiro, sem ter que prestar contas de nada. É uma vergonha nacional. Ainda quer aumento de 28%. Outra vergonha. Ê Brasil.

Helena Fausta disse:
27 de abril de 2007 às 17:46

Querem processar a única pessoa que não tem rabo preso com "eles", os canalhas, Jabor, para mim, representa nossa voz, tão calada e omissa diante de tanta miséria e falta de amor pelo nosso povo.

Carlos Roberto disse:
27 de abril de 2007 às 22:02

Se eu fosse o Sr. Arnaldo Jabor, exigiria que o Sr. Chanaglia e seus comparsas o processasse, mas, com uma condição: que não houvesse segredo de justica. Assim, toda a sociedade brasileira poderia saber para onde está indo o nosso dinheiro.
Carlos Roberto
Contabilsta

Sandra Silva disse:
27 de abril de 2007 às 23:48

Não há hilariedade qualquer na conduta autoritária e quase (senão toda) fascista do presidente da Câmara Federal. Arvorou-se de julgador das manifestações dos jornalistas de todo o país e instituiu o retorno da guilhotina francesa. Estamos à beira do abismo do terror jacobino. Quem diria, partindo de onde está! Insanos e insensatos são os atos que destróem a moral e a ética. E põem uma canga no miserável povo brasileiro. Nossa voz está a se esgotar e não vamos poder fazer nada.
Att,
Sandra Silva

Richard Smith disse:
30 de abril de 2007 às 01:00

Arlindo K.Naglia

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